quinta-feira, 4 de abril de 2013

Homem mata 4 mulheres e 5 meninas com um machado na Índia


O acusado parece ter ficado perturbado mentalmente depois que sua mulher o deixou

04/04/2013 10:55

RAIPUR - Um indiano matou com um machado quatro mulheres e cinco meninas nesta quinta-feira, aparentemente perturbado pelo fato de ter sido abandonado pela esposa, informou a polícia.

Pandu Nagesia, de 35 anos, nove vizinhas em seu povoado de Behratoli, no estado central do Chhattisgarh, indicou à AFP o chefe da polícia local, Govardhan Singh Darroh.

As vítimas são cinco meninas entre 2 e 9 anos, uma mulher de 25 anos e três mulheres com mais de 60 anos. "O acusado parece ter ficado perturbado mentalmente depois que sua mulher o deixou", explicou a fonte. Nagesia está sob custódia.

Este fato coloca em evidência a violência exercida contra as mulheres na Índia, três meses depois do estupro coletivo de uma jovem estudante em Nova Délhi, caso que desatou um movimento de protesto em todo o país. A jovem estuprada morreu duas semanas depois em consequência dos ferimentos.

by Correio Braziliense

Coreia do Norte ameaça Estados Unidos com ataques nucleares


 04/04/2013 10:08

 (Kim Jong Il)
SEUL - A Coreia do Norte aumentou sua retórica belicista nesta quinta-feira, ao advertir que seu exército conta com a autorização final para lançar um ataque contra os Estados Unidos utilizando eventualmente armas nucleares.

A Rússia, por sua vez,considerou inaceitável que a Coreia do Norte não respeite as resoluções da ONU (sobre a não-proliferação nuclear) e afirmou que as iniciativas de Pyongyang no âmbito nuclear bloqueiam de fato uma retomada das negociações multilaterais. "A atitude da Coreia do Norte complica, ou inclusive bloqueia, as perspectivas de retomar as negociações entre os seis", declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Lukashevich.

Por sua vez, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou-se nesta quinta-feira "profundamente preocupado" pela escalada da retórica da Coreia do Norte, durante uma coletiva de imprensa em Mônaco. O Estado-Maior do Exército norte-coreano disse que informava oficialmente Washington que os americanos serão esmagados utilizando "meios nucleares", segundo um comunicado citado pela agência oficial norte-coreana, KCNA.
"A operação sem compaixão" das forças norte-coreanas "foi definitivamente examinada e ratificada", disse o exército, acrescentando que uma guerra na península coreana pode explodir "hoje ou amanhã". "Os Estados Unidos devem refletir sobre a grave situação atual", acrescentou, considerando que os voos de bombardeiros B-52 e B-2 americanos sobre a Coreia do Sul eram a origem deste agravamento da crise.

Apesar do disparo bem-sucedido de um míssil em dezembro, os especialistas não consideram que neste momento a Coreia do Norte tenha capacidade para atacar diretamente o território americano. No entanto, Pyongyang ameaçou atacar Guam e Havaí, e está em condições de atingir a Coreia do Sul e o Japão, onde encontram-se 28.500 e 50.000 soldados americanos, respectivamente.

 (Kim Jong Il)
A agência sul-coreana Yonhap e o jornal japonês Asahi Shimbun indicaram que a Coreia do Norte parec ter instalado em sua costa oriental uma bateria de mísseis Musudan de médio alcance (3.000 km).

Segundo fontes de inteligência militar citadas pela Yonhap, a Coreia do Norte pode lançar um míssil no dia 15 de abril, aniversário do nascimento do fundador do regime comunista, Kim Il-Sung, que faleceu em 1994.

"Vemos hoje uma nova declaração da Coreia do Norte que emite novamente uma ameaça que não é construtiva", declarou a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, Caitlin Hayden, referindo-se a uma declaração "que isola um pouco mais a Coreia do Norte do resto da comunidade internacional". "A Coreia do Norte deve deter suas ameaças e tentar respeitar suas obrigações internacionais", acrescentou.

Pouco antes do anúncio do exército norte-coreano, o Pentágono informou na quarta-feira sobre a mobilização de uma bateria antimísseis THAAD sobre a ilha de Guam, de onde decolam os B-52 que sobrevoaram a Coreia do Sul. Este sistema de defesa se soma à mobilização de dois destroieres Aegis antimísseis no Pacífico ocidental.

Para o secretário de Defesa, Chuck Hagel, que se reuniu com seu colega chinês Chang Wanquan, as provocações de Pyongyang representam um perigo claro e real.

Aumento dos apelos à China


A multiplicação das ameaças inquieta cada vez mais a comunidade internacional. A Rússia está muito preocupada pela situação "explosiva perto de (suas) fronteiras no Extremo Oriente", declarou o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Igor Morgulov.

A China, principal aliada da Coreia do Norte, convocou a calma e a moderação a todas as partes envolvidas no conflito. Os apelos feitos a Pequim para que tente apaziguar o regime de Kim Jong-Un se multiplicaram. A França desejou que a China, que tem poder sobre a Coreia do Norte, intervenha na crise.

