quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Crise com PT faz Dilma vetar divulgação de programa de governo

Tarja - Eleições 2014
Política

Decisão é mais do que estratégia para evitar ataques dos adversários: propostas do Planalto não se encaixam com as defendidas pelo partido

A presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, concede entrevista no Palácio da Alvorada, em Brasília
A presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, concede entrevista no Palácio da Alvorada, em Brasília (Pedro Ladeira/Folhapress)
Mais do que à estratégia de evitar dar "munição" aos adversários para críticas, a decisão da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) de não divulgar seu programa de governo se deve a uma crise interna com o PT. É o que informa reportagem desta quinta-feira do jornal Folha de S. Paulo. Alas do partido defendem propostas contrárias às do Planalto, como a revisão da Lei de Anistia, o fim do fator previdenciário e a redução da jornada de trabalho.
Embora nunca tenha se posicionado oficialmente sobre o tema, durante todo seu mandato Dilma tem evitado a votação, pelo Congresso, de proposta que reduz a jornada de trabalho. Também não está disposta a abrir mão do fator previdenciário, a menos que seja instituída idade mínima para aposentadoria. Quanto à Lei de Anistia, a presidente teme, segundo a reportagem, abrir uma crise com as Forças Armadas. De acordo com o jornal, quando soube dos pontos defendidos pela legenda, Dilma decidiu barrar a divulgação de seu programa de governo.
A campanha da petista adotou a estratégia de não publicar um documento e de "dosar" na TV a apresentação das suas propostas. Além do temor de desgaste com o partido, a avaliação do comitê é de que apresentar neste momento um texto justificando as políticas adotadas nos últimos anos e apresentando um plano para o próximo mandato poderia dar munição aos adversários e abrir um flanco sobre o qual eles se debruçariam pelos próximos dias. Foi o que se deu com Marina Silva, candidata do PSB à Presidência. A ex-senadora se tornou alvo de ataques em razão das erratas que teve de divulgar em relação ao plano revelado em 29 de agosto - a principal delas retirava do texto causas caras ao movimento gay.
Dilma deve se encarregar de assumir compromissos pontuais, a exemplo do que fez quando defendeu a criminalização da homofobia. Ela mesma já disse recentemente que não haverá a divulgação de uma redação unificada de seu programa de governo, que nas palavras dela "será moderno e estará na televisão". Desde o início do processo eleitoral, a campanha petista trabalha em 25 textos setoriais que embasarão a defesa das políticas adotadas nos governos do PT e também para as promessas que serão apresentadas. 
by Veja

Dilma pede licença para matar. Ou: Petista promete mais quatro anos iguais aos últimos quatro se reeleita! Ou: Destruir para conquistar; conquistar para destruir


