quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Encontrada a chave genética para frear o envelhecimento

O mistério em torno do mecanismo da vida, do envelhecimento e da morte vai aos poucos sendo desvendado. Um dos assuntos relacionados a este enigma é o processo de cicatrização: por que ele ocorre de maneira mais rápida em animais jovens do que nos mais velhos? A chave para responder esta pergunta, de acordo com um estudo da Escola de Medicina de Harvard, pode ser o gene Lin28. A diminuição da sua atividade, ao longo da vida, estaria associada à perda da eficiência do processo de cicatrização na medida em que o corpo envelhece.

A identificação e a possibilidade de isolamento deste gene poderia representar um grande passo para o desenvolvimento de medicamentos para tratamento de tecidos em seres humanos. A eficácia desse gene já havia sido testada em jovens camundongos, nos quais a ativação do Lin28 acelerou o crescimento do pelo cortado e ajudou na recuperação de ouvidos e dedos lesionados.

by Verdade Nua & Crua

Após 20 anos, China eleva papel do setor privado de ‘básico’ para ‘decisivo’

  • Parecer da Terceira Plenária do Partido Comunista também determina criação de grupo de trabalho para coordenar reformas na economia



O presidente da Cinha, Xi Jinping, no centro, levanta a mão para votar na plenária do Comitê Central do PC
Foto: Lan Hongguang / AP

O presidente da Cinha, Xi Jinping, no centro, levanta a mão para votar na plenária do Comitê Central do PC Lan Hongguang / AP
PEQUIM E RIO - Vinte anos depois de lançar seu modelo de “economia socialista de mercado”, a China anunciou o que chamou de “reforma abrangente e profunda”, dando maior peso ao mercado, no comunicado emitido nesta terça-feira, ao fim da Terceira Sessão Plenária do Comitê Central do Partido Comunista, encontro com 204 representantes que durou quatro dias em Pequim. No texto, o papel do mercado foi alçado a uma relevância sem precedentes desde as reformas de 1993. Pela primeira vez, o mercado ganhou o status de “decisivo”, em vez de “básico” - termo usado reiteradamente pelo governo nos últimos 20 anos - na alocação de recursos na economia.
Publicado pela agência oficial Xinhua, o comunicado final da Terceira Plenária também determina a criação de um grupo de trabalho de alto nível que vai coordenar reformas na economia, chamadas de “grande revolução”. Essas reformas devem ser detalhadas nos próximos meses. Além de direcionar mudanças na economia, este grupo terá a atribuição de modernizar a administração pública.
Mais direitos de propriedade no campo
“A reforma econômica é essencial, e a solução que se busca é a relação adequada entre o governo e o mercado, deixando para este um papel decisivo na alocação de recursos e permitindo ao Estado desempenhar melhor suas funções”, diz o comunicado final.
- As informações por enquanto são gerais, mas apontam que o socialismo do tipo chinês está virando um capitalismo do tipo chinês. É um sinal de que a China está entrando com tudo no sistema econômico internacional - afirma a professora de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Danielly Silva Ramos Becard.
A Terceira Plenária também definiu o ano de 2020 como horizonte para “resultados decisivos” em reformas em campos importantes, com as mudanças econômicas tendo papel central. Entre as iniciativas, o Partido Comunista afirma que vai aprofundar a reforma fiscal e tributária, estabelecer um mercado unificado para terrenos no campo e na cidade, criar um sistema de seguridade social “sustentável” e dar aos camponeses mais direitos de propriedade.
O comunicado apontou para a necessidade de acelerar a transição do modelo de crescimento - hoje muito baseado em exportações, mas que, na visão do governo, precisa depender mais do consumo doméstico - e promover a inovação para tornar o desenvolvimento da China “mais eficiente, menos desigual e mais sustentável”.
Especialistas acreditam que o detalhamento das medidas poderá incluir políticas para lidar com os enormes desafios ambientais do país. É esperada ainda uma flexibilização na política de filho único, adotada na China há 30 anos.
O texto, porém, ressalva que o Estado continuará “dominante” na economia, indicando alguma limitação das reformas. As 112 empresas controladas pelo governo central, por meio da Comissão de Administração e Supervisão de Ativos do Estado (Sasac), respondem por 43% do PIB (Produto Interno Bruto, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país ao longo de um ano) chinês. Na segunda-feira, uma autoridade do país anunciou que o setor privado poderá comprar até 15% de empresas estatais.
Busca de eficiência nas estatais
Na avaliação de Danielly Becard, da UnB, a maneira de o governo lidar com as empresas estatais será uma das mudanças importantes:
- Se antes se fazia tudo em nome das empresas estatais, até financiamento com risco de retorno, agora cada vez mais o financiamento vai para empresas capazes de competir no mercado internacional.
No comunicado final da Terceira Plenária, com cinco mil caracteres, a palavra “reforma” é usada 59 vezes, o termo “desenvolvimento”, 37, e “socialismo”, 28. Mas “finanças” só tem uma citação. O setor financeiro é um dos mais fechados da China.
A sinalização para as reformas que teriam aval na Terceira Plenária foi dada no mês passado, quando o presidente Xi Jinping fez um discurso no qual afirmou que o país iria “permitir ao mercado que seu papel na alocação de recursos alcançasse grau maior e escopo mais amplo”. Antes, em março, ao tomar posse, o premier Li Keqiang se comprometeu com a abertura econômica a forças do mercado.
Após registrar taxas de crescimento próximas de dois dígitos nos últimos 20 anos, a China deve ter expansão pouco acima de 7% este ano. O país enfrenta o desafio de depender menos de exportações e de investimentos públicos para contar mais com o mercado interno e fazer sua economia crescer.
O comunicado da Terceira Plenária saiu depois do fechamento dos mercados chineses. A Bolsa de Hong Kong fechou em queda de 0,73%. Na expectativa do anúncio, Xangai avançou 0,82% e Shenzen, 0,92%. No Japão, o Nikkei ganhou 2,23%.
(*) Com agências internacionais


