sábado, 18 de fevereiro de 2017

Veneno lá fora, comida no Brasil.


Veja 10 coisas proíbidas lá fora e consumidas por nós brasileiros.

Diversos produtos químicos comumente encontrados em nossos alimentos são muito prejudiciais e chegaram até a ser proibidos lá fora
Muitos aditivos de alimentos, sejam eles industrializados ou não, são considerados perigosos para o consumo e, por isso, são bastante limitados pelos órgãos de inspeção de alimentos. Alguns desses aditivos são tão prejudiciais que são proibidos em certos países. Veja quais são alguns deles e o que levou governos a tomarem decisões drásticas.

1. Salmão de aquicultura

A ração deste tipo de salmão pode conter diversos aditivos que deixam resíduos na carne, podendo prejudicar até suas qualidades visuais, como cor e textura – então qual é a solução que os produtores encontraram? Mais aditivos para disfarçar os efeitos dos primeiros, principalmente a cantaxantina. Ela é um antioxidante encontrado naturalmente em algas e provê a cor rosada aos animais que a consomem, além de ajudar o sistema imunológico. Até aí, tudo bem; no entanto, a cantaxantina sintética, feita a partir de componentes petroquímicos e vendida em mercados de alimentos de animais pode trazer consequências graves. Ao comer salmão de cativeiro, você também ingere a cantaxantina sintética, cujos efeitos adversos podem resultar em problemas de visão, anemia, náuseas e diarreia.
Tudo isso sem contar o impacto ambiental que a substância causa: ela pode aumentar o número de parasitas, como o piolho de peixe e, juntamente com medicamentos usados nos tanques para inibir doenças nos peixes, acabar, devido ao mecanismo de seleção natural, fortalecendo micro-organismos causadores de enfermidades – estes podem se deslocar pela água e encontrar salmões selvagens, infectando-os e matando-os.

2. Ractopamina

A ractopamina é adicionada à ração de animais de produção, principalmente dos suínos, para ajudar no seu desenvolvimento muscular. Ela é proibida em mais de 50 países porque não há pesquisas suficientes que comprovem sua segurança, mas é permitida pelo Codex Alimentarius dentro de certos limites. No Brasil, os maiores produtores de carne não utilizam a ractopamina na ração de seus animais porque os importadores não aceitariam, mas muitos ainda insistem em defender o aditivo.
O composto pode ser excretado em fezes animais, se espalhar por campos fertilizados e assim chegar até a água.
Apenas um estudo foi realizado sobre os efeitos nos seres humanos. Foram observados a elevação do ritmo cardíaco e palpitações. Segundo o FDA (órgão norte-americano responsável pelo controle de alimentos), os efeitos nos animais incluem toxicidade e outros risco de exposição, como mudanças de comportamento e problemas cardiovasculares, reprodutivos e endócrinos. A substância também é associada aos altos níveis de estresse no animal, hiperatividade, membros fraturados e morte.

3. Corantes artificiais

Corantes artificiais, que são proibidos na Noruega, Áustria, Finlândia, Reino Unido e na França (e restritos no resto da União Europeia) ainda são encontrados em todos os outros países, em itens como queijos, doces, refrigerantes e muitos outros. O problema desses corantes é que são feitos com elementos derivados do petróleo e do alcatrão e são muio associados a vários tipos de câncer, inclusive no cérebro.
Uma pesquisa feita pela FSA (Agência de Normas Alimentares do Reino Unido, em tradução livre) sugere que o consumo de certos corantes artificiais e do conservante benzoato de sódio pode estar ligado ao aumento de hiperatividade no caso de algumas crianças. De qualquer forma, é importante lembrar que a hiperatividade também é associada a muitos outros fatores em adição a certas atividades, portanto, uma dieta supervisionada pode ajudar a administrar o comportamento hiperativo, mas pode não ser uma solução completa. Outros fatores podem incluir parto prematuro, genética e a própria criação.
Na União Europeia, os corantes artificiais são proibidos em cinco países e, nos outros, uma advertência deve ser colocada em toda comida ou bebida que contenha qualquer uma das seis cores – amarelo crepúsculo (E110), amarelo de quinoleína (E104), azorrubina (E122), vermelho 40 (E129), tartrazina (E102) e ponceau 4R (E124). A embalagem deve conter um aviso alegando que pode haver um efeito adverso na atividade e atenção em crianças. No Brasil, são permitidas cinco das seis cores (amarelo crepúsculo, azorrubina, vermelho 40, tartrazina e ponceau 4R).

