sábado, 9 de novembro de 2013

O Brasil não sabe nada sobre seus soldados suicidas


7 de novembro de 2013

...o Exército só sabe se alguém tem um potencial suicida quando ele mesmo se apresenta.


O segundo suicídio de militar brasileiro no Haiti passou sorrateiro pelo radar. Primeiro, foi o ex-comandante da missão, o general Urano Bacellar, encontrado morto com um disparo a cabeça, no quarto do hotel onde vivia em Porto Príncipe, em janeiro de 2006. Agora, no dia 1 de novembro, o soldado Geraldo Barbosa Luiz, de apenas 21 anos, disparou um fuzil FAL 7,62 mm contra si mesmo, quando estava dentro do quartel.


O enterro de Bacellar (foto cortesia ONU).

O Exército Brasileiro pode não ter uma ideia precisa do que vem acontecendo com a mente e a alma de seus homens no Haiti. É uma pena. A Minustah é a primeira grande mobilização operacional brasileira desde a Segunda Guerra Mundial, em 1945. Renderia um ótimo estudo de caso.

Tendências suicidas poderiam ser detectadas mais facilmente se o Exército soubesse quantos de seus homens voltam da missão apresentando Transtorno do Stress Pós-Traumático, Transtorno Depressivo, Transtorno Fóbico, T"ranstorno de Ansiedade, Transtorno de Pânico, Agorafobia e Esquizofrenia. Em abril, questionei o Exército Brasileiro sobre a prevalência desses males entre os "desmobilizados" que voltam para casa depois de cumprir a missão.


O Exército só consegue detectar isso por meio de "autorrelatos padronizados (inventários) em que o respondente indica os sintomas que tem experimentado", é o que a instituição militar me respondeu depois de eu ter usado a Lei de Acesso à Informação. "Nem todos os militares respondem aos itens dos instrumentos psicológicos. O CEP (Centro de Estudos de Pessoal) não conseguiu, pois, alcançar todo o universo do contingente". Especificamente sobre Transtorno de Pânico, não há dados.

Em termos leigos, significa que o Exército só sabe se alguém tem um potencial suicida quando ele mesmo se apresenta. A psicóloga Elaine Alves acha isso "um absurdo". Ela trabalha no Ceped-USP (Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres), da Universidade de São Paulo. Elaine considera a ferramenta dos "autorrelatos" limitada demais para detectar esses transtornos num ambiente tão particular quanto uma missão militar.

Quem convive de perto com militares no Haiti sabe como a missão é difícil. Recentemente, ouvi longos relatos de um oficial — que se pronunciou unicamente sob a restrita condição de anonimato — de que viu três colegas severamente transtornados quando esteve no Haiti. O primeiro deles se mostrou sobrecarregado com a responsabilidade que tinha, de manter computadores e redes elétricas funcionando. Com uma frequência incomum, ele se ausentava de onde estivesse — fosse uma refeição ou reunião — para verificar repetidas vezes se as tomadas estavam ligadas e a corrente funcionando. Em pouco tempo, o técnico teve de ser afastado do trabalho. No segundo caso, um militar tentou suicídio, foi contido e enviado antecipadamente para o Brasil. Por último, um terceiro colega se tornou obsessivo com o risco de contágio por doenças a ponto de não conseguir mais interagir socialmente nem trabalhar, o que também o obrigou a voltar ao Brasil.

"O afastamento da família é o mais difícil. Tenho de cuidar de minha saúde mental porque vou sair na rua e sei que a população vai me xingar, me jogar pedra, cuspir na minha cara. Eu tenho o poder sobre a vida e a morte nas mãos. Isso choca. Choca muito. Saí de lá [do Haiti] e mandei minha família para Miami. Fomos fazer uma viagem para a Disney. Não dá. Choca", diz coronel José Mateus Teixeira Ribeiro, ex-membro da Minustah, lotado hoje no Gabinete do Comando do Exército em Brasília.

Os dados que o Exército maneja oficialmente são irreais, e se apoiam somente em "auto-relatos". Dos 17 contingentes brasileiros engajados na missão nos últimos 10 anos, apenas quatro militares tiveram transtorno de ansiedade e outros três tiveram depressão, mas, como a própria instituição diz, nunca se saberá da incidência no universo total de militares envolvidos na missão até que os casos aconteçam.

VICE/montedo.com

Chinês processa ex-mulher por ela ter lhe dado filhos feios

8/11/2013 
Marido se sentiu enganado  ao  descobrir que
ela havia feito várias cirurgias para ficar bonita
Do R7
O chinês Jian Feng ganhou US$ 120 mil na Justiça após processar a ex-mulher por ela ter lhe dado filhos feios.

Segundo o The Examiner, o Chicago Now e o Orlando Sentinel, Feng ficou furioso ao descobrir que a ex-mulher tinha investido mais de US$ 100 mil em cirurgias plásticas na Coreia do Norte para ficar bonita. A informação foi dada ao Irish Times.

Ele alegou ter sido enganado por ela, que era “feia” antes de se conhecerem.

Para Feng, a mulher o induziu a pensar que ela era bonita, e ele jamais teria filhos tão feios.

Porém, um teste de DNA comprovou que ele é o pai das crianças.

De acordo com Feng, ele se casou por amor, mas o nascimento da primeira filha trouxe problemas para o casamento.

— Nossa filha era tão feia que eu fiquei horrorizado.
Para o chinês Jian Feng, ele jamais teria tido filhos tão "feios"Reprodução/Orlando Sentinel
Foto mostra o antes e o depois das plásticas da ex-mulher de FengReprodução/Chicago Now

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

“PROFISSIONAL” ACUSADO DE MUTILAR MULHERES COMEÇA A TRABALHAR NESTA SEMANA PELO MAIS MÉDICOS

Ele é irmão de cirurgião descredenciado do programa também por causa de denúncias

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Yasser Arafat (esquerda) é irmão de Jorge Cury (direita), médico investigado por lesionar pelo menos 15 mulheres no Amazonas
Sem ter registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e investigado por trabalhar ilegalmente no país, Yasser Arafat Salinas Cury, 30 anos, começa a trabalhar esta semana no programa Mais Médicos em Manaus. Ele foi autuado pela Polícia Civil, em fevereiro deste ano, exercendo a profissão em hospital público no município de Anori, no interior do Amazonas. Arafat também é suspeito de participar de pelo menos duas cirurgias em que as pacientes alegam ter sido mutiladas. Em ambos os casos, ele atuava como auxiliar do irmão e ex-deputado federal Carlos Jorge Cury Mansilla, que responde a 15 processos por erros médicos na Justiça do estado. Cury também havia entrado no programa, mas, após denúncia do Correio, no último mês de setembro, foi excluído.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, Arafat responde em liberdade por atividade médica ilegal no Hospital Darlinda Ribeiro, em Anori — cidade de 18 mil habitantes. A farsa foi descoberta depois de o médico ter sido parado em uma blitz, em fevereiro deste ano. Segundo o boletim de ocorrência, foram encontrados no carro receituários carimbados com o CRM do irmão, Carlos Cury. As assinaturas, entretanto, eram de Arafat.
Depois do incidente, a polícia comunicou à prefeitura, que o exonerou do cargo. Ainda no fim do ano passado, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam) notificou a polícia que Arafat atuava como cirurgião auxiliar, sem CRM, em uma clínica e havia participado de casos suspeitos de mutilação com Carlos Cury. Uma das pacientes foi a terapeuta Emília Alencar de Souza, 43, que impetrou ação contra Cury e Arafat. “Enquanto Cury me cortava, ele me segurava nos braços. É um falsário como o irmão”, conta.

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