quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Americanos assinam petição pedindo a Trump para expulsar Soros dos EUA

Mais de 9.000 pessoas assinaram uma petição on-line pedindo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que expulse o bilionário americano-húngaro George Soros dos Estados Unidos, bem como o proíba, e aos membros de sua família, de financiar e influenciar políticos americanos.

George Soros é um bilionário, bem como o fundador da organização filantrópica Open Society Foundations, que "apoia a democracia e os direitos humanos em mais de 100 países". Os opositores de Soros acusam-no de interferir nas relações internas de países estrangeiros e apoiar revoluções lá.
Além disso, Soros estará alegadamente financiando os protestos anti-Trump por todos os EUA.
"Presidente Trump, nós o povo estamos lhe pedindo para banir George Soros do nosso país. Pedimos-lhe para proibir tanto George Soros como todos os membros da sua família de fazer todo e qualquer negócio em nosso país e de contribuir para os políticos ou suas fundações a fim de influenciar e manipular os nossos políticos corruptos", disse a petição.
Os autores da petição também pediram a Trump para tornar crime fazer negócios com Soros e seus familiares, bem como aceitar dinheiro dele.
"Estamos lhe pedindo para emitir um mandado de prisão pela contratação de pessoas com intenções de provocar tumultos e protestos, ferindo nosso povo e danificando nossas propriedades… Como George Soros tornou claro que ele está trabalhando para destruir o nosso país, devem ser imediatamente introduzidas restrições contra toda a família Soros nos Estados Unidos para impedir mais traição contra o nosso país", disse a petição.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O silêncio sobre a greve histórica que está parando Florianópolis.

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Os servidores públicos municipais de Florianópolis estão em greve desde o dia 16 de janeiro. É a maior paralisação da categoria e, como mostram as imagens do último ato dos funcionários, realizado na segunda-feira, a adesão é cada vez maior.

Basta comparar as imagens desse ato com o do início da paralisação para constatar que, apesar das pressões que as lideranças dos funcionários estão sofrendo, inclusive de prisão, o número de manifestantes aumentou muito.


“Nenhum direito a menos” é o grito de guerra dos servidores em greve. A origem da paralisação está num conjunto de medidas enviadas pela prefeitura que acabam com o plano de carreira dos funcionários, aprovado em 2014, e cortam outros direitos dos servidores.

Durante a campanha eleitoral, no ano passado, a possibilidade de cortes no salário dos servidores chegou a ser debatida, e o candidato eleito, Gean Loureiro, que é do PMDB, disse que buscaria alternativas para o equilíbrio fiscal.

Mas uma das primeiras medidas dele, ao ser eleito, foi enviar à Câmara Municipal um pacote de medidas que atingem em cheio os direitos dos servidores públicos. A esse pacote, ele deu o nome de Floripa Responsável.

“Vamos fazer um corte muito duro, em todas as suas despesas, incluindo benefícios que não se enquadram mais na realidade financeira do município”, disse o prefeito ao enviar o pacote para a Câmara.

Pela sua proposta, benefícios como licença-prêmio, percentual de horas extras e a incorporação de todo e qualquer benefício a cada cinco anos de trabalho devem ser modificados. Já a gratificação por atividade especial deve ser extinta.

A previdência municipal também deve ser alterada. Em uma das propostas, a contribuição do servidor passa a ser de 11% para 14% e do município de 14% para 28%. Também será enviada a proposta de previdência complementar.

Para dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis, falta transparência da prefeitura no debate sobre o ajuste fiscal.

“A gente tem cobrado a publicação de um balancete da prefeitura, para ver se comprova a questão de 58% de comprometimento da folha. Há informação de que os terceirizados entram nessa folha, o que é ilegal. Os servidores estão sendo penalizados pelo prefeito, afetados em direitos, o que destrói a carreira funcional”, disse.

Santa Catarina é o berço do Movimento Passe Livre. Em 2000, centenas de estudantes marcharam pelas ruas da cidade até a Câmara Municipal, onde deixaram um abaixo assinado com mais de 20 mil assinaturas em favor da tarifa zero para ônibus municipais. Não foram atendidos, mas continuaram organizados e chamavam a si mesmos de Juventude Revolução.

Em 2004, quando a prefeitura aumentou a passagem de ônibus, eles voltaram às ruas, desta vez com muito mais gente: milhares de pessoas fecharam as principais vias de Florianópolis e muitos permaneceram nelas por quatro semanas até que a prefeitura revogou o aumento.

