domingo, 18 de dezembro de 2011

Brasil - Cerca de 25% da população rural vive em situação de pobreza extrema


by G1

Cerca de 25% da população rural vive em situação de pobreza extrema. Segundo o IBGE, a miséria atinge 16.270 milhões da população brasileira.
Na zona rural, o percentual de miseráveis é mais elevado.

Do Globo Rural
Já faz algum tempo que o Brasil virou uma das maiores potências agrícola do mundo, produzindo o suficiente para alimentar sua população e importando pouco de outros países. O país também é grande exportador de carne, soja, frutas, café, milho e algodão. No entanto, é no campo, onde é gerada toda essa riqueza, que o Brasil ainda tem um grande número de pessoas vivendo à beira da miséria - uma dívida social que assombra.
Dos anos 90 para cá, o Brasil passou por grandes mudanças: ganhou uma nova moeda, conseguiu dominar a inflação, criou programas sociais importantes e a economia voltou a crescer. Só na última década, 40 milhões de pessoas entraram para a classe média no Brasil e a pobreza caiu ao menor nível da história. Atualmente, as categorias de renda mais elevadas e a vasta classe média brasileira já somam, juntas, cerca de 70% da população do país.
Mesmo com toda a evolução econômica e social das últimas décadas, muita gente ainda vive em condições de pobreza extrema. Segundo os dados mais recentes do IBGE, atualmente a miséria atinge 16.270 milhões de pessoas no Brasil, o equivalente a 8,5% da população total do país.
Para ser considerada extremamente pobre ou miserável, a família deve ter renda per capita de até R$ 70 por mês. Por exemplo, uma casa com seis pessoas que têm renda mensal de R$ 300 entra na lista da pobreza extrema porque, o rendimento total dividido pelo número de moradores, fica em apenas R$ 50 por mês.
Atualmente, 25% da população rural do Brasil vive em situação de pobreza extrema. Isso significa um em cada quatro moradores do campo. A maior parte deles se concentra no norte e, principalmente, no nordeste.
A comunidade de Pageú, no sertão da Bahia, é formada por 51 famílias, espalhadas em sítios e casinhas modestas. O agricultor Domingos Francisco da Hora e sua esposa Valdeci nasceram e cresceram na comunidade, onde vivem com uma família numerosa. “Sete filhos, dois netos, eu e mais meu marido. Vida é difícil, né? Não tem serviço para trabalhar. Assim mesmo, vamos levando a vida”, diz ela.
O cultivo fica perto da casa em que moram e as terras são da família da Valdeci há três gerações. Foi o avô dela quem começou a trabalhar na região. Eles têm dois hectares e vivem basicamente da agricultura. Na lavoura, tem milho, mandioca e feijão de corda. O casal não tem trator nem arado e para tocar o cultivo, conta com uma enxada, um facão e uma foice.
Com sementes de baixa qualidade, sem adubo ou defensivo, sem crédito ou orientação, a roça do casal costuma produzir pouco. A colheita é destinada ao consumo da família, mas muitas vezes, eles perdem tudo por causa da seca. Além da lavoura, o casal tem duas vacas adultas, que dão leite, só que com a estiagem dos últimos meses, ficaram tão magras e desnutridas, que pararam de produzir. Em volta da casa, eles têm uma dúzia de galinhas, dois porcos, algumas fruteiras e muitas crianças pulando, brincando e jogando bola.
Os filhos mais velhos do casal conseguiram serviço em uma fazenda da região. Fazer diária na roça é a principal maneira da família conseguir algum dinheiro vivo. Fora isso, eles contam com o complemento mensal do Bolsa Família, no valor de R$ 134. Somando esse repasse ao ganho variável com diárias, o rendimento médio da casa não passa de R$ 600 por mês. Como são 11 moradores, a renda média mensal por pessoa fica em torno de R$ 54.
Com pouco dinheiro e muita gente, o desafio é garantir o rancho de todo o dia. “A gente não pode comer bem todo o dia, mas a gente não enfrenta muito situação de fome”, garante Valdeci. A casa tem paredes de alvenaria, piso de cimento e telhas de barro. São três quartos sem armários, uma cozinha com fogão e geladeira, e uma sala com poucos móveis, um aparelho de som e uma televisão.
Em Sítio do Mato, 50,3% da população vive em condições de pobreza extrema. É o município com maior percentual de miseráveis da Bahia. Apesar das dificuldades, Valdeci explica que algumas mudanças dos últimos anos fizeram diferença. A primeira delas é a renda regular do Bolsa Família. Além do dinheiro mensal, a casa também passou a receber visitas regulares de agentes de saúde. Atualmente, o programa atende 13.170 milhões de famílias no Brasil.
Outra melhoria na comunidade foi a chegada da rede elétrica. Nos últimos anos, as casas do Pageú também receberam cisternas para armazenar água da chuva. A construção dos reservatórios foi paga com dinheiro federal e realizada em mutirão, com apoio de entidades locais. Nos anos 2000, mais de 400 mil cisternas foram construídas no sertão brasileiro.
Transferência de renda, agente de saúde, luz elétrica e água potável são as provas do aumento da presença do estado em comunidades pobres. Mesmo assim, alguns serviços básicos ainda não chegaram na região. A maior parte das casas de Pageú não tem banheiro ou fossa séptica para receber o esgoto. A comunidade não tem posto de saúde nem coleta de lixo. Os moradores contam com um poço artesiano, mas a água bombeada é salobra, contaminada e não serve para beber.
De maneira geral, as crianças estão na escola, uma evolução em relação ao passado. Os alunos mais velhos estudam na cidade e contam com transporte gratuito. Os mais novos frequentam a escolinha municipal, na própria comunidade. Crianças de séries diferentes ficam todas na mesma classe, o que é péssimo para o aprendizado. Outro problema grave é que, segundo os alunos, muitas vezes, falta a merenda, que deveria ser distribuída pela prefeitura.
Para Domingos e Valdeci, a educação das crianças é ponto de honra e esperança para um futuro melhor. Eles contam que, apesar das dificuldades, os filhos sempre frequentaram a escola e quatro deles já se formaram no ensino médio.

