segunda-feira, 25 de julho de 2022

O PRAZER DE SERVIR



Toda a natureza é um serviço.
Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva.
Onde haja uma árvore para plantar, plante-a você;
Onde haja um erro para corrigir, corrija-o você;
Onde haja um trabalho e todos se esquivam, aceite-o você.
Seja o que remove a pedra do caminho,
O ódio entre os corações e as dificuldades do problema.
Há a alegria de ser puro e a de ser justo;
mas (lá, sobretudo, a maravilhosa, a imensa alegria de servir.
Que triste seria o mundo, se tudo se encontrasse feito,
se não existisse uma roseira para plantar, uma obra a se iniciar!
Não o chamem unicamente os trabalhos fáceis.
É muito mais belo fazer aquilo que os outros recusam.
Mas não caia no erro de que somente há mérito
nos grandes trabalhos;
há pequenos serviços que são bons serviços:
adornar uma mesa, arrumar seus livros, pentear uma criança.
Aquele é o que critica; este é o que destrói; seja você o que serve.
O servir não é faina de seres inferiores,
Deus que dá os frutos e a luz, serve.
Seu nome é: AQUELE QUE SERVE!
Ele tem os olhos fixos em nossas mãos
e nos pergunta cada dia:
 SERVIU HOJE?
 A QUEM?
À ARVORE? 
A SEU IRMÃO?
 À SUA MÃE?

Gabriela Mistral, Antologia poética

Varíola dos macacos: o que é a doença, seus sintomas e por que ela afeta humanos

Surgimento de casos em vários países da Europa e nos Estados Unidos deixam autoridades de saúde em alerta

Casos da varíola dos macacos, um vírus que infecta animais e raramente os humanos, estão surgindo em vários países e preocupando autoridades de saúde. A varíola dos macacos é uma zoonose silvestre que ocorre geralmente em regiões de floresta da África Central e Ocidental. Mas os casos relatados na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália parecem não ter relação com as regiões africanas, o que pode indicar uma possível transmissão comunitária do vírus.

Entre 2018 e 2021, haviam sido relatados sete casos de varíola dos macacos no Reino Unido, principalmente em pessoas com histórico de viagens para países endêmicos. Mas somente este ano, nove casos já foram confirmados, seis deles sem relação com viagens, até 18/5, segundo a Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido (UKHSA, na sigla em inglês).

Portugal relatou mais de 20 casos confirmados; Espanha ao menos 30; e há pelo menos um caso confirmado nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Bélgica, França e Austrália, segundo imprensa e os governos locais.

A varíola dos macacos ressurgiu na Nigéria em 2017, após mais de 40 anos sem casos relatados. Desde então, houve mais de 450 casos relatados no país africano e pelo menos oito casos exportados internacionalmente.

Tire dúvidas sobre a doença nas seis questões abaixo com base nos dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), da UKHSA e dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos.

1- O que é a varíola dos macacos

A varíola dos macacos é uma zoonose silvestre, ou seja, um vírus que infecta macacos, mas que incidentalmente pode contaminar humanos – o que ocorre geralmente em regiões florestais da África Central e Ocidental. A doença é causada pelo vírus da varíola dos macacos, que pertence à família dos ortopoxvírus.

Existem dois tipos de vírus da varíola dos macacos: o da África Ocidental e o da Bacia do Congo (África Central). Embora a infecção pelo vírus da varíola dos macacos na África Ocidental às vezes leve a doenças graves em alguns indivíduos, a doença geralmente é autolimitada (que não exige tratamento).

A taxa de mortalidade de casos para o vírus da África Ocidental é de 1%, enquanto para o vírus da Bacia do Congo pode chegar a 10%. As crianças também estão em maior risco, e a varíola durante a gravidez pode levar a complicações, varíola congênita ou morte do bebê, aponta a OMS.

2- Quais os sintomas da doença

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. Lesões na pele se desenvolvem primeiramente no rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, incluindo os genitais. As lesões na pele parecem as da catapora ou da sífilis até formarem uma crosta, que depois cai.

Os sintomas da varíola dos macacos podem ser leves ou graves, e as lesões na pele podem ser pruriginosas ou dolorosas. Casos mais leves de varíola podem passar despercebidos e representar um risco de transmissão de pessoa para pessoa. É provável que haja pouca imunidade à infecção naqueles que viajam ou são expostos de outra forma, pois a doença endêmica geralmente é limitada a partes da África Ocidental e Central.

3- Como ocorre o contágio

A fonte de infecção nos casos relatados ainda não foi confirmada pela OMS. No geral, a varíola dos macacos pode ser transmitida pelo contato com gotículas exaladas por alguém infectado (humano ou animal) ou pelo contato com as lesões na pele causadas pela doença ou por materiais contaminados, como roupas e lençóis. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias. Por isso pessoas infectadas precisam ficar isoladas e em observação por 21 dias.

