segunda-feira, 28 de novembro de 2011

SDR fecha escola e abre presídio em Lages

by Cangablog
Sonho do secretário de desenvolvimento regional, Jurandi Agustini, é demolir a histórica escola Aristiliano Ramos para contruir a nova sede da SDR de Lages
 

Colégio Estadual Aristiliano Ramos fundado em 1936
Alguma coisa está errada em Santa catarina. Aqui se constroe prisões e se fecham escolas.
É o caso da Colégio Estadual Aristiliano Ramos, o mais tradicional de Lages, cidade do governador Raimundo Colombo. Lá encontraram uma função para os famosos cabides de emprego, as famigeras Secretarias de Desenvolvimento Regional: fechar escolas!

Acabei de ler no blog da Olivete Salmória que, por solicitação da Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros fez uma vistoria no Colégio e encontrou "graves problemas".

"Com, isso, a Defesa Civil notificou, na quinta-feira, a Secretaria Regional que determinou o cancelamento das matrículas para o próximo ano. A escola tem sérios problemas estruturais, sem contar o problema dos pombos que estão danificando a edificação e oferecendo riscos à saúde dos estudantes. Até o dia 29 de dezembro as aulas vão continuar normalmente e depois a instituição vai fechar suas portas".

Mas o que é mais incrível é que ao mesmo tempo em que se tira da cidade um espaço para educar cidadãos, se inaugura outro para deseducar: uma prisão. Colombo entrega à população lageana, dia 5 de dezembro, um novo presídio estalandito de novo. A obra do presídio reginal custou aos cofres públicos R$ 8,7 milhões.

Esta é a segunda escola estadual a ser fechada pelo governo Raimundo Colombo. A primeira foi a Escola Estadual Governador Celso Ramos, em Florianópolis.
A demolição do prédio histórico no centro de Lages já vem sendo planejada há tempos. É coisa pensada!
Em 1 de março de 2011 o secretário da SDR Jurandi Agustini, primo do governador Raimundo Colombo, em entrevista à imprensa lageana manifestava taxativamente o seu desejo de demolir o Colégio Aristiliano Ramos, para ali instalar a sede da Secretaria de Desenvolvimento Estadual. Coisa de gênio! O plano começa a ser executado!

Pobre do país que constroe mais presídios do que escolas!!!!

HISTÓRIA

O Colégio Estadual Aristiliano Ramos foi testemunha de um histórico fato político de Santa Catarina. Lá pela década de 50, era prefeito de Lages o sobrinho de Aristiliano e irmão de Nereu Ramos, Vidal Ramos Jr.
Reza a lenda, que o então secretário de segurança de SC, o udenista Laerte Ramos Vieira, despachou uma força policial para Lages, com a missão de retirar um polêmico ponto de táxi instalado na frente do colégio.
Ao chegar na praça João Costa, a força policial encontrou o "Tio"Vida, como era chamado, sentado no capô do primeiro táxi da fila.
Como bom lageano, "Tio" Vida não aceitou o cabresto da capital. Com a camisa aberta e o peito à mostra bradou:
- Daqui o ponto de táxi só sai com o meu cadáver. Pode atirar!

O ponto foi retirado somente 30 anos depois com a contrução do Calçadão da Praça João Costa.

Comentário:


Olá Sérgio.
Boa tarde,

Gostaria de parabenizá-lo pela matéria, este tipo de iniciativa não é a primeira e nem será última, pois estamos sofrendo isso aqui. Atualmente estamos em um dos colégios fechados pelo Governo Luís Henrique que é o Prof Otília Cruz na Coloninha. Perante o Governo invadimos o colégio, perante a sociedade e a comunidade estamos dando continuidade as atividades que por hora teriam que ser feitas pelos o Governo.