4. Frango contaminado com arsênico

Arsênico é uma substância comprovadamente cancerígena, mas é componente comum em medicamentos usados na criação de aves – tem várias finalidades (desde tratamento de doenças até aceleração do crescimento animal). Dos quatro medicamentos que eram utilizados, três foram proibidos no Brasil em 2013 (o que restou é a única alternativa para tratar uma doença chamada histomonose, que costuma atingir perus). Na União Europeia, não se utiliza nenhum deles.
O arsênico aprovado pelo FDA (dos EUA) é orgânico e não causa câncer. No entanto, estudos indicam que o arsênico orgânico pode se transformar em arsênico inorgânico, o que pode gerar câncer e também migrar para lençóis freáticos, contaminando a água.
Este aditivo está banido da União Europeia desde 1999, mas ainda é vendido no Brasil e em outros 14 países.

5. Olestra

Proibido no Reino Unido e Canadá, o olestra é uma gordura adicionada aos salgadinhos prontos para consumo ou que precisam ser aquecidos, como a pipoca de micro-ondas. Ele é um lipídeo sintetizado que frita alimentos e não é absorvido pelo organismo, ou seja, o corpo não acumula calorias em forma de gordura. É considerado perigoso, pois não só evita a gordura indesejada a partir de alimentos, mas também diminui a capacidade do organismo de absorver as vitaminas A, D, E e K. Alguns efeitos colaterais podem ser cólicas, gases e diarreia.
O FDA aprovou o olestra sob a condição de que o fabricante colocasse um aviso sobre a existência do componente no produto. Por fim, ele foi direcionado para produção de tintas e lubrificantes.
No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite o uso do olestra em produtos alimentícios desde que seja colocado um aviso na rotulagem com os dizeres “este produto pode ter aditivo laxativo”. No Reino Unido e no Canadá, o olestra é proibido.

6. Óleo vegetal bromado (BVO, na sigla em inglês)

O BVO é produzido a partir da adição de moléculas de brometo no óleo comum. É proibido em mais de 100 países e muito limitado nos que ainda permitem. Seu consumo a longo prazo está relacionado a muitas doenças.
Inicialmente feito como retardante de chamas em espuma de colchão, hoje a substância é mais comumente encontrada em refrigerantes. Atua como um aditivo estabilizante. garantindo que os elementos não se separem durante o processo de fabricação.
O excesso de bromo no organismo pode desencadear diversos riscos à saúde dos consumidores, como hipotiroidismo, distúrbios de memória, enfraquecimento, tremores, paranoia aguda e bromismo (sintomas do bromismo: perda de apetite, dor abdominal, fadiga, acne, arritmia cardíaca, infertilidade).

7. Hormônio sintético rbST

A somatotropina recombinante bovina (rbST) é uma versão sintética da somatotropina, o hormônio do crescimento, que é usado em vacas para aumentar a produção de leite. Os resíduos deste aditivo no leite que consumimos já foram associados a infertilidade, fraqueza muscular e câncer de mama e próstata, além de mastite (inflamação das mamas) nas vacas.
É proibido na União Europeia, Canadá, Japão e Oceania. Nos Estados Unidos, é legalizado, porém, sob a restrição de que apresente no rótulo “contém rbST”.

8. Bromato de potássio

Olha o bromo aqui de novo. Mas desta vez, com um uso diferente. Enquanto o BVO está em isotônicos e refrigerantes, o bromato de potássio é usado na panificação, diminuindo o tempo necessário para assar a massa. É proibido na China, Canadá e União Europeia. Também foi proibido no Brasil.
International Agency for Research on Cancer (IARC – Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, em tradução livre), órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), classificou o bromato de potássio como um agente possivelmente cancerígeno para humanos.
Essa substância é proibida por lei federal em qualquer quantidade nas farinhas, em preparo de massas e nos produtos de panificação. O uso é considerado crime hediondo, a substância pode causar câncer em fetos se ingerida por gestantes, problemas nos rins, danos ao sistema nervoso, problemas na tireoide, desconforto gastrointestinal e câncer. Uma boa maneira de identificar o pão com bromato de potássio é verificar se ele esfarela com facilidade.

