segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

TCE SC parou auditorias ha 5 anos

by Cangablog
O Tribunal de Contas praticamente parou de fazer auditorias, principalmente “in loco”, nas 140 Unidades Gestoras do Estado do Poder Executivo Estadual (Secretarias Centrais, SDR´s, Autarquias, Fundações, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mistas e Fundos) nos últimos 5 anos. O mais surpreendente é que nesse período recebeu R$ 6 mi do Poder Executivo, destinados à construção do Edifício Sede do TCE/SC.
Há de se ressaltar que é por meio das auditorias in loco que são detectadas as grandes irregularidades e ilegalidades, pois os auditores conseguem confrontar o que está no papel com a realidade de fato. Por exemplo: só se pode comprovar que uma escola foi efetivamente construída se for verificada no local, pois ela pode estar muito bem retratada no papel (processo licitatório, notas fiscais, etc...), que aceita tudo, sem que tenha sido executada. Outro exemplo vivido é a verificação se o médico está efetivamente atendendo à população no horário de seu expediente no hospital. Isso sem falar em outros serviços, materiais e equipamentos que só podem ser aferidos in loco...
Para se ter uma idéia, o TCE-SC visitava cada Unidades Gestoras pelo menos 3 vêzes ao ano, com uma equipe multidisciplinar de 4 auditores, da qual se geravam 12 processos por exercício financeiro.
A partir de 2007, a maioria dos órgãos e entidades estaduais não recebeu mais nenhuma visita de auditores do Tribunal. Enquanto em 2005 foram realizadas 516 auditorias in loco, em 2007 elas se limitaram a apenas 74, em 2006, a 40, e seguiu despencando até este ano. Em termos percentuais isso representou uma redução de 2000% nas auditorias “in loco”, caindo de 20% do total de trabalho realizado pelo TCE-SC para menos de 1% do total de processos autuados pelo TCE/SC.
Em média, nos últimos 4 anos o TCE/SC realizou apenas 35 auditorias “in loco” nas Unidades Gestoras do Poder Executivo Estadual. Se considerarmos que o Poder Executivo possui 140 Unidades Gestoras, está correto dizer que o TCE/SC levará 4 anos para realizar apenas 1 visita “in loco” em cada uma delas. 
Como justificativa, o TCE/SC alega que mudou o foco de atuação, entretanto até o momento não demonstrou ou explicou que foco é esse nem mesmo apresentou resultado concreto dessa nova metodologia. 
Entretanto, podo-se concluir que o TCE/SC passou a atuar como um mero registrador de atos administrativos, especialmente os de admissão, aposentadoria e pensão, que somam mais de 70% dos processos constituídos. Esse percentual passa a girar em torno de 90% se somarmos os processos utilizados como meios recursais ou administrativos do próprio Tribunal. Em síntese, mesmo os processos a que se referem a Auditorias realizadas a distância, também estão em extinção na Cortes de Contas de Santa Catarina.
Em anexo, na TABELA I pode-se observar que a partir de 2008 as auditorias "in loco" nos órgãos e entidades estaduais do Poder Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e o próprio TCE/SC, foram reduzidas em mais de 90%, se comparado com os exercícios de 2002 a 2006.
 
No mesmo viés, na TABELA II é possível verificar que a partir de 2008 as auditorias "in loco" nos órgãos e entidades estaduais representavam menos de 1% do total de processos autuados pelo TCE/SC, enquanto que nos exercícios de 2002 a 2006 esse percentual beirava os 20%.
 
Perguntas aos DEPUTADOS, tanto da situação como oposição:
O art. 59 da Constituição Estadual define que o “O controle externo, a cargo da Assembléia Legislativa, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado,...”:
1) Os DEPUTADOS têm conhecimento que o TCE/SC reduziu o número de auditorias “in loco” nas Unidades Gestoras do Estado de aproximadamente 500 por ano (2002 a 2006) para apenas 35 por ano (2008 a 2011).
2) No entender dos DEPUTADOS o TCE/SC não está deixando de cumprir com sua competência prevista nos art. 58 e 29 da Constituição Estadual.
3) Se os DEPUTADOS entendem que é suficiente que o TCE/SC realize apenas 1 auditoria “in loco” a cada 4 anos nas 140 Unidades Gestoras do Estado.
 