4- Como a doença foi identificada

A varíola dos macacos foi descoberta pela primeira vez em 1958, quando dois surtos de uma doença semelhante à varíola ocorreram em colônias de macacos mantidos para pesquisa. O primeiro caso humano de varíola dos macacos foi registrado em 1970 na República Democrática do Congo, durante um período de esforços intensificados para eliminar a varíola. Desde então, a varíola dos macacos foi relatada em humanos em outros países da África Central e Ocidental.

Neste possível surto de 2022, o primeiro caso foi identificado na Inglaterra em um homem que desenvolveu lesões na pele em 5/5, foi internado em um hospital de Londres, depois transferido para um centro especializado em doenças infecciosas até a varíola dos macacos ser confirmada em 12/5. Outro caso havia desenvolvido as mesmas lesões na pele em 30/4, e a doença foi confirmada em 13/5.

No dia 15/5, outros quatro casos foram confirmados pelo governo britânico, os quais apresentaram as lesões na pele. No dia 18/5, a agência do Reino Unido informou mais dois casos. Porém, nenhum deles havia viajado ou tido contado com pessoas que o fizeram, indicando uma possível transmissão comunitária da doença.

5- Tem vacina

Historicamente, a vacinação contra a varíola comum mostrou ser protetora contra a varíola dos macacos. Embora uma vacina (MVA-BN) e um tratamento específico (tecovirimat) tenham sido aprovados para a varíola, em 2019 e 2022, respectivamente, essas contramedidas ainda não estão amplamente disponíveis e populações em todo o mundo com idade inferior a 40 ou 50 anos não tomam mais a vacina, cuja proteção era oferecida por programas anteriores de vacinação contra a varíola, porque estas campanhas foram descontinuadas. No Reino Unido, a vacina contra varíola está sendo oferecida às pessoas de maior risco.

6- Como se prevenir

Residentes e viajantes de países endêmicos devem evitar o contato com animais doentes (vivos ou mortos) que possam abrigar o vírus da varíola dos macacos (roedores, marsupiais e primatas) e devem abster-se de comer ou manusear caça selvagem. Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel são importantes para evitar a exposição ao vírus, além de evitar contato com pessoas infectadas e usar objetos de pessoas contaminadas e com lesões na pele.

Beba na Fonte

domingo, 24 de julho de 2022

“Máquina do tempo”: Bolsonaro repete fake news sobre PT e PCC desmentida por promotor em 2019

Atrás nas pesquisas de intenção de voto, afinal a vida do povo só piorou, Bolsonaro fica mais desesperado a cada dia que passa. Ele vem usando sua máquina de desinformação para espalhar fake news que tentam associar Lula ao PCC e à criminalidade. Seria sua “mamadeira” deste ano. Mas não funcionou.

No domingo (17), uma decisão liminar do TSE obrigou bolsonaristas a tirarem das redes sociais essas citações mentirosas, sob pena de multa. Acuado, Bolsonaro ficou mais agressivo e hoje publicou um vídeo antigo sobre o assunto (que ele mesmo tinha publicado em 2019) e já desmentido pelos promotores do caso para tentar, mais uma vez, emplacar a sua “mamadeira”.

O que ele está divulgando é uma fake news do estilo “máquina do tempo”, ou seja, aquela que apresenta assuntos encerrados e desmentidos como se fossem atuais. Isso é desonesto e, como toda mentira, tem perna curta.

Nesse caso específico, o tema é tão grave que o desmentido veio — já lá em 2019 — em forma de uma entrevista do promotor de justiça ligado à investigação. Uma reportagem da agência de checagem de fatos do Estadão também apontou a farsa. Também em 2019, o próprio PT havia publicado um desmentido.

O que a fake que Bolsonaro republicou traz: vídeo de um suposto integrante da cúpula do PCC confirmando relações da facção criminosa com o PT.

O que o promotor de Justiça do caso afirmou: o rapaz do vídeo não integra a cúpula do PCC e não há qualquer indício de negociações entre a facção e o PT.

Lincoln Gakiya, autor da frase acima, em 2019, é promotor de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e é considerado o principal investigador do país contra o PCC.

Repetindo, mais uma vez, o que o promotor disse: Não há indícios de negociações entre a facção (PCC) e o PT

Como é do feitio dos covardes, ao se sentir acuado Bolsonaro fica mais agressivo. Ele seguirá esperneando, debochando da justiça e usando as táticas que funcionaram em 2018, pois é só isso que eles têm: mentiras.

Não é a primeira vez que o Gabinete do Ódio e sua máquina de desinformação em massa disparam alguma fake news antiga escolhida “sob medida” para fazer frente a uma notícia real daquele mesmo tema, somente para confundir o debate público. Ao repetirem o método, eles confirmam que não têm nenhum compromisso com a realidade, só com a desonestidade. Eles têm medo de o povo parar de acreditar nas suas mentiras. Medo do povo perceber que fake news não enchem geladeira. Medo do povo com fome.

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