sábado, 5 de janeiro de 2013

10 MOTIVOS PARA O BRASIL DESISTIR DA COPA-14



Jérome Valcke e Aldo Rebelo: rompimento à vista
A Fifa já deu um motivo forte para o Brasil romper relações com a entidade. O secretário-geral Jérome Valcke, provavelmente respaldado pelo presidente Joseph Blatter, sugeriu que o nosso país deveria levar “um chute no traseiro” por conta da morosidade nas obras de infraestrutura. A reação do governo brasileiro veio rapidamente, por meio do ministro do Esporte Aldo Rebelo, que não vai mais aceitar que Jérome seja mantido como interlocutor para tratar dos assuntos relacionados ao Mundial.

Lembrei então de um artigo publicado na Veja e republicado neste blog, em maio de 2011. Nele, do jornalista Roberto Pompeu Toledo dava, já naquela época, pelo menos 10 motivos à presidente Dilma Rousseff para o Brasil cair fora dessa aventura.

     Reveja:

  1. Não foi a senhora que inventou essa história de sediar a Copa do Mundo. Foi o Outro (o ex-presidente Lula).
  2. Mil desculpas se for engano, mas a senhora aparenta se aborrecer mortalmente diante de um jogo de futebol.
  3. Por que não desistir? Não seria a primeira vez. A Colômbia, escolhida em 1986, jogou a toalha 3 anos antes.
  4. Temos colossais problemas de infraestrutura de transportes e não nos sobra dinheiro para erguer estádios já nascidos com a marca de elefantes brancos, como em Natal, Manaus e Cuiabá.
  5. Os aeroportos já são um caso perdido, segundo estudo do Ipea, um órgão aí da sua cozinha. Nove, entre os treze que servirão ao evento não ficarão prontos a tempo.
  6. Ser lhe parece humilhante desistir, a sugestão é a seguinte: brigue com a Fifa. Enfrente-a. Como o mundo todo sabe, a Fifa não é flor que se cheire.
  7. Brigue para que reduza suas incontáveis exigências. Que assumam parte das despesas. Que aceitem reformas de estádios já existentes em vez de pedirem tantos novos.
  8. Na melhor das hipóteses, eles romperão com o Brasil. A culpa não será da senhora, mas da arrogante inflexibilidade que demonstraram.
  9. Em paralelo, a senhora trataria de reduzir o absurdo número de doze cidades-sede.
  10. Senhora presidente, ainda lhe sobra espaço político para agir. Tal qual estão postas as coisas, as alternativas são colapso absoluto, fiasco total ou fiasco parcial

by http://blogs.band.com.br


DILMA PAGA R$ 139,8 BI DE JUROS DA DÍVIDA





Com a queda na arrecadação, o governo teve sérias dificuldades para economizar R$ 139,8 bilhões para o pagamento de juros da dívida. Por isso, fez uma conjunto de operações para gerar uma "receita extra". Ao todo, injetou R$ 19,4 bilhões no cofre. O maior montante - R$ 12,4 bilhões - veio do Fundo Soberano do Brasil. O BNDES antecipou R$ 2,3 bilhões em dividendos e a Caixa outros R$ 4,7 bilhões. Fonte: Estadão.

Para ajudar nas manobras fiscais do governo, a Caixa Econômica Federal se tornou sócia de frigorífico, fabricante de autopeças, de bens de capital, processador de minério, entre outras empresas privadas. As operações foram feitas para sustentar parte da operação montada pelo governo federal para arrumar dinheiro para cumprir a meta fiscal, das contas públicas, de 2012. Fonte: Estadão.

Explico. A Dilma teve que aumentar o capital social da CEF em R$ 5,4 bilhões, por conta do excesso de demanda de Crédito ao Consumidor, para enquadrar a instituição ao acordo de Basiléia, o Banco Central dos bancos centrais do mundo.   Acontece que faltou dinheiro para fechar a conta do Superávit Primário para pagamento de juros do Tesouro Nacional num montante de R$ 139,8 bilhões.  O que fez, então, uma gambiarra contábil, entregou dinheiro para CEF, mas concomitantemente empurrou as ações de empresas com saúde duvidosa como JBS do Henrique Meirelles ou Paranapanema conhecidas como "mico" do mercado num montante de R$ 4,7 bilhões.  Resumindo, não entregou dinheiro para CEF, mas entregou os "micos" do mercado. Complementando, os micos foram recebidos do sistema BNDES, como pagamento de dividendos.

Assim, o dinheiro bom mesmo o Tesouro Nacional usou para o pagamento de R$ 139,8 bilhões em juros da dívida pública.  Bem, as amortizações, nem pensar, foi rolado mais uma vez.  Para se ter ideia, a Dilma gastou em educação e saúde pública somados, montante equivalente ao pagamento de juros.  Para Dilma, o pagamento de juros é mais prioritário do que reforçar gastos em educação e saúde pública.  Em outras áreas nem se fala.  O levantamento feito pelo ministério da Cidade, os gastos previstos no orçamento de 2012 para prevenção de enchentes fora desembolsado menos que 50% do previsto no orçamento fiscal.  Daí se conclui que o pagamento de juros é prioridade máxima para Dilma.  

Ainda assim, tem muitos economistas, empresários e agentes públicos, de plantão, no Palácio do Planalto, que elogiam a administração Dilma.  Só podem estar puxando saco da Dilma porque as vantagens auferidas são compensadoras. Eu estou fora!

Ossami Sakamori,
 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR

Em Alta

Um "ecossistema" que garante que tudo continue exatamente como está

Assisti hoje este vídeo do Sputniks sobre a dependência financeira dos municípios brasileiros e confesso que fiquei impressionada com a seme...

Mais Lidas