sábado, 17 de setembro de 2016

Resposta de um concursado ao Lula



Já que falou de mim, concursado, sinto-me no
direito de responder: Senhor Ex-presidente, por
mais ladrão que seja, sou concursado, com muito 
orgulho! Para chegar lá, estudei, me dediquei, fiz uma 
prova tensa no concurso com o maior índice de
candidatos/vaga daquele ano.

Após isso, passei 3 anos por um estágio probatório, 
para então, definitivamente, me efetivar no cargo.
 Na minha prova não adiantava eu mentir, nem 
tentar desqualificar meu concorrente. Tentar 
iludir  o aplicador da prova com promessas de 
políticas sociais de nada adiantariam. Apontar 
para o colega  do meu lado fazendo prova e
alegar que ele mentia nas respostas e que
ele iria acabar com o bolsa família, caso fosse
aprovado, de nada serviria.

Não usei verba desviada de nenhuma empresa 
estatal  para financiar a taxa de inscrição do 
concurso que fiz.  O salário que recebo não me
permite comprar sítios ou triplex. Não disponho
de imunidade parlamentar, não disponho de
auxílio moradia, nem paletó. Não sou financiado
por empresas privadas e bancos.

Ser político é muito fácil. Dispensa estudo
 (vide o senhor). 
Dispensa atestado de bons antecedentes
 (vide o senhor). 
Dispensa conduta ilibada no exercício da função 
(vide o senhor). 
Para eleger-se, bastam mentiras bem contadas, 
projetos que iludam o povo, uma  barba bem feita
e um marqueteiro  de primeira (vide o senhor).

Acusações, falsas ou não, contra o candidato 
opositor também são válidas. Aí, de 4 em 4 anos, 
vai pra rua pedir  voto, equipado de obras
superfaturadas, desvios de verbas e patrocínio
de empresários e banqueiros, que doam  dinheiro 
sem nenhum interesse.

Pão e circo funcionam desde a Grécia antiga,
não é agora que vai falhar!
E finalizo lançando um desafio para o senhor.
Nada complexo, nada difícil, eu consegui, o senhor
mesmo julga ser fácil: PASSE NUM CONCURSO!



Fonte: Autor desconhecido/web.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Encontrado o corpo do ator Domingos Montagner, 54




Protagonista da novela ‘Velho Chico’ estava desaparecido desde a tarde de quinta-feira

Por Da redação
Santo (Domingos Montagner) em cena da novela 'Velho Chico' (Caiuá Franco/TV Globo)


Foi encontrado no fim da tarde desta quinta-feira o corpo do ator Domingos Montagner. Atual protagonista da novela das 9 da Globo, Velho Chico, Montagner desapareceu após mergulhar nas águas do rio São Francisco, na cidade de Canindé de São Francisco, em Sergipe. O ator, que estava acompanhado da colega Camila Pitanga, entrou no rio por volta das 13 horas e não retornou à margem. A notícia de que o corpo foi encontrado foi dada ao vivo na Globo pela jornalista Renata Vasconcellos, do Jornal Nacional, pouco depois das 18h. Montagner tinha 54 anos, era casado há quinze anos com Luciana Lima e tinha três filhos.
Trajetória – Nascido em São Paulo, em fevereiro de 1962, Domingos Montagner teve uma interessante e meteórica trajetória pelo campo artístico. Antes de conquistar o posto de galã global, o ator foi professor de educação física no ensino fundamental, tarefa que ele afirmava ser grato por ter experienciado. “Eu tinha uma verdadeira paixão em dar aula”, contou certa vez no Domingão do Faustão.
Na mesma época ele demonstrou interesse pelo teatro e circo. Seu primeiro contato profissional com as artes cênicas foi no curso de interpretação no Circo Escola Picadeiro, no começo dos anos 1990. O pontapé na área o conduziu à criação do grupo circense La Mínima, em 1997, ao lado de Fernando Sampaio. Em 2003, os sócios deram início ao projeto paralelo Circo Zanni. Com direção artística de Montagner, a iniciativa, que continua na estrada, tem o intuito de colocar em foco circos pequenos e de médio porte em cidades brasileiras.
A fantasia de palhaço passou então a fazer parte do cotidiano do ator. Foi vestido assim, aliás, que ele participou do comentado espetáculo A Noite Dos Palhaços Mudos, que conquistou o prêmio Shell de Teatro em 2009, e deu origem ao curta-metragem de mesmo nome.
O sucesso da peça no teatro fez o ator ser convidado para um teste na TV. A estreia aconteceu em 2008, quando ele tinha 46 anos, na série Mothern, da GNT.Montagner permaneceu por duas temporadas no programa antes de participar dos seriados da Globo Força TarefaA Cura e Divã, respectivamente, entre 2010 e 2011.
A primeira novela veio em 2011: Cordel Encantado. O carisma e beleza exótica do ator o fizeram conquistar o público e também prêmios. Entre eles as honrarias de melhores do ano da revista CONTIGO e do Domingão do Faustão na categoria ator revelação.
A carreira meteórica levou Montagner a emendar um trabalho no outro. O destaque veio com o papel de protagonista na minissérie Brado Retumbante, seguido pelo arrebatador Zyah, em Salve Jorge, em 2012. Entre o bruto e o amável, o personagem turco roubou o título de galã de Rodrigo Lombardi, que, no folhetim, interpretava o militar Theo. No mesmo ano, Montagner estreou no cinema com o filme Gonzaga – de Pai Pra Filho, de Breno Silveira
O próximo protagonista viria em 2015, na novela Sete Vidas, na qual viveu Miguel, um doador de sêmen que é procurado por sete filhos em busca do pai biológico. No mesmo ano, o ator rodou três longas-metragens, que só entraram em cartaz em 2016: De Onde te VejoVidas Partidas e Um Namorado para Minha Mulher. Montagner ainda vai aparecer nos cinemas este ano com o filme Através da Sombra, sem data de estreia prevista.
Durante o acidente, Montagner estava em um intervalo das gravações da novelaVelho Chico, de Benedito Ruy Barbosa, com direção de Luiz Fernando Carvalho. Ainda não se sabe como o personagem será substituído na produção. O ator já tinha na agenda o próximo trabalho, a próxima minissérie da Globo, inspirada no livro Carcereiros, de Drauzio Varella.
Casado com Luciana Lima há 14 anos, o ator deixa três filhos: Leo, de 12 anos, Antônio, de 7, e Dante, de 5.





















