domingo, 29 de junho de 2014

Brasil não é mais o campeão de desmatamento do mundo


BRUNO CALIXTO

29/06/2014 17h09 - Atualizado em 29/06/2014 17h50

Imagem aérea do desmatamento na ilha de Sumatra, na Indonésia (Foto: Ulet Ifansasti/Getty Images)
O Brasil perdeu o seu (vergonhoso) título de campeão do desmatamento no mundo. Um novo estudo publicado neste domingo (29) na revista científica Nature Climate Change mostra que as árvores têm um novo vilão: a Indonésia.
O estudo usou dados de satélites para monitorar o desmatamento nas principais ilhas da Indonésia. O objetivo era calcular de forma efetiva a quantidade de áreas derrubadas, já que os dados usados pelo governo são conflitantes. Os resultados impressionam. Segundo o estudo, a Indonésia desmatou 8,4 mil quilômetros quadrados de florestas em 2012. Praticamente o dobro do desmatamento da Amazônia no mesmo ano, quando o Inpe detectou cerca de 4 mil quilômetros quadrados desmatados.
Os resultados são constrangedores para o governo da Indonésia. Desde 2011, o país colocou em prática uma moratória no desmatamento, e o estudo mostra que essa política não está funcionando. Além disso, a sitiação preocupa por várias questões. Primeiro, coloca em risco espécies já ameaçadas, como o orangutango e o tigre-de-sumatra. Segundo, porque libera uma quantidade enorme de gases de efeito estufa. O desmatamento coloca a Indonésia como o terceiro país que mais contribui com o aquecimento global, atrás apenas de China e Estados Unidos.
Enquanto isso, no Brasil, as taxas de desmatamento estão caindo, graças a um conjunto de estratégias eficazes adotadas pelo governo. Mas os números ainda são altos, e adegradação florestal também preocupa.

Mulher recebe ligações ofensivas e polícia diz para 'não dar trela'

29/06/2014 07h00 - Atualizado em 29/06/2014 07h00

Vítima contou que recebia até 15 ligações de homem falando pornografias.

Caso foi parar na delegacia, mas suspeito ainda não foi identificado.

Naiara Arpini
Do G1ES
Uma universitária de 21 anos contou que se sentiu "abusada" após receber diversas ligações de um número desconhecido, em que uma voz masculina dizia palavras ofensivas e de cunho pornográfico. A vítima chegou a contabilizar mais de 15 ligações diárias feitas pelo mesmo número, durante quase um mês. Mesmo tendo prestado queixa na polícia, não foi possível identificar o autor das ligações. O caso aconteceu em Vitória, no Espírito Santo. A delegada Arminda Rodrigues explicou que, neste caso, se identificado, o autor das ligações sofreria uma punição branda, e que o melhor a se fazer é "não atender as ligações, não dar trela".
A universitária contou que a primeira ligação feita pelo número desconhecido foi para o celular da irmã mais nova, de 17 anos. As chamadas foram feitas durante a madrugada. “Pensei que era alguém querendo falar algo importante com ela, então atendi, mas não entendi muita coisa e acabei desligando. No outro dia, retornei para o número pelo meu celular e a pessoa do outro lado da linha disse se chamar 'Renato'. Depois disso, ele voltou a ligar para o meu número e falava pornografias, baixarias e que faria várias coisas comigo. Fiquei assustada e revoltada”, contou.
Segundo a estudante, todas as vezes o conteúdo das ligações era de cunho sexual. "Ele nunca se intimidava. Cheguei a falar que estava gravando a conversa e que entregaria a gravação à polícia, mas ele não se importava, e continuava falando. Me senti abusada pelo telefone. Passei a ter medo até de andar de ônibus. Pensava que talvez a pessoa pudesse estar ao meu lado e eu não sabia", disse.
Celular (Foto: Rodrigo Rezende/ G1)Jovem recebeu ligações ofensivas pelo celular
(Foto: Rodrigo Rezende/ G1)
Investigação
A universitária chegou a registrar a ocorrência em uma delegacia de Vitória, mas o autor das ligações não foi identificado. A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação, e que o rastreamento de telefones celulares tem que ser concedido pela Justiça.
A estudante contou que o único jeito foi bloquear as ligações feitas por aquele número. "Mesmo assim, ele continuou ligando. O meu celular não chamava, mas eu podia ver, através de um aplicativo, que ele havia ligado. Graças a Deus, ele parou há cerca de uma semana. Espero que não ligue nunca mais", disse.
Lei
Segundo a delegada Arminda Rodrigues, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Vitória, a situação configura uma contravenção penal de perturbação da tranquilidade. "Se identificada, a pessoa assina um termo circunstanciado, paga uma multa que pode ser uma cesta básica, e fica livre", contou.
O professor de Direito de uma faculdade de Vitória, Thiago Fabres, explica que o crime não pode ser considerado um assédio sexual. “No máximo, o crime que ele praticou foi o de injúria, que é ofensa à honra individual. Assédio sexual acontece quando há influência hierárquica, quando a pessoa que pratica essa atitude exerce algum poder sobre a outra, como no trabalho”, disse.
A delegada disse ainda que a pessoa que se sentiu ofendida pelas ligações pode ir até uma delegacia e registrar um boletim de ocorrência. "Com o número em mãos, a polícia pode verificar junto à operadora de celular quem é o dono da linha e investigar a situação", disse. Arminda ainda opinou que a melhor forma de sair da situação é ignorar as ligações. "O que se deve fazer é não atender mais, não dar trela", disse.
A assistente social Mariana Gava, que faz parte do Fórum de Mulheres do Espírito Santo, lamentou a fragilidade da lei. “As autoridades parecem não enxergar a gravidade e as consequências que esse tipo de assedio pode causar a nós, mulheres. As cantadas são constrangedoras e tolhem a liberdade da mulher. É necessário garantir que as leis previstas para o caso sejam colocadas em prática e que as autoridades não o considerem como um crime de menos importância. Além disso, se faz urgente a aplicação de politicas públicas e campanhas educativas com esse foco, para que situação como a vivida por essa jovem não continue acontecendo”, disse.

