sexta-feira, 5 de março de 2021

10 mentiras da campanha da CUT contra as privatizações

 


As peças publicitárias são falaciosas do começo ao fim | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Cristyan Costa

05 MAR 2021 - 17:04

“Não deixem vender o Brasil”. Esse é o slogan da campanha que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) está promovendo nos veículos de comunicação. A ideia é “sensibilizar” a população brasileira acerca dos “malefícios” das privatizações, segundo a entidade. As peças publicitárias são falaciosas do começo ao fim. Por isso, a Revista Oeste selecionou 10 mentiras sobre a mensagem do material da CUT.

Leia também: “Para que serve a Petrobras?”, artigo de J.R. Guzzo publicado na Edição 49 da Revista Oeste

Confira

1) Vender estatais é ruim Pelo contrário. Privatizar significa que o país seguirá dinamizando sua economia e evitará corrupção. Em linhas gerais, os ativos da empresa se valorizam em razão do interesse da iniciativa privada. Ou seja, o que valia menos, passa a valer mais. Em 1997, a mineradora Vale foi vendida. Depois disso, seu lucro saltou de US$ 325 milhões para US$ 1,5 bilhão em 2003.

2) Estatais são “estratégicas” Nas mãos da iniciativa privada, os serviços oferecidos melhoram consideravelmente. Antes de o setor de telefonia ser desestatizado, em 1998, havia pouco mais de 22 milhões de linhas no Brasil (entre telefones fixos e celulares). Hoje, só de smartphones há mais de 230 milhões de aparelhos ativos no Brasil; somem-se a isso 180 milhões de computadores pessoais.

3) Empresas públicas são lucrativas Reportagem da Revista Oeste mostrou que, nos últimos dez anos, 46 empresas públicas consumiram R$ 190 bilhões do seu dinheiro. Quantia essa que poderia ter sido usada para o combate ao coronavírus. São peças que não se encaixam em uma economia de mercado. A estatal do trem-bala, por exemplo, sempre foi deficitária, e o Brasil não tem o produto que ela oferece.

4) A maioria dos brasileiros é contra se desfazer de companhias públicas Pesquisa feita pelo Instituto Paraná, em 2019, mostra que 53,3% dos entrevistados apoiam a venda da totalidade ou de uma parte das estatais brasileiras, e só 41,5% foram contra. Entre os entrevistados com ensino superior, esse número chegou a 71,8%, ainda segundo o levantamento encomendado pela Revista Crusoé.

5) Em tempos de crise, a privatização beneficia um grupo pequeno de pessoas Em 2020, antes de o vírus chinês desembarcar no Brasil, o governo federal previa arrecadar R$ 150 bilhões com a venda de estatais. Em síntese, menos dinheiro dos pagadores de impostos encaminhado à essas companhias, cujos funcionários recebem altíssimos salários, incompatíveis com os da iniciativa privada.

6) A Casa da Moeda privatizada fará com que o Brasil perca o controle do Real O governo fica desobrigado de imprimir dinheiro (e de arcar com outras despesas) e se torna fiscalizador do processo. O Banco Central teria a competência de determinar quanto seria impresso e o Ministério da Economia acompanharia a produção. Além disso, o Estado fica menos “tentado” a inflacionar preços.

7) Privatizar a Eletrobras não é uma boa ideia No fim de 2018, o prejuízo da estatal foi de R$ 22 bilhões. Naquele ano, Michel Temer encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei de privatização, Hoje, a medida encontra-se tramitando nas duas Casas. Se passar, a expectativa de arrecadação é a de R$ 25 bilhões. O governo quer dinheiro para o caixa da empresa e recuperar a sua capacidade de investimento.

8) O governo tem de deter o monopólio do petróleo “A Petrobras é responsável pelo atraso que proíbe as empresas privadas de explorar qualquer área promissora”, observou J.R. Guzzo, em artigo publicado na Edição 49 da Revista Oeste. Segundo ele, a Petrobras não tem dinheiro para fazer tudo sozinha. E, sem capital privado, não há como aumentar a produtividade.

9) Os Correios têm de controlar o setor de correspondência A estatal acumulou prejuízo de R$ 3,9 bilhões entre 2013 e 2016. Boa parte do passivo da empresa se deve aos planos de Previdência, que já foram alvo de corrupção. A ideia do governo é a de que a companhia não conta com o dinamismo que o setor precisa atualmente, muito menos tem a União capacidade fiscal para suportar os investimentos.

10) As cores da bandeira do Brasil Segundo o vídeo da CUT, as cores da bandeira significam: a) verde, as matas; b) o amarelo, a riqueza do solo; c) o azul, o céu e as águas. Contudo, os significados originais da bandeira brasileira são: a) verde é a cor da casa de Bragança, a família de D. Pedro I; b) amarelo é a cor da casa de Lorena, da qual pertencia a esposa de D. Pedro I, Dona Leopoldina; c) o azul é a esfera armilar.

Veja os vídeos da campanha

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Governo federal aprova auxílio emergencial para 196 mil pessoas que contestaram suspensão do benefício Pagamento será realizado na próxima quinta-feira


Governo federal aprova auxílio emergencial para 196 mil pessoas que contestaram suspensão do benefício
Pagamento será realizado na próxima quinta-feira
26/01/2021 - 11h10min




AGÊNCIA BRASIL


O governo federal vai pagar, na próxima quinta-feira (28), mais de R$ 248 milhões de auxílio emergencial para 196 mil pessoas. A portaria do Ministério da Cidadania foi publicada nesta terça-feira (26) no Diário Oficial da União, após análise das contestações e revisões decorrentes de atualizações de dados governamentais.

