domingo, 13 de julho de 2014

França enviará tropas ao Mali para combater terrorismo no Sahel


Nova operação contará com 3 mil soldados, segundo ministro francês.
Missão tentará desmantelar 'a estrada de todos os tráficos'.


EFE

A intervenção militar francesa no Mali, iniciada em janeiro de 2013, terminou com sucesso e será substituída por uma nova operação que contará com 3 mil soldados para lutar contra o terrorismo no Sahel, declarou neste domingo (13) o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian.

A nova operação se chamará "Barkhane", terá caráter "durável" e seu objetivo será o "antiterrorismo" na região, disse Le Drian em entrevista à emissora "Europe 1".

A França enviou tropas ao Mali a pedido de Bamaco em janeiro de 2013, para frear o avanço dos insurgentes islamitas rumo à capital.

A intervenção foi resolvida "com grande eficácia", acrescentou Le Drian, que ressaltou que permitiu a "eliminação" de muitos terroristas e a recuperação de "muitos armazéns de armas".

"Agora fica a necessidade, para nós e para os países da região, de vigiar para que não haja uma intensificação" em uma região onde "sempre há riscos maiores de desenvolvimento jihadista".

Paris lançará a operação Barkhane nos próximos dias, em associação a cinco países da região subsaariana, com "cerca de 3 mil militares" no total, além de drones, helicópteros e caças de combate.

A operação terá "presença duradoura", ressaltou o ministro, que explicou que a missão tentará desmantelar "a estrada de todos os tráficos", ou seja: rotas que traficantes de armas e de drogas utilizam através da zona controlada por islamitas armados.

Além disso, os militares tentarão impedir que os grupos yijadistas voltem a se formar 'entre a Líbia e o Oceano Atlântico, o que poderia ter consequências graves'. 'É nossa segurança que está em jogo', concluiu Le Drian.

Confrontos entre separatistas e exército deixam 12 mortos na Ucrânia


Forças do governo e militantes pró-Rússia entraram em conflito no sábado.
Tropas de Kiev, a capital, pretendem cercar a cidade de Donetsk.


France Presse

Doze pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas neste sábado (12) em confrontos entre as forças governamentais e os separatistas pró-Rússia em Donetsk, no leste da Ucrânia, e em Mariinka, a 30 km de distância, anunciaram fontes médicas.

Seis pessoas morreram e oito ficaram feridas no bairro Petrovski de Donetsk. As autoridades não informaram se as vítimas eram combatentes ou civis.

Em Mariinka, seis pessoas morreram e quatro ficaram feridas, segundo as autoridades regionais, que não informaram a origem dos ataques.

As forças de Kiev estão posicionadas a 20 km de Donetsk com o objetivo de cercar a cidade.

Os separatistas pró-Moscou, que dispõem de blindados e de artilharia, já anunciaram que defenderão as cidades, apesar do número inferior de combatentes e armamento.

Neste domingo (13), uma pessoa morreu em uma pequena localidade da Rússia ao ser atingida por um obus disparado a partir da Ucrânia, o que provocou uma nova ameaça de represália de Moscou.

"Um obus disparado do território ucraniano caiu sobre Donetsk, na Rússia. Duas casas foram atingidas, uma pessoa morreu", declarou Alexander Titov, porta-voz das autoridades regionais de Rostov.

"A Rússia responderá com ações fortes e específicas depois de investigar as circunstâncias do ataque", declarou o ministro adjunto das Relações Exteriores, Grigori Karasin, à agência RIA Novosti.

Bombardeios no Paquistão deixam 18 mortos em refúgios talibãs

13 julho 2014

Ataques aéreos ocorreram em refúgios terroristas e esconderijo.

Forças paquistanesas combatem rebeldes desde junho; 400 já morreram.


France Presse

A aviação e a artilharia do Paquistão bombardearam refúgios de combatentes talibãs nas proximidades de Miranshah, principal cidade do Waziristão do Norte, e mataram 18 insurgentes locais e estrangeiros, informaram as autoridades neste domingo (13).

Os ataques aéreos aconteceram em Mosaki, 25 km ao leste de Miranshah, e a artilharia bombardeou refúgios de insurgentes na região de Kharkamar, cerca de 30 km a oeste dali.

"Seis refúgios terroristas e um enorme esconderijo de munições foram destruídos e pelo menos 13 combatentes, na maioria uzbekos, morreram em ataques no sábado pela manhã", declarou um responsável de segurança à AFP.

Segundo ele, outros cinco insurgentes morreram e dois refúgios foram destruídos por disparos da artilharia na zona de Kharkamar no sábado à noite.

Uma fonte do serviço de inteligência local confirmou os ataques e o número de mortos. Um comunicado do exército também informou sobre as baixas entre os insurgentes, sem detalhar quantas foram.

Desde meados de junho, as forças paquistanesas travam uma ofensiva contra os insurgentes talibãs e a Al-Qaeda no Waziristão do Norte, na região tribal do Noroeste, próxima ao Afeganistão.

Desde que começou a ofensiva, o exército afirma ter matado quase 400 rebeldes, e perdido 20 soldados. Não se pode verificar dados de fontes independentes em razão da impossibilidade de acesso dos meios de comunicação às zonas de combate.

O Waziristão do Norte era um refúgio para os rebeldes talibãs paquistaneses do TTP, em guerra contra o Islamabad, e para seus aliados estrangeiros da Al-Qaeda, mas também a retaguarda dos talibãs afegãos que lutam contra o governo de Cabul e seus aliados da OTAN ao outro lado da fronteira.

by noticias militares

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