segunda-feira, 1 de setembro de 2014

11 Hábitos cotidianos que danificam o cérebro

11 Hábitos cotidianos que danificam o cérebro

Você não sabe o que está acontecendo: se sente cansando, não pode se concentrar, se esquece das coisas, mas o mais estranho é somente acontece quando você realiza determinadas ações como levantar cedo e não comer nada até a tarde ou se estressar muito no trabalho. O problema é que você está se esquecendo de cuidar de uma parte essencial de seu organismo: o cérebro.
Tudo o que fazemos influencia em nosso corpo de certa maneira e certas atividades impedem o funcionamento normal do cérebro e inclusive danificam sua estrutura. Agora imagina se você repete estas ações diariamente por anos e anos, entende a gravidade? Seus próprios hábitos estão matando seu cérebro! Mas, não se preocupe, ainda há tempo, mudando seu estilo de vida você pode garantir sua saúde cerebral e corporal. Neste artigo comentaremos sobre estes terríveis hábitos cotidianos que danificam o cérebro. 

Meu cérebro e eu

Nosso cérebro é um órgão extremamente complexo e delicado que intervém de maneira direta ou indireta em todos os processos corporais: regula funções homeostáticas como as batidas do coração, o balanço dos fluídos, a pressão sanguínea, o equilíbrio hormonal e a temperatura corporal e é responsável pelo movimento, a cognição, o aprendizado, a memória e as emoções humanas. Não é de se estranhar então que o estilo de vida que levamos possa influenciar de forma notável no correto funcionamento do cérebro e, portanto, em nossa saúde em geral.
De acordo com numerosos estudos científicos a maneira que levamos nossa vida pode danificar a curto ou em longo prazo as células cerebrais, e logo, as funções que realizam, implicando no desenvolvimento de doenças degenerativas e muitas outras afecções. Por outro lado, realizar atividades positivas como uma alimentação balanceada e atividade física ativa nosso cérebro e o torna saudável. Então, vamos por mãos a obra e conhecer quais são os 11 hábitos cotidianos que danificam o cérebro.

11 hábitos cotidianos que danificam o cérebro

1. Não tomar o café da manhã

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café da manhã é a refeição mais importante do dia, já que influencia notavelmente no nosso rendimento, resistência e situação emocional. Durante as primeiras horas do dia nosso cérebro precisa de nutrientes para continuar “dirigindo” os processos fisiológicos logo depois do longo jejum na qual foi submetido.
Se não damos o que o cérebro necessita ele utilizará as reservas e terá que fazer um esforço excessivo para manter seu correto funcionamento. A ausência desta refeição pode ocasionar grande alteração, perda da concentração e memória, mau humor e baixo rendimento físico e intelectual. Tome o café da manhã de forma substanciosa e saudável.

2. Fumar

O terrível hábito de fumar reduz consideravelmente a massa encefálica assim como o fornecimento de oxigênio para o cérebro e foi comprovado que favorece a aparição de doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer. Por outro lado, as aminas heterocíclicas liberadas durante a combustão de um cigarro interferem na correta replicação do DNA dando lugar a mutações que provocam a formação de células cancerígenas.

3. Consumo elevado de açúcares

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O predomínio de açúcares refinados, farinhas brancas, alimentos fritos e embutidos em nossa dieta, enquanto carece de quantidades suficientes de vegetais, frutas e fibras, favorece a acumulação de substâncias nocivas em nosso corpo, favorece o desenvolvimento de tumores, entorpece o funcionamento do sistema imune, causa má nutrição e interfere no desenvolvimento neurológico.

4. Exposição constante a ambientes contaminados

O cérebro precisa de um constante fornecimento de oxigênio, mas diversas substâncias tóxicas podem interferir com a troca de gases, o transporte e o processo de incorporação do oxigênio nas células, dando lugar à redução da eficiência cerebral.

5. Dormir pouco

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Precisamos dormir 8 horas diárias para que nosso cérebro descanse, para que os processos metabólicos com a conseguinte obtenção de energia sejam realizados adequadamente, assim como a renovação celular. Privar-se de sono acelera a morte das células cerebrais em curto prazo e nos mantém cansados e de mau humor todo o dia.

6. Comer em excesso

Ingerir alimentos que nosso corpo não necessita provoca a acumulação das substâncias extras em forma de gordura e no endurecimento das artérias cerebrais o que intervém no correto desempenho do cérebro.

