sexta-feira, 27 de junho de 2014

Tremor de terra assusta moradores de Caxias do Sul

                Abalo foi percebido nos bairros da 

                zona Norte do município da Serra  


Moradores de Caxias do Sul relataram à Brigada Militar e ao Corpo de Bombeiros, na noite dessa quinta-feira, um tremor de terra na zona Norte do município da Serra gaúcha. O abalo foi percebido por moradores dos bairros Fátima, Parque Oasis, Santa Fé, Nossa Senhora da Saúde e Vinhedos.

Uma moradora do bairro Fátima relatou que se assustou ao ver os vidros tremendo e os móveis se movendo no apartamento. Apesar do susto dos moradores, nenhum dano foi registrado.

O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) recebeu pelo menos dez chamados por volta das 23h, relatando o fenômeno. O telefone convencional do Corpo de Bombeiros, também foi acionado por diversas vezes pelo mesmo motivo.

Histórico

Em abril de 2011, foi registrado um forte tremor de terra, que assustou moradores da zona Norte de Caxias do Sul. O fenômeno foi considerado uma “acomodação do solo”. O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UNB), informou na época que os equipamentos da instituição não registraram nenhum abalo em Caxias do Sul. E, tranqüilizando a população, afirmou que é normal não haver registros neste caso, já que os tremores foram de pequena magnitude. De acordo com a instituição, município gaúcho possui um histórico conhecido desses tremores.

Em 2008, um tremor de terra também assustou os moradores de bairros da zona Norte de Caxias do Sul. Um estrondo seguido de um abalo sísmico com cerca de 10 segundos de duração foi o suficiente para tirar da cama mais cedo 30% dos 450 mil habitantes da cidade serrana. Pela medição de sismógrafos de engenharia utilizados na região, o abalo alcançou 5 milímetros por segundo. “A intensidade é suficiente para cair um reboco”, explicou o geólogo, Nério Jorge Susin. Na época, nenhuma chamada relatou danos material ou físico. No entanto, as 18 câmaras de vigilância instaladas na área não registraram qualquer movimento relacionado ao fato.


