sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Blindagem de carros está normalizada e decreto de Luiz Inácio não afeta o setor

Exército confirmou que autorizações para carros blindados segue normalmente. Decreto assinado em janeiro não envolve a atividade de blindagem

Divulgação/Volvo

Circula nas redes sociais e também em alguns veículos de comunicação a informação de que houve uma paralisação nas blindagens de veículos devido a um decreto assinado pelo presidente Lula, no início de janeiro de 2023. Mas não é exatamente isso.Segundo Marcelo Silva, presidente da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), algumas blindadoras de cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre e Curitiba tiveram as suas atividades interrompidas devido à falta de autorização do Exército. 
O Decreto 11.366/2023, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, definiu que proprietários de veículos blindados deveriam ter um Certificado de Registro (CR) — uma exigência que não constava no decreto 10.030/2019, assinado pelo então presidente Jair Bolsonaro.

“Esse certificado não é mais exigido pelo Exército desde agosto de 2019, porém o Comando do Exército decidiu esperar um parecer jurídico para dar continuidade às autorizações que atualmente são emitidas pelo órgão”, afirma Silva.

Reprodução/Internet

Porém, o Exército emitiu hoje (9) um parecer afirmando que as autorizações voltaram a ser emitidas normalmente e houve apenas uma paralisação esperando um parecer jurídico emitido pelo Exército.Abaixo o vídeo oficial do presidente da Abrablin confirmando a informação:
Blindadoras em São Paulo não pararam

As empresas de blindagem em São Paulo, maior cidade do país, não registraram nenhum problema com as autorizações do Exército no último mês e as atividades seguiram normalmente.
Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter

“Isso ocorreu porque o Segundo Comando do Exército entendeu que o decreto 11.366 não interferia nas atividades de blindagem, pois citava o CR, que não é mais exigido pelo órgão para concessão da autorização”, afirma o advogado Ciro José Callegaro, assessor jurídico da BSS Serviços de Blindagem, que realiza cerca de 1.000 blindagens por ano em São Paulo.

  Divulgação/Volvo

Segundo Callegaro, a blindadora não reduziu suas atividades e tem recebido diariamente autorizações do Exército para carros blindados. “É importante destacar que não é mais exigido o CR, mas o Exército ainda deve conceder uma autorização para que o proprietário do veículo blindado possa rodar com ele”, afirma o advogado.
Divulgação/Volvo

A empresa Leandrini Blindagens, que atua há 40 anos no mercado, também relata que não houve nenhuma mudança nas atividades. “Desde que o decreto foi emitido já sabíamos que o mesmo não afetaria a nossa atividade pois apenas citava o Certificado de Registro (CR) que não é mais emitido há dois anos”, diz Willy Leandrini, proprietário da blindadora.

Segundo a Abrablin houve muita repercussão sobre o assunto nos últimos dias, mas a informação correta e importante é que as blindagens voltam ao normal no Brasil inteiro.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Brasil pode estar na trajetória do segundo balão espião da China?


O uso de balões é muito maior do que se imaginava e a Amazônia pode estar sendo espionada sem ninguém se dar conta

O céu é o limite: balões viraram método comum da China para espionar todo mundo // Peter Zay/Anadolu Agency/Getty Images

Um já foi, mas e o outro? Ou melhor, os outros?

A espionagem de instalações militares através de balões é muito mais disseminada do se suponha, disse o porta-voz do Pentágono, general Patrick Ryder. Ele enumerou as regiões onde os balões estão operando há anos: América do Sul, América Latina, Sudeste Asiático, Leste da Ásia e Europa. Ao todo, foram mencionados doze países.

A comoção, na opinião pública americana, em relação ao balão que atravessou o espaço aéreo dos Estados Unidos, derrubado quando chegou ao Atlântico, tirou de foco o segundo balão. O aparelho veio da China, sobrevoou a Costa Rica, Colômbia e Venezuela, numa trajetória que indicava a Amazônia brasileira como a etapa seguinte.

O baixíssimo índice populacional e a dificuldade em detectar balões – uma das vantagens desse método de espionagem – deixam praticamente o campo livre para sermos espionados.

Só para dar uma ideia: o balão derrubado no sábado foi o quinto detectado sobre os Estados Unidos. Se a maior potência militar do planeta deixa escapar aparelhos sobre áreas críticas de seu território, sobretudo as instalações onde se abrigam as armas nucleares mais potentes, imaginem países com menor aparato tecnológico.

Todo mundo espiona todo mundo, é uma lei da vida, mas a desfaçatez dos balões chineses, que podem ser avistados de terra, impressiona por revelar uma atitude estudadamente agressiva.

A vantagem de balões sobre satélites, segundo os especialistas, são imagens mais claras e tiradas de vários ângulos.

O mundo inteiro interessa à China e os recursos luxuriantes do Brasil, entre outros países latino-americanos, ocupam um lugar importante nessa lista. Mas o interesse mais imediato é a Ásia, o teatro de operações do confronto que inevitavelmente haverá em torno da ilha de Taiwan – com guerra cinética, como dizem no jargão militar, ou outras operações que tragam de volta um território que o regime comunista se comprometeu a arrastar de volta, seja por qual meio for.

Por isso, a atividade denunciada nos Estados Unidos é intensa na região asiática, onde existe uma verdadeira guerra geopolítica para não deixar tradicionais aliados americanos se deslocar para a área de influência de Pequim.

Para o Brasil, interessa mais diretamente a expansão chinesa em território latino-americano. Só na Venezuela, a pegada é enorme e as críticas de Nicolás Maduro ao “ataque” contra o “balão meteorológico” seguem uma lei imutável: tudo o que o déspota venezuelano diz é exatamente o contrário da realidade.

Podemos manter as exportações brasileiras, de importância existencial para o país, sem cair na armadilha da perda de soberania em espaços vitais?

Esta é uma das questões geopolíticas mais importantes do momento atual e só tende a aumentar nos próximos anos.

Um governo de esquerda como o atual vai naturalmente tender a privilegiar a China em detrimento dos Estados Unidos, um erro tremendo que deveria ser evitado a todo custo – sem deixar de lado as vantagens que os americanos podem oferecer em troca do não alinhamento do Brasil com a candidata a potência hegemônica.

Para quem acha o imperialismo americano um horror, é bom parar por um momento para pensar na alternativa. Ou olhar para cima.

Rogerio Marinho ironiza indicação de Dilma para diretoria do banco do BRICS:




O senador Rogério Marinho criticou a possível escolha de Dilma para chefiar o Banco do Brics no lugar do diplomata Marcos Troyj. De acordo com coluna do jornal Folha de São Paulo, o ministro da Economia, Fernando Haddad, pediu a saída do atual presidente do banco para colocar a ex-presidente em seu lugar na China.

Em Alta

Dubai respeita. O Brasil distorce.

Enquanto Dubai dá nome ao que importa, o Brasil brinca de desconstruir o óbvio. by Deise Brandão O príncipe herdeiro Sheikh Hamdan bin Moha...

Mais Lidas