7. Álcool

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O álcool pode causar estragos em todos os órgãos, principalmente no sistema nervoso, no fígado e no coração. Ele interfere nas reações químicas que ocorrem no cérebro. Além disso, o alcoolismo provoca morte de neurônios e reduz a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos entre eles.

8. Reações violentas ou estresse prematuro

O estresse provoca múltiplas reações em nosso sistema nervoso, algumas delas causam uma redução na capacidade mental, além de aumentar o risco de sofrer derrames cerebrais e infartos.

9. Cobrir a cabeça enquanto dorme

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Dormir com a cabeça coberta aumenta a concentração de gás carbônico e reduz a de oxigênio, o que pode ocasionar efeitos danosos no cérebro.

10. Forçar o cérebro durante uma doença

Trabalhar muito ou estudar em excesso estando doente é ruim, dado que a energia de seu corpo está desviada para curar. Forçar o cérebro durante esta etapa pode ocasionar uma redução de sua eficácia, além de debilitar ainda mais seu sistema imunológico facilitando a aparição das mais variadas doenças.

11. Falta de estímulos e exercícios mentais

Nada como pensar, ter conversas inteligentes, ler um livro ou fazer palavras-cruzadas para estimular nosso cérebro: aumenta a capacidade de aprendizado e a memória, assim como a velocidade de reação ante estímulos.

Um conselho final

Cuide de seu cérebro adotando um estilo de vida saudável:
  • Coma adequadamente incorporando deliciosas frutas e vegetais que estimularão a atividade cerebral. Também é recomendável a ingestão de peixes ricos em ômega-3, gordura que favorece a comunicação entre os neurônios.
  • Tomar três ou quatro xícaras de chá ou xícaras de café por dia melhorará sua memória em curto e longo prazo e reduzirá o risco de sofrer com o Alzheimer e Parkinson.
  • Realize exercícios físicos habitualmente.
  • Evite as drogas, o tabaco e o álcool.
  • Durma o necessário.
  • Tenha sempre pensamentos positivos.

Espionagem no porto


Disfarçados de portuários, quatro agentes da Abin - o serviço secreto do governo - foram presos sob suspeita de bisbilhotar a vida do governador Eduardo Campos, pré-candidato à Presidência da República