9. Azodicarbonamida (ADA)

A ADA pode induzir à asma e existem apenas cinco países no mundo que não proíbem este composto, que é utilizado para clarear a farinha e o plástico. O que um componente do plástico está fazendo no meio da nossa comida? Definitivamente, não deveria estar lá.
Também é utilizado pela indústria química na fabricação de solas de borracha de sapatos e tapetes de ioga. Na indústria alimentícia, ele é utilizado em pães e foi proibido em diversos países por ser potencialmente prejudicial à saúde. Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) feito em 1999, o composto pode causar problemas respiratórios, como asma e irritações de pele. No Brasil, a azodicabonamida é legalizada nos padrões de 0,004 g por 100 g de farinha.

10. Conservantes BHA (hidroxianisole butilado) e BHT (hidroxitolueno butilado)

Em 2011, o relatório sobre agentes cancerígenos do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, do Programa Nacional de Toxicologia dos EUA, afirmou que o BHA “é razoavelmente previsto para ser um carcinógeno” e o BHT pode causar intoxicações sistêmicas. Esses conservantes estão em gomas de mascar, cervejas, cereais e até na carne, para evitar a rancificação de óleos e a oxidação  São proibidos no Japão e em grande parte da Europa.
(Via agência de notícia)

MULHER COLOCA VENENO NO CAFÉ DA AMIGA POR INVEJA “ELA ERA FELIZ E CASADA”



A indonésia Jessica Kumala Wongso, de 28 anos, foi presa acusada de matar envenenada sua amiga, Wayan Mirna Salihin, de 27, na praça de alimentação de um shopping no centro de Jacarta, capital do país. Jessica colocou cianeto no café de Wayan, que teve convulsões e acabou morrendo no hospital. O crime, segundo a Justiça indonésia, foi premeditado. Ela teria planejado o assassinato porque Wayan era “casada e feliz”.

Jessica tinha dito e expressado “inveja e raiva” da amiga, segundo testemunhas. Ela acabou julgada e foi considerada culpada por um tribunal em Jacarta na última quinta-feira (27).





O crime aconteceu em janeiro de 2016 e chocou o país. Jessica, que morava na Austrália mas sempre viajava para a Indonésia, andava com Wayan, de quem ficara próxima, desde o final de 2015, logo após se conhecerem.

Um ano antes, Jessica tinha sido abandonada pelo namorado. Ela sofria de depressão e, segundo jornais locais, tomava remédios para outros “distúrbios psicológicos”

Já a amiga Wayan, mais conhecida como Mirna, estava feliz. Era casada com Arif Soemarko. Quando Jessica conheceu Arif, passou a sentir raiva e ódio da amiga, como declararia depois à polícia



“Algo foi disparado dentro de mim”, diria Jessica, na época em que foi presa, logo após ser acusada de envenenar a amiga no shopping.

Uma câmera de segurança do shopping em Jacarta registou o momento em que as duas chegaram juntas a um café.

Jessica colocou, segundo a polícia, 300 mg de cianeto no café da amiga. Cerca de 120 mg já são suficientes para matar uma pessoa com as características da vítima.



Mirna caiu no piso da cafeteria logo após tomar um gole da bebida misturada ao veneno. Teve convulsões e foi levada ao hospital, onde morreu horas depois.

Jessica foi presa e negou o crime quando foi detida, chocou o público ao aparecer diversas vezes sorrindo.

Imagens de Jessica dando risada a caminho do prisão foram compartilhadas pelas redes sociais e estamparam jornais do mundo todo.




Jessica acabou sendo condenada a 20 anos de prisão. Especulava-se na imprensa local que ela fosse condenada à morte. Mas, como ela morava na Austrália, acabou recebendo essa sentença — contestada pela defesa e pela acusação, que vão recorrer.

O governo do país fez um acordo com o da Austrália, que contribuiu na investigação do crime; Somente por esse motivo ela não foi sentenciada à morte, informa o jornal britânico Daily Mail.




No momento em que recebeu o veredito, Jessica demonstrou, outra vez, frieza: “Essa decisão não é justa e nem parcial”. Ela afirmou que não aceita a sentença e que não cometeu “crime algum e nada está provado”.

O advogado de Jessica, Otto Hasibuan, argumentou que o júri e os magistrados estavam “sob forte influência da opinião pública ao declararem sua cliente como culpada”.

