domingo, 6 de julho de 2014

A Copa da elite vermelha


Os mensaleiros acabaram presos pelo maior representante da elite branca: Joaquim Barbosa

GUILHERME FIUZA
06/07/2014 

A elite branca insultou Dilma Rousseff na abertura da Copa do Mundo. É sempre assim: os companheiros fazem tudo conforme o manual, aí vem a elite branca com grosseria. Como alertou nosso Delúbio, o mensalão era uma conspiração da direita contra o governo popular. Deu no que deu: os mensaleiros acabaram presos pelo representante máximo da elite branca, Joaquim Barbosa. Ao criticar a preparação do Brasil para a Copa, o ex-jogador Ronaldo vocalizava a conspiração da elite branca. O roubo do juiz a favor do Brasil contra a Croácia não foi nada diante do roubo na construção dos estádios da Copa, disse o humorista Helio de la Peña. É um branco azedo.

Isso não vai ficar assim, não. A elite vermelha já iniciou sua reação. A primeira medida de impacto foi tirar Dilma e Lula de lugares públicos, pelo menos durante a Copa. Sábia medida. Como se sabe, os lugares públicos no Brasil estão completamente tomados pela elite branca – e ela é malcriada. A enteada e o filho do Brasil devem circular, nesse período perigoso, apenas pelos espaços democráticos: as assembleias do PT, os gabinetes do Planalto (evitar os corredores) e as cadeias obrigatórias de rádio e TV, lugares seguros, de onde não se ouvem os impropérios da elite branca.

O Supremo Tribunal Federal também está se tornando um lugar democrático e seguro, com a chegada à presidência de Ricardo Lewandowski, gladiador do PT no processo do mensalão. Um presidente amigo é tudo. O clima no STF não poderia ficar melhor com a ascensão de Luís Roberto Barroso à relatoria desse processo inventado pela elite branca. Barroso foi quem decidiu que a quadrilha petista não é uma quadrilha. Ele recebeu a relatoria declarando que “quem está preso tem pressa”. É bonita a preocupação de Barroso com os companheiros da Papuda. Apressemos esse infortúnio. O Brasil e sua elite branca podem esperar sentados pela devolução do dinheiro que os apressados desviaram.

O Tribunal Superior Eleitoral também se tornou um lugar aconchegante para Dilma e Lula. Quem assumiu a presidência do TSE, logo na corrida presidencial? O menino prodígio Dias Toffoli, que compôs, com Lewandow­ski, a dupla de capa e espada do PT no julgamento do mensalão. Será que o comício eleitoral de Dilma em cadeia obrigatória de rádio e TV na véspera da Copa suscitará alguma punição à presidente?

Santa ingenuidade, Batman... O juiz do jogo foi advogado do PT em três campanhas presidenciais. Só essa elite branca desmiolada não entende para que serve a inoculação de um militante disciplinado no aparelho de Estado. Vá em frente, companheira Dilma! Os pronunciamentos oficiais foram criados justamente para a senhora vender o peixe do seu pessoal, sem ter de ouvir essa burguesia indócil, que infesta os estádios de futebol e as praças públicas.

O Brasil é um país injusto. Lula e Dilma abriram os cofres da nação para a orgia da Copa. Agora têm de ficar se escondendo por aí, acuados pela elite branca. Mas não há de ser nada. Apesar do derrame bilionário nos estádios (superior à soma dos gastos nas Copas da Alemanha e África do Sul), apesar de trocar a chance de investimento sério em transportes por remendos de última hora, que darão para o gasto, o governo popular triunfará. Com sua famosa honestidade intelectual, os companheiros dirão que os pessimistas duvidaram da Copa no Brasil, mas ela aconteceu mesmo assim. A história suja da preparação dessa Copa sumirá sob um brado triunfal qualquer, tipo “somos brasileiros e não desistimos nunca”. O prontuário não deixa dúvidas de que eles não desistem mesmo.

E lá vem notícia ruim na imprensa burguesa golpista: o país volta a cair no ranking de investimento estrangeiro direto. Mas por que, afinal, os investidores fogem do Brasil? Engana-se quem pensa que seja por causa das intervenções populistas desastrosas, do setor elétrico à política econômica (contabilidade criativa), passando pela Petrobras e pelo grande elenco de vítimas do chavismo brasileiro, vizinho de porta do calote argentino. Nada disso.

