09/01/2013

Manchas solares reaparecem e enchem o Sol de pontos negros

Nem bem terminamos um artigo sobre a pequena quantidade de manchas solares e o
astro-rei tratou de mandar seu recado, salpicando na superfície da estrela nada menos
 que 196 manchas negras. Isso é uma contradição? Teremos finalmente as violentas
 tempestades solares?


Manchas solares em 9 de janeiro de 2013
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Pode até parecer ironia ou contradição, pois o artigo anterior falava justamente da pequena quantidade de manchas solares presentes nos últimos meses na superfície da estrela. Eram tão poucas que quando alguma aparecia os astrofotógrafos de plantão até comemoravam.
Mas foi só falar...
De uma hora para outra o Sol apareceu salpicado de pontinhos visíveis enquanto os instrumentos mais sensíveis registraram um aumento substancial no fluxo solar, que passou de 87 na última semana para nada menos que 155 nos últimos dias.
O interessante é que apesar da elevação repentina do fluxo e das manchas solares, não houve qualquer aumento no índice KP que mede a instabilidade ionosférica aqui na Terra. O índice permaneceu em KP=4 e não ocorreram auroras boreais ou distúrbios nas telecomunicações.

Mancha solar 1654
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Isso acontece porque apesar de o Sol estar "entupido" de manchas neste momento, não foram registrados flares de raios-x ou ejeções de massa coronal, as famosas explosões na superfície da estrela que arremessam bilhões de toneladas de gás ionizado em direção à Terra.
Sem as partículas carregadas se chocando contra a magnetosfera terrestre não há distúrbios eletromagnéticos de grande escala. Assim, as auroras não se formam, blecautes não acontecem, satélites não são danificados e as comunicações por rádio não são afetadas.

Manchas solares e Fluxo Solar
Apesar do número de manchas solares informado ser de 196 em 8 de janeiro de 2013, qualquer observador mais atento munido de um binóculo ou telescópio solar não conseguirá contar todas essas manchas. Para piorar, o número delas vai depender da capacidade de ampliação do instrumento e quanto mais potente, mais manchas verá.
Para evitar essa subjetividade, o número de manchas solares divulgado diariamente é calculado a partir do fluxo solar, uma espécie de ruído eletromagnético proveniente do Sol na frequência de 2.8 GHz, cuja intensidade é proporcional ao número de manchas.
O valor do fluxo solar varia bastante e está dentro de uma gama que vai de 60, quando o Sol está sem manchas até 300, quando muitas manchas solares estão presentes.
O número recorde de manchas solares para o atual ciclo solar 24 foi registrado em 21 de outubro de 2011, quando o Sol apresentou 207 manchas. E nem assim, tivemos uma super tempestade. Será que isso vai mudar?

Fotos: No topo, imagem do disco solar feita pelo satélite SDO (Observatório da Dinâmica Solar) da Nasa, mostra uma grande quantidade de manchas em 9 de jan de 2012, quando o número calculado era de 146. Acima, destaque para a mancha solar 1654, localizada na borda esquerda da estrela. Em alguns dias essa mancha estará voltada para a Terra com chances de explosões solares.


 Crédito: Nasa/SDO, Apolo11.com.

Caso Patricia Acioli



Vídeos

Condenado o 1º policial envolvido na morte de juíza no RJ 05.12.2012

Relembrando: Juiz ameaçado em MS diz que até sonha com escolta que o segue 24 horas por dia



  • Cleber Gellio/Midiamax
    Odilon Oliveira, juiz federal em Campo Grande, diz que pedirá proteção policial mesmo quando se aposentar
    Odilon Oliveira, juiz federal em Campo Grande, diz que pedirá proteção policial mesmo quando se aposentar
11/08/2012

O juiz federal Odilon de Oliveira, 63, vive sob proteção policial desde 1998, por conta das ameaças de morte recebidas. Nesse período de 14 anos, passou a ser amparado pela escolta até em seus sonhos.
“Desde que sou protegido, até meus sonhos, quando durmo, mudaram. Às vezes, sonho que estou fugindo dos policiais, pulando o muro de minha casa, depois bate um desespero, cadê os policiais? Mesmo quando sonho com outra coisa, vejo, na cena, um policial, é um tormento”, conta o chefe da 3ª Vara Federal de Mato Grosso do Sul.
Pai de dois filhos e uma filha, já adultos, o magistrado é escoltado até dentro de casa, todos os dias, 24 horas por dia. “Os policiais moram numa guarita”, diz. Ao todo, são dez investigadores da Polícia Federal, que vêm de fora do Estado e se revezam no turno de 24 horas. A cada dois meses há troca de agentes.

