quinta-feira, 19 de março de 2020

OS OLHOS DA ESCURIDÃO : Livro de 1981 previu o surgimento do coronavírus em Wuhan? As coincidências entre a realidade e a obra 'The eyes of darkness', de Dean Koontz, têm deixado internautas assombrados




O livro de Koontz e operação de evacuação na cidade de Wuhan, na China, por causa do coronavírus(foto: Reprodução e AFP)

As coincidências entre um livro lançado em 1981, pelo escritor norte-americano Dean Koontz, e a epidemia do coronavírus que já matou cerca de 3 mil pessoas, a grande maioria na China, deixou internautas intrigados nas últimas semanas.

Chamado The eyes of darknes (Os olhos da escuridão), o livro de Koontz, um romancista especializado em livros de suspense e terror, cita uma arma biológica que se chama "Wuhan-400", um micro-organismo desenvolvido como arma biológica em um laboratório perto da cidade de Wuhan, justamente a cidade que apresentou os primeiros casos da epidemia real que assola a China e já fez vítimas em outros países.

Outra coincidência, para deixar tudo ainda mais espantoso, é o nome do cientista que, no livro, parte para os Estados Unidos com o vírus: Li Chen. Pois Li Chen é também o nome de um cientista chinês verdadeiro que já publicou estudos sobre a classe de coronavírus.

Um de seus estudos, intitulado A novel human coronavirus OC43 genotype detected in mainland China, foi publicado em 2018 na revista especializada Emerging Microbes & Infections.

Um dos primeiros a perceber a coincidência foi o usuário @DarrenPlymouth do Twitter. Desde que ele postou a página com os trechos do livro, sua publicação mereceu quase 2 mil curtidas e vários comentários de surpresa e assombro.

It's a strange world we live in.#coronavirus #COVID19 #Wuhan



O Correio adquiriu uma edição virtual de The eyes of darkness e constatou que o trecho destacado pelo internauta realmente consta da obra. Veja abaixo a página com uma tradução livre em seguida:


Para entender isso", Dombey disse, "você tem que voltar 20 meses. Foi por volta dessa época que um cientista chinês chamado Li Chen partiu para os Estados Unidos, carregando um disco da mais importante e perigosa nova arma biológica da década feita pela China. Eles a chamam de "Wuhan-400" porque foi desenvolvida em seus laboratórios de RDNA nos arredores da cidade de Wuhan, e foi a 400ª cepa viável de um micro- organismo feito pelo homem em um centro de pesquisa".

Tem circulado na internet, junto com o trecho acima, outra passagem que cita o início de uma epidemia em 2020. Esse segundo trecho, porém, não faz parte do livro de Koontz. A reportagem não conseguiu identificar de onde foi retirado.

O livro pode ser considerado uma previsão?


A resposta depende do grau de exigência que se faz para considerar o livro uma previsão. Os únicos pontos em comum entre a obra de Koontz e a realidade são a citação à cidade de Wuhan e a existência de um pesquisador chamado Li Chen.

Porém, o novo coronavírus não é uma arma biológica. Não há nenhuma evidência de que a epidemia surgida em Wuhan tenha sido causada pelo homem.

Além disso, essas coincidências não estavam na primeira edição de 1981, como apontou o site Snopes. Na primeira versão do livro, lançada em plena Guerra-Fria entre Estados Unidos e União Soviética, o nome do vírus era Gorki-400, porque teria sido criado pelos russos.

Apenas em edições mais recentes, como a adquirida pelo Correio, o nome do vírus passou a ser Wuhan-400, aponta o serviço de checagem de fatos.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Itália tem 475 mortes com coronavírus em um só dia





Um membro do pessoal do hospital de Brescia, na Itália, vestido com equipamento de proteção (Crédito: AFP)


Ansa18/03/20 - 14h44 - Atualizado em 18/03/20 - 15h41

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ROMA, 18 MAR (ANSA) – A Itália registrou nesta quarta-feira (18) o maior número de mortes em um único dia desde o início da epidemia do novo coronavírus no país: 475, segundo balanço da Defesa Civil, o que eleva o total de vítimas para 2.978 Isso representa um aumento de 19% na quantidade de mortos com o Sars-CoV-2 na Itália. Por outro lado, o número de pacientes curados subiu 37% e chegou a 4.025.

Até o momento, o país contabiliza 35.713 pessoas já contaminadas pelo novo coronavírus, o que representa um aumento de 4.207 indivíduos em um único dia. “É necessário conter os deslocamentos ao máximo”, disse o chefe da Defesa Civil, Angelo Borrelli, em coletiva de imprensa em Roma.

No entanto, apesar de um valor elevado em termos absolutos, o crescimento proporcional de contágios em relação a 17 de março (+13,35%) está abaixo da média de evolução da epidemia desde 28 de fevereiro (21,73%), quando a Defesa Civil passou a divulgar somente um balanço diário.

