sábado, 5 de janeiro de 2013

Vendas por aparelhos móveis dobram em 2012



Por Filipe Serrano
As compras por meio de tablets e smartphones sobem de 5% para 10% em um ano; 51% das vendas é feita em iPads
Gabriela Forlin
AGÊNCIA ESTADO
SÃO PAULO – As compras realizadas por meio de dispositivos móveis, como tablets e smartphones, dobraram em 2012 de 5% para 10% do total do comércio eletrônico, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico - Camara-e.net.
“Este número tende a crescer cada vez mais em função do barateamento das novas tecnologias, tanto dos smartphones, quanto do acesso a internet banda larga e 3G, além da entrada da nova geração no mercado consumidor”, comentou, em nota, o coordenador do Comitê de Varejo da instituição, Fábio Pereira.
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As vendas por meio de iPads representam 51% das transações feitas por aparelhos móveis, as de iPhone, 20%, e os demais aparelhos, 29%. De acordo com a Camara-e.net, o Natal de 2012 (que representa para o e-commerce brasileiro dois meses e meio de faturamento) chegou à marca de R$ 3,1 bilhões de faturamento online, ante os R$ 2,6 bilhões registrados em 2011.
Entre as cinco categorias de produtos mais vendidos pela internet no Brasil destaca-se a de moda e acessórios, pois não figurava entre as vinte maiores há cinco anos e, no primeiro semestre do ano passado estava em terceiro lugar, segundo a pesquisa.
A categoria “eletrodomésticos” vem em primeiro lugar, seguida de “saúde beleza e medicamentos”. “Jornais e revistas”, que já estiveram na dianteira, agora estão em quarto. Em quinto vem “informática”.
A expectativa da Camara-e.net é que o Brasil feche 2012 com com um total de 43 milhões de consumidores online e um faturamento de R$ 22,5 bilhões, acompanhando o crescimento de 20% esperado para o ano.

CPJ aponta que 67 jornalistas foram mortos durante exercício da profissão em 2012





O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) revelou que pelo menos 67 jornalistas foram mortos no exercício da profissão em 2012, noticiou o Informador, nessa terça-feira (18/12). O conflito na Síria foi o maior responsável pelo número, com 28 repórteres mortos no país.

A marca é a terceira maior registrada pelo CPJ, atrás de 74 mortes, em 2009, e 70, em 2007. Além disso, a entidade ainda investiga o motivo da morte de outros 30 profissionais.

Segundo o diretor executivo do CPJ, Joel Simon, “os jornalistas são testemunhas oculares e quando você mata um jornalista, diminui a nossa capacidade de compreender os principais eventos globais”.

Entre os jornalistas mortos este ano, 35% eram fotógrafos ou cinegrafistas. Um terço do número total trabalhava em redações de veículos online e 28% eram freelancers. Quase a metade foi morta como retaliação.

“O ciclo de silêncio funciona da seguinte forma: assassinar um jornalista, morre uma notícia e outros repórteres são intimidados”, disse Simon. “Levantar nossas vozes em defesa de colegas mortos não só uma questão de solidariedade. Para aqueles de nós que se preocupam com as notícias e informações é uma questão de auto-interesse.”

by Portal IMPRENSA

Projeto na Câmara prevê pacote de benefícios a presos


Texto do Estatuto Penitenciário Nacional estabelece a concessão de privilégios para detentos, como creme hidratante e biblioteca, e cria o Dia do Encarcerado