Ciclone traz vento de 104 km/h e provoca inundações e deslizamentos


Por: Estael Sias Junho, 
29-06-2014 | 11:15 | 
Categoria: Vento e ciclones



O alerta da MetSul de que os problemas de deslizamentos e inundações por excesso de chuva passariam do Norte para o Centro e o Sul dos Estado se confirmou com intensas precipitações e problemas nestas regiões do Rio Grande do Sul. Os acumulados de chuva em 48h até 9h da manhã de hoje nas estações automáticas do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) atingiram 142 mm em Santa Maria, 88 mm em Rio Pardo, 72 mm em Torres e Santiago, 71 mm em Rio Grande, 62 mm em São Gabriel e Canguçu, 54 mm em Porto Alegre e 52 mm em Tramandaí. À medida que segue chovendo em pontos do Sul, Centro e parte do Oeste do Estado neste domingo, os volumes vão aumentar com risco de mais transtornos na região.




Arroio subiu muito no sábado e alagou pontos de Monte Alverne, na região do Vale do Rio Pardo – Brigada MilitarDivulgação




Manhã deste domingo começou com inundações em pontos de Paraíso do Sul, no Centro do Estado – Rádio Integração AM 1310


Em Santa Maria, a precipitação muito volumo trouxe o transbordamento do Rio Vacacaí e alagamentos em pontos da cidade. A ERS-400, rodovia que liga as cidades de Candelária e Sobradinho, está totalmente bloqueada após um desmoronamento. O nível do Arroio Castelhano subiu muito e a estrada entre Monte Alverne e linha Araçá foi interrompida no Vale do Rio Pardo. Também na região, o Rio Pardinho está mais de sete metros acima do nível normal. Um deslizamento entre Novo Cabrais e Candelária, na RST-287, afeta o trânsito (foto abaixo de Luiz Henrique Trevisan/Gazeta do Sul). Em Venâncio Aires, cheia do Arroio Castelhano alagou a parte mais baixa da cidade. O Bairro União ficou debaixo d’água. A cabeceira da ponte entre Novo Cabrais e Candelária caiu e o trânsito foi bloqueado. Em Paraíso do Sul, há inundação em pontos do município. Na madrugada, trechos da BR-116 Sul entre a Capital e Pelotas tiveram que se bloqueados porque havia água na pista, sobretudo nas áreas de Tapes e Barra do Ribeiro, mas nesta manhã estavam liberados. A invasão das águas na rodovia é condizente com dados apurados pela MetSul Meteorologia de chuva de até 170 mm em Barão do Triunfo (a Sudoeste de Porto Alegre).




Não apenas chuva forte trouxe o ciclone nas últimas horas. Ventou muito também. Porto Alegre registrou rajadas perto de 60 km/h e a Prefeitura atendeu ocorrências de quedas de árvores e galhos (foto abaixo de Sergio Heinrich). Já no interior, as estações automáticas do Inmet apontaram até 9h desta manhã rajadas de 90,7 km/h em Canguçu, 81,3 km/h em Rio Grande, 78,2 km/h em São Gabriel e 62,6 km/h em Caçapava do Sul. A MetSul apurou que no Porto de Rio Grande, o vento atingiu 104,6 km/h às 5h da manhã, confirmando o alerta feito pela MetSul que o vento no Litoral Sul seria o mais forte e que estaria ao redor de 100 km/h. As operações no porto estão suspensas pelo vento forte e o mar agitado com vagas de até 4 metros.




O ciclone extratropical traz hoje o oitavo dia seguido de instabilidade. Chove na maioria das regiões. Segue o alerta para o restante deste domingo de chuva localmente forte a intensa em pontos da Metade Sul, Campanha e de forma mais isolada do Centro e do Oeste. Devido à rotação do ciclone, algumas áreas, como previsto, têm a presença do sol no Nordeste do Estado. Caso de Porto Alegre. É melhoria temporária pelo giro do ciclone e deve voltar a chover. O vento sopra moderado na maioria das regiões gaúchas com ocasionais rajadas fortes. Porto Alegre e região tem vento mais fraco que ontem que nas rajadas deve ficar entre 40 e 50 km/h na maioria dos pontos hoje, mas nesta segunda será mais forte com rajadas de 50 a 60 km/h, ocasionalmente superiores. Onde venta mais forte hoje é na Campanha e no Litoral Sul, mas ainda neste domingo o vento deve se intensificar mais na Serra e nos Aparados. O ciclone traz ar polar e faz frio em grande parte do interior. Amanhã, o sol aparece no Oeste e no Noroeste, mas as Metade Sul e Leste ainda vão ter muitas nuvens, chuva e garoa, inclusive com risco de pancadas fortes localizadas. O vento se concentra amanhã na Metade Leste com rajadas mais fortes nas lagoas e junto à costa. A segunda em Porto Alegre deve ser bem mais fria com muitas nuvens e no decorrer do dia pode ter chuva e garoa com vento para baixar a sensação térmica. Melhoria na segunda metade do dia, sobretudo no entardecer ou pela noite.


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