domingo, 4 de setembro de 2022

João Carlos da Rocha Mattos morre aos 74 anos

Morreu em São Paulo, nesta sexta-feira (2/9), aos 74 anos, vítima de uma embolia pulmonar, o ex-juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, que foi delegado federal e procurador da República antes de se tornar magistrado. Ele, que estava internado em um hospital da capital paulista, será cremado em cerimônia exclusiva para amigos e familiares. O ex-juiz deixa cinco filhos.

Ex-juiz João Carlos da Rocha Mattos morreu nesta sexta-feira, em São Paulo
Reprodução

Rocha Mattos deixou a magistratura depois de ter sido alvo de inquérito que apontou um esquema de venda de sentenças judiciais. Ele já havia sido condenado anteriormente por corrupção e formação de quadrilha.

Talentoso, hábil e de raciocínio veloz, Rocha Mattos não perdia uma discussão. Provocador, não se economizava. Apreciava polêmicas e era cortante em seus argumentos. Vale a pena ver sua entrevista ao jornalista Fausto Macedo, do Estadão.

Viveu em conflito constante com a justiça que integrava. Quando se soube alvo de interceptações telefônicas, passou a simular conversas em que tentou comprometer seus desafetos, vingando-se deles.

Em 2015, o ex-juiz foi condenado a 17 anos, cinco meses e dez dias de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo a denúncia, ele recebeu valores sem origem justificada e enviou ilegalmente quantias para uma conta bancária na Suíça com o auxílio da ex-mulher, Norma Regina Emílio Cunha.

Sua primeira condenação ocorreu em 2003, por formação de quadrilha, denunciação caluniosa e abuso de autoridade. Ele cumpriu oito dos 12 anos da sentença até ir para prisão domiciliar em abril de 2011. Voltou a ser preso em outubro de 2016 para cumprir pena pelo crime de peculato, pelo qual foi condenado, em junho de 2006, a quatro anos e seis meses de prisão. Em 2020, Rocha Mattos foi para prisão domiciliar por causa da crise sanitária imposta pela Covid-19 e, posteriormente, foi para o regime aberto. No mesmo ano, dois imóveis que pertenciam a ele foram a leilão.

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

PF diz que houve associação criminosa no uso de avião da FAB para tráfico de drogas


Houve associação criminosa no uso de avião da FAB para tráfico de drogas, diz PF (Crédito: Reprodução/Guarda Civil de Sevilla)

A Polícia Federal concluiu que houve associação criminosa no uso do avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para tráfico de drogas pelo ex-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues. As informações são do g1.

Rodrigues foi preso em 2019, em Sevilha, na Espanha, após transportar 39 kg de cocaína pura em um voo da comitiva presidencial.

“Os fatos envolvendo a utilização de aeronaves militares é que consolidam um conjunto probatório sólido dos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes e associação para o tráfico não havendo outras diligências que, no momento, permitam a continuidade das investigações”, diz relatório da Polícia
Federal concluído no dia 15 de agosto e divulgado em primeira mão pelo “Estúdio I”, da Globo News.

Além de Rodrigues, o documento de 392 páginas também destaca a participação de supostos integrantes da associação criminosa, como sua esposa, Wilkelane Nonato.

Ela fazia parte do esquema e, após a prisão do marido, foi flagrada por uma testemunha que a teria visto escondendo R$ 40 mil em uma bolsa.

Além do casal, Jorge Luiz Cruz Silva teria sido responsável por recrutar o militar para fazer o transporte da droga. O dono do entorpecente foi identificado pela PF como Marcos Daniel Gama, conhecido como “Chico Bomba”.

Em fevereiro, Manoel Silva Rodrigues foi condenado pela Justiça Militar da União a 14 anos e meio de reclusão. Ele também deve arcar com 1,4 mil dias-multa, fixados em 1/30 do salário mínimo.

O militar está preso na Espanha, onde foi condenado em fevereiro de 2020 a seis anos e um dia de prisão. À condenação do Brasil foi reduzido o período em que ele já cumpriu na Espanha. Ele ainda foi sentenciado a pagar uma multa de 2 milhões de euros no país. Em maio, Rodrigues foi expulso da FAB.

Gilmar Mendes ataca Justiça do Paraná: "Não sei que água e que ervas anda bebendo e fumando"; vídeo

 Em sua fala, Gilmar Mendes citou como exemplo negativo o caso da Operação Carne Fraca, deflagrada no ano de 2017

Publicado em 31/08/2022, às 18h02
Carlos Moura/SCO/STF Redação BNews

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, fez críticas nesta terça-feira (31), durante sessão da Corte, à Justiça do Estado do Paraná. Em sua fala, ele citou como exemplo negativo o caso da Operação Carne Fraca, deflagrada no ano de 2017 e que investigou as maiores empresas do ramo, acusadas à época de adulterar a carne que vendiam nos mercados interno e externo.

"Na própria esfera criminal, nós tivemos aquele episódio da Carne Fraca, um caso que enche a gente de vergonha. Envolvendo Polícia Federal, procuradores da República e a Justiça Federal no interior do Paraná. Eu não sei nem que água e que ervas o pessoal lá no Paraná, ministro Fachin, o pessoal anda bebendo e fumando, porque esse pessoal fez um estrago danado", disparou.

"Esse pessoal anunciou que tinha papelão na carne do Brasil e provocou um dos maiores prejuízos que se tem notícia, que se fazia carne com papelão. Uma coisa chocante. É um caso até de fazer treinamento para dizer o que se faz com um juiz que defere uma medida dessa. Um país inserido em um contexto internacional de concorrência exposto a isso", acrescentou. 

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