domingo, 2 de fevereiro de 2025

Sinal físico sugere que alguém é psicopata, segundo estudo


Quando você ouve a palavra “psicopata”, pode pensar em criminosos notórios como Jeffrey Dahmer ou Ted Bundy. Mas não é tão simples assim.


O que é um Psicopata?

Os psicopatas são considerados como tendo uma forma grave de transtorno de personalidade antissocial. Segundo o NHS, esse transtorno é um “tipo particularmente desafiador de transtorno de personalidade”, marcado por comportamento impulsivo, irresponsável e frequentemente criminoso.

O NHS explica: “Alguém com transtorno de personalidade antissocial geralmente será manipulador, enganador e imprudente, e não se importará com os sentimentos de outras pessoas.” Esses indivíduos podem explorar, manipular ou violar os outros sem qualquer preocupação ou arrependimento. Eles têm dificuldades em controlar a raiva e culpam os outros por seus problemas. Em resumo, eles são profundamente e inequivocamente desagradáveis.

Aqui estão alguns outros sinais a serem observados:Respostas indiferentes ao sofrimento ou angústia dos outros:

1. Psicopatas não mostram empatia. Se alguém está com dor, eles podem nem se importar.

2. Sem remorso após machucar os outros ou quebrar regras: Eles não se sentem mal por suas ações, seja machucar alguém ou quebrar a lei.

3. Mentira patológica: Eles mentem muito e são muito bons nisso.

4. Manipuladores: Eles usam as pessoas para conseguir o que querem sem nenhum remorso.

5. Atividades arriscadas ou perigosas: Eles adoram correr riscos e frequentemente se envolvem em comportamentos perigosos.

6. Falta de planejamento: Eles tendem a deixar as coisas para a última hora e não pensam no futuro.

7. Irresponsabilidade: Eles não cumprem promessas ou planos.

8. Charme superficial: Eles podem ser muito charmosos, mas é tudo superficial.

9. Falta de interesse na escola ou no trabalho: Eles geralmente não se importam com seu desempenho na escola ou no trabalho.

10 Vangloriar-se frequentemente: Eles adoram se gabar de si mesmos.

11 Dificuldades com relacionamentos: Eles têm dificuldades para manter amizades e relacionamentos românticos.

1 Potencial para comportamento violento ou ilegal: Eles podem se envolver em atividades violentas ou ilegais.

O Único Sinal Indicativo

Existe uma ação específica que pode ajudar a identificar um psicopata, e tem a ver com os movimentos da cabeça. Um estudo publicado na 200ª edição do jornal Personality and Individual Differences, em janeiro, descobriu que pessoas com altos níveis de psicopatia movimentam menos a cabeça ao falar com aqueles que têm níveis mais baixos de psicopatia.

Esse tipo de comunicação era comum em homens com transtorno de personalidade antissocial e igualmente comum em mulheres. Como notado anteriormente pelo IFLScience, “Estudos anteriores identificaram uma série de sinais reveladores surpreendentes na linguagem corporal dos psicopatas.”

Homens com altos níveis de psicopatia também usam mais gestos com as mãos e têm piscar de olhos em rajadas curtas em comparação com aqueles com pontuações mais baixas.

Outros Principais Sinais de Psicopatia

Lembre-se, apenas porque alguém exibe alguns desses traços não significa que seja um psicopata. Existem outras razões pelas quais as pessoas podem ser violentas ou se envolver em atividades criminosas. Então, antes de começar a suspeitar do seu amigo, considere o contexto maior.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Pampsiquismo, uma teoria fantástica sobre a consciência


O pampsiquismo é uma teoria disruptiva apresentada por alguns filósofos e neurocientistas. Ele postula que a consciência humana é apenas uma das muitas formas de consciência no universo conhecido.