O grupo de beneficiários inclui cerca de 191 mil pessoas que contestaram a suspensão do benefício no site da Dataprev, entre 7 e 16 de novembro e entre 13 e 31 de dezembro de 2020, além de 5 mil pessoas que tiveram os pagamentos reavaliados em janeiro de 2021. Elas receberão de uma só vez todas as parcelas a que têm direito.

De acordo com o ministério, entre as 196 mil pessoas, há 8,3 mil que receberão a segunda, a terceira, a quarta e a quinta parcelas do auxílio emergencial. Outras 40,9 mil pessoas receberão as três últimas parcelas. Uma terceira faixa, de quase 68,1 mil cidadãos, receberá a quarta e a quinta parcelas. Por último, 78,3 mil vão embolsar somente a quinta parcela.
Os recursos serão depositados na poupança social digital da Caixa e já estarão disponíveis na quinta-feira, tanto para movimentação por meio do aplicativo Caixa Tem, quanto para saques e transferências para outros bancos.



FREI BETTO DIZ QUE PAPA VAI PROPOR UMA NOVA ORDEM ECONÔMICA MUNDIAL

 

17 de fevereiro de 2020, 00h18 | Por Letícia Horsth

Frei Betto diz que Papa vai propor uma nova Ordem Econômica Mundial

         De 26 a 28 de março, Assis, a cidade italiana de São Francisco, receberá mais de 2 mil economistas e empreendedores de 115 países, todos com menos de 35 anos, para participar do encontro “A economia de Francisco”, evento convocado pelo papa. O Brasil se fará representar por 30 participantes.
         A agenda prevê debates sobre trabalho e cuidado; gestão e dom; finança e humanidade; agricultura e justiça; energia e pobreza; lucro e vocação; políticas para a felicidade; desigualdade social; negócios e paz; economia e mulher; empresas em transição; vida e estilos de vida; e economia solidária.
          “Não há razão para haver tanta miséria. Precisamos construir novos caminhos”, declarou Francisco ao convocar o evento. Ele propõe uma economia “que faz viver e não mata, inclui e não exclui, humaniza e não desumaniza, cuida da Criação e não a depreda.” E afirma a necessidade de “corrigir os modelos de crescimento incapazes de garantir o respeito ao meio ambiente, o acolhimento da vida, o cuidado da família, a equidade social, a dignidade dos trabalhadores e os direitos das futuras gerações.”
         Para assessorar o encontro, o papa convidou Jeffrey Sachs, Joseph Stiglitz, Amartya Sen, Vandana Shiva, Muhammad Yunus e Kate Raworth.
       Os temas da desigualdade social e da devastação ambiental ocuparão o centro das atenções. Segundo o economista Ladislau Dowbor, no atual estágio do capitalismo “não há nenhuma razão para haver miséria no planeta. Se dividirmos os 85 trilhões de dólares que temos de PIB mundial pela população, isso equivale a 15 mil reais por mês, por família de quatro pessoas. Isso é amplamente suficiente para todos viverem de maneira digna e confortável.”
       Hoje, segundo a FAO, 851 milhões de pessoas passam fome. A população mundial é de 7,6 bilhões de pessoas, e o planeta produz alimentos suficientes para 11 bilhões de bocas. Portanto, não há falta de recursos, há falta de justiça. Como não há falta de dinheiro, e sim de partilha. Os paraísos fiscais, verdadeiras cavernas de Ali Babás, guardam 20 trilhões de dólares, 200 vezes mais do que os US$ 100 bilhões que a Conferência de Paris estabeleceu para tentar deter a desastre ambiental. 
       No neoliberalismo, o capitalismo adquiriu nova face. Deslocou-se da produção para a especulação. As fabulosas fortunas estocadas nos bancos favorecem prioritariamente os especuladores, e não os produtores. Em suas obras, Piketty demonstra que produzir gera empregos e resulta no crescimento de bens e serviços na ordem de 2% a 2,5% ao ano. Porém, quem aplica no mercado financeiro obtém um rendimento de 7% a 9% ao ano. 
         O agravante é que o capital improdutivo quase não paga imposto. E a desigualdade de renda tende a crescer, pois, hoje, 1% da população mundial detém em mãos mais riqueza que os 99% restantes. A soma das riquezas de apenas 26 famílias supera a soma da riqueza de 3,8 bilhões de pessoas, metade da população mundial. E, no Brasil, apenas seis famílias acumulam mais riqueza do que 105 milhões de brasileiros – quase metade de nossa população – que se encontram na base da pirâmide social. 
         Segundo a revista Forbes, 206 bilionários brasileiros aumentaram suas fortunas em 230 bilhões de reais em 2019, enquanto a economia ficou praticamente estagnada. Enquanto isso, aos mais pobres cabem os R$ 30 bilhões do programa Bolsa Família. 
         Portanto, como assinala Dowbor, não é o Bolsa Família e a aposentadoria dos velhinhos que prejudicam a economia, e sim a acumulação de riquezas em mãos de grandes grupos privados que não produzem, são meros especuladores financeiros. Essas famílias tinham uma fortuna, em 2012, de R$ 346 bilhões. Em 2019, subiu para 1 trilhão e 206 bilhões de reais. Como em nosso país lucros e dividendos são isentos de tributação, esses bilionários não pagam impostos.
O objetivo do papa Francisco é que vigore no mundo uma economia socialmente justa, economicamente viável, ambientalmente sustentável e eticamente responsável. 

Foto: Getty Images

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