 
 
 by Blog do Paulinho

Caros Leitores,

Leiam o texto abaixo, que é um depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Jr. em seu livro: "A Privataria Tucana" - dando conta de um episódio que quase colocou a campanha e eleição de Dilma Rousseff no ralo, patrocinada pelo chamado "fogo amigo".
PT vs. PT: Uma briga intestina no comitê da candidata de Lula e a farsa do dossiê antitucano sustentada meses a fio pela mídia.
No início de abril de 2010, cuidava das minha uvas no interior de Minas, quando recebo uma mensagem do amigo Luiz Lanzetta, então contratado para montar a assessoria de imprensa da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República.

(…) Lanzetta estava preocupado. Havia frequentes vazamentos de informações. Instalou-se um clima de paranoia que foi se agravando gradativamente e tornando-se mais denso conforme 2010 avançava. Uma visita à casa da QI-05 serviu para aumentar minha inquietação. Todo mundo desconfiava de todos mundo. A insegurança era geral.

(…) Quando Lanzetta recebeu um telefonema às 8h30, na sua casa em Brasília, sentiu que havia alguma coisa esquisita no ar. Do outro lado da linha, (Rui) Falcão. Cedo liga de São Paulo para registrar sua mais profunda e irrestrita solidariedade a Lanzetta. Referia-se a uma diatribe do colunista Diogo Mainardi na edição da revista Veja que recém aportara nas bancas. Sob o título “O Lanzetta da Laranza”-
leia aqui - e um rasgo que evidenciava os dotes premonitórios do autor, proclamava que a campanha de Dilma Rousseff “está ruindo”. Disparava uma rajada de desaforos contra o PT e os petistas, temperava a maçaroca com o médico Roger abdelmassih e o músico Wagner Tiso, mas centrava fogo em Lanzetta. De quebra, agredia Pimentel.

Lanzetta espantou-se com a solidariedade matinal de Falcão. Sobretudo, estranha e inesperada por partir de alguém que ultimamente mal o cumprimentava. Mas a manhã solidária prometia mais emoções. Cinco minutos depois, Marcelo Parada liga também solidário. “Estamos indignados, coisa e tal”. Mas era algo recente, a edição recém-saíra.... “Não precisam assinar em baixo, pensou. As muitas pessoas que, sinceramente, prestaram solidariedade ao dono da Lanza ligariam à tarde ou no dia seguinte...

Um amigo de Lanzetta resolver fazer graça: “Vai ver eles leram a Veja juntos na cama, entre risinhos e torradas...”

Bisonho no departamento de vaticínios eleitorais, Mainardi, porém, foi esclarecedor no mesmo parágrafo. Relata que Pimentel, “quando era terrorista”, tentara “sequestrar um diplomata norte-americano cinco vezes e fracassou em todas elas”, acrescentando que o então coordenador de campanha de Dilma, era “conhecido por suas patetices”. Era praticamente o mesmo comentário que Lanzetta ouvira de Falcão sobre a atuação de Pimentel em Porto Alegre.