O pampsiquismo é uma teoria segundo a qual tudo o que existe tem alguma forma de consciência. Isso inclui animais e plantas, mas também objetos inanimados. Não estamos falando de uma dessas estranhas teses que saem de algum canto esotérico, mas de uma abordagem apresentada por grandes filósofos e neurocientistas.

A ideia predominante hoje é que apenas um cérebro altamente desenvolvido, como o humano, pode dar origem ao fenômeno da consciência. O pampsiquismo não compartilha dessa ideia e, em vez disso, aponta que tudo o que existe tem algum grau de autoconsciência, embora não seja a mesmo que a dos humanos.

Embora o assunto seja polêmico e o debate esteja longe de terminar, a verdade é que ocorreram alguns marcos que começam a mostrar que o pampsiquismo é muito mais do que uma teoria passageira. Um exemplo disso é a Declaração de Cambridge, na qual a consciência em animais foi expressamente discutida.

“ A crença de que apenas os seres humanos são capazes de experimentar qualquer coisa conscientemente é absurda […] Até mesmo um verme pode ter uma sensação muito vaga de como é estar vivo.”-Christof Koch, neurocientista-

O pampsiquismo defende que tudo tem uma consciência ou alma.

Pampsiquismo, o que é?

O pampsiquismo é uma teoria que afirma que tudo que compõe o universo tem algum tipo de experiência interna e alguma forma de consciência. Nem todos os pampsiquistas são tão radicais. Alguns apenas introduzem seres vivos, incluindo micro-organismos, em suas categorias, enquanto outros acreditam que existe alguma consciência mesmo em um grão de areia.

Na verdade, não estamos falando de uma nova teoria. Tales de Mileto estava convencido de que tudo na existência tinha consciência. Dessa ideia nasceu a famosa frase: “tudo está cheio de deuses”. Platão pensou algo semelhante, assim como Leibniz, Spinoza e Bertrand Russell.

Giordano Bruno, na Idade Média, dizia que tudo deveria ter “uma alma” ou um “princípio vital”. Porém, com o avanço do positivismo, o pampsiquismo passou para segundo plano. Essa teoria só voltou a ganhar força até a década de 1970, com figuras como os filósofos Thomas Nagel e, sobretudo, David Chalmers.

O mistério da consciência

David Chalmers, um dos filósofos que mais estudou o pampsiquismo, aponta que a consciência, apesar dos avanços, não deixou de ser um assunto obscuro sobre o qual ainda temos muito a saber. Indica que, em termos gerais, pode-se falar de um problema “fácil” e de um “difícil” em relação ao consciente.

O problema fácil da consciência é explicar cientificamente os fenômenos conscientes. Por exemplo, identificar o momento e a forma como o olho capta uma cor, observando as partes do cérebro que são ativadas. O difícil é que não há como saber como cada sujeito vive internamente essa situação. Em outras palavras: como você vê o vermelho? O que você vê é o mesmo que eu vejo?

Em última análise, o que Chalmers e o pampsiquismo estão falando é que existem experiências internas em cada sujeito, e talvez objeto, que não são detectáveis por meio das ferramentas disponíveis para a ciência. Esse “algo” que escapa dos registros seria a consciência, vista como uma experiência individual. Não só Chalmers, mas o grande neurocientista americano Christof Koch, apontou que todos os seres vivos sabem que estão vivos.

Muitos filósofos e cientistas aderiram ao pampsiquismo ao longo da história.

E os objetos inanimados?
Como já indicamos, o pampsiquismo mais radical fala de uma espécie de consciência mesmo em objetos inanimados. Em que se baseia essa ideia que à primeira vista parece absurda? Keith Frankish publicou um artigo em 2016 no qual aborda esse interessante tema.

Frankish é professor do Programa Cérebro e Mente da Universidade de Creta, na Grécia. Em seu artigo ele aponta que um elétron tem massa e carga (matéria e energia). A massa é expressa como resistência à aceleração e a carga como resposta a campos eletromagnéticos. Isso descreve o que acontece com um elétron, mas não diz o que é um elétron. Não há como saber como ele próprio se percebe.