Ninguém é Rei pro seu valet de chambre!

by Jaison Barreto
 
Prezados amigos ( as )

A História não pode ser escrita pelos camareiros.
Todo mundo entendeu quando se disse que, “
Ninguém é Rei pro seu valet de chambre
”.
Com o decorrer dos tempos a experiência da política ensinou
 que os Reis, não podem ser julgados pros áulicos e serviçais.

    Exemplo disso foi o Getúlio Vargas.

    Nacionalista,Getulio da Petrobras, de Volta-Redonda, da
nossa Legislação Trabalhista, diante da desonra suicidou-se
ante as irresponsabilidades do tenente Gregório.

    Pelos complexos caminhos desses entendimentos, Ulysses
  Guimarães, pilastra mestra da luta contra a ditadura,
construtor do MDB e PMDB, Senhor das Diretas e da
Constituição Cidadã, com grandeza de estadista que era,
vetado pelos militares, cedeu seu lugar de Presidente que já
tinha conquistado no coração do povo, para seu companheiro de lutas Tancredo Neves.

    Foi esse mesmo Ulysses com essa história, que ficou em
sétimo lugar entre os concorrentes a Presidência da
 República em 1989.

    Abandonado pelo seu próprio partido o PMDB , chegou
 atrás de Collor, Lula, Brizola, Mario Covas, Paulo
Maluf e Afif Domingos.

    Muitos dos que viveram à sua sombra, usam seu nome até
hoje, de quando em vez, tentando aplacar suas consciências
 de traíras.

    Os Deuses foram justos ao não permitirem que o herói
Ulysses, que dorme encantado no fundo do mar, tivesse o
desprazer de ver em torno do seu túmulo os que não foram
fiéis a sua história.

    O povo saberá distinguir os que o admiram e respeitam, dos
 que usufruem indevidamente da sua obra, com seus mal-
feitos e suas “fichas sujas”.

    Os episódios atuais envolvendo os Ministérios da República
 comprometem lamentavelmente filiados inocentes e
muita gente honesta que ainda existem nos partidos
políticos.
 
O mais trágico e profundamente lamentável diz respeito ao Ministério do Trabalho e ao PDT. Eles não podem respingar na figura limpa e admirável de Leonel Brizola.
Alguns áulicos, serviçais e mesmo felizardos por terem de alguma forma mantido contato pessoal com sua figura, não podem usá-lo como protetor de trambiqueiros, ladrões de pirulito, chopims de partido, gente sem modos, inconvenientes, e que a história conta que sempre se serviram do partido o PDT, impedindo o seu crescimento.   
Brizola não merece ser citado nestes fatos que nada tem à ver com sua conduta pessoal e política.
Acorda Dilma !!!
Saudações Democráticas.
 

Da série: A casa da Mãe Joana

by Cangablog
 

 
 
A série A Casa da Mãe Joana criada por este blog, vem fazendo o maior sucesso entre o público leitor. A referida série destaca como os políticos tratam o dinheiro público na nossa casa: a bela e Santa Catarina.

Continuam metendo a mão no nosso bolso e assaltando os cofres públicos despoduradamente. Desta vez, foi a mixaria de R$ 300 mil doados a um tal projeto "Mirando o Alvo", do Clube de Caça e Pesca Alberto Scheidt, de Criciúma.

O projeto Mirando o Alvo não aparece em lugar nenhum na internet e acho que na verdade está mirando o cofre do estado.

Esta é mais uma sangria patrocinada por uma das famigeradas Secretarias de Desenvolvimento Regional, criadas por Luiz Henrique da Silveira.


 

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