Hugo Marques e Rodrigo Rangel
Dilma Rousseff e Eduardo Campos: Abin em ação para coletar informações que pudessem ser utilizadas contra a campanha presidencial do governador de Pernambuco
Dilma Rousseff e Eduardo Campos: Abin em ação para coletar informações que pudessem ser utilizadas contra a campanha presidencial do governador de Pernambuco (ABR/Hans Von Mante Uffel/VEJA)
É colossal o esforço do governo para impedir que decolem as candidaturas presidenciais do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e da ex-senadora Marina Silva (sem partido). Nos últimos meses, a presidente Dilma Rousseff reacomodou no ministério caciques partidários que ela havia demitido após denúncias de corrupção, loteou cargos de peso entre legendas desgarradas da base aliada e pressionou governadores do próprio PSB a minar os planos de Campos. Sob a orientação do ex-presidente Lula, Dilma trabalha para montar a maior coligação eleitoral da história e, assim, impedir que eventuais rivais tenham com quem se aliar. A maior parte dessa estratégia é posta em prática à luz do dia, como a volta dos “faxinados” PR e PDT à Esplanada, mas há também uma face clandestina na ofensiva governista, com direito a espionagem perpetrada por agentes do estado. Um dos alvos dessa ação foi justamente Eduardo Campos, considerado pelo PT um estorvo à reeleição de Dilma pela capacidade de dividir com ela os votos dos eleitores do Nordeste, região que foi fundamental para assegurar a vitória da presidente em 2010.
O Porto de Suape, no Recife, carro-chefe do processo de industrialização de Pernambuco, serviu de arena para o até agora mais arrojado movimento envolvendo essa disputa pré-eleitoral. No dia 11 de abril, a Polícia Militar deteve quatro espiões da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que fingiam trabalhar no local, mas há semanas se dedicavam a colher informações que pudessem ser usadas contra Campos. A Secretaria de Segurança Pública estadual já monitorava os agentes travestidos de portuários fazia algum tempo. Disfarçados, eles estavam no estacionamento do porto quando foram abordados por seguranças. Apresentaram documentos de identidade falsos e se disseram operários. Acionada logo depois, a PM entrou em cena. Diante dos policiais, os espiões admitiram que eram agentes da Abin, que estavam cumprindo uma missão sigilosa e pediram que não fossem feitos registros oficiais da detenção. O incidente foi documentado em um relatório de uma página, numa folha de papel sem timbre, arquivada no Gabinete Militar do governador. Contrariado com a espionagem, Eduardo Campos ligou para o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general José Elito Siqueira, a quem o serviço secreto do governo está subordinado. 
Em uma reunião com aliados do PPS, o governador contou que o general garantiu que não houve espionagem de cunho político, ou de viés eleitoral, mas apenas um trabalho rotineiro. “Nós fazemos apenas monitoramento de cenários para a presidenta”, ponderou o chefe do GSI. Apesar da gravidade do incidente, o caso foi dado como encerrado pelos dois lados. Poucas pessoas souberam da história. A elas, Campos explicou que não queria tornar público o episódio para não “atritar” ainda mais a relação com o Palácio do Planalto nem causar um rompimento entre as partes. Mas houve desdobramentos. “Tive de prender quatro agentes da Abin que estavam me monitorando”, revelou Eduardo Campos. E ainda desabafou: “Isso é coisa de quem não gosta de democracia, de um governo policialesco”. Pediu aos aliados que o assunto fosse mantido em segredo. “Não tenho nada a dizer sobre isso”, desculpou-se na semana passada o deputado Roberto Freire, presidente da legenda, que estava presente à reunião.
Os agentes detidos no Porto de Suape trabalham na superintendência da Abin em Pernambuco. São eles: Mário Ricardo Dias de Santana, Nilton de Oliveira Cunha Junior, Renato Carvalho Raposo de Melo e Edmilson Monteiro da Silva. No dia da detenção, usavam um Pálio (JCG-1781) e um Peugeot (KHI-1941). A placa do Pálio é fria, não existe. Já a do Peugeot é registrada em nome da própria Abin. Na semana passada, o agente sênior Mário Santana se aposentou. Nilton Junior e Renato de Melo davam expediente normalmente na superintendência. Já Edmilson Silva, na quinta-feira, estava escalado para o plantão noturno. Nada mais natural. Edmilson Silva tem uma dupla jornada de trabalho. Além de espião, é vereador, eleito pelo PV, no município de Jaboatão dos Guararapes. Vive, portanto, uma situação curiosa. Durante o dia, como vereador, é um defensor das liberdades. Às escuras, como araponga, une-se aos colegas de repartição para violá-las. “Fui ao Porto de Suape algumas vezes apenas para visitar amigos”, disse a VEJA o agente-vereador. “Mas nunca fui detido ou preso, nunca usei documentos falsos, não há nenhum registro sobre isso.” Funcionário da Abin há trinta anos, Edmilson garante que hoje não existe mais nenhum tipo de ação de monitoramento contra cidadãos ou governantes.
As declarações do agente não encontram sintonia nem com as manifestações dos próprios superiores. No dia 4 de abril, uma semana antes das detenções realizadas pela polícia, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que, a mando do GSI, a Abin montara uma operação para monitorar a movimentação sindical no Porto de Suape. Àquela altura, a presidente Dilma e o governador de Pernambuco estavam em lados opostos na discussão sobre a MP dos Portos. Campos fazia ressalvas públicas ao texto e recebia em audiências setores do sindicalismo que também eram contrários a posições defendidas pelo Planalto. A operação de monitoramento no porto foi classificada pelo GSI como “gerenciamento de risco” e tinha como objetivo medir a possibilidade de realização de uma greve em Suape e nos demais portos do país. Flagrado em plena ação, o GSI primeiro negou o monitoramento. O general José Elito chegou a tachar de mentirosa a reportagem. O jornal, então, publicou um documento sigiloso que confirmava o monitoramento da Abin sobre os portuários e os sindicatos contrários à MP dos Portos. Restou ao general reconhecer a própria mentira e admitir o óbvio: “A gente monitora tudo, assuntos que possam ser de interesse do país. Tudo o que a gente faz é para assessorar a senhora presidenta e os órgãos de governo para decisões oportunas”.
Desmentido pelos fatos, o general acrescentou que a ação foi amparada pela lei que criou o Sistema Brasileiro de Inteligência e refletia a preocupação do governo com possíveis greves de portuários. “Não foi um monitoramento de movimento A ou B, mas de cenário.” As declarações de Elito foram dadas seis dias depois da detenção dos quatro agentes da Abin. Nas conversas com auxiliares e políticos, Campos deixou claro que tinha sido vítima de uma bisbilhotagem política. Ele seria o alvo. A escolha de Suape não foi à toa. Antes da construção do porto, a economia pernambucana era meramente sucroalcooleira. Com o novo polo, fruto dos investimentos e da ajuda federal decorrentes da ótima relação que o governador mantinha com o então presidente Lula, Pernambuco se modernizou. Diferentes indústrias saíram do papel, como a naval, e uma rede de infraestrutura foi montada. “Tudo em Pernambuco é feito em função de Suape. Viadutos, ferrovias, tudo. A vocação industrial do estado apareceu graças ao porto”, diz um ex-ministro do governo Lula. Os grandes investimentos, portanto, passam por lá -- assim como as grandes empresas e os financiadores de campanha.
Mais que portuários insurgentes, os agentes da Abin pretendiam mapear eventuais relações espúrias entre Campos e o setor privado. Os agentes detidos faziam perguntas específicas sobre o governador. “No porto, atuam grandes financiadores de campanha e, mais importante, grandes corretores de contribuições eleitorais”, diz um parlamentar de Pernambuco. Não se sabe se esse era exatamente o objetivo dos espiões. Campos já havia manifestado contrariedade à força desproporcional usada pelo PT para inviabilizar sua candidatura, mas ainda considerava tais gestos parte do jogo. A entrada em cena da Abin, que já foi usada em outras ocasiões com objetivos meramente políticos, mudou um pouco o ânimo do governador. Procurado na semana passada, Eduardo Campos não quis comentar o caso. “Perguntem ao GSI”, limitou-se a dizer. O Gabinete de Segurança Institucional informou que “todos os esclarecimentos” sobre a ação dos agentes em Pernambuco já foram dados e que eles não “realizaram nenhuma operação para monitorar o movimento sindical”. Sobre a prisão dos espiões, o GSI silenciou. A Abin é um órgão de assessoramento exclusivo do presidente da República. A assessoria de Dilma Rousseff, porém, afirmou que a presidente não foi informada nem da missão portuária dos espiões nem das prisões que se sucederam. Até a última sexta-feira, o general José Elito continuava firme no cargo.

