domingo, 15 de junho de 2014

Cientistas descobrem cobra lobo, nova espécie de serpente jamais vista

As densas florestas de cardamomo, nas montanhas do Camboja, possuem várias criaturas estranhas e maravilhosas. A última a ser descoberta no local é a cobra lobo. Nomeada como Lycodon zoosvictoriae, a cobra provavelmente nunca havia sido vista por conta de suas cores incomuns.
A serpente se apresenta em tons de marrom claro, com manchas brancas, mas algumas têm pele marrom tingida de roxo escuro.
As espécies provocam graves danos à pele de quem elas atacam, mas só o fazem caso se sintam ameaçadas. Elas se alimentam principalmente de lagartos e sapos, por vezes, cravando seus dentes poderosos profundamente nas escamas duras de suas presas.
As fêmeas podem ser muito maiores do que os machos, e reproduzem, em média, de 4 a 11 ovos de uma vez.
Cobra lobo
Cientistas descobriram cobra lobo
Depois de colocarem os ovos, são três meses para que eles abram e os filhotes apareçam, com medidas entre 14 e 19 centímetros de comprimento.
Lycodon zoosvictoriae
Nomenclatura oficial de serpente é Lycodon zoosvictoriae
Quando adulta, a cobra lobo pode chegar a 50 centímetros de comprimento. Esta é a oitava nova descoberta dos pesquisadores nas montanhas Cardamomo, desde que iniciaram as atividades em 2000.
Os pesquisadores afirmam que a mais recente descoberta mostra como ainda há muito a ser encontrado na região do Camboja.
Fonte: DailyMail

Ladrões se passam por pedreiros e roubam muro inteiro de residência

Bandidos se passaram por pedreiros para desmanchar um muro e roubar tijolos artesanais que datam da década de 1890. A quadrilha usava coletes de alta visibilidade para criarem veracidade e derrubarem o muro no subúrbio Westcliff de Southend-on-Sea, Essex.

Em seguida eles colocaram os tijolos em um caminhão e foram embora. Um vizinho até se ofereceu para emprestar uma vassoura e ajudar a arrumar a bagunça.
Leigh O’Shea, que está construindo a casa e o jardim da propriedade, disse: “No começo eu pensei que alguém tivesse batido na parede e o muro havia caído, mas depois percebi que não haviam tijolos em local algum”.
Leigh, de 56 anos, comentou que é inacreditável como alguém pode roubar algo que estava em um local por mais de 100 anos com tanta naturalidade. A propriedade estava vazia há 15 anos, e agora passava por reformas.
Um homem nas proximidades disse que viu duas pessoas carregando os tijolos em um caminhão amarelo. Ele achava que a proprietária da residência tivesse os contratado.
Estima-se os tijolos, que eram feitos à mão em 1890, valham a pena até 15 mil reais, já que a parede media 18 metros de comprimento.
Leigh O'Shea ao lado de muro roubado
Ladrões roubaram muro de 18 metros de comprimento
O incidente, que aconteceu no último dia 5 de junho, está sendo investigado pela polícia.
Fonte: Arbroath

Lições do “Ei, Dilma, vai tomar no C* ”

Política
Análise

Que lições Dilma vai levar da humilhação mundial que sofreu na abertura da Copa? Continuará priorizando os que a agrediram ou quebrará alguns ovos?


por Lino Bocchini — publicado 13/06/2014

Reprodução de TV




Na tela da TV Globo, Joseph Blatter, Dilma Roussef e sua filha, Paula, em um dos momentos em que a presidenta foi xingada

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Todo mundo viu. Literalmente todo O mundo. Centenas de milhões assistiram ao vivo um estádio com 62 mil pessoas gritar: “Ei, Dilma, vai tomar no cu!”. Desculpem escrever o palavrão, mas é necessário mostrar a gravidade do que ocorreu. Dilma também viu e ouviu, várias vezes. Na transmissão da Globo o coro invadiu o áudio pelo menos três vezes.

Em um evento como o desta quinta 12, vaias a mandatários são comuns, quase a praxe. O que aconteceu em São Paulo na abertura da Copa do Mundo, contudo, foi além. Não foi uma vaia, como na abertura da Copa das Confederações, em Brasília. Foi uma monumental grosseria made in Brazil. Uma falta de educação abissal e carregada de simbolismo. A plateia que pagou até R$ 990 para estar ali xingando Dilma, e os mais ricos e famosos não pagaram nada. Zero. Estavam, como por exemplo Angélica e Luciano Huck, na área VIP.

E o que Dilma achou disso, o que pensou antes de dormir?

Difícil saber como Dilma registrou essa agressão, mas espero que tire uma lição do que presenciou em Itaquera.

Não faz o menor sentido continuar governando prioritariamente para essas pessoas. E não é uma questão de “gratidão”, nada disso. Dilma é, claro, a presidenta de todos os brasileiros. Mas não se justifica o número de concessões e agrados que ela se obriga a fazer para poderosos em geral, sejam eles do agronegócio, evangélicos fundamentalistas, banqueiros ou donos de redes de televisão.

Para chegar ao poder e conseguir governar, Lula fez tais concessões –que já existiam desde sempre, diga-se. Escolheu um grande empresário para a vice, aliou-se a partidos conservadores, discursou várias vezes para os donos do dinheiro prometendo não ameaçar seu poderio –como de fato não o fez. Naquele momento histórico, entretanto, essa atitude era estratégica, defensável até. Não é mais.

O quadro é outro, o país é outro. Ninguém mais, a não ser os delirantes que enxergam sombras de Chávez e Fidel embaixo da cama, acha que o PT vai colocar sem-tetos em seu apartamento ou implantar uma ditadura comunista no Brasil.

No dito popular, "sem quebrar ovos não se faz uma omelete". Alguns argumentarão: “mas no Brasil isso é impossível, as estruturas estão aí há séculos, não dá para mudar tudo de uma vez”. Concordo. Tudo é muita coisa, e de uma vez é muito rápido. Mas entre o chavismo e os Estados Unidos há muitas possibilidades. Temos que criar nosso próprio modelo. E aí não tem jeito: Dilma tem que quebrar alguns ovos. E se não dá para quebrar a caixa inteira, pelo menos alguns têm que ir para a frigideira. Por exemplo:

Reforma política profunda, minando o próprio sistema que a faz refém de picaretas históricos por um par de minutos na TV; Taxação de grandes fortunas, começando pelas astronômicas e inaceitáveis heranças que perpetuam a desigualdade no país; Reforma agrária real, abandonando o incômodo posto de governo que menos assentou famílias; Democratização real da comunicação, revendo concessões públicas e alocando melhor as verbas publicitárias governamentais;  Direitos humanos de verdade, encarando de forma contundente o racismo, a homofobia e o machismo.

E por aí vai, o número de “ovos” a ser quebrado no Brasil dava para fazer uma omelete para o País todo. “Ah, mas não vai dar para fazer tudo isso”, dirão alguns. É óbvio que não será possível fazer tudo o que realmente tem de ser feito em nosso país de uma vez e ao mesmo tempo. Mas para valer a pena um segundo mandato, ou Dilma encara de frente esses desafios ou seguirá governando para estes que a xingaram de forma grotesca na abertura da Copa.

O que você escolhe, Dilma?



by Carta Capital
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