O pai de Mirna, Darmawan Salihin, também deu entrevistas na época do crime a jornais australianos: “Sempre me senti desconfortável em relação a Jéssica. Era não era exatamente afável e não era muito gentil. Me parecia fria e distante”. Ele disse que chegou a pedir que a filha parasse de andar com a amiga.

“Achava que ela podia fazer alguma coisa contra ela. Mas era só uma sensação de pai”, afirmou.

Fonte e reprodução: Hora 7 / Daily Mail

O sacerdote



by Ziraldo

Sempre fui palpiteiro. Só virei mesmo um aspite profissional de uns tempos para cá. Aspite, vocês sabem, é o nome correto para a profissão de assessor de palpite. É um neologismo, como o famoso aspone que o Carlinhos de Oliveira criou e que já está registrado no dicionário do Houaiss.

A diferença entre aspone e aspite é que a profissão do segundo não é remunerada. Continuando, apesar disso, minha brilhante carreira, pretendo, hoje, dar um palpitão da maior importância.
Antes, porém, para que vocês vejam que meus palpites têm fundamento " recomendo a leitura de um livro que está na praça chamado "O Aspite" " quero lembrar alguns deles, os de maior impacto, ainda que de pequena eficiência, pois nunca funcionaram como eu sonhava.

Um pouco antes do fim da censura geral no Brasil, no começo da abertura do Geisel, o Fernando Barbosa Lima estreou na TV Tupi, para todo o território nacional, um programa chamado, justamente, "Abertura". Aproveitei o espaço que ele abriu para mim e danei a dar palpites.

O primeiro, me lembro, foi para sugerir a criação da Piscobrás. Seria uma empresa estatal (como a Petrobrás) só para cuidar da criação nacional de peixes na Amazônia " tambaqui, tucunaré e pirarucu " que poderiam alimentar o Brasil inteiro, com muito mais proteínas do que o melhor filé de boi.
(Pirarucu é um bacalhau que não precisa de heroísmo português para chegar à nossa mesa " é, inclusive, muito mais macio " e tambaqui dá até pra fazer churrasco ao ar livre. E com uma vantagem a mais: peixe não precisa de pasto, não morre na enchente nem pega aftosa!)

O outro palpite foi o de mandar todo mundo plantar flores. Onde tem flor, ninguém joga lixo. Viajando pelo mundo, a gente descobre que o hino brasileiro mente quando diz que nossos bosques têm mais flores.Primeiro: não temos nem bosques, temos capoeiras e grotões; segundo: flor, a gente só tem a buganvile que, aqui, nasce como mato.O Brasil podia estar todo coberto de buganviles, de todas as cores, que não precisa nem de ser aguada. Vai passear na África do Sul pra você ver o que é um país florido.

Da cidade do Cabo até Elizabethville tem uma estrada parecida com a avenida Niemeyer " só que ao contrário: o mar fica à direita de quem vai " que, no lado da pedra, durante mais de cem quilômetros, não tem um centímetro sequer, sem flor. Flor não cobra pra nascer.A gente podia florir este país todo se tivesse um pouquinho de gosto. Ah, sim: este palpite até que funcionou: o prefeito de Brasília " como é que ele se chama" " resolveu fazer Brasília parecer com Orlando, na Flórida. Há mais flor em Brasília do que em 200 Belorizontes.

Outro palpite. Foi o do macarrão vitaminado. Vi, um dia, na televisão, uma mulher de rua fazendo sopa de papelão para os filhos: "O papelão engrossa o caldo." " ela explicou.
Aí, falei: macarrão se cozinha até com jornal; se o caminhão cair na estrada, aproveita-se tudo; se não cozinhar, pode-se comer cru; se passar do ponto, vira angu; se der caruncho, não tem problema, caruncho é pura vitamina C.
Por que o governo não inventa um macarrão vitaminado e enche a barriga do brasileiro de macarrão vitaminado" " foi o que pensei. O presidente era o Itamar, meu amigo e conterrâneo, aí, mandou me chamar.

Fui para Brasília com o Betinho e fizemos um vasto banquete de macarrões vitaminados com os burocratas do governo que eram responsáveis diretos pela questão da fome.Com toda a aprovação do Betinho, derrubaram a minha tese de amador. Imagina: dar palpite numa área de especialistas! E inventaram ainda que eu estava a serviço da Rhodia, que fabricava a vitamina. Só tivemos um ganho: o governo incluiu o macarrão na cesta básica, onde ele ainda não tinha entrado.Aliás, não sei se tiraram o feijão da cesta. Feijão demora dois dias pra cozinhar, gasta carvão, lenha ou gás: não é comida de pobre, vocês tinham notado".