by Veja

Todos os tipos de infidelidade


A infidelidade não é um desvio de caráter, mas um comportamento-padrão a evitar, afirma um psicólogo após estudar milhares de casais

NATÁLIA SPINACÉ
31/08/2014 



Infidelidade (Foto: Getty Images/Ikon Images)
Não engane a si mesmo: traições acontecem, o tempo todo e desde sempre. Clássicos da literatura, como Anna Karenina, de Liev Tolstói, Madame Bovary, de Gustav Flaubert, e O primo Basílio, de Eça de Queiroz, trataram do poder destruidor delas. Mesmo assim, pesquisas mundo afora mostram que o número de adúlteros, entre homens e mulheres, só cresce – talvez porque mais gente traia, talvez porque mais  gente tenha coragem de admitir. Pouco se avançou, porém, em tentar explicar as razões que levam à quebra do pacto de confiança e exclusividade e entender como evitá-la. Em O que faz o amor durar (editora Fontanar, 248 páginas), o americano John Gottman, doutor em psicologia e pesquisador na Universidade de Washington, apresenta uma nova forma de olhar para esse mistério.
Ao lado da mulher, a também psicóloga Julie Schwartz Gottman, ele estuda o comportamento de casais há mais de quatro décadas. Em seu laboratório, analisa a linguagem corporal, as expressões faciais e tudo o que é dito entre milhares de casais. Para ele, existe um padrão de comportamento que leva à quebra do pacto, e há muitas formas de infidelidade independentes da temida traição física. “Nossa cultura relaciona a infidelidade a um desvio de caráter ou falta de disciplina, mas isso não é verdade”, diz Gottman. “A maioria das traições não é causada por desejo sexual, e sim por alguma carência afetiva.”

