terça-feira, 29 de novembro de 2011

Polícia considera que suspeito de matar travesti em SP é serial killer


Bruno Araujo
Do G1 SP

Crime aconteceu em maio deste ano, na Barra Funda. Ex-PM foi condenado em 1993 pela morte de três travestis.

O ex-policial militar suspeito de matar um travesti na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, em maio deste ano é considerado pelo delegado responsável pelas investigações um assassino em série. Preso nesta terça-feira (29) em sua casa no Imirim, Zona Norte da capital paulista, o homem de 47 anos já havia sido condenado em 1993 pela morte de três travestis, o que causou sua expulsão da PM.

"Por suas vítimas terem um perfil similar, ele pode ser considerado um serial killer", afirmou o delegado Maurício Guimarães Soares, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil. Além dos quatro casos atribuídos ao ex-policial, ele também é suspeito de matar outros três travestis entre 1992 e 1993.
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Segundo Soares, o suspeito estava livre desde março deste ano, após cumprir pena de 14 anos em regime fechado e de quatro anos em regime semiaberto. Inicialmente, sua pena era de mais de 50 anos.
De acordo com o delegado Antonio Carlos Desgualdo, o ex-PM utilizou o mesmo procedimento em todos os casos. "Ele abordava as vítimas como se estivesse interessado em um programa. Depois de conversar um pouco, ele as agredia e atirava à queima-roupa".
Segundo o policial, em maio o homem usou uma moto e um revólver calibre 38 no crime. A arma ainda não foi localizada. Os crimes anteriores aconteceram nos bairros do Tatuapé, Ipiranga e Lapa. Ainda de acordo com a polícia, o ex-PM nega todos os assassinatos.
O suspeito irá responder por homicídio qualificado e pode ficar preso de 12 a 30 anos. Os delegados acrescentaram que ele será investigado por outros assassinatos de travestis entre 2004 e 2011, período em que ele cumpria pena em regime semiaberto. O ex-PM também é réu por conta do massacre de presos ocorrido no Complexo Penitenciário do Carandiru, em 1992.

Cidade de São Paulo é atingida por mais de 700 raios durante temporal

Do G1 SP

Regiões mais afetadas foram as zonas Norte e central.
Município ficou em estado de atenção nesta terça-feira.


Raio cai perto do Pico do Jaraguá (Foto: Andre Penner/Associated Press)

Raio atinge região perto do Pico do Jaraguá
(Foto: Andre Penner/Associated Press)
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 745 raios na cidade de São Paulo durante o temporal ocorrido na tarde desta terça-feira (29). As regiões mais atingidas foram as zonas Norte e central.
De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Inpe, os raios foram registrados entre 14h45 e 16h35. O número é considerado alto, mas não fora do comum.

Chuva

 A chuva forte que atingiu a São Paulo causou problemas no trânsito da cidade. Um alagamento na Avenida 23 de Maio chegou a bloquear quatro faixas da via no sentido Aeroporto de Congonhas, próximo à Praça da Bandeira.

O aeroporto do Campo de Marte, na Zona Norte, chegou a ficar meia hora fechado por conta da forte chuva. A interrupção nos trabalhos aconteceu das 15h30 até as 16h.
Toda a cidade de São Paulo chegou a entrar em estado de atenção durante a tarde. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura, as primeiras regiões afetadas foram as zonas Norte, Leste e central e a Marginal Tietê.
Os bairros mais atingidos foram a Vila Jacuí, Ermelino Matarazzo e Itaim Paulista, na Zona Leste, Tremembé, Tucuruvi e Santana, na Zona Norte, e a região da Avenida Paulista. Às 18h20, todos os estados de atenção haviam sido retirados.

Lei da Ficha Limpa volta à pauta do Supremo nesta quarta-feira

Débora Zampier
Da Agência Brasil, em Brasília


 

O julgamento da validade da Lei da Ficha Limpa, interrompido no último dia 9 de novembro por um pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa, deverá ser retomado amanhã (30) no Supremo Tribunal Federal (STF). As três ações que tratam do assunto foram incluídas na pauta desta quarta-feira pelo presidente da Corte, Cezar Peluso.

Ao pedir vista, Joaquim Barbosa disse que iria esperar a chegada da ministra Rosa Weber para trazer o caso de volta a plenário. Na ocasião, ele argumentou que faria isso para evitar possíveis constrangimentos na hipótese de novo empate entre os ministros, e o relator da matéria, Luiz Fux, disse que conversaria com Barbosa para tentar demovê-lo da ideia, uma vez que considerava o julgamento urgente. Rosa Weber foi indicada pela presidenta Dilma Rousseff para ocupar a vaga de Ellen Gracie, que se aposentou. Mas seu nome ainda tem que passar pelo Senado.

Barbosa liberou os processos para o plenário ontem (28). São três ações em análise, sendo que a principal é a da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A entidade pede que o STF declare a constitucionalidade de toda a lei da Ficha Limpa para que não haja dúvidas para as eleições do ano que vem.

O julgamento será retomado com o voto vista de Barbosa. Até agora, o único voto proferido é o de Fux, que fez uma defesa quase integral da lei. O ministro propôs apenas uma alteração: só ficariam inelegíveis políticos que renunciassem para escapar de possível cassação quando o processo no Conselho de Ética já estivesse em andamento.

A proposta foi rechaçada pelos defensores da lei, que viram a possibilidade de brecha para políticos escaparem da inelegibilidade. Em seguida, Fux admitiu que poderia mudar seu voto para adequá-lo à versão mais austera da norma.

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