sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Maranhão, engenhosa mentira



"Não me espantará que num futuro próximo o Maranhão 
venha a ser chamado de "Uganda brasileira" 




Zeca Baleiro
Cantor e Compositor - Colunista Mensal

O Maranhão é um Estado do Meio Norte brasileiro, um preciosismo para nomear a região geograficamente multifacetada que é ponto de interseção entre o Nordeste e a Amazônia. Com área de 330 mil km2, pleno de riquezas naturais, tem fartas agricultura e pecuária, uma culinária rica e diversa e uma cultura popular exuberante. Não obstante tudo isso, pesquisa recente coloca o Estado como o segundo pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do País, atrás apenas de Alagoas.

Sou maranhense. Nasci em São Luís, capital do Estado, no ano de 1966, mesmo ano em que o emergente político José Sarney assumiu o governo estadual, sucedendo o reinado soberano do senador Vitorino Freire, tenente pernambucano que se tornou cacique político do Maranhão, a dominar a cena estadual por quase 40 anos. De 1966 até os dias de hoje, são outros 40 anos de domínio político no feudo do Maranhão, este urdido pelo senador eleito pelo Amapá José Sarney e seus correligionários, sucedâneos e súditos, que gerou um império cujo sólido (e sórdido) alicerce é o clientelismo político, sustentado pela cultura de funcionalismo público e currais eleitorais do interior, onde o analfabetismo é alarmante.

O senador José Sarney, recém-empossado presidente do Senado em um jogo de caras barganhas políticas, parecia ter saído da cena política regional para dar lugar a ares mais democráticos, depois de amargar a derrota da filha Roseana na última eleição ao governo do Estado para o pedetista Jackson Lago. Mas eis que volta, por meio de manobras politicamente engenhosas e juridicamente questionáveis, para não dizer suspeitas, orquestrando a cassação do governador eleito, sob a acusação de crime eleitoral, conduzindo a filha outra vez ao trono de seu império. Suprema ironia, uma vez que paira sobre seus triunfos políticos a eterna desconfiança de manipulações eleitoreiras (a propósito, entre os muitos significados da palavra maranhão no dicionário há este: "mentira engenhosa").

Em recente entrevista, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disparou frase cruel: "Não vamos transformar o Brasil num grande Maranhão." A frase, de efeito, aludia a uma provável política de troca de favores praticada pelo Planalto atualmente - segundo acusação do ex-presidente -, baseada em jogo de interesses regionais tacanhos e tráfico de influências. Como alguém nascido no Maranhão, e que torce para que o Estado alcance um lugar digno na história do País (potencial para isso não lhe falta, afinal!), lamento o comentário de FHC, mas entendo a sua ironia, pois o Maranhão tornou-se, infelizmente, ao longo dos tempos, um emblema do que de pior existe na política brasileira. Não é de admirar que divida o ranking dos "piores" com Alagoas, outro Estado dominado por conhecidas dinastias familiares.

Em seus tempos de apogeu literário, São Luís, a capital do Maranhão, tornou-se conhecida como a "Atenas brasileira". Mais recentemente, pela reputação de cidade amante do reggae, ganhou a alcunha de "Jamaica brasileira". Não me espantará que num futuro próximo o Maranhão venha a ser chamado de "Uganda brasileira" ou "Haiti brasileiro". A semelhança com o quadro de absoluta miséria social a que dois célebres ditadores levaram estes países - além do apaixonado apego ao poder, claro - talvez justificasse os epítetos.

by Isto É

Sarney tem derrame pulmonar e é transferido para UTI


Do UOL, em São Paulo

O senador José Sarney (PMDB-AP), 83, foi transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após sofrer um derrame pulmonar. Foi o que informou o boletim médico divulgado na noite desta quinta-feira (1º).
"O paciente quadro de febre acompanhado de tremores", relatou a nota, que acrescentou que tomografias de encéfalo, seios da face e abdôme "demonstraram derrame pleural bilateral, infiltrado intersticial e uma nova opacificação da base do pulmão direito".
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José Sarney32 fotos