>>Teste - Você se arrisca demais?
As ameaças ao namoro feliz (Foto: Reprodução)
Para Gottman, trair vai além da intimidade física com outra pessoa. Um relacionamento amoroso convencional é um contrato de confiança, respeito e proteção mútuos. Tudo que viole esse contrato constitui infidelidade. Além da traição física, ele lista outros dez tipos. Um é o “comprometimento condicional”. Consiste em estar com alguém, mas atento a outras oportunidades. “O indivíduo se sente no direito de flertar e de investir em outras pessoas, mesmo comprometido”, diz. Outro tipo é o “rompimento de promessas”. Uma das partes deixa de cumprir algo previamente combinado, como guardar uma parte do salário ou não sair durante a semana(leia os dez tipos no quadro ao lado).
Apesar das credenciais acadêmicas de Gottman, estudiosos questionam a busca de padrões na infidelidade. “Em relacionamentos, é difícil definir regras que sirvam a todos”, diz  a antropóloga Mirian Goldenberg, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, autora do livro Por que homens e mulheres traem?. Ela estuda a infidelidade há mais de 20 anos. “Nos casos que estudei, cada casal funciona de um jeito, não há um padrão.”
Gottman discorda. Afirma ter detectado um ciclo de ações e reações que mais comumente levam casais a sucumbir a quaisquer desses tipos de infidelidade, inclusive a física. Chama o primeiro estágio de “estado de negatividade”. Tem início quando um dos dois deixa de dar atenção ou apoio ao outro. As situações podem ser as mais variadas – de faltas sérias, como não estar presente na morte de um parente do outro, a descuidados banais, como se esquecer de cumprir uma tarefa doméstica. Quando o sentimento de mágoa por essa falta não é expressado, ele também não é esquecido. O lado magoado passa a provocar o outro. Isso torna os atritos mais frequentes e leva ambos a assumir uma atitude defensiva. A comunicação fica mais difícil e está instalado o estado de negatividade. Começa a segunda etapa do ciclo que leva à traição: as comparações negativas.

>>Um jogo para você se conhecer melhor

Nesse ponto, um dos parceiros compara seu companheiro ao perfil de um estranho na internet, a um colega de trabalho, a um parceiro do passado ou a um amor platônico. Na maioria das comparações, o cônjuge perde, porque, no estado de negatividade, é difícil perceber e lembrar das qualidades do outro. O distanciamento e a frustração criam o ambiente propício para a traição física e para os outros dez tipos de infidelidade.

A estratégia mais básica para manter um bom relacionamento, segundo Gottman, é evitar iniciar o ciclo, em vez de tentar interrompê-lo depois. É preciso expressar as emoções e conversar sobre os incômodos. Importa também manter em dia o pacto e as combinações – se uma parte não tem condições de cumprir o combinado, é melhor conversar e mudar o pacto, em vez de desrespeitá-lo continuamente. No livro, Gottman ensina técnicas que fazem a conversa render, como usar mais “eu” do que “você”. A ideia é mais explicar ao outro o que se sente, menos fazer críticas. Casais devem atentar para todas as formas de infidelidade e considerá-las sinais sérios. Melhor que tentar resistir às tentações é impedir que elas proliferem.

Ultimamente, no meu relacionamento, em geral eu me sinto:






Sindicato criado por Chico Mendes critica Marina Silva

29/08/2014

Nota da entidade que representa trabalhadores rurais de Xapuri, no Acre, reclama de política ambiental criada pela ex-ministra

FRANCISCO ALVES FILHO
Acre - O entusiasmo com a candidata Marina Silva (PSB) contagiou boa parte do país, mas no Acre, sua terra natal, a insatisfação com a ex-ministra cresceu nos últimos dias. Depois do debate da Band, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri divulgou nota com duras críticas a ela.


Para a sindicalista Dercy Cunha, a candidata Marina é contraditória: “Chico Mendes nunca foi da elite”
Foto:  Reprodução



O texto ataca a política ambiental implantada por Marina, ainda em prática. Além disso, a vice-presidente da entidade, Dercy Cunha, lamenta que a candidata tenha se referido a Chico Mendes, criador do sindicato, como integrante da elite. “Ela foi completamente contraditória. Chico nunca fez parte da elite, ele era uma pessoa simples”, desmente Dercy. 




Nota de esclarecimento sobre a declaração da candidata Marina Silva no debate da Rede Bandeirantes




Diante da declaração da candidata à Presidência da República para as próximas eleições, Marina Silva, onde esta coloca o companheiro Chico Mendes junto a representantes da elite nacional, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri (Acre), legítimo representante do legado classista do companheiro Chico, vem a público manifestar-se nos seguintes termos:

Primeiramente, o companheiro Chico foi um sindicalista e não ambientalista, isso o coloca num ponto específico da luta de classes que compreendia a união dos Povos Tradicionais (Extrativistas, Indígenas, Ribeirinhos) contra a expansão pecuária e madeireira e a conseqüente devastação da Floresta. Essa visão distorcida do Chico Mendes Ambientalista foi levada para o Brasil e a outros países como forma de desqualificar e descaracterizar a classe trabalhadora do campo e fortalecer a temática capitalista ambiental que surgia.

