quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Especialistas debatem sobre slogan e uso do vermelho em logo do governo Lula

A equipe de transição etuda adotar o lema "união e reconstrução" e utilizar logomarca que traz cores da bandeira junto ao vermelho



O governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve trazer “união e reconstrução” como lema e incluir a cor vermelha na logomarca do governo federal.

Em painel promovido pela CNN, o especialista em marketing político e professor de marketing na ESPM Marcelo Vitorino, a especialista em marketing político e vice-presidente do instituto de pesquisa Ideia, Cila Schulman, e a antropóloga especializada em consumo Hilaine Yaccoub debateram as possíveis mudanças.

A equipe de transição de governo estuda adotar o lema “Brasil: União e Reconstrução” para o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O slogan foi elaborado pela equipe de comunicação, que tem avaliado um design que misture diferentes cores, como azul, amarelo, verde e vermelho. / Divulgação

Para Hilaine Yaccoub a logomarca traz diversas cores. “O vermelho pode ter passado a ser sinônimo de um partido, mas os governos anteriores de Lula já tinham a tendência de fazer uma mistura de cores”, explicou.

Segundo ela, cada um usa o seu repertório para entender o que os novos símbolos querem dizer, mas ela ressaltou que aqui no Brasil as pessoas também usam muitas cores. “As casas das pessoas tem muitas cores, todas combinadas.”.

Marcelo Vitorino disse que todo ato de comunicação expõe algo, inclusive a decisão de colocar a cor vermelha na logomarca. “Após um processo eleitoral muito difícil, com ânimos muito acirrados, o vermelho pode ser considerado uma “provocação”. Que sinal que isso dá para o eleitorado?”

Para ele, trazer o vermelho para a marca do governo neste momento é “desnecessário”, e tira o foco de questões importantes.

Cila Schulman faz a ressalva de que a logomarca parece ser um “rebranding” daquela utilizada pelo governo Lula em 2003, que também era colorida. “As cores incluem a diversidade nacional, até porque o vermelho está em muitas bandeiras estaduais”, lembrou.

Para ela, o modo como o novo governo se apresenta é importante não apenas para a população brasileira, mas também para as relações internacionais, pois indica que rumo a gestão pretende tomar.

Veja a discussão completa no vídeo acima.

"Existe uma diferença fundamental entre ser mulher e ser mãe” por Ivan Capelatto

 Em uma palestra para o Café Filosófico, Ivan Capelatto chama a atenção para a diferença entre ser mãe e ser mulher. Confira abaixo a transcrição do trecho

“Sobre a necessidade de reflexões e mudanças em relação à responsabilidade centrada na figura materna, há um tempo, quando começamos a questionar a diferença fundamental entre ser homem e ser mulher, o lugar do homem e o da mulher, nós começamos a abrir espaço para algo muito bonito, que é a inserção da mulher no mercado de trabalho, sua inserção no ato de votar, ou seja, a inserção da mulher no espaço humano ao qual ela pertence. Mas nós desprezamos, neste momento, a ideia de que a mulher pode, em algum momento de sua vida, além de ser médica, juíza, psicóloga ou balconista, desejar ser mãe.

Existe um espaço fundamental entre ser mulher e ser mãe. Ser mãe é outra entidade; é uma mulher com um desejo a mais em sua vida, desejo este do qual ela irá cuidar.

Há um tempo algumas pessoas começaram a colocar a mãe como um mito: não existe mãe, ou seja, qualquer um pode cuidar do filho. E hoje a resposta que o mundo dá a esses escritos complicados sobre tal mito são as crianças que estão na Fundação Casa, as crianças que estão se suicidando, crianças que estão roubando etc.

Em um momento as crianças ficam nos braços de suas mães e, logo depois, saem desses braços e vão para os braços de desconhecidos, tendo seus cuidados terceirizados aos cuidados de creches, vizinhos, avós etc. Então elas perdem a chance de constituírem a estrutura mais fundamental, que é o self.

Existe o mito da mãe? Não. Existe a mãe que escolheu a responsabilidade materna e existe a mulher, porque depois que essa mãe conseguir passar o primeiro ano de nascimento do filho junto ao mesmo ela voltará a trabalhar e a fazer suas demais atividades. Nós, por outro lado, temos que garantir que as mães tenham seus direitos.

A mãe suficientemente boa é aquela que faz as coisas para ela, mas que não se distancia do filho – não se distancia mais do que quatro ou cinco horas por dia. A mãe é aquela que tem o holding, é aquela capaz de abraçar.”

Transcrição feita e adaptada pelo Provocações Filosóficas da palestra: Responsabilidade: uma virtude psíquica ou uma aquisição cultural? – CPFL Cultura com Ivan Capelatto.

Você também pode conferir a palestra na integra:


Ivan Capelatto é psicólogo clínico e psicoterapeuta de crianças, adolescentes e famílias. fundador do grupo de estudos e pesquisas em autismo e outras psicoses infantis (gepapi), e supervisor do grupo de estudos e pesquisas em psicopatologias da família na infância e adolescência (geic) de cuiabá e londrina.Mestre em psicologia clínica pela puc-campinas, é professor convidado do the milton h. erickson foundation inc. (phoenix, arizona, usa) e professor do curso de pós-graduação da faculdade de medicina da puc – pr. Autor da obra “diálogos sobre a afetividade – o nosso lugar de cuidar”.

E assim é a vida, Dona Moça!


Se você não é encrenqueira, é planta.
Se fala e defende o que acredita, é barraqueira.
Se fala baixo, é sonsa.
Se fala mais alto, é sem educação.
Se é bem humorada, é esparramada.
Se é simpática, está horizontalmente disponível.
Se não é, é preconceituosa e antipática.
Se é tímida, tá fazendo jogo.
Se não usa modinha, é cafona.
E se usa, é patricinha.
E nem se atreva a cogitar a 5° sinfonia de Bethoven com Seu Jorge, porque vai assinar o B.O do contragosto, e é caso de prisão.
Se degusta Nietzsche e filmes de Godard, é metida a intelectual,
e é proibidíssima de curtir um rap, porque é contraditório.
Deus te livre de combinar Coralina com Bukowski, aí já é motivo de internação.
Se misturar Sartre com novela, é cadeira elétrica na certa.
Se é protetora de animais, é um absurdo. Deveria adotar crianças...
E por aí vai...
A sugestão é bem simples:
Seja quem você realmente é, e de preferência com a terapia em dia.
Quem estiver sintonizado na liberdade do Ser com você, maravilha!
E quem não estiver, tudo bem e amém!
Porque ninguém é obrigado, e você também não é !
Só um Obs pra refrescar...
Você será julgada pelos tribunais de gente perfeita o tempo todo. Mas poucos ou nenhum chegará até você para se oferecer para pagar seus boletos, chorar seu choro, sangrar seu sangue... é isso!
Assuma a força e o poder da sua Unicidade!
Você É! Tome posse!
Só não vale ser insensível e perverso com ninguém, viu! Porque aí já é outra prosa.


Helena Cardozo Rapozzo #ómítútú

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