sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Filhas pedem liberdade do pai como "presente de Natal" e juiz atende


O magistrado Denis Bonfim, de Posse/GO, disse que ficou emocionado ao receber as cartinhas em seu gabinete.

Da Redação

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022A

Às vésperas do Natal, duas meninas ganharam um presentão do juiz Denis Bonfim, de Posse/GO. O pai delas foi colocado em liberdade após o magistrado ler e se emocionar com as cartinhas das pequenas pedindo a volta dele para casa.

"Seu juiz, manda meu pai de volta para casa antes do Natal por favor, estou com muita saudade dele", diz trecho do pedido.

O comerciante, de 34 anos, é dono de uma distribuidora de bebidas e foi acusado de tentar matar um homem a tiros por causa de uma dívida de R$ 600. Na avaliação do juiz, todavia, "não há elementos precisos que demonstrem indícios suficientes de autoria ou de participação do acusado" no crime.

O caso ganhou repercussão no último dia 6 de dezembro, após o próprio magistrado publicar uma das cartinhas em sua rede social.

"Esse foi o melhor Habeas Corpus que já recebi!! Eu sempre digo que não precisa escrever muito!! Prometo que irei olhar com toda atenção e critério com que vejo todos os outros", escreveu Denis Bonfim.

Carta escrita pelas meninas ao juiz.(Imagem: Divulgação)


Em entrevista à Folha de S. Paulo, o magistrado disse que ficou emocionado ao receber as cartas em seu gabinete, que foram entregues pelo advogado do réu.

"Quando ela escreveu 'Deus te proteja', isso me tocou especialmente, porque naquele momento ela estava desamparada e desprotegida precisando do seu provedor. Imaginei comigo: não posso protegê-la, mas talvez eu possa devolver a ela alguém capaz de fazer isso."

O pai das meninas já foi solto, depois de cinco meses preso, e poderá passar o Natal em casa na companhia da família.

Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/379140/filhas-pedem-liberdade-do-pai-como-presente-de-natal-e-juiz-atende

“A maioria dos Heterossexuais são Homoafetivos”


Coluna Era Sol Que Me Faltava -
Barriga Verde Notícias

Poucas coisas ofendem tanto um heterossexual que adora publicizar sua virilidade e dominância, do que sugerir que ele pode ser homoafetivo recalcado ou reprimido. Me recordo de ocasiões em que, talvez até por certa diversão maquiavélica, eu sentava na presença de colegas que só falavam de mulheres, carros e futebol, e sugeria que aquele era um tipo de amor sublime e elevado, a capacidade de sentirem-se tão bem uns com os outros, partilhar tão intimamente e tão alegremente de um modo que jamais concebem fazer com a própria esposa. No íntimo, eu me deleitava rindo da preocupação que se passava em seus olhares e da imediata necessidade de afirmarem-se machos.

Diverti-me recordando destas cenas ao ouvir um PodCast com participação do professor Leandro Karnal, em que ele afirmou: “A maior parte dos homens heterossexuais são homoafetivos, eles querem a mulher para o sexo, mas a conversa legal é com o amigo e dizem com frequência que a mulher é chata”. No consultório, são frequentíssimas as vezes em que clientes mulheres queixam da ausência do companheiro, que não sabe integrar-se à família, que sempre se envolve em atividades que sejam só para os homens, jogar futebol, ir ao bar, pescar ou o que quer que seja. A mulher é e continua sendo o objeto de desejo erótico destes homens, no entanto, o afeto é cultivado entre iguais.

Ao que consta, apenas cito porque desconheço os estudos, mas há uma filósofa e pesquisadora americana chamada Marilyn Frye, que estuda – isto que ela afirma como um fato – a cultura heterossexual como sendo homoafetiva. Se pararmos para pensar, é verdadeiramente raro encontrarmos casais que se conectam de tal modo que a afetividade e a intelectualidade caminhem em proximidade com a sexualidade, ou então, que estejam factualmente pautados sobre a admiração, o respeito e o afeto.

Quando entre eles, homens sentem-se mais livres, bebem, riem, jogam, falam sobre quase tudo – com ênfase para este ‘quase’, afinal, este “tipo” de hétero não têm muita tolerância para falar de sentimentos, emoções ou vivências de sofrimento, isto é, como possivelmente diriam: “coisa de gay ou mulherzinha”. Agora, colocando-se este espécime ao lado da esposa ou namorada, a seriedade toma conta, até certa feição de tédio, brota uma preocupação com o celular e uma ocupação com a televisão que torna o homem quase um autista. Da companheira, espera quase que exclusivamente uma servidão maternal e sexo (complicado é para a mulher conseguir ter tesão em alguém que é quase um filho).

Queria poder dispensar este parágrafo, mas como vivemos tempos chatos em que tudo é altamente ofensivo e pessoal. Finalizo esclarecendo que aqui não há generalizações e que apenas desejo lançar percepções. Última questão para concluir, se por algum acaso vier a sentir-se ofendido, sugiro que pense que ferida interior estas linhas tocaram. Ofender-se com o que quer que seja significa sempre que um ponto crucial do nosso Eu foi tocado.

Solange Kappes
Psicóloga CRP 12/15087
E-mail: psicologasolangekappes@gmail.com
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