No Brasil, a triagem sorológica por meio desses testes é feita em todos os bancos de sangue desde 1993. Ainda existe, portanto, um contingente de pessoas que podem progressivamente engrossar essas estatísticas, caso não seja feito o diagnóstico precoce. O Ministério da Saúde alerta as pessoas que se submeteram à transfusão ou a transplante antes de 1993 para que procurem uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e realizem o teste. A hepatite é uma inflamação do fígado. Pode ser contraída por vírus ou pela ingestão excessiva ou inadequada de medicamentos, de álcool e de drogas. As hepatites virais são mais comuns do que as tóxicas e identificam-se por seus agentes causadores. Os tipos mais conhecidos da doença são: A (HVA), B (HVB), C (HVC), E (HVE) e Delta - esta se desenvolve somente em associação com a hepatite B. As hepatites B, C e Delta podem evoluir para a forma crônica (mais grave), levando alguns portadores à cirrose e ao câncer de fígado. Cada uma das hepatites apresenta sua forma de contágio, prevenção e tratamento. Existe vacina para a hepatite B. Aplicada em três doses oferecidas gratuitamente, integra o calendário vacinal do Sistema Único de Saúde (SUS). Para hepatite C não existe vacina, mas há tratamento gratuito aos contaminados. Detecção - Os cientistas descobriram o vírus da hepatite C em 1989 e, no início da década de 90, surgiram testes sorológicos que identificam a presença da infecção. "Desde então, interrompeu-se a contaminação em transfusões de sangue e transplantes", lembra a coordenadora do Programa Nacional de Hepatites Virais, Gerusa Figueiredo. Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, o que está aumentando, portanto, é o número de detecção de casos. "A imprensa e o ministério têm divulgado melhor o que é a doença. A partir disso, as pessoas avaliam se foram expostas às formas de contaminação e procuram as unidades de saúde para fazer o diagnóstico", observa Gerusa. Como a doença demora anos para se manifestar, a taxa de mortalidade de hoje reflete uma situação de 20 a 30 anos atrás. Na década de 70, houve uma grande expansão nos serviços de alta complexidade, como os transplantes e outros procedimentos onde havia necessidade de transfusões sanguíneas. Naquele contexto, pode ter ocorrido um elevado índice de contaminação pelo vírus da hepatite C. A hepatite C é causada por um vírus transmitido por sangue contaminado. Em circunstâncias raras, ocorre a transmissão por via sexual e a transmissão vertical (da mãe gestante para o filho). Na maioria das vezes, a doença é silenciosa e assintomática e pode ser detectada apenas por exames laboratoriais. Em outros casos, as manifestações da infecção hepática se assemelham aos de uma gripe, como fraqueza e mal estar. Algumas vezes, o doente pode apresentar olhos e pele amarelados e urina escura. Exame - A hepatite C merece atenção especial dos serviços de saúde e da população porque pode evoluir para a forma crônica. A maioria dos portadores só percebe que está doente anos após a infecção, quando esse processo já ocorreu. Se o vírus não for eliminado pelo sistema de defesa do organismo - o que acontece, em alguns casos - há grandes chances de em 20 ou 30 anos a doença se transformar em uma cirrose e em câncer no fígado. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas que se submeteram à transfusão de sangue ou transplantes antes de 1993 procurem um serviço de saúde para fazer exame de sangue. Se o diagnóstico for positivo, o paciente será encaminhado para uma unidade de média complexidade para a realização de exames mais especializados e para a biópsia hepática. A partir daí, o portador terá direito ao tratamento oferecido gratuitamente pelo SUS. O governo federal trabalha para estruturar os serviços de saúde de modo a que seja possível detectar a doença precocemente. "Só assim teremos a esperança de que as pessoas que se infectaram antes de 1993 recebam tratamento adequado e não apresentem, daqui a algum tempo, um quadro mais grave em conseqüência da hepatite C", alerta Gerusa. O tratamento para hepatite C é feito por meio da substância imunobiológica Interferom (antiviral produzido pelo organismo humano e que combate o vírus causador da doença) e de um medicamento (ribavirina). "A cada 100 pacientes infectados, 80% não eliminam o vírus. Desse total, em média 25% precisarão de tratamento. Dos que recebem tratamento, de 50% a 80% alcançam a cura", informa Gerusa Figueiredo. O sucesso do tratamento varia de acordo com alguns fatores, como o genótipo do vírus, e o estágio da doença. No início do tratamento as pessoas podem ter efeitos colaterais, como dores no corpo, náuseas, febre e até depressão. É preciso que o