Em Berlim, um porta-voz do ministério alemão das Relações Exteriores, Andreas Peshke, também pediu à China que atue com um papel tranquilizador e os Estados Unidos enviarão no fim do mês seu funcionário de mais alta patente, o general Martin Dempsey, a Pequim.

A União Europeia pediu a Pyongyang nesta quinta-feira que não alimente as tensões e que se comprometa a favor da paz e da segurança, renunciando à reativação de seu reator nuclear na central de Yongbyon.

Bloqueio de Kaesong

Por sua vez, Ban Ki-moon disse estar decepcionado e preocupado pelas restrições que afetam os trabalhadores sul-coreanos que trabalham em Kaesong e acrescentou que espera "sinceramente que a medida fique sem efeito o quanto antes".

A Coreia do Norte bloqueou nesta quinta-feira o acesso de centenas de empregados sul-coreanos ao complexo industrial intercoreano de Kaesong pelo segundo dia consecutivo, indicou um jornalista da AFP perto da fronteira da Coreia do Sul com o Norte.

Pyongyang inclusive ameaçou retirar seus 53.000 funcionários de Kaesong "se as marionetes sul-coreanas e os meios de comunicação conservadores continuarem nos denegrindo", segundo o Comitê para a Reunificação Pacífica da Coreia, uma agência governamental encarregada da propaganda.

O complexo de Kaesong, preciosa fonte de renda para a Coreia do Norte, foi inaugurado em 2004 com a vontade simbólica de estabelecer uma cooperação entre as duas Coreias.

Para Yun Duk-Min, professor da academia sul-coreana de diplomacia, a maior incógnita é a atitude do jovem líder norte-coreano Kim Jong-Un, que, com menos de 30 anos, sucedeu seu pai Kim Jong-Il após sua morte, em dezembro de 2011. "O problema é saber se Kim, que ainda é jovem e pouco experiente, é capaz de controlar a escalada. Isso vai parar? É a pergunta que preocupa", opinaYun Duk-Min.

O Vírus H1N1 e o acidente de laboratório. Experimento militar?


É verdade que a pandemia de gripe suína foi resultado de uma 

falha de laboratório que espalhou o vírus de volta no mundo?


Não é bem assim, mas a história do vazamento do vírus do laboratório é verídica sim.
O vírus H1N1 já existia há muitos séculos tendo as aves selvagens como hospedeiras. Foi introduzido no homem provavelmente em 1918, quando causou a pior pandemia de gripe da história mundial, matando cerca de 40 milhões de pessoas. Quase que simultaneamente, o vírus também contaminou os porcos (possivelmente passou das aves para o homem e do homem para os porcos).

A partir de 1918, o H1N1 continuou circulando entre aves, porcos e humanos, com as cepas se diferenciando em cada uma das espécies hospedeiras (a transmissão entre hospedeiros de espécies diferentes - homem, ave e porco - não é contínua e sim pontual com décadas de intervalo entre elas). Até que em 1957 o H1N1 desaparece por completo do homem. A gripe sazonal no homem passa a ter como subtipo predominante o H2N2 e, posteriormente, o H3N2. O H1N1 continuou circulando apenas em porcos e aves.

Esporadicamente surgiam relatos de casos de seres humanos contaminados pelo vírus H1N1 que tinham contato direto com porcos contaminados, mas esses casos não apresentavam retransmissão do vírus de homem para homem.

Em 1976, misteriosamente surge um surto de gripe pelo vírus H1N1 em humanos em uma base militar nos Estados Unidos (Fort Dix). Esses militares não tiveram contato direto com porcos e possivelmente tratou-se de algum experimento militar não divulgado. Felizmente, o vírus tinha uma infectividade (capacidade de transmissão entre pessoas) muito baixa (tentativa de vacina com vírus atenuado?) e o surto foi prontamente contido. No ano seguinte, entretanto, surge uma epidemia de H1N1 em humanos com foco inicial na União Soviética e China. A análise do vírus causador mostrou uma semelhança tão grande com cepas que estavam em circulação em 1950 que a falta de mutação só poderia ser explicada por uma reintrodução de uma cepa preservada em laboratório. 1

Desde então o H1N1 voltou a circular entre humanos e a causar gripe sazonal, embora em menor proporção que o H3N2.

O sorotipo que está causando a pandemia atual foi resultado de uma série de recombinações de materiais genéticos, que ocorreram em em pelo menos 3 fases distintas. Em um momento inicial houve uma recombinação de material genético entre o H1N1 que voltou a circular entre os homens e o H1N1 suíno. 

Depois entre o H1N1 suíno e o aviário. E por último uma recombinação entre sorotipos diferentes de H1N1 suíno. Esse, por sua vez, reinfectou o homem e ganhou transmissibilidade homem-homem.Isto significa que: diretamente não, a pandemia atual não é consequência de um vazamento de laboratório. Mas indiretamente sim, o vírus H1N1 reintroduzido em humanos no final da década de 70 por um erro de laboratório ou experimento militar entrou no caldeirão de mutações genéticas que gerou o sorotipo causador da pandemia atual.
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Modificado de Zimmer et al. NEJM 2009 361:275


1. Historical Perspective - Emergence of H1N1.NEJM 361;3 July 16, 2009.

Veja mais: Guia da H1N1

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