15/09/2014 às 6:05
A presidente-candidata Dilma Rousseff não quer saber de “coitadinhos” disputando a Presidência da República. Deixou isso muito claro numa entrevista coletiva concedida ontem, no Palácio da Alvorada, enquanto mordomos invisíveis, pagos por nós, administravam-lhe a casa. A rigor, vamos ser claros, a presidente nunca acreditou nem em “coitados” nem na inocência. Ou não teria pertencido a três organizações terroristas que mataram… inocentes! A propósito, antes que chiem os idiotas: isso que escrevo é
a: ( ) verdade;
b: ( ) mentira.
Quem decidir marcar a alternativa “b” já pode se despedir do texto porque não é só um desinformado; é também um idiota — e não há razão para perder o seu tempo com este blog. Para registro: ela cerrou fileiras com o Polop, Colina e VAR-Palmares. Sigamos.
Na quinta-feira passada, informou a Folha, ao se referir aos ataques que vem recebendo do PT, Marina Silva, candidata do PSB à Presidência, chorou. Os petistas não abrem mão de desconstruir a imagem da ex-senadora e de triturar a adversária, mas temem que ela se transforme numa vítima e acabe granjeando simpatias. Na entrevista deste domingo, Dilma tratou, ainda que de modo oblíquo, tanto da campanha negativa que o PT vem promovendo contra a peessebista como das lágrimas da adversária. Afirmou:
“A vida como presidente da República é aguentar crítica sistematicamente e aguentar pressão. Duas coisas que acontecem com quem é presidente da República: pressão e crítica. Quem levar para campo pessoal não vai ser uma boa presidente porque não segura uma crítica. Tem de segurar a crítica, sim. O twitter é o de menos. O problema são pressões de outra envergadura que aparecem e que, se você não tem coluna vertebral, você não segura. Não tem coitadinho na Presidência. Quem vai para a Presidência não é coitadinho porque, se se sente coitadinho, não pode chegar lá”.
Entenderam? Dilma está dizendo que a brutalidade é mesmo da natureza do jogo, avaliação que, em larga medida, remete a personagem de agora àquela militante do passado, quando grupos terroristas se organizaram contra a ditadura militar. Ou por outra: não havia, de fato, “coitadinhos” naquele embate. Eu sempre soube disso — e já o afirmava mesmo quando na esquerda. É por isso que a indústria de reparações — exceção feita aos casos em que pessoas já rendidas foram torturadas ou mortas pelo Estado — é uma vigarice intelectual, política e moral.
Dilma, obviamente, sabe que o PT faz campanha suja ao associar a independência do Banco Central à falta de comida na mesa dos brasileiros. Dilma sabe que se trata de uma mentira escandalosa a afirmação de que o programa de Marina tiraria R$ 1,3 trilhão da educação. Em primeiro lugar, porque não se pode tirar o que não existe; em segundo, porque Marina, se eleita, não conseguiria pôr fim à exploração do pré-sal ainda que quisesse.
E que se note: a presidente-candidata, que não apresentou ainda um programa final, deixou claro que considera desnecessário fazê-lo e, a levar a sério o que disse, aguardem mais quatro anos do mesmo caso ela vença a disputa. Leiam o que disse:
“O meu programa tem quatro anos que está nas ruas. Mais do que nas ruas, está sendo feito. Hoje estou aqui prestando contas de uma parte do meu programa. Eu não preciso dizer que vou fazer o Ciência sem Fronteiras 2.0, a segunda versão. Eu não preciso assumir a promessa, porque fiz o primeiro. A mim tem todo um vasto território para me criticar. Tudo o que eu fiz no governo está aí para ser criticado todo o santo dia, como, aliás, é. Todas as minhas propostas estão muito claras e muito manifestas”.
A presidente, sem dúvida, pôs os pingos nos is. Se ela ganhar mais quatro anos, teremos um futuro governo igualzinho a esse que aí está. Afinal, segundo diz, o seu programa já está nas ruas, já está sendo feito. O recado parece claro: nada vai mudar.
Dilma voltou a falar sobre a independência do Banco Central, fazendo a distinção entre “autonomia” — que haveria hoje (na verdade, não há) e “independência”, conforme defende Marina. Segundo a petista, a proposta de Marina criaria um Poder acima dos demais.
Vamos lá: discordar sobre a natureza do Banco Central é, de fato, próprio da política. E seria muito bom que o país fizesse um debate maduro a respeito. Mas, obviamente, não é isso o que faz o PT. Ao contrário: o partido aposta no terror e no obscurantismo. Pretende mobilizar o voto do medo e da ignorância. Quanto ao pré-sal, destaque-se igualmente: seria positivo se candidatos à Presidência levassem adiante um confronto de ideias sobre matrizes energéticas. Mas quê… De novo, os petistas investem apenas no benefício que lhes pode render a ignorância.
Dilma segue sendo, essencialmente, a mesma, agora numa nova moldura: “o mundo não é para coitados, não é para os fracos”. E, para demonstrar força, se preciso, servem a mentira e o terror. Hoje como antes. O PT também segue sendo o mesmo: quando estava na oposição, transformava o governo de turno na sede de todos os males e de todos os equívocos. No poder há 12 anos, agora o mal verdadeiro está com a oposição. Seu lema poderia ser “Destruir para conquistar; conquistar para destruir”.
Dilma pede licença para matar. Nem que seja uma reputação.
Por Reinaldo Azevedo