O outro palpite que também causou alguma discussão foi o da Criação do Serviço Nacional da Perereca. Ou da mobía, como querem alguns.Metade das enxaquecas brasileiras, grande parte do aspecto doentio de nosso povo, das dores nas juntas, das artrites, da preguiça e do encosto, meus amigos, é o foco dentário!Quando eu era menino, achava que tinha raça humana com dente branco e raça humana com dente preto, tantas eram as gigantescas cáries da população de minha pobre cidade. Ni que arrancaram todos os dentes de um tio encostado que eu tinha, ele virou derrubador.

Derrubador é aquele cara que cobrava dez mil réis pra acabar com uma capoeira em uma semana com um machado só, de tanta saúde que tinha. Acabemos com o foco dentário que a gente resolve metade dos problemas de saúde deste país.Vocês podem dizer que esta é uma idéia cruel, mas acho que o incômodo de uma dentadura, é muito menor do que uma alimentação diária de pus, que é o que o foco dentário fornece ao organismo do brasileiro.

Cheguei a ser convidado por dentistas para falar sobre isto. Mas vieram com as contra-partidas: dentadura também faz mal à vida. A minha pergunta é: na mesma medida que faz um dente podre" E outra pergunta: dá tempo de tratar canal de cem milhões de brasileiros"

Bom, teve mais um monte " na área de educação, então, nem eu mesmo güento " mas, os que citei, me parecem, foram os mais notórios. Agora, vamos ao meu derradeiro " até agora " e mais importante palpite. É o seguinte: eleitor, brasileiro, para o novo Congresso de seu país, não reeleja ninguém!!!
Não dê seu voto a ninguém que já esteja neste Congresso que está aí. Renove todo mundo! Ah " alguém dirá ", mas tem muita gente boa no Congresso. É verdade, mas são muito poucos. Vamos ter que ter uma visão bíblica: sofram os justos pelos pecadores.

Os 20 ou 30 sujeitos sérios, amantes da pátria, verdadeiros sacerdotes da ação política, tão necessária à felicidade de uma Nação, vão me desculpar, mas temos que ser drásticos diante de um país que chegou ao estágio de degradação política a que chegamos.E acrescento mais: não votem em branco. Pelo amor de Deus! Votar em branco não é protestar. É fugir da responsabilidade cívica que temos, cada um de nós. O voto em branco favorece o candidato fisiológico, o que compra voto, o candidato de sempre. Olha: eu exagerei!!!

Esqueçam a Bíblia: tem gente no Congresso que merece ficar: os intransigentes, os verdadeiros. Procurem saber quem são eles. Estão nos pequenos partidos que não se vendem " poucos " e têm feito do seu mandato, uma verdadeira missão.Ser deputado é uma escolha: sua vida é dura e feita de renúncias! O deputado verdadeiro tem que ser um sacerdote!

Biografia de Ziraldo


Ziraldo (1932) é um cartunista, desenhista, jornalista, cronista, chargista, pintor e dramaturgo brasileiro. É o criador do personagem de quadrinhos infantil “O Menino Maluquinho”. Foi um dos fundadores da revista humorística “O Pasquim”.

Ziraldo Alves Pinto nasceu em Caratinga, Minas Gerais, no dia 24 de outubro de 1932. Seu nome vem da combinação dos nomes de sua mãe, Zizinha e o de seu pai Geraldo. Desde criança já mostrava seu talento para o desenho. Com seis anos teve um desenho seu publicado no jornal Folha de Minas.

Ziraldo estudou no Grupo Escolar Princesa Isabel. Em 1949 foi com a avó para o Rio de Janeiro, onde estudou por dois anos no MABE (Moderna Associação de Ensino). Em 1950 retornou para Caratinga e concluiu o científico no Colégio Nossa Senhora das Graças.
Carreira

A carreira de Ziraldo começou na revista “Era Uma Vez”, quando fazia colaborações mensais. Em 1954, começou a trabalhar no jornal “Folha da Manhã” (hoje Folha de S. Paulo), desenhando em uma coluna de humor.

