sábado, 2 de fevereiro de 2013

Projeto Rondon: Iniciativa tem natureza acadêmica desde a origem



O reconhecimento da obra militar e sertanista do brasileiro Cândido Mariano da Silva Rondon extrapolou as fronteiras do Brasil.
O Projeto Rondon foi criado em 1967, quando o professor Wilson Choeri, da antiga Universidade do Estado da Guanabara (hoje Universidade do Estado do Rio de Janeiro), procurou o Ministério do Interior para que o apoiasse em uma proposta de estágio para grupo de alunos junto ao 5º Batalhão de Engenharia e Operações. A ideia evoluiu e em junho daquele ano grupo de 30 universitários do Rio de Janeiro, coordenado pelo professor Omir Fontoura, foi a Rondônia, onde permaneceu por 28 dias em atividades de levantamento, pesquisa e assistência médica na região, naquela que ficou conhecida por Operação Zero.

A boa repercussão do trabalho, inclusive na imprensa, levou à institucionalização do Projeto Rondon, assim denominado por sugestão dos primeiros participantes, em homenagem ao Marechal Cândido Rondon (leia mais no quadro ao lado). Com forte atuação na região amazônica, o projeto adotou o lema "Integrar para não entregar", influenciado por sentimentos nacionalistas em reação a propostas de internacionalização da Amazônia que surgiram à época.

Em 1970, o Projeto Rondon foi oficializado como órgão da administração direta, subordinado ao Ministério do Interior, passando a ter autonomia administrativa e financeira. Em 1977, foi transformado em fundação e passou a captar recursos de incentivos fiscais por fundo próprio. O projeto contava com estruturas descentralizadas, os campi universitários avançados, e chegou a dispor de aeronaves próprias. Até 1989, cerca de 350 mil estudantes e 13 mil professores haviam participado de atividades do projeto. Em 1989, foi extinto oficialmente, fato que pode ser atribuído à sua forte vinculação às políticas dos militares do período de ditadura recém-encerrado.

Os ex-integrantes do projeto resolveram criar a Associação Nacional dos Rondonistas, organização não governamental mais tarde transformada em organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) e em funcionamento até hoje.

O projeto foi relançado em janeiro de 2005, após o governo federal acatar proposição da União Nacional dos Estudantes (UNE). Cerca de 200 rondonistas participaram no estado do Amazonas de operação que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura.
Jornal do Senado

Polícia Civil indicia três pessoas em caso de trabalho escravo, em Ituporanga



Inquérito policial será entregue até segunda-feira à Justiça Federal



A Polícia Civil concluiu nesta quinta-feira o inquérito que apurava as condições de trabalhoescravo a que estariam submetidos nove trabalhadores em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí. Eles foram libertados de duas fazendas no dia 22 de janeiro deste ano. O delegado Nelson Vidal concluiu que Valdecir Antunes Rodrigues, que seria o recrutador dos trabalhadores, Rogério Lourival Lehkhu Filho e Moacir Murilo Fernandes, proprietários dos locais onde estavam os homens, irão responder pelos crimes.

Segundo Vidal, eles foram indiciados por condição análoga à escravidão e falsificação de documentação. Pelo primeiro crime eles podem ser condenados de dois a oito anos e de dois a seis por falsificação de documentos. Vidal deve encaminhar até segunda-feira o inquérito à Justiça Federal.

Valdecir chegou a ser preso pela Polícia Civil no dia do flagrante, mas foi solto depois de pagar fiança de R$ 5 mil. Os empresários estão respondendo em liberdade. A investigação iniciou após denúncias anônimas feitas uma semana antes, que possibilitaram a polícia chegar às localidades de Faxinal Vila Nova e Chapadão Unidas, onde os homens estavam alojados em duas fazendas e trabalhavam na derrubada e no corte de árvores de pinus e eucalipto.

Com idades entre 15 e 60 anos, eles recebiam como remuneração de R$ 35 a R$ 43 por dia, dependendo da função que exerciam, mas não conseguiam ir embora do local a qualquer momento, pois teriam dívidas com o recrutador que variavam de R$ 50 a R$ 700.

O que diz Edson Voigt, advogado de Rogério Lourival Lehkhu Filho e Valdecir Antunes Rodrigues:"Ainda não sabia do indiciamento. Mas agora vamos apresentar a defesa quando vier a intimação. Os dois negam a prática de trabalho semelhante a escravo e vão provar na Justiça a inocência deles".

O que diz Édio machado, advogado de Moacir Murilo Fernandes
" Ainda não fomos informados do indiciamento. Só poderei falar depois que receber a intimação e ver o que a Polícia Civil está alegando".
by passeiaki.com

Transporte coletivo de Florian[opolis deve circular até as 22h deste sábado


Sintraturb afirma que, sem escolta policial 
depois  das 20h, ônibus não saem dos terminais
Transporte coletivo deve circular até as 22h deste sábado, na Capital Daniel Conzi/Agencia RBS
No Terminal de Canasvieiras, primeiro ônibus com direção ao Centro só saiu às 7h05minFoto: Daniel Conzi / Agencia RBS








Mesmo depois de uma noite sem atentados em Florianópolis, os ônibus circulam com quadro de horário reduzido neste sábado. De acordo com o diretor de assuntos jurídicos do Sintraturb, Dionísio Linder, o transporte coletivo funcionará sem escolta policial até as 20h. Depois desse horário, só sairão dos terminais acompanhados de viaturas da polícia.

Os ônibus funcionaram até as 22h, a princípio, mas estamos tentando reduzir esse horário para as 21h.

Em uma reunião na tarde de sexta-feira ficou decidido que pelo menos até domingo os ônibus irão circular das 7h às 21h, horário que pode ser reduzido para até as 20h em terminais como o da Trindade (Titri), Terminal Rio Tavares (Tirio) e Terminal de Canasvieiras (Tican).

Como os ônibus normalmente circulam das 4h às 3h da madrugada, quase 24 horas por dia dependendo da linha, a redução tem deixado milhares de pessoas a pé ou atrasadas para chegar ao trabalho. Como a empregada doméstica Roseli da Silva, 60 anos, moradora do bairro Cachoeira do Bom Jesus, no Norte da Ilha.

Neste sábado ela precisava chegar no Centro às 7h e saiu de casa às 5h, sem passar nenhum ônibus no ponto como de costume conseguiu uma carona até o Tican e lá esperou por mais de uma hora até a saída do coletivo às 7h05min.

_ Não é de hoje que estas empresas nos deixam na mão, isso já se arrasta há muito tempo. Como vamos trabalhar com esta redução? Meu filho trabalha até meia-noite, como vai voltar para casa? vamos perder o emprego deste jeito_ reclama.

Em protesto à paralisação dos ônibus depois das 21h, manifestantes fecharam a avenida Paulo Fontes na sexta-feira.

Confira o mapa das ações criminosas desde quarta-feira:


Visualizar Atentados em SC - 2013 em um mapa maior
by Diario Catarinense

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