segunda-feira, 23 de abril de 2012

PMs acusados de estupro têm prisão decretada no Rio

by Veja

                                          Casas localizadas no alto da Rocinha (Cecília Ritto)


Vítima afirma que, ao invés de ser levada à delegacia
 pelo furto de uma bolsa, foi espancada e violentada
A Justiça decretou a prisão temporária de três dos quatro policiais militares acusados de estuprarem uma moradora da Rocinha, detida por furto na quarta-feira. A prisão foi pedida ao plantão judiciário pelo delegado Gilberto Ribeiro, titular da 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), na noite de sexta-feira.
Os PMs, lotados no Batalhão de Choque, unidade responsável pela ocupação na Rocinha desde novembro, se apresentaram ontem pela manhã na delegacia do Leblon e foram ouvidos informalmente. O teor do depoimento não foi divulgado. Eles foram levados para o Batalhão Especial Prisional (BEP).
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A mulher, de 36 anos, foi presa por furtar a bolsa de uma moradora da Rocinha. Reconhecida por sua vítima, foi abordada pelos PMs, que a obrigaram a levá-los até sua casa. Lá, os policiais encontraram a bolsa da moradora, que reconheceu seus pertences e deixou o local. A mulher contou que, em vez de levá-la à delegacia, os policiais a algemaram e passaram a espancá-la com chutes, socos e golpes de toalha molhada. Em seguida, sofreu abuso sexual.
Laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestou que a mulher sofreu "lesão corporal e ato libidinoso diverso de conjunção carnal". A Secretaria de Estado de Segurança informou, na noite de sexta-feira, que o secretário José Mariano Beltrame determinou à Corregedoria Geral Unificada "o máximo de rigor nas investigações".

(Com Agência Estado)

No Rio, mais 900 assinaturas pelo julgamento do mensalão


by Veja

Poucos se animam a ouvir os discursos, mas muitos fazem questão de participar do abaixo-assinado que será entregue ao ministro Ricardo Lewandowski, na próxima quarta-feira
Rafael Lemos, do Rio de Janeiro

 Missão ampulheta: Henriette Krutman, do 'Queremos Ética na Política', entregará uma ampulheta ao ministro do STF Ricardo Lewandowski (Rafael Lemos)

 Em frente a um hotel de luxo e ao badalado posto 9, em Ipanema, um carro de som reunia pouco mais de 50 pessoas, na manhã deste sábado, na manifestação 'SOS STF - Julgamento do Mensalão Já'. Se poucos se entusiasmaram a ponto de abandonarem a caminhada no calçadão ou a cervejinha na areia, o apoio à causa se fez visível por meio das mais de 900 assinaturas recolhidas em apenas duas horas de evento. O tempo nublado e o feriado prolongado contribuíram para que a praia tivesse um movimento menor do que o habitual para um fim de semana.

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"Somos poucos por muitos", resumiu o economista Onyr Jr., de 51 anos.

Um abaixo-assinado, que já acumula pelo menos 17 mil adesões, em papel e na internet, será entregue ao revisor do processo do mensalão no Superior Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, numa audiência marcada para o dia 25 de abril, em Brasília. Participarão do encontro Claudio Abramo, da ONG Transparência Brasil, e Henriette Krutman, do movimento Queremos Ética na Política, representando 22 grupos anticorrupção, que reúnem 57 mil integrantes nas redes sociais.

Na ocasião, também serão entregues ao ministro um manifesto e uma ampulheta, num sinal de que o tempo está passando e beneficiando os mensaleiros. No ato deste sábado, Henriette exibiu a ampulheta, que ainda ganhará uma placa com a inscrição: "Ação penal 470", vulgo processo do mensalão.

"Vamos levar o clamor da sociedade para que esse julgamento se inicie o quanto antes. É preciso evitar a prescrição do crime para alguns dos réus e impedir que escapem da Lei da Ficha Limpa nas eleições municipais desse ano. A sociedade já está frustrada com esses sete anos de demora", afirmou Henriette.