paciente tenha sempre um acompanhamento médico e faça periodicamente avaliações clínicas. Caso esse tratamento não seja eficaz, o transplante de fígado pode ainda ser uma opção. Prevenção enfoca algumas pessoas Certos grupos sociais recebem atenção especial do Ministério da Saúde para abordagem das hepatites B e C. Como a triagem sorológica nos bancos de sangue praticamente interrompeu a transmissão da hepatite C por essa via, hoje as ações de prevenção primária - ou seja, aquela que evita que a pessoa se contamine - são focadas para grupos que ainda se expõem a risco, como usuários de drogas. Em relação à hepatite B, por ser uma doença sexualmente transmissível, o SUS fornece a vacinação contra esse vírus para pessoas de até 19 anos e também para outros grupos de maior vulnerabilidade, como transgêneros, população indígena, profissionais do sexo e pessoas presas. O trabalho desenvolvido em cada um desses grupos utiliza linguagem adaptada, exemplos do cotidiano e requer ações específicas. O contato do índio com as drogas e o sexo desprotegido, assim como a população em geral, é uma das vias de transmissão importante para as hepatites B e C. O uso de drogas injetáveis torna a pessoa mais vulnerável ao vírus, já que é recorrente o uso de seringas e materiais cortantes. Para evitar novos casos da doença, o Ministério da Saúde recomenda a utilização de material esterilizado ou descartável em serviços de saúde, salões de beleza e nas lojas de tatuagens e colocação de piercings. O ministério também alerta para o não compartilhamento de agulhas e seringas. E lembra que é indispensável o uso de preservativos nas relações sexuais, pois embora a hepatite C raramente seja transmitida por essa via, outras doenças podem ser evitadas, como é o caso da hepatite B. Serviço:O Ministério da Saúde oferece tratamento gratuito aos portadores do vírus da hepatite C por meio da distribuição de medicamentos de alto custo e do atendimento ambulatorial e hospitalar. Para ter direito ao tratamento, a pessoa deve receber o diagnóstico da doença. São 250 centros de testagem e aconselhamento (CTAs), treinados para oferecer exame. Quando se identifica um portador, ele é encaminhado aos serviços de maior complexidade para aprofundar a investigação clínico laboratorial e receber tratamento, caso necessário. As autoridades de saúde recomendam às pessoas que se submeteram a transfusão ou a transplante, antes de 1993, que procurem uma unidade de saúde para obter o diagnóstico. |
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
A propósito
Tribunais de Contas são comandados por suspeitos em ações
by cangablog
Três presidentes de TCEs deixaram seus cargos; em sete Estados, chefes dos órgãos são alvos de questionamentos. Para cientista político, conselheiros escolhidos pelo Legislativo têm dificuldade de julgar as contas de forma isenta
Felipe Bächtold e Cíntia Acayaba, Folha de S. Paulo
Reduto de ex-políticos semiaposentados, Tribunais de Contas dos Estados são presididos por suspeitos envolvidos em operações da Polícia Federal e réus em processos que tramitam na Justiça.
Três presidentes desses órgãos de fiscalização tiveram que deixar seus cargos nos últimos meses por suspeitas de irregularidades. Em ao menos sete Estados, o atual comando do órgão também é alvo de questionamentos.
A Procuradoria-Geral da República assinou há duas semanas o pedido de afastamento do presidente do TCE do Rio de Janeiro, Jonas Lopes de Carvalho, ao denunciá-lo por suspeita de envolvimento em irregularidades apuradas na Operação Pasárgada, da Polícia Federal.
Dezesseis prefeitos foram presos na ação, de 2008
L.A deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Surgem as digitais de Júlio Garcia nos escândalos ...":
Não é o Júlio Garcia que quer ser o Presidente do Tribunal de "Faz de Contas"?
Não era melhor colocar o "Jorge Bornhausen" como Presidente?
Até quando mandarão no Estado?
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem
Não era melhor colocar o "Jorge Bornhausen" como Presidente?
Até quando mandarão no Estado?
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem
JÚLIO GARCIA NÃO DEVERIA TER SE DADO COMO IMPEDIDO NO PROCESSO?
POR QUE FEZ VOTO DIVERGENTE NO PLENÁRIO PARA LIBERAR A CONTRATAÇÃO DO DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO ELETRÔNICO?
COM TUDO ISSO APRESENTADO PODE ESTAR AÍ A EXPLICAÇÃO.
AQUELE É UM TRIBUNAL DE "FAZ DE CONTAS" MESMO.
POR QUE OS CONSELHEIROS ACOMPANHARAM O JÚLIO GARCIA E LIBERAM A COISA APOIANDO O VOTO DIVERGENTE?
POR QUE FEZ VOTO DIVERGENTE NO PLENÁRIO PARA LIBERAR A CONTRATAÇÃO DO DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO ELETRÔNICO?
COM TUDO ISSO APRESENTADO PODE ESTAR AÍ A EXPLICAÇÃO.