 em http://oglobo.globo.com/economia/apos-20-anos-china-eleva-papel-do-setor-privado-de-basico-para-decisivo-10763947#ixzz2kcgrGyC2 
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A derrocada final da Venezuela


A notícia de hoje do Estadão sobre os novos passos da Venezuela rumo ao socialismo são assustadores. Agora o Presidente promete acirrar o controle de preços com a criação de um limite de lucros, além de aumentar a fiscalização desse controle.
Interessante notar que a disparada de preços só ocorre porque o governo venezuelano está tomando todas as medidas para aumentar a pressão inflacionária: expansão da moeda, altos gastos públicos, protecionismo, contratação de servidores, e daí por diante.
Com isso, o setor privado simplesmente não tem como manter os preços dos produtos, reajustando a alta forçada pelo governo, que depois diz que a culpa é dos empresários, que correm o risco até de serem presos.
A próxima etapa é aprovação de uma lei que dá plenos poderes ao Presidente venezuelano para dispor da economia como bem entender. Pelos cálculos do governo, falta um voto no Congresso, e já há um plano para cassar uma dissidente bolivariana que despertou dessa loucura. Sua suplente seria fiel ao Maduro e sua cassação resultaria na aprovação dessa lei autoritária.
Um regime tão anti-democrático, na fronteira do Brasil, pode trazer consequência geopolíticas muito ruins para toda a América Latina.
Por Bernardo Santoro
Meus comentários
A Venezuela chegou naquele estágio padrão da implementação socialista: quanto pior para o país, melhor para o governo socialista que está no poder.
A dinâmica de como isso funciona, na ótica de um realista político, chega a ser bobinha depois de desvendada, mas sempre tem funcionado que é uma beleza.
Para obter poder totalitário de forma absoluta (ou seja, não apenas via controle de mídia, como também pelo uso do aparato da força bélica contra seu próprio povo) é preciso criar uma situação de colapso. Esta situação de colapso é o pretexto que socialistas usam para tomar o poder pela força.
O fato é que há anos a Venezuela controla a imprensa, devido a suas “leis de mídia”, que, assim como está ocorrendo agora na Argentina, só fazem beneficiar o estado. Só que a partir do momento em que a crise chega ao ponto do racionamento de produtos, não há controle de mídia que segure. É o momento de buscar o pretexto para tomar o poder pela força também.
Quem assistiu o vídeo com uma palestra do dissidente russo Yuri Bezmenov não tem com o que se surpreender. Assista e veja que a Venezuela hoje apenas é vítima de um padrão comportamental de líderes socialistas que alcançaram sucesso em seu intento.

Sobre as leis de censura à mídia na Argentina, basta deixar a extrema-esquerda discursar… que eles se entregam


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