As manifestações ficaram conhecidas como A Revolta da Catraca, e o movimento já tinha mudado de nome. Era o Passe Livre, e o exemplo começou a se espalhar por outras capitais.

Assim como aconteceu em 2004, com a juventude na rua, a imprensa nacional ignora a paralisação dos servidores públicos municipais de 2017, embora os efeitos para a população sejam evidentes. Só funcionam os serviços essenciais, como postos de saúde, ainda assim com número muito reduzido de funcionários.

Os guardas municipais quase não são vistos patrulhando as ruas, já que se estima que 70% tenham aderido à paralisação. As creches estão abertas, mas com metade dos funcionários, que não quiseram prejudicar as mães que trabalham e que, por isso, organizaram um sistema de rodízio.

Mais do que resistir a medidas que ferem a essência do funcionalismo público – uma das medidas incentivam a terceirização –, os líderes do movimento grevista têm consciência de que os eventos de Florianópolis são o ensaio do que vem por aí, em todas as cidades.

Com quase 40 anos de atraso, administradores brasileiros alinhados às diretrizes do governo Michel Temer ressuscitaram o espírito de Margaret Tatcher e elegeram os culpados para a crise: os servidores da base do funcionalismo público. O desfecho da greve histórica de Florianópolis interessa a todos os brasileiros.

Trump reage à ameaça da Coreia do Norte: “Não vai conseguir!”


Trump durante a campanha pela Casa Branca JOHN LOCHER AP


Donald Trump afirmou nesta segunda-feira que irá conter os planos nucleares da Coreia do Norte. Pelo Twitter, rede social que o presidente eleito normalmente utiliza para divulgar qualquer tipo de apoio, temor ou guinada estratégica na política dos Estados Unidos, Trump reagiu à mais recente provocação do regime de Kim Jong-un e reclamou da ausência de cooperação por parte da China contra Pyongyang. “A Coreia do Norte acaba de declarar que se encontra na fase final de desenvolvimento de uma arma nuclear capaz de atingir áreas dos Estados Unidos. Não vai conseguir!”. Afirmou.

A frase, tão ambígua como categórica – o que já virou marca registrada de Trump –, permite várias interpretações, mas constitui no mínimo uma declaração de intenções de conter Kim. Poucos minutos mais tarde, em uma outra mensagem, ele se dirigiu ao gigante asiático: “A China tem recebido quantias imensas de dinheiro e de riqueza dos EUA em um comércio totalmente desequilibrado apenas para um dos lados, mas não vai ajudar contra a Coreia do Norte. Que beleza!”, alfinetou.

As declarações do próximo presidente dos EUA ocorrem depois que o líder norte-coreano anunciou na passagem do ano que o país está em fase final de preparação de um teste com um míssil balístico de alcance intercontinental. Apesar da condenação por parte do Conselho de Segurança da ONU, Kim deu demonstrações explícitas de que irá manter a sua expansão no terreno nuclear. O objetivo final é chegar à construção de mísseis de longa distância que permitam atingir o território norte-americano.

O próprio Trump gerou preocupação pouco antes da virada do ano ao afirmar, mais uma vez ambiguamente e em mensagem no Twitter, que os Estados Unidos deveriam “reforçar e ampliar enormemente sua capacidade nuclear até que o mundo se entenda em relação às armas nucleares”. A declaração aponta para uma virada na rota de não proliferação por parte da maior potência mundial.

A China tem sido uma espécie de obsessão de Trump como político. O empresário nova-iorquino apontou a potência asiática, ao lado do México, como uma das forças responsáveis pelas dificuldades por que passam os trabalhadores norte-americanos: a concorrência entre os países com mão-de-obra barata teria acabado com muitos empregos do setor industrial, normalmente mais bem remunerados do que o de serviços, por causa de alguns tratados injustos para com os interesses da primeira potência mundial. No período de transição, essas críticas prosseguiram.

Trump deixou Pequim irritada não só por falado ao telefone com a presidenta de Taiwan, ilha cuja soberania não é reconhecida pela China, mas também por ter atacado o país, perguntando em tom irônico se a China por acaso pede autorização aos EUA para desvalorizar sua moeda, erguer arranha-céus ou se expandir militarmente em sua área de influência. “Creio que não!”, disse.

O líder norte-coreano, por sua vez, aproveitou seu discurso de Ano-Novo para atacar também as manobras conjuntas realizadas todos os anos pelas forças militares dos EUA e da Coreia do Sul. A partir do próximo dia 20, quem ele terá pela frente, no caso dos EUA, será Donald Trump.

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