quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Lista pública da Interpol tem 160 brasileiros procurados; Eike entrou em lista fechada Nome do empresário, assim como o do deputado Paulo Maluf, estava em uma lista fechada, só acessada por membros da Interpol.






Brasileiros na lista pública da Interpol (Foto: Editoria de Arte/G1)Por Ana Paula Andreolla*, TV Globo, Brasília

A lista pública da Interpol, que reúne foragidos da Justiça de diversos países, tem 160 brasileiros procurados por autoridades brasileiras e estrangeiras. Ao ter o nome incluído na lista de difusão vermelha, a pessoa pode ser presa por qualquer força policial do país em que esteja.

Na lista pública, há pessoas condenadas ou procuradas por diversos crimes, como uso de documento falso, crimes contra a ordem fiscal, tráfico internacional de drogas, tráfico de pessoas, tortura, homicídio, estupro, entre outros.

A lista de brasileiros procurados, porém, é maior. Isso porque há uma lista fechada, só acessada por membros da Interpol, que reúne outros nomes. É o caso do empresário Eike Batista, que teve o nome incluído na lista de foragidos na quinta-feira (26), dias antes de ser preso ao desembarcar no aeroporto no Rio de Janeiro, vindo de Nova York.

Eike teve a prisão decretada pela Justiça no âmbito da operação Eficiência, que investiga a participação do empresário em um esquema de lavagem de dinheiro desviado de obras públicas e enviado para o exterior. O beneficiário dos recursos enviados para contas em paraísos fiscais seria o ex-governador Sérgio Cabral, segundo as investigações.

A Polícia Federal explicou que o nome do empresário foi incluído na lista privada da difusão vermelha da interpol porque somente foragidos considerados de alta periculosidade são inseridos na lista pública, que todos podem acessar.

A decisão de incluir apenas foragidos considerados de alta periculosidade foi tomada no ano passado pela Polícia Federal. Os nomes de foragidos considerados de baixa periculosidade incluídos antes da decisão continuam aparecendo na lista pública da Interpol.

Outro nome conhecido que está na lista privada é o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP). Em 2016, o nome do parlamentar deixou de aparecer na lista pública, mas ele continua como foragido internacional.

Maluf e seu filho, Flávio, foram indiciados por crimes relacionados com o desvio de mais de US$ 11 milhões em fundos públicos brasileiros supostamente transferidos para uma conta em um banco localizado em Nova York. A defesa de Maluf alega que o ex-prefeito não cometeu crimes nos Estados Unidos.

Lista pública

Levantamento do G1 junto aos dados da lista pública da Interpol mostra que a maioria dos brasileiros procurados (28,5%) são acusados ou já foram condenados por crimes relacionados ao tráfico de drogas, nacional e internacional. Em segundo lugar, está o crime de homicídio, pelo qual respondem 18% dos listados.

São 132 homens e 28 mulheres, com idades entre 24 e 87 anos. O mais velho da lista é Antonio Arrechea Andrade, acusado de homicídio, coação e tortura. O tenente-coronel é procurado desde 2012 pela Interpol e acusado no Brasil por crimes cometidos durante a ditadura na Argentina.


Foragido incluído na lista da Interpol é acusado de crimes durante a ditadura argentina (Foto: Reprodução/Interpol)

Entre os procurados também há brasileiros que respondem por crimes cometidos em outros países. São 13 requeridos pela Argentina, 10 pelo Paraguai, sete pelos Estados Unidos, quatro pelo Uruguai e os demais por Costa Rica, Itália, Malásia, Panamá e Suriname. Outros 121 são procurados por autoridades brasileiras.

A lista também inclui o empresário Marcos Agopian, apontado como um dos chefes de uma quadrilha acusada de desvio milionário no INSS. O objetivo do grupo seria conceder auxílios-doença pra quem estava bem de saúde. O caso foi noticiado em 2013 pelo Fantástico.



Empresário é procurado por suspeita de participar de fraude milionária no INSS (Foto: Reprodução/Interpol)

*Colaboraram Rosanne D'Agostino e Thiago Reis, do G1, em São Paulo

Os abrigos para o fim do mundo construídos para os super-ricos. Empresas investem em acomodações que protegem "preparados" que querem escapar com requinte de um potencial apocalipse.


Por BBC


A entrada do bunker de Larry Hall no Kansas é guardada como uma instalação militar (Foto: BBC)

O empresário americano Larry Hall sai do elevador e entra em um dos muitos apartamentos de seu recém-construído empreendimento imobiliário.

O espaço é mobiliado de maneira elegante. Hall diz que a qualidade do acabamento e a atenção aos detalhes têm de ser proporcionais à resposta entusiasmada de seus clientes.
"Tive clientes chorando de emoção quando visitaram", conta ele.