* Com informações do repórter Dico Reis

by Correio do Povo

“As listas negras do partido da intolerância”, análise do ITV

27 de junho de 2014
itvO PT tem uma lógica muito peculiar de fazer política: quem não está com o partido é tratado como inimigo. O objetivo vai além de derrotar adversários, o que seria do jogo democrático. A ordem é simplesmente exterminar quem se interpõe no caminho dos partidários da intolerância. Sejam eles jornalistas, críticos ou políticos insatisfeitos com o estado geral das coisas no país.
Dois episódios recentes ilustram bem esta forma indecorosa de fazer política: a divulgação, por parte do vice-presidente petista, de uma “lista negra” de articulistas a serem combatidos pelos partidários da intolerância e a tentativa do ministro de Relações Institucionais – exercitando sua expertise aloprada – de emparedar prefeitos do PMDB do Rio que manifestaram apoio à candidatura de Aécio Neves, revelada ontem por O Globo.
Trata-se de método tipicamente petista de fazer política: a perseguição a adversários com vistas a aniquilá-los. A cada campanha, surge um novo estratagema gestado nos subterrâneos do partido. Nesta sanha, os petistas não se constrangem em utilizar estruturas de Estado para atacar quem querem destruir – vide também o uso de estatais e prefeituras petistas para difamar e disseminar ofensas contra Aécio pela internet.
Os episódios nefastos se sucedem: em 1998, o dossiê Cayman; em 2006, o escândalo dos aloprados; em 2010, o dossiê Erenice Guerra (para tentar atingir o presidente Fernando Henrique) e a violação de sigilo fiscal de familiares de José Serra. O que mais, além das duas novas famigeradas listas negras, nos espera na campanha que se avizinha?
Felizmente, a vigilância da imprensa sempre tem conseguido impedir que os partidários da intolerância prosperem. Não fossem a livre manifestação e o firme exercício democrático, estaríamos arriscados a ver o obscurantismo prevalecer. A luz da liberdade de expressão tem vencido as trevas do autoritarismo. Mas, até quando?
A perseguição a quem discorda dos ditames petistas não é fortuita, não é acidental nem irrefletida. O partido cuja bancada mais ilustre hoje dá expediente no presídio da Papuda considera que seu projeto é venturoso, mas esbarra na má vontade dos meios de comunicação, dos formadores de opinião – em suma, dos que não lhe dizem amém. Nesta lógica, a melhor arma é a mordaça.
Os petistas se julgam arautos de um projeto de transformação do país e, até quando fazem autocrítica, transferem para os mensageiros a culpa pela má mensagem. É o que acontece agora, também, quando admitem que a insatisfação com o governo Dilma não é apenas da “elite branca”, mas sim algo disseminado por toda a população.
A origem deste mal-estar seria “um pensamento conservador que se expressa fortemente por meio dos veículos de comunicação e que opera um cerco contra nós”, como disse Gilberto Carvalho em entrevista àFolha de S.Paulo publicada na segunda-feira passada. Por esta visão, ficamos assim combinados: a corrupção e a incompetência que marcam as gestões petistas foram inventadas em redações de jornal.
A lista negra de jornalistas e políticos também nos convida a refletir sobre a intenção já manifestada pela candidata-presidente de abraçar a proposta de regulação da mídia, acalentada há tempos por setores bastante influentes do PT.
Embora Dilma jure que não aceita discutir o controle de conteúdo, será que dá para acreditar na suposta boa fé da presidente diante da voracidade de um partido sobre o qual ela não tem qualquer ascendência? Afinal, se, sem qualquer legitimidade, o PT já incita uma cruzada contra vozes dissonantes, o que aconteceria se lhe fosse dado poder efetivo para controlar conteúdos jornalísticos e encabrestar opositores? Melhor nem pensar. Melhor ainda é agir antes e impedir que os partidários da intolerância prosperem.

Juiz rejeita pedido da Argentina, e pagamento pode ser embargado

26/06/2014 18h35 - 

País pagou hoje parcela da dívida a credores que aceitaram renegociação.
Mas os que não concordaram com o diálogo recorreram à Justiça.

