terça-feira, 19 de agosto de 2014

As traições de Marina. Bem que avisei!

DENER GIOVANINI
Segunda-Feira 18/08/14

Em 2003, ainda no começo do governo do presidente Lula eu, que ainda não era jornalista, dei uma entrevista para o Estadão na qual afirmava categoricamente: “não confio na Marina Silva nem para cuidar do meu jardim”, CLIQUE AQUI para conferir. Confirmei minhas palavras no discurso que proferi na ONU ao receber de Kofi Annan [...]

Em 2003, ainda no começo do governo do presidente Lula eu, que ainda não era jornalista, dei uma entrevista para o Estadão na qual afirmava categoricamente: “não confio na Marina Silva nem para cuidar do meu jardim”, CLIQUE AQUI para conferir. Confirmei minhas palavras no discurso que proferi na ONU ao receber de Kofi Annan o prêmio das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Os petistas se arrepiaram, reclamaram e me criticaram. Não deu outra: se arrependeram. Em 2010, quando o Partido Verde aceitou a bancar a candidatura de Marina para presidência da República, novamente eu avisei em diversas oportunidades, que eles estavam dando um tiro no próprio pé. Fui criticado e esculhambado por algumas lideranças do PV. Não deu outra: eles também se arrependeram.
Quando Eduardo Campos oficializou a candidatura de Marina Silva como vice em sua chapa eu não perdi a oportunidade. Novamente afirmei em entrevistas e artigos que o PSB iria se arrepender. E, mais uma vez, não deu outra: Marina, além de não transferir votos, ainda criou uma série de dificuldades políticas para Eduardo, levando seu nome a patinar entre 10% do eleitorado. Não fosse sua trágica morte, ele sairia da eleição muito menor que entrou. E grande parte da culpa teria o sobrenome Silva.
Seria eu um implicante sem razão contra Marina Silva ou será que Deus me concedeu o dom da adivinhação? Nem uma coisa, nem outra. Sou apenas um pragmático, que não dá asas a paixões avassaladoras de momento e nem me deixo levar pelas emoções de ocasião. E assim penso que deva ser cada brasileiro que tenha consciência sobre a sua responsabilidade de decidir o destino do país.
Marina Silva foi ministra de Lula por oito anos e “abandonou” o governo quando percebeu que seu ego se apequenava diante do crescimento da influência da então também ministra Dilma Rousseff. O Planalto estava pequeno demais para as duas. Também deixou o Partido Verde ao perceber que a legenda não se dobraria tão fácil a sua sede de poder. Eduardo Campos sentiu o amargo sabor de Marina ao ver alianças importantes escorrerem por entre seus dedos. Marina atrapalhou, e muito, sua candidatura. Isso é um fato que nem o mais bobo líder do PSB pode negar.
Marina está fadada a trair
O grande ego é o pai da traição. Quem se sente um predestinado e prioriza o culto a personalidade tem medo da discordância, da crítica. É esse medo que gera uma neutralidade perigosa e falsa. E a neutralidade é a mãe da traição. Seres humanos com grandes egos quase sempre se posicionam entre o conforto de “lavar as mãos” e o silêncio covarde de suas convicções.
Marina Silva é assim. Simples assim.
Nas últimas Eleições presidenciais Marina ficou NEUTRA. Alguém se lembra?
Ao contrário do que desejavam seus milhões de eleitores – que ansiavam por uma indicação, uma orientação ou um caminho – Marina calou-se. Não apoiou Dilma e nem Serra. Com medo de decidir, declarou-se neutra. E ajudou a eleger Dilma.
Claro, não se espera de um político uma sinceridade absoluta, mas pelo menos transparência em algumas das suas convicções básicas. Isso Marina não faz. E quem não o faz assume o destino da traição. Vejamos:
a)      Se eleita, Marina Silva irá mudar o atual Código Florestal?
SIM (trairá o agronegócio)
NÃO (trairá os ambientalistas)
b)      Se eleita, Marina Silva irá abandonar os investimentos no Pré-sal e passará a investir em fontes alternativas para a matriz energética?
SIM (trairá a Petrobrás e seus parceiros)
NÃO (trairá os ambientalistas)
c)       Se eleita, Marina Silva irá interromper a construção de Belo Monte?
SIM (trairá os empresários)
NÃO (trairá os ambientalistas)
d)      Se eleita, Marina Silva irá apoiar o casamento gay?
SIM (trairá os evangélicos)
NÃO (trairá os movimentos sociais)
e)      Se eleita, Marina Silva será contra a pesquisa de células tronco?
SIM (trairá os pesquisadores e a academia)
NÃO (trairá os evangélicos)
f)      Se não for ao segundo turno, Marina repetirá sua posição de 2010?
SIM (trairá a oposição)
NÃO (trairá a si mesma)
Essas são apenas algumas perguntas que Marina Silva não responderá. Ou o fará por meio de respostas dúbias e escamoteadoras, bem ao seu estilo. No final, ninguém saberá realmente o que ela pensa. Sob pressão, ela jogará a responsabilidade para a platéia e sacará de seu xale sagrado a carta mágica:FAREMOS UM PLEBISCITO!  Esse é o estilo Marina de ser. E esse é o tipo de comando que pode levar o Brasil ao encontro de um cenário de incertezas e retrocessos. O que ela fala – ou melhor – o que ela não fala hoje, será cobrado no Congresso Nacional caso venha a se eleger. Como Marina negociará com a bancada ruralista? Com a bancada religiosa?
Você, caro leitor, vai arriscar?
Eu não. Se não me bastassem os fatos, tive a oportunidade de olhar profundamente os olhos de Marina e de segurar em suas mãos. E não gostei do que vi. E não tenho medo de críticas. E tenho orgulho das minhas convicções.
Marina: olhei em seus olhos e segurei em suas mãos. Dener Giovanin
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sábado, 16 de agosto de 2014

