quarta-feira, 10 de julho de 2013

Tribunal de Justiça suspende interdição do Centro Administrativo Fernando Ferrari

T



O Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Marcelo Bandeira Pereira, deferiu nesta quarta-feira (10), o pedido da Procuradoria-Geral do Estado e suspendeu a interdição do prédio do Centro Administrativo Fernando Ferrari. 

No pedido formulado, a PGE informou a existência de PPCI devidamente aprovado pelo Corpo de Bombeiros, com a expedição do respectivo Certificado de Conformidade, datado de 10.09.12, estando o PPCI em fase de efetiva implantação dentro do prazo que a lei permite, até 10 de setembro de 2014. Registrou também que os defeitos formais nos documentos apresentados pelo Estado e apontados na decisão de primeiro grau não tinham relevância ou importância capazes de invalidar o PPCI aprovado por quem tem competência para tal, ou seja, os Bombeiros. 

O Estado ainda em sua manifestação esclareceu e comprovou que no CAFF estão presentes todos os itens obrigatórios de segurança, tais como iluminação de saída, iluminação de emergência e sistema de detecção e alarme de incêndio, havendo, no entanto, necessidade de algumas modificações e substituições de equipamentos, prevendo o PPCI a substituição por equipamentos com novas tecnologias. 

A Presidência do Tribunal de Justiça, acolhendo os argumentos apresentados pela PGE, entendeu que a decisão de primeiro grau adotou como fundamento questões de ordem puramente formal, não havendo referência a aspectos e riscos concretos de ordem fática e que, efetivamente, a partir do Certificado de Conformidade, expedido pelo 1º Comando Regional de Bombeiros, restou comprovado existir um PPCI válido e eficaz. Com a decisão, o trabalho nas dependências do CAFF está normalizado.
Confira, abaixo, a íntegra da nota divulgada pela Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos:
O Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos, informa que o Tribunal de Justiça cassou agora à tarde a liminar que pedia a interdição do Centro Administrativo Fernando Ferrari. O Estado do Rio Grande do Sul ingressou com recurso, na manhã desta terça-feira, contra a decisão que deferiu o pedido do Ministério Público para a interdição do prédio público, por acreditar que não havia qualquer fundamento para a interdição, já que o Caff possui grau de risco pequeno de sinistralidade, além de equipamentos de prevenção necessários para a segurança de todos os usuários.

É importante salientar que a Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos retomou já em 2011 um processo que estava arquivado desde 2006 para a contratação do Plano de Prevenção e Combate à Incêndio (PPCI). Em setembro de 2012, o PPCI recebeu o Certificado de Conformidade atestado pelo Corpo de Bombeiros, que possui prazo de execução de dois anos. Diversas ações constantes do PPCI estão sendo executadas, como a formação de uma Brigada de Incêndio, formada por 150 servidores; a recarga de todos os extintores de incêndio, entre outras.
by Portal do Governo do Estadodo RS

Plenário da Câmara de Vereadores de Porto Alegre é invadido

Plenário da Câmara de Vereadores de Porto Alegre é invadido

  • Ocupam o local 50 pessoas, que devem passar a noite em vigília


PORTO ALEGRE – A Câmara de vereadores de Porto Alegre foi ocupada no início da noite desta quarta-feira por ativistas ligados ao Bloco de Luta pelo Transporte Público. Eles reivindicam passe livre a todos os estudantes do estado. Os manifestantes interromperam a sessão com faixas e palavras de ordem e invadiram o plenário.
Os ativistas do Bloco de Luta ocupava as galerias do plenário antes de entrar no local. O presidente da Casa, Thiago Duarte (PDT), encerrou a sessão ordinária e tentou marcar uma reunião com um grupo de manifestantes, sem sucesso.
Duarte disse que pode pedir a reintegração de posse na Justiça, caso o grupo não colabore.
- Da nossa parte, o diálogo está aberto. Se não houver da parte deles, vamos para as medidas judiciais cabíveis - afirmou o vereador.
Os manifestantes também pedem que os portões da Câmara sejam abertos. A entrada foi bloqueada pelos ativistas, que ficaram na rua impedindo que carros entrem ou deixem o local. Cerca de 50 pessoas ocupam o plenário e devem passar a noite em vigília no local.
Além do passe livre, os ativistas exigem a transparência nas contas das empresas de ônibus. Às 20h, o grupo pretende realizar uma assembleia popular no plenário, mas a segurança da Câmara está impedindo o acesso de pessoas.


http://oglobo.globo.com/pais/plenario-da-camara-de-vereadores-de-porto-alegre-invadido-8990369#ixzz2Ygj8kIJe 


© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. 