by Veja

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Reforma trabalhista: o que existe de positivo?


Por André Arnaldo Pereira


As redes sociais estão cheias de postagens sobre a reforma trabalhista que o governo está enviando ao Congresso, em sua maior parte sem qualquer embasamento. Cogita-se o horário de 12 horas por dia de trabalho, fala-se na perda de direitos trabalhistas e muitos outros pontos.

O que há de verdade na reforma trabalhista e quais os pontos positivos que ela poderá trazer ao trabalhador?

Em primeiro lugar, a reforma trabalhista não vai mexer nos direitos do trabalhador e sim reformar uma legislação totalmente ultrapassada. Por exemplo, ela irá incluir a possibilidade de contratação por horas de trabalho ou por produtividade, permitindo que um trabalhador possa ter vínculo com mais de uma empresa.

Com relação à jornada de trabalho de 12 horas, pode ocorrer desde que o limite semanal seja de 48 horas, com 44 horas normais e 4 extras, um modelo de jornada que é utilizado tanto na área médica, de vigilância e de enfermagem, entre outras, mas que estão funcionando sem respaldo jurídico.

Como será o novo regime de trabalho

Os direitos dos trabalhadores, como férias, 13° salário e FGTS, continuarão valendo como estão, sem qualquer alteração. O que muda, primordialmente, é com relação à jornada de trabalho e à possibilidade de contratação de um profissional para execução de trabalhos específicos.

Por exemplo, no caso de uma empresa de construção civil que precise de um projetista para um novo lançamento, essa empresa poderá contratar o projetista que esteja trabalhando em outra empresa. Esse profissional poderá fazer o trabalho em suas horas disponíveis, sendo pago por hora trabalhada ou pelo projeto pronto.

No caso de um médico ou de um enfermeiro, a contratação poderá ser feita por procedimento e não por hora.

Em todos os casos, porém, é necessário que a soma das horas trabalhadas, levando em conta todos os contratos, não seja maior do que 48 horas semanais, considerando as 44 normais e as 4 horas extras.

O contrato por serviço específico ou por hora trabalhada poderá ser formalizado e o trabalhador poderá prestar serviços a mais de uma empresa, podendo ter diversos contratos, tanto por hora trabalhada quanto por serviços. Com os contratos legalizados, o trabalhador terá o pagamento de FTGS proporcional, de férias proporcionais e de 13° proporcional.

Em contratos por jornada de trabalho, como feitos atualmente, a reforma trabalhista deixará por conta das convenções coletivas a definição sobre a distribuição das 44 horas semanais com 4 horas extras.

O limite máximo deverá ser de 12 horas de trabalho por dia, mas será necessário respeitar o limite semanal. Hoje, a jornada semanal é de 44 horas, distribuídas normalmente em 8 horas de segunda a sexta-feira, com 4 horas no sábado, ou com a compensação dessas 4 horas durante os dias da semana.

A legislação atual prevê a possibilidade de 2 horas extras diárias, o que irá reduzir as horas extras de 10 ou 12 para apenas 4.

Com a reforma trabalhista, a convenção coletiva terá força de lei para tratar a jornada semanal, legalizando profissões que hoje fazem 12 horas e não possuem o respaldo da legislação, como é o caso de vigilantes e enfermeiros.



André Arnaldo Pereira
Advogado - Santa Rosa, RS

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