O pampsiquismo é uma daquelas teorias que podemos chamar de contraevidente. O senso comum diz que só há vida se houver movimento e que só há consciência se houver pensamento nos termos em que nós humanos o entendemos. Alguns filósofos e neurocientistas pensam que não é assim. Certamente ouviremos muito sobre esse tema nos próximos anos.

by A mente é Maravilhosa

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Quatro argentinos são resgatados de trabalho escravo na colheita da uva na Serra Gaúcha

Fiscalização identificou condições precárias e que único acesso à água era em açude contaminado por esgoto

Água que abastecia as torneiras era captada de um pequeno açude junto à casa. Foto: Divulgação


Quatro trabalhadores de nacionalidade argentina foram resgatados nesta terça-feira (28) de condições análogas à escravidão em São Marcos, na região serrana do Rio Grande do Sul, durante uma operação coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com acompanhamento do Ministério Público do Trabalho (MPT-RS) e participação da Polícia Federal (PF). Os trabalhadores haviam sido trazidos para o Estado para trabalharem na colheita da uva.

Os resgatados são todos homens, com idades entre 19 e 38 anos, oriundos da província de Misiones, e ingressaram no Brasil via Dionísio Cerqueira (SC). Fiscalização identificou condições precárias de moradia | Foto: Divulgação

De acordo com o MPT-RS, eles estavam alojados em uma casa de madeira, bastante velha, com dois quartos que, segundo o depoimento dos trabalhadores, chegaram a abrigar 11 homens ao todo. Os trabalhadores dormiam em colchões no chão, não tinham armários ou quaisquer outros móveis para guardar seus pertences, a fiação elétrica estava exposta e em desacordo com as Normas Regulamentadoras.

Outro problema apontado era de acesso a água potável. A água que abastecia as torneiras era captada de um pequeno açude junto à casa, e toda água usada no banho e na descarga das instalações sanitárias era devolvida para o pátio, junto ao açude, formando um esgoto a céu aberto na entrada do imóvel e contaminando a água do açude que seria usada para o consumo dos trabalhadores. A fiscalização constatou que a água apresentava cor amarelada e odor fétido. Trabalhadores relataram sofrer com alergias cutâneas e diarreia.

Os trabalhadores relataram ter sido agenciados por um conterrâneo, o qual buscava trabalhadores na Argentina e os encaminhava a uma arregimentadora de serviços em São Marcos. Esta, por sua vez, havia prometido um trabalho bem remunerado, incluindo moradia.

Conforme o MPT-RS, ao chegar no local, os trabalhadores se depararam com a precariedade do alojamento e, ao final de uma semana de trabalho, quando deveriam receber pelos serviços prestados, a arregimentadora desapareceu sem efetuar o pagamento — o paradeiro atual é desconhecido.

As autoridades ouviram o produtor rural para o qual os argentinos trabalharam e ele informou que havia efetuado o pagamento da remuneração correspondente, o qual não foi repassado aos trabalhadores.

Na quarta-feira (29), o produtor firmou um Termo de Ajuste de Conjunta para garantir o pagamento das verbas trabalhistas e rescisórias devidas pela rescisão indireta dos contratos de trabalho. O Ministério do Trabalho e Emprego emitiu o seguro-desemprego para cada trabalhador resgatado, assegurando aos imigrantes argentinos o pagamento de 3 (três) parcelas de um salário-mínimo. A assistência social do município de São Marcos providenciou estadia e disponibilizou passagens para deslocamento dos trabalhadores, que não desejaram retornar à Argentina.

O resgate fez parte de uma operação mais ampla de fiscalização da colheita da uva que marcou o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Em fevereiro do ano passado, uma operação semelhante encontrou 22 trabalhadores argentinos também em condições análogas à escravidão em São Marcos.

De acordo com o MPT-RS, somente em 2025 oito trabalhadores já foram resgatados no RS.

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