Licenças médicas de funcionários do Senado somam 87,5 mil dias em 2 anos

Dados foram obtidos pelo ‘Estado’ por meio da Lei de Acesso; boom de afastamentos (78,4 mil dias) está entre concursados, que não estão submetidos ao Regime Geral de Previdência


BRASÍLIA - Nos 100 primeiros dias desde que voltou ao comando do Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), adota um discurso da moralização e transparência dos gastos públicos. Mas as medidas tomadas por Renan, até o momento, não tocaram em um ponto que pode ser considerado uma verdadeira caixa-preta do Senado: a concessão de licenças médicas. Entre 2011 e 2012, servidores efetivos e funcionários comissionados do Senado tiraram 87,5 mil dias de licenças.
Discurso. Reforma ‘moralizadora’ pregada por Renan Calheiros não toca nas licenças - André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão
Discurso. Reforma ‘moralizadora’ pregada por Renan Calheiros não toca nas licenças
Os dados inéditos, obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação, apontam que, desde o início da atual legislatura, cada trabalhador da Casa afastou-se por motivo de saúde em média por 14 dias. O Senado não forneceu à reportagem os dados dos quatro primeiros meses de 2013 – Renan assumiu em fevereiro, depois de suceder José Sarney (PMDB-AP).
O levantamento revela que a imensa maioria das licenças em 2011 e 2012 foi tirada por servidores efetivos – que ingressaram por concurso público ou foram incorporados ao quadro por estarem na Casa antes de 1988, ano da promulgação da Constituição. De cada dez dias de licença, praticamente nove foram desses servidores.
Os chamados efetivos são uma "população" bem remunerada, onde um garçom, por exemplo, pode ganhar salário de até R$ 17 mil.
No período, os efetivos tiraram 78,4 mil dias de licenças. Considerando o salário médio desses servidores em abril – de R$ 19 mil, segundo a folha de pagamento que consta no Portal da Transparência da Casa –, o Senado gastou no período cerca de R$ 50 milhões por dias não trabalhados por seus servidores efetivos nos últimos dois anos.
Os servidores comissionados do Senado, por sua vez, tiraram 9,1 mil dias de licença.
Distorções
Proporcionalmente, a diferença é gritante. Os 3,1 mil efetivos ficaram afastados por 25 dias de trabalho em média no biênio, enquanto aqueles nomeados livremente pelos senadores ou pela administração da Casa, menos de três dias entre 2011 e 2012.
Hoje, o Senado tem praticamente a mesma proporção entre servidores efetivos e comissionados licenciados – são apenas 59 comissionados a mais que os efetivos, o que, na prática, evidencia critérios de concessão de licenças desiguais.
Todo trabalhador do Senado pode se afastar por até 15 dias sem prejuízos salariais, desde que apresente um atestado médico – a mesma regra geral da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). A diferença é que todo trabalhador que ultrapassa esse período de licença passa a receber pelo INSS. No Senado a regra é distinta. Os efetivos continuam recebendo seus salários normalmente mesmo após esse período de 15 dias, tendo que passar por uma avaliação médica. Esse médico pode ser ou não da Casa. Só se a licença ultrapassa 120 dias é que o caso é analisado por uma junta médica, mas não há regra sobre suspensão do salário.
No caso dos comissionados, o rigor é maior. Acima do período de 15 dias, ficam sujeitos às regras dos contratados pelo Regime Geral da Previdência, fazendo jus ao auxílio-doença do INSS – benefício bem inferior ao salário.
Espanto geral
Confrontados com os números, senadores se espantaram com o volume de licenças concedidas. Ao considerarem as licenças muito alta para a quantidade de trabalhadores da Casa, os parlamentares defenderam uma auditoria na concessão de afastamentos. "A menos que o Senado seja um paraíso de doentes, é no mínimo um exagero inominável. Acho uma fraude repetida. O Senado não é hospital", disse o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
Funcionários da Casa, que conversaram com o Estado sob a condição do anonimato por temer represálias, relataram que os comissionados, além de não quererem entrar na regra do auxílio-doença, também admitem reservadamente o receio de perder o emprego e, por isso, freiam os pedidos de licenças.
Um mês de trabalho
O Estado apurou um caso de licença médica que chama a atenção. Um servidor emendou licença médica de 120 dias atrás de outra entre outubro de 2010 e março de 2012. O período máximo que o servidor, lotado como técnico legislativo, trabalhou foi de outubro a novembro de 2011. Ele se aposentou voluntariamente em junho de 2012, com salário de R$ 16 mil, sem indicar que a aposentadoria ocorreu por problema de saúde.
Entre os anos de 2011 e 2012, o Senado apresentou uma redução de 1,1% no número de licenças tiradas por servidores e comissionados. De 44.024 afastamentos dois anos atrás, as licenças caíram para 43.525 no ano passado – uma redução de 499 dias no período.
by O Estadão

Em Alta

Os números do PT

by Deise Brandão Existe a narrativa de que o PT é um partido gigante, mas, quando se observam os números institucionais, o cenário é mais m...

Mais Lidas