quarta-feira, 26 de outubro de 2022

TSE forma maioria para absolvição da chapa Bolsonaro-Mourão

Corte eleitoral julga ações de investigação que acusam os vencedores do pleito de abuso do poder econômico por conta de disparos em massa de mensagens. Relator avaliou que não se evidenciou ilegalidade

Luana Patriolino
postado em 28/10/2021

(crédito: Isac Nóbrega/PR)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria contra as ações da cassação da chapa vencedora das eleições de 2018, formada pelo presidente Jair Bolsonaro e o vice, Hamilton Mourão. A Corte retomou na manhã desta quinta-feira (28/10) o julgamento que apura se os vencedores do pleito das últimas eleições cometeram abuso do poder econômico por conta de disparos em mensagens em massa.

Até o momento, o colegiado tem cinco votos contra as ações. Dois ministros ainda precisam votar. Na última terça-feira (26), o relator do julgamento, ministro Luís Felipe Salomão, se manifestou contra a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão.

O magistrado avaliou que não se evidenciou ilegalidade pela prática durante a campanha de Bolsonaro para atacar adversários no pleito, como alegava a chapa perdedora, liderada por Fernando Haddad (PT). Para Salomão, ficou caracterizada o uso de mensagens em massa e no Whatsapp, aplicativo de conversas, mas não se apresentou dados de abuso de poder econômico.

O ministro citou a existência de uma organização criminosa para espalhar informações falsas e atacar instituições democráticas. Salomão também lembrou que os fatos são apurados em um inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Luís Felipe Salomão deixa os autos do inquérito contra Bolsonaro e Mourão para o ministro Mauro Campbell, que assumirá o cargo de corregedor-geral do TSE a partir desta sexta-feira (29).

Levando-se em conta o histórico da Corte, a absolvição da chapa Bolsonaro-Mourão não é surpresa. O TSE jamais puniu um presidente da República com a cassação da chapa e as condenações costumam alcançar, sobretudo, governadores e prefeitos — no que se refere aos representantes do Poder Executivo.

Como votou cada ministro
Luís Felipe Salomão (relator): votou contra a cassação da chapa
Mauro Campbell Marques: votou contra a cassação da chapa
Sérgio Banhos: votou contra a cassação da chapa
Carlos Horbach: votou contra a cassação da chapa
Edson Fachin: votou contra a cassação da chapa

Atenção! Contém cenas de socialismo explícito; leia por conta e risco

Atenção! Contém cenas de socialismo explícito; leia por conta e risco
O texto que segue abaixo não é indicado para capitalistas, liberais e pessoas com baixa resistência ao comunismo, informa Ricardo Kertzman


Ricardo Kertzman - Estado de Minas
postado em 28/10/2021

(crédito: Sergio Lima / AFP)

"A Petrobras é uma empresa que só serve para gerar lucro para os acionistas. Uma empresa que hoje só presta serviços para os acionistas, mais ninguém. A chance de você perder algo é zero. Você compra ação de qualquer empresa e pode perder.

Na Petrobras você não perde nunca . Essa empresa é nossa ou de alguns privilegiados?."

Quem foi que disse isso ontem, quarta-feira (28/10), caro leitor: Lula da Silva, o meliante de São Bernardo; Ciro Gomes, o coroné cabra-macho; Miriam Leitão, a ‘terrorista comunista’; ou Jair Bolsonaro, o mito liberal, que veio para nos salvar do socialismo, ao lado de Paulo Guedes, o nosso indefectível (im)posto Ipiranga ?

Antes de eu responder, me permitam o seguinte comentário: qualquer empresa que se preza visa lucro para os acionistas. A Petrobras é uma empresa de capital misto, logo, não apenas precisa, como deve... gerar lucro! Mais ainda: a petroleira é uma das maiores, senão a maior, pagadoras de impostos do país, e também empregadoras.
Calma, digo já

Outra coisa: o imbecil que disse a besteira acima também disse que: ‘precisamos quebrar o monopólio da Petrobras’. Só que tal monopólio já foi quebrado faz anos! Ou seja, além de ter ideias estúpidas sobre o papel das empresas em uma economia de mercado, o idiota sequer sabe do que está falando - para não variar, aliás.

Por fim, me permitam mais uma observação: a besta-fera ignorante também disse: ‘eu estou cansado da Petrobras, só dá trabalho’. Ele declarou que quer a privatização da empresa . É tão estúpido, mas tão estúpido, que pensa que, uma vez privatizada, a empresa começará a dar prejuízo ou irá congelar seus preços, pode?

Vamos lá: quem disse tantas besteiras foi Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto . Poderia ter sido qualquer político ou ideólogo de esquerda, sim. Até porque, como visto recentemente, a Petrobras quase quebrou pela política de congelamento de preços de Dilma Rousseff, nossa inesquecível e única estoquista de vento.