Gabriel Castro
Penitenciária Estadual de Charqueadas, no Rio Grande do Sul
Penitenciária Estadual de Charqueadas, no Rio Grande do Sul (Jefferson Botega/Agência RBS)
Sob o comando de Marco Maia (PT-RS), a Câmara dos Deputados decidiu acelerar a tramitação de um projeto que prevê a concessão de um pacote de benefícios para detentos, como creme hidratante, condicionador de cabelo, chuveiro quente e biblioteca. O texto do Estatuto Penitenciário Nacional ainda assegura os direitos políticos a presos sem condenação transitada em julgado e fixa até o Dia do Encarcerado: 25 de junho.
O estatuto contém um ponto ainda mais controverso: determina a prisão de diretores de presídios que permitirem a alocação de mais detentos do que a capacidade máxima da unidade. Segundo dados do Ministério da Justiça, o déficit carcerário do país, hoje, é de pelo menos 240.000 vagas. Como seria quase impossível erguer presídios em tempo recorde, o autor da matéria, deputado Domingo Dutra (PT-MA), sugere a ampliação das chamadas penas alternativas: "A construção de presídios obedece a um esquema que interessa às construtoras e despreza penas alternativas, a aplicação de multas, o monitoramento eletrônico".
A proposta lista ainda outros dispositivos como a obrigatoriedade de presídios com 400 detentos contarem com ao menos cinco médicos - o que resulta em uma proporção de 1,25 médico por cem pessoas. No Brasil, essa média é próxima a 0,2 médico por cem habitantes.
O projeto foi apresentado em 2009, como fruto da CPI do Sistema Carcerário, e retomado em 2011, por iniciativa do deputado Domingos Dutra. Mas, só no fim do ano passado, já após a condenação dos réus no processo do mensalão, é que parece ter atraído o interesse da Câmara. O presidente da Casa, Marco Maia, criou uma comissão especial para agilizar a tramitação do texto sem que o plenário precise analisar o assunto. Se aprovado, seguirá para o crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, em seguida, irá direto para o Senado. Adversário da proposta, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) reclama: "Dada a pressa disso tudo, com toda a certeza é para ajudar os mensaleiros".
Domingos Dutra afirma que não há relação entre as condenações de petistas e a retomada do projeto de lei. "Essa meia dúzia que foi condenada pelo mensalão vai ter um padrão que a massa carcerária não tem, porque eles não são da mesma classe social que compõe a esmagadora maioria dos presos", diz. O texto em análise entraria em vigor um ano após a sanção.
Hidratante - O projeto em discussão prevê que o agente penitenciário que não fornecer o material de higiene necessário - inclusive o creme hidratante - corre o risco de ser condenado a seis anos de prisão. O texto determina punições até mesmo para juízes e promotores que não cumprirem o dever de fiscalizar as condições nas unidades prisionais - o que pode resultar em até quatro anos de prisão para as autoridades. Mas Domingo Dutra não vê excessos na medida: "É preciso estabelecer punições, inclusive para os juízes e promotores que não fazem as inspeções que deveriam realizar mensalmente".
Para a professora de Direito Penal Soraia Rosa Mendes, da Universidade Católica de Brasília, esses dispositivos da proposta dependeriam de uma alteração na legislação que trata da execução penal. “Não é o diretor do presídio que manda encarcerar. E o Judiciário trabalha com a legislação existente, que é encarceradora de grandes massas”, afirma ela, que acha "grave" a possibilidade de que magistrados sejam condenados por não resolverem uma situação insolúvel como a das cadeias.
A especialista concorda com o autor do projeto, entretanto, quando defende a redução do número de presos provisórios (42% do total) e a aplicação da pena de prisão apenas a criminosos que representem perigo maior à sociedade, possibilidade que o deputado Bolsonaro não admite: "Prefiro uma cadeia cheia de vagabundos a um cemitério cheio de inocentes".
Mais comedido, o deputado Walter Feldman (PSDB-SP) critica o projeto do Estatuto Penitenciário e diz que é inviável a tentativa de resolver todos os problemas do sistema prisional em um texto único “É uma medida profundamente demagógica e absolutamente fora da realidade. Claro que você pode construir metas, mas só é possível discutir isso a longo prazo", diz.
Feldman também vê excesso na inclusão de benefícios como condicionador de cabelo e creme hidratante em uma lei federal. “Essa medida é característica de portaria, de decretos. É um equívoco achar que tudo precisa ser detalhado em lei”, diz ele. Domingos Dutra se explica: “Infelizmente, nosso país tem uma tradição de que tudo tem que ser na base da lei.”
Apesar dos pontos questionáveis, o  texto de Domingos Dutra também trata de medidas relevantes para reduzir o caos nas unidades prisionais, como a colocação de integrantes de facção criminosa em celas individuais, a realização de trabalho compulsório pelos presos, e a normatização dos castigos aos detentos indisciplinados. A proposta torna definitivos alguns benefícios como a benefício da visita íntima, que hoje é aplicado de forma diferente em cada presídio.


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