Os investidores fogem do Brasil com medo da elite branca. Se o dinheiro continuar a ir embora, o jeito será pedir emprestado aos tesoureiros ricos da elite vermelha.

Usuário poderá cancelar serviços automaticamente

06 de julho

Brasília (AE) - A partir de terça-feira, 08, o consumidor poderá cancelar automaticamente serviços de telefonia fixa, móvel, TV por assinatura e internet, sem falar com nenhum atendente. Esse é um dos benefícios do novo regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que finalmente entrará em vigor.

A dificuldade para encerrar contratos com empresas de telecomunicações era uma das principais reclamações que os clientes faziam à central de atendimento da Anatel. Agora, ao telefonar para o call center das empresas, o cancelamento será uma das opções a serem digitadas no menu principal. Na internet, o procedimento será semelhante. Bastará se identificar por meio de um cadastro com nome de usuário e senha para solicitar a interrupção do serviço.

Já no momento do pedido, o usuário será informado se deverá pagar multa ou fatura com valor proporcional aos dias que o serviço foi prestado. A operadora terá dois dias para entrar em contato e tentar convencê-lo a manter o serviço. O regulamento estabelece também normas mais rígidas sobre a validade dos créditos dos celulares pré-pagos. A partir do dia 8, qualquer crédito adquirido terá validade de, no mínimo, 30 dias. Nas lojas próprias e pontos de venda, exceto bancas de jornal, será obrigatório ofertar crédito com validade de 90 e 180 dias.































O consumidor poderá cancelar serviços sem falar com atendente 

Retorno 

As operadoras serão obrigadas a retornar a ligação feita ao call center caso ela caia. O retorno será automático. O cliente antigo também passa a ter direito às mesmas promoções que são ofertadas ao novo assinante. O regulamento também afirma que o período máximo para contratos de fidelização é de 12 meses.

Ao contratar um serviço por telefone, as empresas deverão passar todas as informações sobre o plano. O cliente saberá, por exemplo, se recebeu uma oferta temporária e para quanto a fatura vai subir ao término desse prazo. O consumidor deverá será informado sobre multa de rescisão, reajuste e franquia do serviço. Todos esses dados deverão ser encaminhadas por correio ou e-mail.

Se o assinante questionar o valor ou o motivo de uma cobrança, a operadora terá 30 dias para responder à reclamação. Caso isso não seja feito, a empresa será obrigada a corrigir automaticamente o valor da fatura, se ela ainda não tiver sido paga, ou devolver o valor em dobro, caso já tenha sido feito. O cliente poderá questionar faturas emitidas nos últimos três anos

Para o presidente da Anatel, João Rezende, as novas regras fortalecem o poder de negociação do consumidor. As teles afirmam estar preparadas para as novas normas. Telefônica Vivo, Oi e GVT informaram que vão implantar as mudanças, mas reclamaram do prazo estabelecido pela Anatel, considerado curto e incompatível com o nível de complexidade exigido para adequar seus sistemas. Net, Claro e TIM informaram que estão trabalhando para cumprir as determinações nas datas estabelecidas. A Embratel e a Nextel não se pronunciaram.
O Estado de S. Paulo.

Cuba tem 50 carros vendidos em seis meses e Renault Clio custa R$ 60 mil

02.07.2014 - 16:17

Preços altos impedem cubanos de comprar carros mais novos em mercado local



Ed Ferreira/Estadão


A liberação das transações de compra e venda de automóveis em Cuba sem a necessidade da aprovação do governo abriu novos horizontes para o país. No entanto, os preços elevadíssimos dos modelos oferecidos por lá causaram um óbvio problema. Em seis meses, apenas 50 carros e quatro motos foram vendidos.
O descompasso entre os valores cobrados e o salário médio do cubano é a maior causa das vendas pífias. Um Peugeot 206 ano 2013 é vendido por US$ 91 mil, enquanto um 508 novo chega a custar US$ 262 mil, num país onde não é raro ganhar menos de US$ 20 por mês.

As 11 concessionárias em funcionamento em Cuba conseguiram US$ 1,28 milhões nas vendas, quantidade insuficiente para um investimento sólido no transporte público, uma das premissas do projeto de liberação das vendas. Segundo o governo cubano, 75% do valor das transações será direcionado para melhorar o carente sistema de transporte do país.

Por enquanto, a administração pública não fez nada para que os preços cobrados sejam minimamente ajustados à realidade cubana, deixando o mercado de automóveis limitado a alguns poucos endinheirados.

by Estadão

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