Em 1957 foi para a revista O Cruzeiro, publicação de grande prestígio na época. Nesse mesmo ano, formou-se em Direito na Universidade Federal de Minas Gerais. Em 1958, casou-se com Vilma Gontijo. Com quem teve três filhos, Daniela, Antônio e Fabrízia.

Em outubro de 1960, Ziraldo lançou a primeira revista brasileira de quadrinhos e colorida, de um só autor, intitulada “Pererê”. As histórias da revista já vinham sendo publicadas em cartuns nas páginas da revista O Cruzeiro, desde 1959.

As histórias se passavam na floresta fictícia “Mata do Fundão”. A publicação da revista durou até abril de 1964, quando foi suspensa pelo regime militar. Em 1975, a revista foi relançada com o nome de “A Turma do Pererê”, mas só durou um ano.


Em 1963, Ziraldo ingressou no Jornal do Brasil. Nessa época, em plena ditadura militar, lançou os personagens “Supermãe”, “Mineirinho” e “Jeremias, o Bom”, homem atencioso, elegante, vestido com terno e gravata e que estava sempre disposto a ajudar os outros. O personagem marcou as charges fazendo críticas os costumes e o comportamento da época.



Em 22 de junho de1969, foi lançado o semanário “O Pasquim”, um tabloide de humor e de oposição ao regime militar, que renovou a linguagem jornalística, do qual participavam diversas personalidades importantes, como os cartunistas Jaguar e Henfil, os jornalistas Tarso de Castro e Ziraldo, entre outros.

Em novembro de 1970, toda a redação do jornal foi presa depois da publicação de uma sátira do célebre quadro do Dom Pedro às margens do Rio Ipiranga. A publicação, que fazia muito sucesso, circulou até 11 de novembro de 1991.

Em 1969, Ziraldo lançou seu primeiro livro infantil “Flicts”, que relata a história de uma cor que não encontrava seu lugar no mundo. Nesse livro usou o máximo de cores e o mínimo de palavras. Nesse mesmo ano, recebeu o Prêmio Nobel Internacional do Humor, no 32.º, no Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas.

Em 1980, Ziraldo lançou o livro "O Menino Maluquinho" um dos maiores fenômenos editoriais no Brasil. O menino maluquinho é uma criança, que vive com uma panela na cabeça, é alegre, sapeca, cheio de imaginação e que adora aprontar e viver aventuras com os amigos.

Em 1981, o livro recebeu o "Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro". Em 1989, começou a publicação da revista e das tirinhas em quadrinhos do personagem. A obra serviu de inspiração para adaptações no o teatro, televisão, quadrinhos, videogames e cinema.



As obras de Ziraldo já foram traduzidas para diversos idiomas e publicadas em revistas conhecidas internacionalmente, como a inglesa "Private Eye", a francesa "Plexus" e a americana "Mad". Em 2004, Ziraldo ganhou, com o livro "Flicts," o "Prêmio Internacional Hans Christian Andersen". Em 2008, Ziraldo recebeu o "VI Prêmio Ibero Americano de Humor Gráfico Quevedos".

Em 2009, foi lançado o livro “Ziraldo em Cartaz”, que reúne cerca de 300 ilustrações para peças elaboradas pelo cartunista. Em 2016, Ziraldo recebeu a Medalha de Honra da Universidade Federal de Minas Gerais.

    Obras de Ziraldo
  • Flicts (1969)
  • Jeremias, o Bom (1969)
  • O Planeta Lilás (1979)
  • O Menino Maluquinho (1980)
  • A Bela Borboleta (1980)
  • O Bichinho da Maçã (1982)
  • O Joelho Juvenil (1983)
  • Os Dez Amigos (1983)
  • O Menino Mais Bonito (1983)
  • O Pequeno Planeta Perdido (1985)
  • O Menino Marrom (1986)
  • O Bicho Que Queria Crescer (1991)
  • Este Mundo é Uma Bola (1991)
  • Um Amor de Família (1991)
  • Cada Um Mora Onde Pode (1991)
  • Vovó Delícia (1997)
  • A Fazenda Maluca (2001)
  • A Menina Nina (2002)
  • As Cores e os Dias da Semana (2002)
  • Os Meninos Morenos (2004)
  • O Menino da Lua (2006)
  • Uma Menina Chamada Julieta (2009)
  • O Menino da Terra (2010)
  • Diário de Julieta (2012)

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