segunda-feira, 9 de janeiro de 2023
Moraes afasta Ibaneis Rocha do governo do DF por 90 dias
Da Redação MIGALHAS
Na madrugada deste domingo, 8, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o afastamento do governador do DF, Ibaneis Rocha, por 90 dias. Além disso, ordenou que o acampamento de bolsonaristas golpistas na frente do quartel-general do Exército, em Brasília, seja desmontado.
A decisão do ministro, relator do inquérito dos atos antidemocráticos, atende a um pedido do senador Randolfe Rodrigues e da AGU, após vândalos apoiadores do ex-presidente Bolsonaro invadirem e depredarem o Congresso, o Palácio do Planalto e o prédio do STF.
"Assim, é razoável que, ao menos nesse primeiro momento da investigação, onde a manutenção do agente público no respectivo cargo poderia dificultar a colheita de provas e obstruir a instrução criminal, direta ou indiretamente por meio da destruição de provas e de intimidação a outros servidores públicos, se determine a suspensão do exercício da função pública."
Além disso, o ministro ordenou que o acampamento de bolsonaristas golpistas na frente do quartel-general do Exército, em Brasília, seja desmontado.
Ibaneis Rocha, governador do DF, será afastado por 90 dias.(Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress)
No documento, Moraes também faz referência a Anderson Torres, secretário de Segurança Pública do DF exonerado por Ibaneis na tarde de ontem, cuja responsabilidade está sendo apurada em petição separada.
"Na data de hoje, 8/1/2023, a escalada violenta dos atos criminosos resultou na invasão dos prédios do PALÁCIO DO PLANALTO, do CONGRESSO NACIONAL do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, com depredação do patrimônio público, conforme amplamente noticiado pela imprensa nacional, circunstâncias que somente poderia ocorrer com a anuência, e até participação efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido, que foi divulgado pela mídia brasileira."
Moraes diz, ainda, que os desprezíveis ataques terroristas à democracia e às instituições republicanas serão responsabilizados, assim como os financiadores, instigadores e os anteriores e atuais agentes públicos coniventes e criminosos, que continuam na ilícita conduta da prática de atos antidemocráticos.
"A Democracia brasileira não será abalada, muito menos destruída, por criminosos terroristas. A defesa da Democracia e das Instituições é inegociável, pois como ainda lembrado pelo grande primeiro-ministro inglês, 'construir pode ser a tarefa lenta e difícil de anos. Destruir pode ser o ato impulsivo de um único dia'."
Processo: Inq 4.879
domingo, 8 de janeiro de 2023
TBT 2017 - Um grupo ligado a sindicatos de policiais civis de todo o país invadiu o Congresso Nacional, na tarde desta terça-feira, em protesto contra a reforma da Previdência – que está em discussão na Câmara dos Deputados.
Polícia lançou bombas de gás lacrimogênio e gás de pimenta para dispersar manifestantes
18/04/2017 - 16h11minAtualizada em 18/04/2017 - 18h56min

Lula Marques / AGPT
Um grupo ligado a sindicatos de policiais civis de todo o país invadiu o Congresso Nacional, na tarde desta terça-feira, em protesto contra a reforma da Previdência – que está em discussão na Câmara dos Deputados.
A Polícia Legislativa utilizou bombas de efeito moral para barrar os manifestantes. Os sindicalistas conseguiram entrar na chapelaria do Congresso, no subsolo do prédio – um dos principais acessos de parlamentares, imprensa e público em geral.
Vidros foram completamente destruídos durante a confusão. A polícia forma um cordão de isolamento em frente ao local. Foram lançadas bombas de gás lacrimogênio e gás de pimenta. Há relatos de que pessoas passaram mal.
Uma pessoa foi detida e liberada logo em seguida, e não há registro de feridos. A segurança nas portarias foi reforçada, e a circulação entre o Senado e a Câmara foi restrita.
– Nós não somos bandidos, eles não podem nos tratar assim. Nós não somos daqui, não sabíamos por onde entrar – explicou Thelma Pacheco, diretora do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará, que estava entre os manifestantes que invadiram o prédio.
Depois do quebra-quebra na chapelaria do Congresso, os manifestantes deram a volta no espelho d'água e subiram a rampa do Congresso para tentar invadir o Salão Negro. A tropa de choque da Polícia Legislativa conseguiu conter o grupo fora do prédio, evitando maiores danos.
Segundo o Departamento de Polícia Legislativa, cerca de 500 pessoas participaram da tentativa de invasão. Os agentes estão analisando as imagens das câmeras de segurança para tentar identificar os responsáveis pelos danos ao patrimônio público.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a atitude dos manifestantes.
– A Polícia Civil deve estar nos Estados, protegendo as famílias brasileiras, e não depredando o patrimônio – disse.
Protesto de policiais

Mais cedo, sindicatos de policiais espalharam cruzes pelo gramado em frente ao Congresso Nacional, em BrasíliaMarcelo Camargo / Agência Brasil
Desde o final da manhã, o grupo formado por cerca de 3 mil policiais civis, militares, guardas municipais, entre outros profissionais da segurança pública de pelo menos cinco Estados – Minas Gerais, Ceará, Paraná, Espírito Santo e Santa Catarina –, estava posicionado em frente ao gramado do Congresso Nacional para protestar contra a proposta de reforma da Previdência. O texto original encaminhado pelo governo previa o fim da aposentadoria especial para a categoria.
O protesto foi organizado pela União de Policiais do Brasil (UPB), que pretendia protocolar um pedido de retirada dos policiais da proposta de reforma do governo. Havia também a previsão de uma reunião com integrantes da base aliada do governo.
*Rádio Gaúcha, com informações de agências
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