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1965 - Cartaz de campanha política de José Sarney como candidato ao governo no Maranhão. Ele assumiu como governador aos aos 35 anos Leia maisReprodução/josesarney.org

Quadro clínico 

Na manhã da última quarta-feira (31), Sarney recebeu alta e deixou o Hospital UDI, em São Luís, onde estava internado desde a madrugada de domingo (28), tratando uma infecção pulmonar. 
O parlamentar seguiu para São Paulo em um avião particular em direção ao Hospital Sírio-Libanês para submeter-se a uma série de exames e dar continuidade ao tratamento de um "processo infeccioso pulmonar agudo", diagnosticado há dois dias. 
Este ano, ele foi internado em Brasília com dores no peito e já tinha apresentado alterações semelhantes no ano passado, quando foi encaminhado para um hospital em São Paulo.
Sarney está há 60 anos na vida política, sendo deputado e senador por diversas vezes. Ele governou o estado do Maranhão em 1965 e foi presidente da República em 1985.

by Uol


Obs deste blog: Sarney por mágica do STE, ESTÁ  senador, eleito pelo AMAPÁ.
http://josesarney.org/o-politico/senador-pelo-amapa/senador-amapa/

Imprensa francesa fala sobre a visita do papa Francisco ao Brasil em meio a protestos


O jornal francês Le Monde dedicou sualemondemanchete de domingo à visita do papa Francisco ao Brasil, que começa nesta segunda-feira. Com o título “Francisco, um papa não conformista em um Brasil em ebulição”, o diário ressalta que o pontífice chegue ao país em meio à onda de protestos que toma as ruas brasileiras desde junho contra a corrupção, o custo de vida e os gastos públicos com a Copa do Mundo de 2014.
Para o jornal francês, chegar no Brasil nesse clima deveria levar Francisco, que já tem um pontificado focado na área social, a se tornar o porta-voz dos que vivem à margem da globalização. O Monde diz ainda que o primeiro destino internacional do papa tem tudo a ver com as preocupações dele, com problemas de pobreza, desigualdade social e a necessidade de a igreja investir na evangelização. O jornal lembra que os católicos têm perdido espaço para os evangélicos no Brasil, sobretudo no segmento jovem. Por fim, o “Monde” brinca que o papa, que é fanático por futebol, deve ter a chance de se encontrar com Pelé, Zico e Neymar.
Já o jornal Le Figaro publicou um artigo de Henri Madelin, padre jesuíta de Bruxelas, sobre a visita do papa ao Brasil. Ele ressaltou a importância crescente da América Latina para a Igreja Católica, lembrando a origem argentina do pontífice. Segundo ele, a escolha do papa confirma que o centro de gravidade da igreja romana deixou de ser o norte e se tornou o sul do planeta. O religioso é mais um a insistir na dura missão dos católicos, sobretudo no Brasil, de reconquistar fiéis perdidos para igrejas evangélicas, as quais ele chama de “correntes sectárias que respondem às necessidades emocionais e oferecem serviços concretos”.
No diário Aujourd’hui en France de ontemuma reportagem sobre a contratação do zagueiro brasileiro Marquinhos, que trocou a Roma pelo Paris Saint Germain. O jogador de 19 anos fez exames médicos e assinou o contrato ontem, em Paris. O clube francês pagou 35 milhões de euros pelo jogador. O jornal conta que o PSG já gastou 114 milhoes de euros (quase 360 milhoes de reais) nessa temporada de contrataçoes do verão europeu. O diário dá destaque a uma declaração do técnico do PSG, Laurent Blanc, que disse levar Marquinhos para o time era um projeto antigo e que o brasileiro é muito talentoso.
by Dublin Para Brasileiros

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