Dos 28.710 contágios ativos, 14.363 pessoas estão internadas com sintomas, 12.090 estão em isolamento domiciliar, e 2.257 estão em terapia intensiva. Já as mortes se concentram sobretudo na Lombardia (1.959), epicentro da epidemia na Itália, e na vizinha Emilia-Romagna (458).



Também ocorreram falecimentos nas regiões do Piemonte (154), do Vêneto (94), de Marcas (92), da Ligúria (73), do Lazio (32), de Friuli Veneza Giulia (31), da Toscana (22), da Puglia (19), de Trentino-Alto Ádige (16), da Campânia (nove), de Abruzzo (sete), da Sicília (três), do Vale de Aosta (três), da Úmbria (dois), da Sardenha (dois), da Calábria (um) e de Molise (um).

Apenas a região da Basilicata, no extremo-sul da Itália, não registra nenhuma morte pelo novo coronavírus. Segundo o presidente do Instituto Superior da Saúde (ISS), Silvio Brusaferro, a idade média dos mortos era de 80 anos, e apenas 0,8% não tinha nenhum outro problema médico, como diabetes, câncer ou hipertensão. (ANSA)

EUA realizam primeiro teste de vacina contra o coronavírus em humanos


Imunização pode levar de um ano a 18 meses para ser disponibilizada ao público; testes devem ser feitos em ao menos 45 voluntários.
Por G1

Jennifer Haller foi a primeira pessoa a receber uma dose da vacina contra coronavírus nos EUA
Cientistas norte-americanos realizaram o primeiro teste da vacina contra o coronavírus em humanos. 
Autoridades de saúde dos Estados Unidos disseram na segunda-feira (16) que voluntários de Seattle, 
um dos estados mais afetados pela Covid-19 no país, começaram a ser imunizados.
Por meio de um comunicado, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) informou que o teste faz parte
 de um estudo que vai acompanhar 45 voluntários adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, e deve
 durar ao menos seis semanas.
Segundo a agência France Presse, todo o processo de criação da vacina deve durar entre 1 ano a 18 meses, isso porque serão necessários mais testes. Neste momento, os pesquisadores querem saber qual é o impacto de diferentes doses administradas por injeção e quais são seus efeitos colaterais.
Jennifer Haller foi a primeira pessoa no mundo a receber uma versão teste de vacina contra a Covid-19 —  Foto: Ted S. Warren/AP
Uma das voluntárias, a norte-americana Jennifer Haller, disse à rede de notícias MSNBC que tem sua temperatura tirada durante várias vezes por dia e que é acompanhada por uma equipe médica constantemente.
"Há grandes chances de que eu esteja envolvida na descoberta da vacina, mas ainda que não seja dessa vez, pelo menos estou contribuindo como parte do processo de descoberta", disse Haller.
Haller trabalha como gerente de operações em uma pequena empresa de tecnologia e recebeu liberação do trabalho para participar do estudo que ela ficou sabendo a partir de uma postagem no Facebook.
“Todos nos sentimos tão impotentes. Esta é uma oportunidade incrível para eu fazer algo ", disse Jennifer Haller, uma das voluntárias a receber as vacinas.
O segundo a ser testado foi o engenheiro de redes, Neal Browning, quem disse à agência Associated Press que resolveu ser testado por causa de suas filhas pequenas, que disseram estar orgulhosas do pai.




O engenheiro Neal Browning é um dos primeiros a ser testado com a vacina contra o coronavírus 
— Foto: Ted S. Warren/AP

Esforço internacional

A vacina foi desenvolvida por cientistas e colabores do NIH, num trabalho conjunto com empresa de biotecnologia Moderna, com sede em Cambridge, Massachusetts. A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), com sede em Oslo, Noruega, também direcionou fundos para a implementação do medicamento.
"Encontrar uma vacina segura e eficaz para prevenir a infecção de Sars-CoV-2 é uma prioridade para a saúde pública" – Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas.
Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos aprovados para a Covid-19, que infectou mais de 175.000 pessoas em todo o mundo desde que surgiu na cidade chinesa de Wuham (centro), no final de dezembro.

Corrida por uma solução

Laboratórios farmacêuticos e de pesquisa em todo o mundo competem para desenvolver tratamentos e vacinas para o novo coronavírus.
Por exemplo, um tratamento antiviral chamado Remdesivir, desenvolvido pela American Gilead Sciences, já está nos estágios finais de testes clínicos na Ásia, e médicos na China relataram que ele demonstrou ser eficaz no combate à doença.
Mas apenas testes aleatórios permitem aos cientistas saber se é realmente eficaz ou se os pacientes se recuperariam sem ele.
Outra empresa americana, a Inovio, que está criando uma vacina baseada em DNA, comunicou que iniciará testes clínicos no próximo mês.
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Laboratórios correm contra o tempo em busca de vacina contra novo coronavírus
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