12/01/2013

É tão aviltante, tão desgraçada a situação, que fica impossivel comentar. by Deise



CPI do Cachoeira custou R$ 167 mil 




aos cofres do Congresso



Comissão criada para investigar bicheiro acabou com relatório de 2 páginas.
Gastos se concentraram em diárias, passagens aéreas e hospedagem.

Criada para apurar o elo de políticos e empresários com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, a comissão parlamentar mista de inquérito conhecida como CPI do Cachoeira custou aos cofres públicos R$ 167.101,16, segundo dados oficiais obtidos pelo G1 na Diretoria Geral do Senado.
A comissão durou oito meses, mas os trabalhos se concentraram no primeiro semestre do ano passado. Depois do recesso de julho, as eleições levaram à suspensão dos trabalhos até o fim de outubro. Em novembro e dezembro, as atenções se concentraram para votar o relatório final com as conclusões.
Parlamentares durante sessão de votação do relatório final da CPI do Cachoeira (Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado)Parlamentares durante sessão de votação do relatório final da CPI do Cachoeira; conclusão com mais de 4 mil páginas foi rejeitado para aprovação de parecer com duas páginas (Foto:Marcos Oliveira/Agência Senado)
Ao final dos trabalhos, a CPI consumiu menos recursos do que inicialmente previsto. O requerimento de criação da comissão fixava em R$ 200 mil o limite das despesas a serem realizadas no trabalho de investigação.
Dos 167 mil dispendidos, a maior parte, R$ 130.642,06, foi usada para pagamento de diárias.
Para pagamento de passagens áreas domésticas, o Congresso desembolsou no período de funcionamento da comissão outros R$ 33.619,20. O restante, R$ 2.839,9, foi usado para pagamento de hospedagem em Brasília, que cobrem custos especialmente de pessoas chamadas a depor.
Das 35 pessoas convocadas ou convidadas para falar à CPI, somente 16 aceitaram dar informações; as outras 19 permaneceram caladas.
Relatório
A CPI do Cachoeira teve fim no dia 18 de dezembro com a rejeição do relatório final elaborado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG), escalado para conduzir a investigação. Sem consenso, o texto do relator, com mais de 4 mil páginas, deu lugar a um "parecer alternativo" de duas páginas que encaminhava ao Ministério Público todo o material recolhido na apuração.

Este documento, redigido pelo deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) e que acabou aprovado como relatório final, não sugere o indiciamento de nenhum dos suspeitos de envolvimento com o esquema de Cachoeira.
O líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR), que integrou a CPI, disse acreditar que a comissão não "cumpriu o seu papel", pois deixou de apurar desvios de dinheiro público em licitações e a suposta relação da construtora Delta com empresas fantasma.
"A CPI deixou a desejar, não cumpriu o seu papel. Ela escondeu mais do que revelou, ficou adstrita ao que a Polícia Federal tinha revelado. A CPI tinha que chegar ao desvio de dinheiro público através de licitações fraudadas, esquema de empresas laranjas com a participação da Delta e remessas ao exterior", afirmou o tucano.
Ele explicou que a maioria comissão rejeitou o relatório de Odair Cunha por considerar que houve "blindagem" à construtora Delta. "O relatório foi dirigido, por isso o rejeitamos. Na verdade isso que deveríamos ter investigado a Polícia Federal não investigou nem o Ministério Público".
Já para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da CPI, os mais de R$ 167 mil gastos "valeram a pena". Ele destacou que o relatório de Odair Cunha, apesar de não ter sido aprovado pela maioria, foi entregue ao Ministério Público Federal, a quem caberá iniciar novas investigações ou anexar os dados aos inquéritos já abertos.
Para o petista, o parecer do relator trouxe elementos novos que devem auxiliar as apurações do MPF e da Polícia Federal. "Acho que o gasto se justificou. Todo o relatório do deputado Odair Cunha vai ao Ministério Público Federal e é um documento muito importante, completo. Os dados constantes do relatório falam por si, então o gasto valeu a pena", disse.
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by G1