Bozo comunista

Como tenho dito, além de burro — muito burro! —, e mal assessorado — muito mal assessorado! —, o amigão do Queiroz mostra-se, cada vez mais, um estelionatário eleitoral, que se vendeu como antissocialista, e pratica hoje a cartilha do lulopetismo: populismo eleitoral, farra fiscal, aumento de impostos e descontrole de gastos.

O patriarca do clã das rachadinhas e das mansões milionárias - compradas e/ou alugadas a preços de barraco — está dando piti porque quer, como um bom estatizante cretino, intervir na política da Petrobras, mas não pode. Daí, como é burro de marré de si, imagina que, uma vez privatizada a estatal, o preço da gasolina cairia.

Jair Bolsonaro, o arregão que correu de um humorista de 20 anos de idade , entende tanto de economia quanto de coronavírus, cloroquina, vacinas e aids. Ou seja, nada. Por isso, recorre à velha, surrada e ineficiente propaganda socialista — o petróleo é nosso! — tentando angariar algum apoio. Porém, o máximo que consegue é passar ainda mais vergonha.

Desesperado, Bolsonaro parte para o socialismo e promete taxar milionários


Jair Bolsonaro, naquele freak show semanal a que chama de 'live', anunciou que pretende, se reeleito, tributar as grandes fortunas



"Enganamos direitinho, hehehe"(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Portal UAI)Em 2018, eu e milhões de otários votaram em Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, no segundo turno das eleições presidenciais por pura ojeriza à maldita cleptocracia lulopetista, mas, também, acreditando na promessa de "menos Brasília e mais Brasil", já que ventos pretensamente liberais eram soprados na direção dos eleitores.

O amigão do Queiroz é, sem a menor sombra de dúvida, o maior estelionatário eleitoral da história política brasileira, e a concorrência, como sabemos, é bastante forte.

Não há uma mísera promessa de campanha que tenha sido cumprida, e que não se refira, diretamente, às questões de cunho ideológico, sobretudo religioso.

Não vimos um centavo do trilhão de reais em privatizações prometidos por Paulo Guedes, o ex-posto Ipiranga, liberal de araque que seduziu os trouxas, como eu, com sua fala fingida e indignada contra o Estado, os privilégios, a corrupção, os "seis bancos e seis empreiteiras que escravizam 215 milhões de otários no Brasil".

Nem a porcaria da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), TV estatal que custa mais de 500 milhões de reais por ano e não tem audiência - antiga TV Lula, hoje BolsoTV - esses caras se dignaram a atirar no lixo. E nem vou tocar nos assuntos corrupção, centrão, teto de gastos e outras indignidades dessa gente cafajeste.

O tiro de misericórdia - se é que será mesmo, pois a cada dia temos um novo tirambaço na fuça disparado por este desgoverno -, a confissão testemunhal de culpa, ou melhor, de estelionato eleitoral, foi protagonizada ontem, quinta-feira (1/9), por ninguém menos que o patriarca do clã das rachadinhas e das mansões milionárias, em pessoa!!

Jair Bolsonaro, naquele freak show semanal a que chama de "live", anunciou, ao vivo e em cores, para todo o Brasil, que pretende, se reeleito, tributar as grandes fortunas. Atenção! Não foi o meliante de São Bernardo, vulgo Lula da Silva, Ciro Gomes ou o presidente do Partido da Causa Operária, não. Foi o liberal, rárárárá, Bolsonaro.

Sim, meus caros e caras, o devoto da cloroquina rasgou a fantasia e cuspiu, mais uma vez!, na cara de quem votou em um antissocialista e elegeu um falsário. Onde estão agora a FIESP, a Faria Lima, a FEBRABAN…? Onde está o "chigago boy", Paulo Guedes, e o discurso contra a criação ou o aumento de impostos? Cadê o "menos Brasília", pô?

O governo não cortou despesas, não realizou reformas (fiscal, tributária e administrativa), não combateu corrupção e desperdício de dinheiro público (haja vista o bilionário orçamento secreto), estourou o teto de gastos e agora, no desespero, às vésperas da eleição, flagrado em mais uma mentira (manutenção do Auxílio Brasil em 600 reais) vem com esse papo.

Como diz o meme da internet, "o golpe tá aí, cai quem quer"! Taxação de grandes fortunas é uma bandeira histórica da esquerda brasileira. Que Jair Bolsonaro assuma, portanto, seu lado socialista, comunista, petista, ou sei lá que diabos de "istas", e pare de dar uma de liberal, pois nunca foi, e sua história de três décadas no Congresso prova o que eu digo.

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