AQUELE É UM TRIBUNAL DE "FAZ DE CONTAS" MESMO.
POR QUE OS CONSELHEIROS ACOMPANHARAM O JÚLIO GARCIA E LIBERAM A COISA APOIANDO O VOTO DIVERGENTE?
Surgem as digitais de Júlio Garcia nos escândalos da SEA
by CangaBlog
Nome do conselheiro do Tribiunal de Contas de SC é citado aos quatro ventos na cidade. Os leitores do Cangablog estão cada vez mais afinados. Pessoas que falam com conhecimento de causas estão tocando "de ouvido" com o blog. É o famos entrosamento "sintonia fina".O Cangablog hoje, não se resume apenas ao jornalista Sérgio Rubim, mas a uma associação de pessoas interessadas em mostrar, à população, a podridão existente nos porões dos órgão públicos e, principalmente, identificar os donos dos tentáculos que penetram nos cofres públicos para saquear o dinheiro de cidadãos honestos e pagadores de impostos.
Nesta trama que envolve dois casos escandalosos de corrupção na Secretaria de Administração (DOE e contrato da Saúde) começa aparecer as digitais do conselheiro do Tribunal de Contas, Júlio Garcia, como um dos grandes manipuladores de gente colocada estratégicamente em setores chaves da administração estadual.
Após as denúncias sobre negócios do secretário Milton Martini, na Secretaria da Administração, o nome de Júlio Garcia não parou mais de ser citado, na rua, por telefone, e-mail ou comentário no blog, Júlio Garcia é o nome do momento. Voz corrente nos meios adminitrativos, políticos e da mídia, o poder do Conselheiro Garcia se ramifica pela Administração, passa pelo setor de informática da Alesc, Celesc e no próprio Tribunal de Contas.
Abaixo comentários dos novos "sócios" do cangablog:
Pior do que a contratação do Diário Oficial Eletrônico foi a contratação do Consórcio Santa Catarina que irá administrar a gestão do plano dos servidores estaduais, uma vez que o Diário Eletronico custará na sua totalidade R$ 1.900.000 mil e o consórcio receberá mensalmente a bagatela R$ 3.800 milhões por no mínimo 5 anos rejustados.
Perguntas para serem respondidas pela dona Irene dona do consórcio, ex secretaria de Dalmo Oliveira, Sec. adj. Nelson Nappi (coordenador da contratação) e pelo Sec. Milton Martini:
1. Quem elaborou o termo de referencia para a contratação do consórcio se não houve a participação dos técnicos da casa?
2. Quem elaborou o questionário de avaliação utilizado no processo licitatório utilizado para análise das amostras e que eliminou os demais concorrentes do certame, se não teve a participação dos técnicos da casa?
3. Por que em Santa Catarina vai se pagar para a prestadora de servico de gestão do plano R$ 22,00 por pessoa, se em outros estados como Mato Grosso o valor pago é a metade, para administrar uma carteira 3 vezes menor, matéria disponível na internet. Será que isso não caracteriza superfaturamento?
Quanto a nota de apoio ao Srs. Martini/Nappi não foi só o presidente da associação o beneficiado com transposição de cargo da educação para a administração. Sua esposa também foi beneficiada com a gratificação da SEA.
Sobre a cartinha de solidariedade ao Secretário Martini:
Vou relembrar ou refrescar a memoria para que todos saibam:
O presidente Manoel Martins de Medeiro, vulgo MANECA, da Associação dos Servidores da SEA que assumiu recentemente este “posto”, é nada mais nada menos que afiliado politico do Conselheiro do Tribunal de Contas Júlio Garcia. Pois bem, vamos por partes:
1- Ele era servidor da EDUCAÇÂO e foi efetivado na SEA (Secretaria Estadual de Administração) onde os salários e as gratificações são maiores.
2- O Diretor Adjunto da SEA, NELSON NAPPI, além de afiliado politico é também afiliado de batismo do Conselheiro Júlio Garcia.
3- A Secretária de Gabinete do Martini e do NELSON NAPPI é a Lúcia Garcia
(irmã do Conselheiro Júlio Garcia).
4- Esta associação não representa nem 1/3 dos servidores da SEA, mas tem
um status “pomboso” para ser servir de laranja, como é o exemplo
desta nota de solidariedade publicada de apoio ao MARTINI, uma nota “plantada”.
5- O MANECA ter assinado esta nota de “APOIO” nada mais é do que a cobrança pelo favor de ter sido efetivado na SEA, afinal nada é de graça. Ou estes caras acham que todos nós, os servidores e homens de bem, somos idiotas ou eles realmente se acham acima da lei… é uma vergonha ver publicado este tipo de nota em um jornal tão sério como o DC e nos principais blogs de comentaristas sérios de Santa Catarina.
Claudinei Bortoncelo
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