Na conversa, Falcão autoglorificava sua própria atuação na guerrilha, enquanto seu companheiro de Minas seria um tanto trapalhão. Mainardi revelou, ao fustigar Pimentel, mais do que gostaria sua fonte.

(…) A coluna de Mainardi foi, de fato, a senha do que viria a seguir contra Pimentel, Lanzetta e sua turma. Uma das raras atividades de Falcão como coordenador de comunicação da campanha, além de vazar informações, foi forçar a entra de seus sócios em cima da empresa já contratada. Na primeira reunião da coordenação, fez aprovar a contratação de Marcelo Parada e do jornalista Nirlando Beirão, este sem saber o que estava acontecendo com seu nome.

Na segunda reunião, já com Marcelo Parada ao seu lado, apresentou um organograma no qual só apareciam os nomes dele mesmo mais Marcelo Parada e Nirlando Beirão. Os demais jornalistas, já trabalhando e exercendo cargos de comando, como Helena Chagas – indicada por Dilma como coordenadora da imprensa da campanha e hoje ministra da Comunicação – nem sequer apareciam na hierarquia de Falcão.

(…) Foi nesse momento que percebi qual era a intenção da turma de São Paulo: tentar plantar o factoide de que Pimentel e Lanzetta estaria no comando de novos aloprados, conforme o presidente Lula batizou os militantes petistas flagrados com malas de dinheiro em um hotel de São Paulo, às vésperas das eleições de 2006.  
Este reles blogueiro, especialista em nada, passou sábado, domingo e hoje, procurando alguma repercussão do livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr. e nada encontrou. A foto que ilustra a matéria, trata-se de uma montagem, que retrata com maestria, como eles se fazem de mortos, e publicam até receita de bolo na primeira página, mas omitem as cracas tucanas.
A blindagem não muda, quando o assunto é tucano, a imprensa simplesmente se cala, pois a indignação é sempre seletiva. Vou citar aqui, só um exemplo bem prático, sobre o acidente na Linha Amarela do Metrô, que matou 7 pessoas.
Em 12 de janeiro de 2007, o buraco de acesso às obras, que tinha cerca de quarenta metros de diâmetro, quase dobrou de tamanho em pouco menos de dois minutos, engolindo várias casas condenadas, três carros, três caminhões e um micro-ônibus que passava na região no exato instante do acidente. grande parte do túnel de acesso da construção da estação desmoronou, abrindo uma cratera de mais de oitenta metros de diâmetro.
Após uma varredura que não tinha detectado corpos, inicialmente o Consórcio Via Amarela garantia que não havia mortos e propunha que a cratera fosse aterrada, o que foi cancelado após as equipes de resgate serem avisadas por familiares das vítimas de que havia pessoas que só poderiam estar ali. Mais tarde, as buscas só não foram encerradas porque alguns bombeiros disseram ter ouvido sons de buzina. O GPS do micro-ônibus esclareceu as dúvidas, ao apontar que o veículo estava 28 metros abaixo do entulho.
O corpo da primeira vítima só seria resgatado no quarto dia de buscas; o último, no 13.º. Sete pessoas morreram no acidente, o maior da história do metrô paulista. Pergunto: Alguem "ainda" lembra disso? Passada uma semana do resgate da última vítima, NUNCA MAIS, a imprensa publicou nada de relevância. É assim o compromisso deles com a verdade. Dentro da filosofia de: "aos meus amigos a tolerância, aos meu inimigos a execração público, mesmo que sejam inocentes".

O texto abaixo, consta no blog TERRA BRASILIS - leia aqui:
http://migre.me/77ojx
A revista Veja está numa sinuca de bico com o livro de Amaury Ribeiro Jr. sobre a maior ladroagem da história do Brasil: a privataria tucana comandada por José Serra no governo FHC.

A revista não tem como contestar o conteúdo do livro, pois além das provas documentais, o livro aprofunda reportagens da própria revista Veja, de maio de 2002, sobre propinas na Privazatição da Vale e das teles, denunciadas pelo fogo amigo demo-tucano na época: o próprio comprador da Vale, Benjamin Steinbruch, os tucanos Paulo Renato de Souza e Mendonça de Barros, foram as fontes da revista.

É preciso entender o contexto da época, que levou os Civita a publicar o fogo amigo contra Serra. Eles desenganavam as chances de Serra vencer a eleição de 2002, e em conluio com o PFL de ACM e Bornhausen, procuravam eleger outro candidato que consideravam com mais chances de vencer Lula.