Atualmente atendemos cerca de 150 jovens em estado de vulnerabilidade e 40 (melhor idade) em 10 oficinas sem recurso nenhum, somente com uma parceria da Escola de Samba Unidas da Coloninha que através de um projeto futebol apresentado ao FIA recebe a alimentação dos jovens desta oficina, passamos por muitas dificuldades por não ter a cessão de uso do espaço.

No nosso facebook todo história.
Parabéns pela matéria.

Bem, se cobras fossem canibais... a briga seria de titãs.... by deise

                             


O fotógrafo Dida Sampaio registrou uma cena digna de documentário de vida animal numa calçada no Lago Sul, em Brasília





Negado hábeas a homem que se dizia pastor e estuprou crianças


Extraído de:
Espaço Vital
Ele foi denunciado por três famílias. Meninas confirmaram em depoimentos à polícia que ele conseguia a confiança das famílias dizendo que as levaria para a igreja.

A 5ª Turma do STJ negou habeas corpus a João Francisco Ribeiro da Silva que se apresentava como pastor da Igreja Maranata e que foi acusado de estupro de crianças, em Santa Catarina. Ele está preso.
O relator, ministro Março Aurélio Bellizze, considerou bem fundamentada a decisão que determinou a prisão do acusado, baseada na garantia da ordem pública, em razão de haver a possibilidade de que novos crimes fossem cometidos e de ameaças contra testemunhas. A decisão foi unânime.
Em seu voto, o ministro ressaltou que "a prisão preventiva não é incompatível com o princípio fundamental da presunção de inocência, quanto mais porque está alicerçada em elementos concretos, conforme demonstram as circunstâncias".
O juízo de primeiro grau verificou haver indícios de autoria e de materialidade do delito, e julgou indispensável a prisão para a garantia da ordem pública, tendo em vista a gravidade do crime e a periculosidade do acusado.
O ministro Bellizze salientou que "a autoridade policial relata que vítimas e familiares estão aterrorizados, devendo-se zelar pela preservação destes". Se os fatos mencionados na origem são compatíveis e legitimam a prisão preventiva, nos termos do artigo 312 do Código de Processo Penal, não há ilegalidade a ser sanada nesta via excepcional, afirmou o relator. Para ele, o que importa neste momento são as afirmações do juiz, não sendo possível, por via transversa, debater em habeas corpus matéria de fato discutida na causa e decidida com base na prova dos autos.
É preceito constitucional que "ninguém será considerado culpado antes do trânsito em julgado da eventual condenação". (HC nº 169336 - com informações do STJ).
Mais detalhes
* A Igreja Cristã Maranata, de Itapoá (SC), se manifestou oficialmente, durante o inquérito policial, sobre o aposentado João Francisco Ribeiro da Silva, que teria se apresentado como pastor da instituição para depois supostamente abusar sexualmente de meninas em Itapoá. O advogado Carlos Itamar Coelho Pimenta - em nome da igreja - sustenta que o aposentado não tem vínculo algum com a instituição.
* Pimenta afirmou que a igreja é aberta ao público, mas atua com membros nominativos. E não consta o nome de João Francisco nos registros da instituição. Mas ele não soube confirmar se o aposentado frequentou ou não os cultos com crianças. Fiéis da igreja garantem que ele apenas visitava algumas vezes o local, durante os encontros.
* A Igreja Maranata afirma que o único vínculo da instituição com o aposentado João Francisco era um contrato de locação da casa onde funcionava o templo. João Francisco era o locador. Segundo a entidade religiosa, "as pessoas que evangelizam e trabalham na Igreja Cristã Maranata são voluntárias e têm outros empregos fora e não há uma pessoa específica que seria o pastor".
* João Francisco foi denunciado por três famílias. Meninas entre nove e onze anos confirmaram em depoimentos à polícia que ele abusava sexualmente delas e conseguia a confiança das famílias dizendo que as levaria para a igreja. Com base no depoimento de uma delas, o delegado Rodrigo Carriço Lemes pediu a prisão preventiva do suspeito. Duas meninas fizeram o exame de corpo de delito para confirmar se houve violência sexual.

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