Em segundo, os trabalhadores rurais da base territorial do Sindicato de Xapuri (Acre), não concordam com a atual política ambiental em curso no Brasil idealizada pela candidata Marina Silva enquanto Ministra do Meio Ambiente, refém de um modelo santuarista e de grandes Ong’s internacionais. Essa política prejudica a manutenção da cultura tradicional de manejo da floresta e a subsistência, e favorece empresários que, devido ao alto grau de burocratização, conseguem legalmente devastar, enquanto os habitantes das florestas cometem crimes ambientais.

Terceiro, os candidatos que compareceram ao debate estão claramente vinculados com o agronegócio e pouco preocupados com a Reforma Agrária e Conflitos Fundiários que se espalham pelo Brasil, tanto isso é verdade, que o assunto foi tratado de forma superficial. Até o momento, segundo dados da CPT, 23 lideranças camponesas foram assassinadas somente neste ano de 2014. Como também não adentraram na temática do genocídio dos povos indígenas em situação alarmante e de repercussão internacional.

Por fim, os pontos elencados, são os legados do companheiro Chico Mendes: Reforma Agrária que garanta a cultura e produção dos Trabalhadores Tradicionais e a União dos Povos da Floresta.

Xapuri, 27 de agosto de 2014
José Alves – Presidente
Waldemir Soares – Assessor JurídicO
by O DIA

Por que sua voz soa tão diferente para você mesmo


A voz na sua cabeça é uma mentira. O que você ouve quando abre a boca é muito diferente do que as outras pessoas ouvem

Por que sua voz soa tão diferente para você mesmo
A voz na sua cabeça é uma mentira. O que você ouve quando abre a boca é muito diferente do que as outras pessoas ouvem - e a culpa é do seu crânio. Mais precisamente, da forma como seu crânio vibra.
Sua voz emana da parte inferior da sua garganta, conforme o ar expelido pelos pulmões passa por suas cordas vocais, que vibram e geram som. Esse som então é amplificado pela sua caixa de voz, modulada por palavras na sua língua e lábios, e reverberado pela atmosfera em torno até entrar no canal auditivo do seu ouvinte para estimular seus tímpanos e estruturas do ouvido interno - que convertem então a forma de onda analógica em impulsos elétricos que o cérebro consegue entender.
No entanto, o ouvido interno não ouve só o som de fontes externas. As vibrações que emanam de dentro do seu corpo podem ativar essas estruturas auditivas também. Quando você fala, a rápida vibração das suas cordas vocais faz com que a sua caixa craniana também vibre.
"Quando você fala, as pregas vocais na sua garganta vibram, fazendo com que sua pele, crânio e cavidades orais também vibrem, e nós percebemos esse som", explicou Ben Hornsby, professor de audiologia da Universidade Vanderbilt, à Popular Science.
Mas o som não atravessa os ossos com a mesma facilidade que viaja pelo ar. Essa resistência adicional faz a frequência de forma de onda cair, baixando o tom do som que você ouve internamente e criando uma espécie de efeito de feedback que estimula o tímpano de ambos os lados - isso é, os tímpanos pegam tanto estímulos externos das palavras que saem da sua boca como também a vibração do seu crânio.
Esse fenômeno é intensificado pelo fato de que você não consegue ouvir sua voz diretamente. Como suas orelhas estão posicionadas atrás da sua boca (ou ao menos deveriam estar - estou falando com você, Sloth), o som que sai da sua boca precisa primeiro bater em objetos e então voltar para a sua orelha. Isso faz com que a forma de onda perca energia assim como frequência e tom, resultando em uma voz distorcida em relação ao que as pessoas ouvem saindo da sua boca. Esses dois tons - o interno e o externo - são então recombinados no seu cérebro em um único sinal de áudio que é o que você identifica como a sua voz, mas uma voz com baixo adicionado.

"Você ouve sua voz em estéreo (ar e condução óssea)", explicou Michael Kelly, autor de Understanding the Power of Your Voice (Entendendo o poder da sua voz, em tradução livre), à Toadmasters. "Enquanto outras pessoas ouvem apenas em mono (condução do ar)." É por isso que você acha que sua voz é de um jeito, mas, quando vai ouvir uma gravação feita por você mesmo, acaba se espantando e não reconhecendo quem é aquela pessoa que está falando.

Ilustração por Tara Jacoby

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