terça-feira, 11 de maio de 2021

PF pede ao STF abertura de inquérito sobre possível venda de decisões de Toffoli




É a primeira vez na história que a Polícia Federal pede ao Supremo Tribunal Federal uma apuração que envolve um ministro da própria corte

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

A Polícia Federal (PF) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de inquérito para investigar suspeita de pagamentos ao ministro Dias Toffoli por venda de decisões beneficiar prefeitos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O pedido tem como base o acordo de colaboração premiada feito pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que afirma que Toffoli recebeu R$ 4 milhões para favorecer dois prefeitos fluminenses em processos que tramitavam no TSE. Os pagamentos teriam sido realizados nos anos de 2014 e 2015 e eram operacionalizados por Hudson Braga, ex-secretário de Obras do Rio de Janeiro.

De acordo com Cabral, os repasses seriam feitos através do escritório da mulher de Toffoli, a advogada Roberta Rangel. O material foi enviado ao relator do caso, ministro Edson Fachin, que já encaminhou para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar.

Esta é a primeira vez na história que a Polícia Federal pede ao Supremo Tribunal Federal uma apuração que envolve um ministro da própria corte. Através de sua assessoria, Toffoli afirmou não ter conhecimento dos fatos mencionados e que jamais recebeu os supostos valores ilegais, assim como também jamais atuou para favorecer qualquer pessoa no exercício de suas funções.

FBI avisou polícia sobre suspeito de ataque em escola no Brasil


Nesta segunda-feira (10), um homem de 19 anos foi preso, em São Paulo, por suspeita de planejar ataques em instituições de educação


Homem de 19 anos é detido por policiais de SP por suspeita de planejar ataques a escolas – Foto: Record TV/Reprodução/ND


O FBI – serviço federal de Investigações dos Estados Unidos – alertou a Polícia Civil de São Paulo sobre os planos do homem de 19 anos, preso nesta segunda-feira (10), em São Paulo, por suspeita de planejar ataques a escolas.

Isso porque os agentes norte-americanos monitoraram conversas na internet do homem. Ao ser interrogado, ele admitiu — sem nenhum constrangimento, segundo os delegados — o desejo de cometer uma série de assassinatos.

leia mais:



Durante as investigações, polícia paulista descobriu que o rapaz procurava comprar armas de fogo e tinha a intenção de saber como fazer o massacre.



Segundo investigadores, ele narrou os planos como se passasse uma receita de bolo. Agora, a polícia quer investigar aos outros envolvidos nas conversas e nos planos violentos. O homem, que não trabalhava nem estudava, também teria confirmado ser admirador de crimes violentos.

Em 2020, o suspeito já havia sido preso por manter essas conversas e planejar ações violentas. Ele foi liberado ao alegar insanidade mental.

A polícia percebeu, a partir dessa primeira detenção, que também existia um entrave jurídico: não havia tipificação do crime para mantê-lo preso. Então, os delegados conseguiram provas para tipificar o crime como corrupção de menores.

A prisão do suspeito, encontrado na casa de um tio, na periferia da cidade ocorreu seis dias depois de um ataque que deixou cinco mortos — duas professoras e três bebês com menos de 2 anos — em uma creche na cidade de Saudades, em Santa Catarina.

Novas denúncias

Uma ameaça de novo ataque a uma escola no país fez o governo federal entrar em alerta na última semana.

Na ocasião, a ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, endereçou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública um documento com registros de um homem, que ameaça “explodir uma escola”. Não é possível afirmar, no entanto, de que se trata do mesmo suspeito monitorado pelo FBI.

Trecho de documento assinado pela ministra Damares Alves – Foto: Reprodução/ND

Segundo o documento, o homem estaria planejando a ação para a última quinta-feira (6). O texto ainda cita algumas postagens do perfil no Twitter. No entanto, o usuário já havia sido excluído ainda na quarta.

“Eu tô muito tenso. Podem acontecer várias coisas. Eu posso ser pego, os alunos e funcionários podem me matar, a PM pode me matar sem querer, minha bomba de pregos pode falhar e entre muitos imprevistos”, diz um trecho.

Em Alta

Os números do PT

by Deise Brandão Existe a narrativa de que o PT é um partido gigante, mas, quando se observam os números institucionais, o cenário é mais m...

Mais Lidas