Mas há algo incomum nesses apartamentos. Eles estão muitos metros debaixo da terra, em um silo nuclear obsoleto, no meio do Estado americano do Kansas. Trata-se do Survival Condos. São bunkers de luxo para que, nas palavras de Hall, ricos e super-ricos possam não apenas se proteger em caso de uma hecatombe, mas dar prosseguimento a uma rotina bonne vivant.
"Queremos cuidar da proteção física, mas também do bem-estar mental das pessoas".

Quando alguém se refere a "preparados", pessoas (americanas, sobretudo) que investem tempo e dinheiro tentando não serem pegas de surpresa por alguma catástrofe de proporções globais, a imagem clássica é a de indivíduos solitários, vivendo em condições austeras - pense em um indivíduo usando roupas camufladas e enchendo um porão com enlatados.

Larry Hall investiu dezenas de milhões de dólares no condomínio de luxo (Foto: BBC)

O medo do apocalipse, porém, parece estar chegado às classes mais altas. Pelo menos a julgar por uma série de empreendimentos nos EUA e na Europa voltados a oferecer para super-ricos uma "chance de escapar do fim do mundo". A companhia americana Vivos, por exemplo, especializou-se em adaptar abrigos nucleares subterrâneos da época da Guerra Fria para as necessidades de consumidores em busca de sobrevivência com requinte.

Na Alemanha, a Vivos conta com o Europa One, aproveitando um bunker escavado no interior de uma montanha, que durante a Guerra Fria serviu de depósito de armas e munições do exército soviético. Em vez da aparência austera de instalação militar, o lugar agora conta com 34 aposentos que, segundo a empresa, oferecem proteção contra uma variedade de catástrofes (de desastres nucleares a terremotos). E sem perder o estilo.

Cada aposento tem 2.500m2 de área e poderá ser customizado pelos ocupantes. Nas áres comuns, haverá desde um festival de mimos como bares, restaurantes e canis a serviços como hospital, transporte e segurança. O preço é guardado a sete chaves, até porque os futuros ocupantes serão selecionados através de convites.

Larry Hall, idealizador do Survival Condo (Foto: BBC)

A Survival Condo, também aproveitou um resquício dos tempos em que americanos e russos temiam um holocausto nuclear, e a demanda por "preparados" mais endinheirados.

Embora promova o luxo das instalações de seu prédio de 15 andares, o grande chamariz da Survival Condo para seu condomínio de luxo é a robusteza do prédio, incluindo a redoma da cobertura, resistente a ventos de mais 800km/h, de acordo com a brochura eletrônica no site da empresa.

Quando Hall anunciou o empreendimento, o preço dos apartamentos começava em cerca de R$ 4,5 milhões. Ele diz ter vendido 11 dos 12 apartamentos postos à venda - isso porque uma das unidades é para ele e sua família.

"Muitos clientes não querem que os outros saibam que eles têm um bunker, pois pode provocar a mesma reação do que alguém dizer que viu um disco voador", explica o investidor.

Um dos compradores, porém, falou à New Yorker. O empreendedor imobiliário Tyler Allen pagou US$ 3 milhões por um dos apartamentos. Teme conflitos sociais nos EUA e mesmo um surto do vírus Ebola. "Podem me chamar de maluco, mas estou tomando providências para proteger minha família".

Interior de um dos apartamentos do Survival Condo (Foto: BBC)

Os ataques de 11 de setembro foram uma tragédia em que Hall enxergou uma oportunidade de negócios. Na época da tragédia, ele era um empreendedor digital e diversas empresas buscaram soluções para salvar seus dados em caso de ataque. Hall teve a ideia de criar um centro de processamento de dados que resistisse a ataques nucleares.

Clientes em potencial mostraram interesse pela ideia, que Hall logo ampliou para abrigos para seres humanos. A instalação no Kansas, desativada nos anos 60, era uma escolha óbvia diante do fato de já vir com proteção contra ataques nucleares, algo bastante cômodo diante dos custos assustadores de criação de um projeto do zero.

Hall, segundo estimativas da mídia americana, gastou dezenas de milhões de dólares para equipar o complexo com tudo o que há de mais moderno em termos de conforto e segurança. O prédio, por exemplo, tem capacidade para sobreviver cinco anos sem contato com o mundo exterior.

E um exército particular é a garantia contra potenciais invasões - comunidades de "preparados" acusaram Hall de discriminação e prometeram insurgir contra o condomínio - a Vivos, por sinal, não se esqueceu deste mercado e conta com uma linha de bunkeres "populares", que podem ser instalados até em quintais (parecem mais contêineres que apartamentos de luxo, diga-se de passagem).

