domingo, 20 de março de 2022

Localização e extensão das TIs



O Brasil tem uma extensão territorial de 851.196.500 hectares, ou seja, 8.511.965 km2. As terras indígenas (TIs) somam 726 áreas, ocupando uma extensão total de 117.377.553 hectares (1.173.776 km2). Assim, 13.8% das terras do país são reservados aos povos indígenas.

A maior parte das TIs concentra-se na Amazônia Legal: são 424 áreas, 115.344.445 hectares, representando 23% do território amazônico e 98.25% da extensão de todas as TIs do país. O restante, 1.75% , espalha-se pelas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e estados de Mato Grosso do Sul e Goiás.



Essa situação de flagrante contraste pode ser explicada pelo fato de a colonização do Brasil ter sido iniciada pelo litoral, o que levou a embates diretos contra as populações indígenas que aí viviam, causando enorme depopulação e desocupação das terras, que hoje estão em mãos da propriedade privada. Aos índios restaram terras diminutas, conquistadas a duras penas. Por exemplo, em São Paulo, a terra Guarani Aldeia Jaraguá tem apenas dois hectares de extensão, o que impossibilita que vivam da terra.

Há vozes dissonantes em relação ao tamanho das TIs na Amazônia, alegando que haveria "muita terra para poucos índios". Esses críticos se esquecem de que os índios têm que tirar todo seu sustento da terra. Muitas vezes, as TIs têm grandes partes não agricultáveis, e sofrem ou sofreram diversos tipos de impactos

Terras Indígenas por Estado na Amazônia Legal* (em 22/10/ 2014)UFárea da UFTerra indígena% sobre a UF

Acre 16.491.871 2.459.834 14,92%
Amapá 14.781.700 1.191.343 8,06%
Amazonas 158.478.203 45.232.159 28,54%
Maranhão** 26.468.894 2.285.329 8,63%
Mato Grosso 90.677.065 15.022.842 16,57%
Pará 125.328.651 28.687.362 22,89%
Rondônia 23.855.693 5.022.789 21,05%
Roraima 22.445.068 10.370.676 46,20%
Tocantins 27.842.280 2.597.580 9,33%
Total 506.369.425 112.869.914 22,29%


* áreas calculadas pelo SIG/ISA, utilizando os limites das TIs lançados sobre a base 1:250.000 e os limites de Estado do IBGE/Sivam na escala 1:250.000

Situação Juridica TIs no Brasil Beba na fonte

Referências externas

De Olho nas Terras Indígenas no Brasil - mapas, dados, notícias e mais
''Terras ocupadas? Territórios? Territorialidades?'', por Dominique Tilkin Gallois, antropóloga, docente do Departamento de Antropologia Social da FFLCH-USP e coordenadora do NHII-USP (Núcleo de História Indígena e do Indigenismo)

by socioambiental.org/pt/

Foragido e sem dinheiro, Allan dos Santos pede desbloqueio de contas

Militante bolsonarista que há anos ataca o STF e seus ministros apelou à Corte pedindo para recuperar acesso aos recursos do Terça Livre

17/03/2022 

Reprodução/Redes sociais

Foragido nos Estados Unidos desde outubro do ano passado, quando teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o militante bolsonarista Allan dos Santos apelou à Corte pedindo o desbloqueio das contas bancárias de sua empresa de comunicação, o canal Terça Livre.

Em mandado de segurança protocolado no último domingo (13/3), a defesa do extremista alegou que o bloqueio, também determinado em outubro de 2021 por Moraes, “inviabilizou a subsistência própria e familiar do impetrante”, pois lhe privou de “renda e recursos de natureza alimentar”.

Em petição com quase 50 páginas (veja íntegra abaixo), o advogado Renor Oliver Filho, que representa Allan dos Santos, argumenta contra as medidas cautelares impostas ao ativista e comunicador, critica sua prisão preventiva e apela à ministra Cármen Lúcia* para reconsiderar a última sentença do ministro Edson Fachin, que negou provimento pedido em novembro do ano passado, ou levar o tema ao plenário do STF.

“A pergunta é: será que o caminho brasileiro se dirige, no que se refere à liberdade de expressão e imprensa, ao mesmo destino de países como Venezuela, Cuba e outros submetidos a regimes totalitários?”, questiona, na petição, o advogado do militante.




A conta no Twitter do blogueiro foi retida pela plataforma a mando do STFReprodução/Twitter

Allan dos Santos está foragido nos EUA após ter prisão decretada pelo STFHugo Barreto/Metrópoles


Allan dos Santos e Eduardo BolsonaroReprodução

Vida de foragido

Desde que chegou aos EUA, já com contas em redes sociais também suspensas pela Justiça brasileira, Allan dos Santos tem se dedicado a atacar as autoridades que lhe impuseram medidas cautelares e um mandado de prisão. O alcance dos ataques do bolsonarista só foi reduzido no último dia 26 de fevereiro, quando o Telegram, que é uma rede sem sede no Brasil, cumpriu outra decisão de Moraes e bloqueou o canal do extremista. A rede russa informou que o canal, que tinha 128 mil seguidores, “violou as leis locais”.