Morte da juíza Patrícia Acioli completa um ano




Foto 11 de 15 - 11.ago.2012 - Parentes e amigos participam de missa para lembrar um ano da morte da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, no Rio. A magistrada foi assassinada, segundo o Ministério Público, por policiais militares Mais Zulmair Rocha/UOL
Os policiais que cuidam da segurança do juiz andam o tempo todo armados com submetralhadoras e pistolas. Já o próprio Oliveira, não usa arma. "Tenho uma, mas não uso porque não sei usar, não saberia me defender. Arma deve ser usada por quem sabe, apenas".
Até 1997, um ano antes de viver sob a proteção da polícia, o juiz e a mulher tinham uma vida social mais intensa e até faziam aulas de dança de salão. Mas a rotina mudou. “Daqui [trabalho] sigo para a casa e, quando saio vou a um salão de beleza, ou na academia de ginástica, somente isso. De 15 em 15 dias reúno amigos, mas em casa”.
Oliveira ingressou na magistratura federal em 1987 e, além de Campo Grande, atuou também em Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO). A primeira de uma série de ameaças de morte, ele recebeu em 1998, 11 anos depois de ingressar na carreira. Desde então, a escolta é parte de sua rotina.
As ameaças contra juiz surgiram por meio de telefonemas, depoimentos de presos, cartas e até por e-mail. Houve também situações mais graves.
Certa vez, em Ponta Porã, município no sudoeste de Mato Grosso do Sul, separado do município paraguaio de Pedro Juan Caballero por apenas uma rua, um homem tentou invadir o hotel onde morava o juiz. Armado, o homem trocou tiros com seguranças, e fugiu para o país vizinho.
Em outra ocasião, também em Ponta Porã, três pistoleiros aguardavam o magistrado, que saia para a academia de ginástica. “Por sorte, minha escolta abortou o ataque e mais uma vez os pistoleiros conseguiram escapar”, lembra.

'Juiz não deve temer nada'

O juiz acredita que as ameaças são feitas por pessoas ligadas ao crime organizado. Em suas contas, ele já teria determinado o confisco de cerca de R$ 25 milhões, desde 2006. Dinheiro de réus ligados a crimes de lavagem de dinheiro e, principalmente, tráfico de drogas. Na relação dos bens apreendidos estão 151 imóveis rurais, 883 veículos, 25 aviões e 16 mil cabeças de gado.
“Acho que o juiz não deve temer nada, os criminosos devem ser punidos com rigor e a legislação brasileira, mudar, porque é fraca, favorece o crime organizado”, opina.
Após a morte da juíza Patrícia Acioli, ocorrida no dia 11 de agosto de 2011, no Rio, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) fez uma lista dos magistrados que receberam ameaças em todo o país. O levantamento tem 150 nomes, dos quais 61 contam com escolta armada permanente. No final de julho, a presidente Dilma Rousseff sancionou a chamada lei 'juiz sem rosto'. A nova regra prevê que o juiz poderá decidir pela formação de um colegiado para casos envolvendo organizações criminosas. A ideia é tirar o foco de apenas um juiz em casos polêmicos, tidos de risco ao magistrado.
Oliveira acredita que a nova lei não resolverá o problema. E ainda criará outros. “Em ao menos 70% das 3 mil comarcas brasileiras existem apenas um juiz. Imagine a quantidade de diárias pagas pelo deslocamento de outros juízes até o local do julgamento. Acho, sim, que essa lei vai beneficiar o bandido, que pode protestar e o processo contra ele prescrever devido aos recursos”.
“Creio que as polícias devem ser melhor aparelhadas para produzir inquéritos corretos. Que o programa de proteção as testemunhas seja levado mais a sério e que o juiz haja com rigor, isso basta”, acrescenta Odilon.

Juíza é assassinada em Niterói




Foto 9 de 45 - 12.ago.2011- A juíza Patricia Lourival Acioli foi assassinada no dia 11 de agosto quando acabava de chegar em casa na rua dos Corais, em Niterói (Rio de Janeiro) Mais Bruno Gonzalez/Agência O Globo
Com quase 25 anos de carreira, Oliveira demonstra entusiasmo pelo que faz. A ponto de, mesmo durante as férias –que vão até o fim deste mês—ele cumprir expediente duas vezes por semana, para “por em dia os processos”.
Mas de uma coisa ele não abre mão. Odilon de Oliveira diz que, mesmo quando se aposentar, em 2019, quando tiver 70 anos de idade, ainda vai requisitar a proteção policial.
by Do UOL, em Campo Grande

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