Dirceu é 'rebaixado' de posto no trabalho, informa jornal

Brasília

Segundo 'O Globo', ex-ministro agora é digitador de fichas. Mudança se deu por pressão do Conselho Regional de Biblioteconomia de Brasília

Dirceu chega a prédio onde fica o escritório onde vai trabalhar durante o dia. À noite, volta para cadeia
Dirceu chega a prédio onde fica o escritório onde trabalha durante o dia. À noite, volta para cadeia (Ed Ferreira/Estadão Conteúdo/Estadão Conteúdo)
Contratado para colocar em ordem o fichário – ainda não digitalizado – do escritório do advogado José Gerardo Grossi, em Brasília, o mensaleiro José Dirceu foi “rebaixado” de posto por pressão do Conselho Regional de Biblioteconomia, informa nesta sexta-feira o jornal O Globo. Isso porque o ex-ministro-chefe da Casa Civil exercia funções que só podem ser atribuídas a um bibliotecário formado. Agora, Dirceu é apenas um digitador de fichas. De acordo com o jornal, o ex-ministro já confidenciou a amigos que está descontente com a nova função, que considera "um tédio".
Para empregar Dirceu, Grossi se comprometeu com a Justiça a manter o mensaleiro condenadoem uma sala isolada dos demais advogados e visitantes, sem acesso à internet nem telefonemas. Na função de auxiliar administrativo, o ex-ministro recebe um salário de 2.100 reais mensais.
Autointitulado “amigo há mais de 20 anos” do petista, Grossi visitou Dirceu na prisão no começo do ano para lhe oferecer emprego. Antes, o ex-ministro havia apresentado uma proposta de trabalho para ganhar 20.000 reais mensais como gerente de um hotel em Brasília – desistiu, depois da revelação que o hotel estava em nome de um laranja. Dirceu aceitou a proposta de Grossi. Além de passar pelo menos oito horas longe da cela de segunda a sexta-feira, poderá abater um dia de pena a cada três de trabalho, conforme determina a Lei de Execução Penal. Mas esbarrava na resistência do então relator do mensalão e presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, que deixou o caso em junho. Com a saída de Barbosa da relatoria, o caso foi analisado pelo plenário da corte, que decidiu autorizar os condenados em regime semiaberto, como Dirceu, a trabalhar antes de cumprir um sexto da pena.