No início de fevereiro, o Metrópoles revelou que Santos vinha se esforçando para mostrar ao STF que não respeita suas determinações ou seus ministros. Com contas alternativas no Instagram, que ele divulgava nesse canal no Telegram, Santos burlava o bloqueio e insultava sobretudo o ministro Alexandre de Moraes.

Naqueles dias, Santos divulgou viagens, posou com fuzis e uma foto do presidente Jair Bolsonaro (PL) e postou um vídeo de si mesmo cantando um blues que ofende Alexandre de Moraes.
conteudo patrocinado

“O cabeça de piroca pensa que pode me calar, mas não esperava que tenho amigos e estou livre agora. O escravo é você, que não pode sair na rua e ainda é amigo do PCC”, diz a letra da canção improvisada por ele. O PCC do blues é a quadrilha criada em prisões paulistas e que Santos liga constantemente a Moraes em suas críticas. Relembre:

Apesar do comportamento belicoso e de circular pelos EUA confraternizando até com ministros brasileiros, como Fábio Faria, Allan dos Santos também vem indicando que tem problemas para sustentar a si mesmo e à família nessa estadia no estrangeiro, onde se beneficia do não reconhecimento, pelo governo norte-americano, do pedido de extradição feito pelo STF.

Em seus canais alternativos, o militante criou mecanismos para receber doações em moeda estrangeira e até em Bitcoin, e chegou a dizer aos seguidores, em janeiro deste ano, que já não tinha dinheiro para pagar nem a própria defesa.

“Por falta de dinheiro para pagar o único advogado que sobrou, preciso encontrar advogados voluntários para tocar os processos em andamento no Brasil. Quem estiver interessado em ajudar, por favor, entre em contato comigo pelo site”, pediu ele.
Sem resposta do STF até agora

Até o fechamento desta reportagem, Fachin não havia respondido ao último pedido de liminar da defesa de Allan dos Santos. A mais recente movimentação nos inquéritos envolvendo o militante na Corte foi obra de Alexandre de Moraes, que determinou, no último dia 14 de março, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública prestar informações sobre o que já foi feito pela pasta para garantir a extradição de Santos. O prazo determinado para a resposta é de cinco dias, e está correndo.


Aliado próximo do presidente Jair Bolsonaro (PL), Allan dos Santos é investigado em dois inquéritos no Supremo: o de fake news e ataques a ministros da Corte e o das milícias digitais.

Em seu despacho, Moraes determinou que o secretário nacional de Justiça, Vicente Santini, explique detalhadamente as medidas adotadas para assegurar a extradição junto ao governo dos Estados Unidos.
Suposto líder de grupo criminoso

Em seus ataques a Moraes, Santos costuma alegar que não cometeu nenhum crime e que seria perseguido pelo ministro por suas opiniões. Na ordem de prisão da qual Allan dos Santos foge, no entanto, Moraes anotou que “a Polícia Federal apresentou indícios fortes, plausíveis e razoáveis da vinculação do representado à prática de diversos crimes”.

Moraes afirma na peça que Santos é um dos líderes do grupo criminoso responsável por atacar integrantes das instituições públicas, desacreditar o processo eleitoral, reforçar o discurso de polarização e gerar animosidade na sociedade brasileira.

O militante, segundo o ministro, montou uma “verdadeira estrutura destinada à propagação de ataques” contra o STF, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Senado Federal, com foco voltado contra a CPI da Pandemia.

O ministro aponta ainda que Allan dos Santos é suspeito de cometer crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, calúnia, difamação, injúria, incitação ao crime de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou o preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Veja a íntegra do pedido protocolado pela defesa de Allan dos Santos no STF:

Mendonça agora é ministro substituto do TSE


20/03/2022 às 12:44
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

 by Jornal da Cidade On line

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, foi eleito para a vaga de ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela organização das eleições no Brasil.

O plenário do STF votou a favor de Mendonça para a vaga; já que o ex-Advogado-Geral da União (AGU) nunca havia participado do tribunal eleitoral.


Mendonça acumulará as atividades no TSE com as da Suprema Corte, mas somente será requisitado na função quando os titulares das vagas estiverem ausentes ou impedidos de participar dos julgamentos.

O TSE é composto por sete ministros, sendo três do STF, dois do STJ, e dois advogados com notório saber jurídico, nomeados pelo presidente da República.

Além de Mendonça, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski fazem parte do TSE. Já Cármen Lúcia e Nunes Marques completam a lista como substitutos.

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