Super-ricos criaram nova demanda para serviços "pós-apocalípticos" (Foto: BBC)

Hall conta que clientes deixaram de ver os apartamentos apenas como uma espécie de "seguro de vida" e passaram a usar o complexo como residência de veraneio.

Para os mais claustrofóbicos, uma opção parece ser manter distância dos principais centros de poder. Segundo a New Yorker, super-ricos americanos estão investindo na aquisição de terras na Nova Zelândia e mais de 13 mil cidadãos do país declararam interesse de emigrar junto às autoridade neozelandesas desde a eleição de Donald Trump, como parte de um programa de vistos de residência para investimentos mínimos de US$ 1 milhão. O país é geograficamente isolado o suficiente para acalmar os nervos de quem teme tempos turbulentos.

E outra medida de que super-ricos também contemplam o fim do mundo é que, na mesma reportagem da revista americana, o milionário Steve Huffman, fundador da rede social Reddit, conta ter feito uma cirurgia ocular corretora para sua miopia, em 2015, não por uma questão de estética our praticidade. Huffman crê que uma visão melhor calibrada lhe dará mais chance de sobreviver ao terror.
Em vez de "contêiner reforçado", abrigos requintados contam com o luxo de uma piscina

     (Foto: BBC)

"Se o mundo acabar ou tivermos problemas sérios, conseguir óculos ou lentes de contato será um senhor problema".


      Steve Huffman quer precisar apenas de óculos escuros em caso de emergência (Foto: BBC)

ESTADOS UNIDOS

Menina pode ser a primeira pessoa do sexo feminino com ‘doença do homem-árvore’. Sahana Khatun, de dez anos, começou a apresentar verrugas parecidas com cascas que se espalharam por seu rosto.


Por BBC


Sahana Khatun, de dez anos, começou a apresentar verrugas parecidas com cascas que se espalharam por seu rosto (Foto: AFP)

Quando uma verruga parecida com uma casca apareceu no rosto de Sahana Khatun, de dez anos, há quatro meses, o pai da menina não se preocupou muito.

Mas, depois que mais verrugas semelhantes começaram a se espalhar pelo rosto dela, a família ficou alarmada e viajou do vilarejo no sul de Bangladesh até a capital, Daca, para uma consulta médica.

Agora os especialistas temem que Sahana seja a primeira pessoa do sexo feminino a ser diagnosticada com epidermodisplasia verruciforme, mais conhecida como "doença do homem-árvore".

Se este for mesmo o diagnóstico, ela entra para o minúsculo grupo de pessoas no mundo todo, todos homens, que sofrem com esta doença.

A epidermodisplasia verruciforme é uma doença genética rara que resulta em em enormes verrugas em forma de casca que afetam principalmente as mãos e os pés.

Menos agressiva?

Os médicos ainda estão fazendo exames para saber de Sahana tem mesmo a "doença do homem-árvore".

No entanto, o pai da menina, Mohammad Shahjahan, está muito preocupado.

Sahana e seu pai, Mohammed Shahjahan foram para Daca, em busca de um tratamento para o problema da menina (Foto: AFP)

"Somos muito pobres. Minha filha perdeu a mãe quando tinha apenas seis anos. Eu realmente espero que os médicos retirem as cascas do belo rosto da minha filha", disse Shahjahan à agência de notícias AFP.

Uma das poucas pessoas do mundo que sofrem com a epidermodisplasia verruciforme também é de Bangladesh.

Abul Bajandar, um pai de família de 27 anos, não conseguia sequer tocar a esposa e o filho nos últimos dez anos.

As mãos dele estavam cobertas por deformidades e cascas que cresceram e chegaram a pesar cinco quilos. As verrugas em forma de cascas também atingiram suas pernas e ele ficou com a aparência de uma árvore.

Bajandar foi o primeiro bengali a ser diagnosticado com a doença no ano passado.

Ele já passou por 16 cirurgias no Hospital Universitário de Daca para poder usar as mãos de novo.

Bajandar teve que abandonar o trabalho como motorista. Ele disse ao jornal local The Daily Star que as verrugas começaram a aparecer quando ele tinha 15 anos, mas "cresceram muito rápido" nos últimos anos causando dor intensa ao mover pés e mãos.

No mês passado os médicos do hospital universitário disseram que ele poderá em breve deixar a internação.

No começo do ano passado Abul Bajandar estava sofrendo com a doença (na foto à esq.) mas agora ele está se recuperando e já pode segurar o filho no colo (Foto: AFP)

A equipe médica espera agora que Sahana tenha uma forma menos agressiva da doença e consiga se recuperar mais rapidamente do que Bajandar.

BANGLADESH

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