Presidente da Argentina se encontra com Fidel e Raúl Castro em Cuba


Cristina Kirchner viajou a Cuba para acompanhar situação de Hugo Chávez.
Líder venezuelano foi operado pela 4ª vez de câncer em 11 de dezembro.
Da France Fresse
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, se encontrou com Fidel e Raúl Castro em Cuba. Ela chegou na sexta-feira ao país caribenho para acompanhar de perto a situação do líder venezuelano, Hugo Chávez, operado de um câncer na capital cubana há um mês.
Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, durante encontro com Fidel (Foto: Alex Castro/Granma/AP)Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, durante encontro com Fidel (Foto: Alex Castro/Granma/AP)
Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, se encontrou com Fidel e Raul Castro (Foto: Alex Castro/Granma/AP)Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, se encontrou com Fidel e Raul Castro (Foto: Alex Castro/Granma/AP)
"Cheguei a Havana, está amanhecendo e o Malecón aparece em todo o seu esplendor. Me disseram que Fidel e Raúl Castro estão me esperando", escreveu Cristina Kirchner no Twitter, acrescentando que leva uma Bíblia para Chávez.
Kirchner, que chegou às 7h local (10h Brasília), explicou que a Bíblia lhe foi entregue por dirigentes da Federação Argentina das Igrejas Evangélicas, durante uma reunião na noite de quinta-feira na Casa Rosada, em Buenos Aires.
Na saída do Hotel Nacional, onde está hospedada, Kirchner disse à imprensa que se dispunha "a almoçar com o comandante Fidel Castro e com o presidente Raúl Castro", antes de se "reunir com familiares e amigos do presidente Hugo Chávez, que tanto ajudou a Argentina quando ela mais necessitava".
Ao voltar ao hotel, às 19h10 local (22h10), Kirchner desceu do automóvel sem dar declarações sobre seu encontro com Fidel e Raul Castro, e com os familiares de Chávez.
A visita de Kirchner coincide com a viagem do vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a Havana para se informar pessoalmente do estado de saúde de Chávez, operado de um câncer - pela quarta vez - no dia 11 de dezembro.
Antes de viajar, Maduro disse que iria a Havana para "continuar este trabalho que fazemos de visitar a família, de conversar com a equipe médica, de visitar nosso comandante presidente, de entregar-lhe as boas novas de um povo trabalhando"
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by G1

Milhares de curdos protestam em Paris após assassinato de 3 ativistas


Três mulheres curdas foram executadas a tiros na capital francesa.
Ativistas curdos alegam que Estado turco está por trás das mortes.

Milhares de pessoas de origem curda protestaram neste sábado (12) em Paris, na França, dois dias depois de três mulheres curdas terem sido executadas a tiros na capital francesa.  Ativistas curdos acusam a ​​Turquia de estar por trás dos assassinatos.
Milhares de pessoas de origem curda protestaram neste sábado (12) em Paris (Foto: Eric Feferberg/AFP)Milhares de pessoas de origem curda protestaram neste sábado (12) em Paris (Foto: Eric Feferberg/AFP)
As mortes por execução ocorridas em um instituto no centro de Paris, na quinta-feira, lançaram dúvidas sobre uma nova iniciativa do governo do primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, de lançar um processo de paz e acabar com 28 anos de insurgência pelo Partido dos Trabalhadores Curdos, que já custou mais de 40 mil vidas.
Três mulheres curdas foram executadas a tiros na capital francesa (Foto: Eric Feferberg/AFP)Três mulheres curdas foram executadas a tiros na capital francesa (Foto: Eric Feferberg/AFP)
Entre as mortas estava Sakine Cansiz, uma das fundadoras do partido, muito conhecida dos nacionalistas curdos e que acreditava-se ser uma importante financiadora europeia do grupo, que tem o norte do Iraque como sede.
Erdogan disse que as mortes podem ser resultado da briga interna no partido ou uma tentativa de acabar com os esforços turcos para encerrar o conflito, que tem complicações para Síria, Irã e Iraque, todos países com minorias curdas.
"As mortes em Paris podem ter sido uma tentativa de sabotar essa iniciativa. Também podem ser acerto de contas entre as camadas do grupo terrorista separatista", afirmou.
Ele rejeitou acusações feitas por rebeldes e ativistas curdos de que membros do Estado turco estavam por trás das mortes, e exigiu que as autoridades francesas prendam as pessoas que estão por trás do ataque e finalmente esclareçam o incidente.
Investigadores franceses não forneceram indicações imediatas de quem pode ser o responsável pelas mortes. Erdogan prometeu levar adiante os esforços para encerrar o conflito.
Desde que o partido de Erdogan chegou ao poder, em 2002, ele expandiu os direitos políticos e culturais para os cerca de 15 milhões de curdos no país, para criar a base que encerraria uma guerra que atrapalhou o progresso econômico e democrático da nação.
Mas políticos e ativistas curdos também acusam Erdogan de aumentar as tensões com prisões e julgamentos de milhares de jornalistas, advogados e outros cidadãos curdos que têm buscado uma solução pacífica para o conflito
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by G1

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