"Não estamos fazendo uma pressão pela a condenação de ninguém, mas sim pelo julgamento. Porque a impunidade não pode continuar", discursou Marcelo Medeiros, do Movimento 31 de julho.

Morador de São Paulo, o nova-iorquino Melton Magidson, 76 anos, aproximou-se para saber do que se tratava a manifestação. Ele nunca tinha ouvido a palavra mensalão e ficou surpreso ao saber que parlamentares são acusados de terem recebido dinheiro em troca de seus votos no Congresso.

"Acho que corruptos deveriam ser presos e não saírem nunca mais. Assim, acho que acabaria a corrupção", opinou Magidson, que decidiu comprar uma camisa do movimento com a inscrição 'Pega ladrão', como forma de apoio.
by Gabriel Novis
Estreia


Fui convidado pela direção de jornalismo da TV Mato Grosso para a estreia do Programa Conexão 27. Aceitei com satisfação a incumbência, pois teria minutos importantes em um programa sem censura para discutir, principalmente, problemas da minha cidade.
Três experientes jornalistas me sabatinaram. Nada foi combinado. Só soube que o tema central seria saúde pública, quando o âncora do programa me fez a primeira pergunta:
- Qual o seu diagnóstico sobre a nossa saúde pública?
- Não precisa ser médico, nem possuir curso de pós-graduação para fazer esse diagnóstico. – falei. – Basta perguntar ao povo dos bairros periféricos e aos humildes, que eles, sem nenhum pudor, farão um diagnóstico brilhante e real desta situação.
O segundo jornalista, pegando o caldo da resposta, queria saber o papel do médico frente a esta doença social que atinge a todos.
- Médico não cura. – falei incisivo. – Na saúde pública ele não decide e, sem decisão, não passa de uma triste figura decorativa.
O último entrevistador, com certeza frustrado com as duas primeiras respostas, perguntou-me:
- Afinal, quem poderia tentar resolver essa verdadeira covardia nacional que é não dar assistência aos seus pacientes?
- Quem decide, e quem tem esse poder aqui no Brasil, é o governo. Técnico não decide, sugere soluções. O político decide.
Explico: se temos condições de sediar uma Copa do Mundo em Cuiabá, por que não temos condições de resolver o gravíssimo problema da nossa saúde pública?
A Copa do Mundo, que é o maior evento futebolístico mundial, está chegando aqui por uma decisão política dos nossos governantes.
Mesmo com um Estado falido, totalmente desprovido de obras essenciais, com um precário sistema social – relacionado principalmente à saúde pública, segurança, educação – e projetos de ações sociais -, a opção do governo foi pelo novo campo de futebol e pelo puxadinho do aeroporto.
Em escala menor o grande programa de infraestrutura, com a permanente operação tapa buracos, pintura em azul do meio fio e a frustração pela ausência dos prometidos recursos federais para as obras, batizadas de legado da Copa 2014.
Parece que não gozamos de bom conceito junto à presidente da República. Afinal, ela perdeu nos dois turnos as eleições aqui, e o seu partido foi dizimado.
No governo as decisões são sempre políticas. Lembro aos que sofrem com a falta de recursos para a saúde pública que, por ordem do Planalto, após onze anos de agonia, entenda-se, tramitação no Congresso Nacional, veio a falecer a famosa PEC 29 – que era uma emenda constitucional com o objetivo de aumentar os recursos federais para a saúde pública.
Para a Copa do Mundo irão mexer, mais uma vez, na nossa remendada Constituição Federal para permitir a venda de bebida alcoólica durante os jogos da FIFA. O Brasil se dobrando, às pressas, para se enquadrar na lei da FIFA.
A entrevista passou tão rápida que não tivemos tempo de aprofundar a discussão de tantos problemas sociais que dominam Cuiabá. E não poderia ser de outra forma, pois esta discussão é interminável.
Está de parabéns a cidade de Cuiabá e sua Baixada! Ganharam um belo presente de aniversário adiantado.
Uma emissora que trabalha com o objetivo maior de zelar pela liberdade da nossa gente – com sua independência e vigilância constante.

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