Woodstock: lendária feira de arte, paz e música completa 45 anos

15 de agosto de 2014 
Por Gustavo Morais



             Entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, a cultura pop testemunhou consumação de um dos capítulos mais importantes de sua história. Realizado há 45 anos, em uma fazenda na cidade de Bethel, no estado de Nova York, a Feira de Arte e Música de Woodstock é um dos mais significativos divisores de água no universo musical.
                            O festival foi idealizado a partir do esforço hercúleo de Michael Lang, John P. Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld. Com razoável quantia de grana no bolso e uma imensa vontade de abalar o cenário musical, sob o nome de Challenge International Ltd., Roberts e Rosenman publicaram um anúncio nos jornais New York Times e Wall Street Journal. Com uma redação deveras tentadora, a publicação dizia que “Jovens com capital ilimitado buscam oportunidades de investimento legítimas e interessantes e propostas de negócios”. Seduzidos pelas palavras, Lang e Kornfeld responderam ao anúncio e foram de encontro aos futuros sócios. Inicialmente, os quatro consideraram a possibilidade de criarem um estúdio de gravação em Woodstock. Contudo, a ideia evoluiu para um festival de música e artes ao ar livre.
                         Ao elaborar o projeto, o quarteto levou em consideração a questão do retorno financeiro. Porém, por mais incrível que possa parecer, não foram vendidos souveniers oficiais do evento. Pela bagatela de US$18, os ingressos eram vendidos em lojas de disco ou via correio. De forma antecipada, 186 mil pessoas compraram entradas para os shows e a organização esperava um público de 200 mil testemunhas. Entretanto, as notícias sobre o conceito da feira se espalharam e  mais de 500 mil pessoas apareceram para a curtir a festa. Vindo dos quatro cantos do país, caravanas de hippies   derrubaram as cercas e transformaram o festival em um evento gratuito.
                         Apesar de não contar com santíssima trindade rockeira formada por BeatlesStones e Bob Dylan, um elenco estelar desfilou hits e hinos do rock ao longo dos três dias do evento. Nomes como Janis JoplinJimi HendrixRichie Havens e The Who fizeram apresentações apoteóticas. Em contrapartida, em razão de problemas de ordem técnica, bandas seminais comoCreedence Clearwater Revival e Grateful Dead fizeram apresentações aquém de suas competências. Diante do mar de hippies, o então novato Carlos Santana não se fez de rogado e saiu do festival com o status de lenda. Em noite inspirada, o guitarrista Alvin Lee comandou um espetáculo virtuosamente surreal com a banda Ten Years After. Trajando uma tradicional camisa tie-die e cantando com a força de sua alma, o cantor Joe Cocker conseguiu superar a genialidade da dupla Lennon/McCartney e entregou a melhor versão já gravada da música “With a Little Help From My Friends“.



Confira o line-up completo dos três dias de “Paz, Amor e Música”:


Sexta-feira, 15 de agoto:  Richie Havens, Swami Satchidananda, Sweetwater, The Incredible String Band, Bert Sommer, Tim Hardin, Ravi Shankar, Melanie, Arlo Guthrie e Joan Baez.
Sábado, 16 de agosto: Quill, Keef Hartley Band,
, John Sebastian, Santana, Canned Heat, Mountain, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin com a The Kozmic Blues Band, Sly & the Family Stone, The Who e Jefferson Airplane.
Domingo, 17 de agosto: The Grease Band, Joe Cocker, Country Joe and the Fish, Ten Years After, The Band, “Blood, Sweat & Tears”, Johnny Winter, “Crosby, Stills, Nash & Young”, Paul Butterfield Blues Band, Sha-Na-Na e Jimi Hendrix.
Nem a chuva, muito menos o lamaçal e tampouco o excessivo uso de substâncias entorpecentes transformaram a festa em baderna generalizada. À julgar pelo número de presentes, a frieza das estatísticas mostra que o índice de incidentes foi mínimo. Equalizado com as ideologias e anseios da juventude dos anos 60, o evento satisfez a maioria dos presentes e deixou um saldo mais do que positivo. Independente dos shows, a harmonia social apresentada pelo público fez do Woodstock um dos grandes momentos culturais do século XX. Outras edições do evento aconteceram em 1979, 1989, 1994 e 1999, sendo este último marcado pela violência e manchando a reputação de “Festival da Paz e do Amor” conquistada em 1969.

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