Do G1, com agências internacionais
Entenda - Crise na Argentina (VALE ESTE) (Foto: Arte/G1)
Apesar de ter pago nesta quinta-feira (26), antes do prazo, US$ 1 bilhão a credores que aceitaram o parcelamento da dívida, a Argentina poderá ter esse depósito confiscado para saldar outros credores, o que, na prática, poderia vir a configurar um novo calote.
Isso porque, também nesta quinta, o juiz federal americano Thomas Griesa rejeitou a solicitação da Argentina de suspender a medida que obriga o país a pagar de forma integral um outro grupo de credores dos Estados Unidos que não aceitou renegociar a dívida. São os chamados fundos especulativos.
Além disso, o juiz determinou que a Argentina só pode pagar os que concordaram com o parcelamento quando também honrar o pagamento dos que exigem receber o valor sem descontos ou parcelas.
Segundo o jornal argentino "La Nación", Griesa convocou o governo da Argentina e os representantes desses fundos para uma audiência extraordinária nesta sexta-feira (27).
A audiência foi pedida pelo fundo NML Capital, de Nova York, em um documento que considera o pagamento da dívida renegociada uma violação da sentença de Griesa. De acordo com o "La Nación", a intenção é convencer o juiz a embargar o pagamento, colocando o país em "calote técnico".
Briga na Justiça
A parcela que a Argentina pagou nesta quinta pertence à chamada renegociação da dívida de US$ 100 bilhões, definida em 2005. Esse sistema de pagamento, com descontos e parcelamentos, foi aceito pela maioria dos credores do país.
Mas um grupo de fundos especulativos (ou fundos abutres) briga desde 2005 na Justiça dos EUA para exigir do governo argentino o pagamento integral de US$ 1,33 bilhão que lhes é devido.
Na semana passada, após esses credores terem tido uma vitória da corte americana, o Ministério da Economia argentino ameaçou dar um calote no pagamento da dívida com os credores que aceitaram renegociá-la, afirmando que a decisão judicial impossibilitava o também o pagamento da próxima parcela da dívida reestruturada.
Para Argentina, depósito evita calote
Apesar da ameaça, nesta quinta o ministro da Economia argentino, Axel Kicillof, anunciou o pagamento da parcela, com depósito de US$ 832 milhões, dos quais US$ 539 milhões foram para contas do Bank New York Mellon. O total de US$ 1 bilhão inclui o pagamento de vencimentos em pesos, detalhou o ministério em um comunicado que explicou a operação.
Kicillof afirmou que foi feito o pagamento nesta quinta porque na sexta é feriado bancário na Argentina, e o contrato determina que o depósito deve ser feito no último dia útil antes do vencimento, que é na próxima segunda-feira (30).
Pagar é: depositar os recursos cumprindo com as obrigações estabelecidas"
Cristina Kirchner, presidente da Argentina
Em comunicado oficial, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou que "pagar é: depositar os recursos cumprindo com as obrigações estabelecidas no prospecto de emissão dos títulos da dívida". Ela deixou claro que considera que, mesmo que o dinheiro seja embargado pela Justiça, o país não deu calote na dívida.
O ministro da Economia da argentina afirmou à imprensa que "não resta a menor dúvida da parcialidade do juiz a favor dos fundos abutres nem de sua verdadeira intenção: levar a República Argentina ao default (calote) para derrubar a reestruturação de 2005-2010, alcançada após longas negociações em um consenso de 92,4% (dos credores)."
O anúncio do pagamento da parcela quatro dias antes do vencimento e um dia depois de uma viagem de Kicillof a Nova York surpreendeu e foi interpretado por alguns analistas como uma "estratégia política".
"É uma estratégia para jogar a bola para o juiz Thomas Griesa, que no ano passado decidiu a favor dos fundos especulativos, NML Capital e Aurelius", disse à France Presse o economista Eduardo Blasco, da consultoria Maxinver. "Parece que querem que Griesa decida se o país entrará em moratória ou não", acrescentou.
Relembre a crise
O novo imbróglio argentino remonta à grave crise econômica e política de 2001, quando a Argentina anunciou um calote em sua dívida pública, que era de cerca de US$ 100 bilhões.
Quatro anos depois, no governo de Néstor Kirchner, o país tentou recuperar a credibilidade oferecendo, a quem havia sido prejudicado pelo calote, pagamentos com descontos acima de 70%. Mais de 90% dos credores aceitaram a proposta e, desde então, vêm recebendo esses pagamentos em parcelas. Os que não aceitaram, no entanto, recorreram a tribunais internacionais.
Em 2012, um dos casos, movido por fundos especulativos, recebeu uma decisão favorável da Justiça dos Estados Unidos, que determinou que a Argentina deveria pagar US$ 1,33 bilhão aos fundos. O governo argentino recorreu, e o caso chegou à Suprema Corte dos EUA, que decidiu manter a condenação, derrubando uma medida cautelar que suspendia os efeitos da determinação judicial anterior.
"A suspensão do 'stay' (medida cautelar) por parte da Justiça impossibilita o pagamento em Nova York da próxima parcela da dívida reestruturada e revela a ausência de vontade de negociação em condições distintas às obtidas na sentença ditada pelo juiz Griesa", disse o ministério da Economia argentino no dia 19.

Em Alta

"Nós saímos de 1534. Mas 1534 nunca saiu da gente"

"No Brasil, em quase todos os estados, o poder político é transmitido como uma herança de sangue. As mesmas famílias atravessam geraçõe...

Mais Lidas