A aliança PSDB-PFL havia rachado. Serra trocara o PFL pelo PMDB como principal parceiro. ACM já atirava contra Serra, e era uma fonte constante de denúncias sobre Ricardo Sérgio. Em maio de 2002, Serra patinava nas pesquisas, havia abatido Roseana Sarney, a então candidata do PFL, e não conseguia herdar nem as intenções de votos que Roseana perdera. Os caciques ACM e Jorge Bornhausen desembarcaram na candidatura de Ciro Gomes, que crescia nas pesquisas, tinha um discurso de oposição, mas não sofria o preconceito e medo da elite, como Lula.

Foi nesse contexto que a revista Veja publicou denúncias envolvendo Ricardo Sérgio e Gregório Preciado, os mesmos protagonistas do livro de Amaury Ribeiro, e com as mesmas denúncias, só que desta vez com provas documentais, e acrescida a participação da filha e genro de José Serra.

A Veja não tem como apagar essas reportagens. Não pode fazer como FHC e dizer "esqueçam o que escrevi", justamente quando as suspeitas de então aparecem agora acompanhadas de provas no livro de Amaury.

A única coisa que a Veja pode fazer para proteger a corrupção tucana é o que está fazendo: silêncio sobre o assunto e cortina de fumaça com outras "denúncias" para preencher a pauta. Mas é preciso lembrar que essa conivência, mesmo que na forma de silêncio, hoje revela cumplicidade na corrupção.
O fim de José Serra e do PSDB
Não vai dar para fazer silêncio para sempre, até porque o livro é só a ponta do iceberg. Imaginamos o quanto é doloroso para alguém com Reinaldo Azevedo ter que escrever o obituário político de José Serra, (cujo futuro é o mesmo de Maluf), e o fim do PSDB como alternativa de poder, justamente no momento em que o marqueteiro Antonio Lavareda tentava resgatar o que o tucanos acham que seja o legado de FHC. Com o livro de Amaury, o único legado de FHC que sobra é a maior roubalheira que uma grande nação já sofreu em seu patrimônio, pela rapinagem de politiqueiros embusteiros e traidores da pátria que venderam as riquezas da nação a preço de banana a troco de propinas. Pobre Aécio Neves (outro vendilhão). Sua estratégia de defender FHC e a privataria acabou de falir e precisa voltar para a prancheta dos marqueteiros para recauchutagem geral.
Há 9 anos, o mesmo trololó
Em 2010, toda vez que José Serra era perguntado sobre algum dos vários escândalos de corrupção que ele estave envolvido, ele desdenhava chamando de tititi e trololó. Em 2002 ele fez a mesma coisa.
 
by Folha.com
 
 
O fotógrafo João Bittar morreu neste domingo em São Paulo, aos 60 anos, em decorrência de um infarto fulminante.
O velório, a partir das 16h, será no Cemitério do Araçá. O corpo será levado para o crematório da Vila Alpina, zona leste da cidade, às 8h de segunda-feira.
O forógrafo João Bittar, que morreu aos 60 anos
Reprodução/Arquivo Pessoal

O fotógrafo João Bittar,
que morreu aos 60 anos

Nascido em São Paulo, em 14 de março de 1951, Bittar começou a fotografar ao 17 anos. Trabalhou nos principais veículos de informação do país, entre eles a Folha, "Diário de S.Paulo", "Veja", "Exame", "Gazeta Mercantil", "Época" e "IstoÉ", entre outros.
Bittar virou fotógrafo da Folha em 1984. Dez anos depois, após outros trabalhos, assumiu o cargo de editor de fotografia na empresa, sendo um dos responsáveis pela implementação do processo de digitalização fotográfica no jornal.
Entre as imagens que registrou está uma do Lula, então metalúrgico, com o umbigo de fora durante uma convenção da categoria em 1979.
Atualmente, trabalhava na agência Angular Fotojornalismo, criada por ele em 1985.
Deixa três filhos, Thays, 21, André, 23, e Marina, 30. Era casado com Heloisa Ballarini, 42, também fotógrafa.
Exposição com fotos de Cartola feitas por Bittar, na década de 70, pode ser conferida na Imã Foto Galeria (informações aqui ).
Então líder sindical, Luiz Inácio Lula da Silva fotografado no encontro nacional de metalúrgicos em 1979
João Bittar -25.abr.79/Imã Galeria
Então líder sindical, Luiz Inácio Lula da Silva fotografado no encontro nacional de metalúrgicos em 1979

Em Alta

Sincericídio de Luiz Inácio. Ou da cópia dele.

Sim, no dia 24 de março de 2026, durante a cerimônia de sanção do "PL Antifacção" (projeto de lei que endurece regras para facções...

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