Mulheres eram obrigadas a provar comida de Hitler para evitar envenenamento do Führer

Aos 96 anos, sobrevivente alemã conta como era a vida de 'provadora oficial' do líder nazista

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Aos 96 anos, Margot Wölk decidiu revelar como era a vida de provadora oficial de refeições de Hitler - / AP

RIO - Aos 25 anos Margot Wölk era a provadora oficial de refeições de Adolf Hitler. A missão da jovem alemã era evitar que o Führer evitasse de ingerir comida envenenada. Essa incrível história foi revelada nesta semana pela própria Wölk, que agora tem 96 anos. Em entrevista ao canal de TV de Berlim RBB, ela rompeu o silêncio de décadas e contou como era seu cotidiano junto a outras 15 jovens na "Toca do Lobo", bunker nazista na Polônia.

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- Algumas das meninas derramavam lágrimas quando começavam a comer, mas nós tínhamos que comer tudo. Os militares já ficavam esperando que nós ficássemos doentes horas depois das refeições. Mas depois de tudo, chorávamos feito cães, porque sempre sobrevivíamos - disse Wölk à RBB.

Wölk contou sua história no mesmo apartamento de Berlim onde nasceu em 1917. Filha de um funcionário ferroviário alemão, ela teve uma juventude despreocupada e tinha amigos judeus antes de os nazistas chegarem ao poder em 1933.



A jovem chegou à posição de provadora oficial de alimentos de Hitler por acidente. Em 1941, sua casa foi bombardeada em Berlim, e seu marido foi para o front do exército alemão. A jovem procurou então a mãe na cidade prussiana de Parcz, situada atualmente na Polônia, a cerca de 400 km a leste da capital da Alemanha. Era exatamente ali que ficava a "Toca do Lobo" de Hitler.

O prefeito da cidade, aliado dos nazistas, forçou Wölk a se tornar provadora. Todos os dias, um guarda da SS a buscava junto com outras meninas em um ônibus especial e as levava para uma escola, onde o grupo tinha que provar as refeições de Hitler.

- A segurança era tão forte que eu nunca cheguei a vê-lo (Hitler) em pessoa. Eu só vi seu cão alsaciano, o Blondi.

Temores de atentados contra Hitler não eram infundados. Em 20 de julho de 1944, um grupo de oficiais do exército alemão tentou assassinar o líder nazista ao detonar uma bomba na "Toca do Lobo". Cerca de cinco mil alemães suspeitos de envolvimento no episódio foram executados. Por conta disso, Wölk foi forçada a se mudar para um prédio fortemente vigiado onde ela continuou provando a comida do Führer.

No final de 1944, com o avanço do Exército Vermelho da União Soviética, Wölk conseguiu a ajuda de um soldado da SS para escapar. Ela foi encontrada em um trem usado pelo ministro da Propaganda nazista Joseph Goebbels, e fugiu para Berlim.

Mas nem mesmo o fim da Segunda Guerra foi suficiente para acabar com o horror na vida da provadora de alimentos. Assim como muitas mulheres alemães, Wölk sofreu abusos dos soldados soviéticos que ocupavam Berlim.

- Eles nos arrastaram para o apartamento de um médico. Nós fomos estupradas lá por 14 dias seguidos. Foi um inferno na terra. O pesadelo nunca vai embora

Um oficial britânico chamado Norman ajudou a jovem se recuperar dos traumas. No entanto, meses depois, ele voltou à Grã-Bretanha, embora enviasse cartas à jovem pedindo para ela se juntar a ele em solo inglês. Mas Ms Wölk lhe disse que queria esperar e descobrir se o marido Karl ainda estava vivo.

E eis que, em 1946, Karl apareceu repentinamente em sua porta, depois de permanecer detido em um campo soviético de prisioneiros de guerra. Ele pesava 45 quilos, tinha uma bandana em volta da cabeça e estava irreconhecível. O casal tentou viver uma vida normal, mas a guerra tinha deixado marcas permanentes em ambos.

O casal se separou anos depois. Karl morreu em 1990. Wölk vive sozinha com suas lembranças desde então.


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