segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Ações de empresas X caem após prisão de Eike Batista


POR LUCIANNE CARNEIRO E DANIELLE NOGUEIRA
30/01/2017 

Chegada do empresário Eike Batista ao presídio Ary Franco, em Água Santa. Foto de Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

RIO - A prisão do empresário Eike Batista na chegada ao Rio a partir de Nova York, nesta segunda-feira, está afetando as ações das empresas nas quais ele têm participação. A maior queda ocorre nos papéis da OSX (construção naval), de R$ 6,19%, para R$ 13,62. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da mineradora MMX recuavam 2,93%, para R$ 5,29. Já as ações da OGPAR (antiga OGX, de petróleo) se mantêm perto da estabilidade, com variação de 0,22%, a R$ 4,47.
As três companhias estão em processo de recuperação judicial e todas fizeram parte do que um dia foi conhecido como “Império X”.

Para o analista da Ativa Investimentos Phillip Soares, a prisão de Eike não tem maior impacto na queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa):

— Hoje, as empresas X têm participação muito pequena no mercado, não há muito influência no Ibovespa.

ANTIGO IMPÉRIO X


OGX (atual OGPAR)

Menina dos olhos de Eike, a petrolífera era a âncora dos negócios do grupo. Pediu recuperação judicial em 2013, com dívida superior a R$ 11 bilhões. Hoje é controlada pelos credores Após conclusão da reestruturação, Eike terá apenas 1,5% da empresa.

OSX
O fundo árabe Mubadala comprou 29% da OSX em janeiro de 2016, Eike ainda permanece com 49,5% da companhia. Com atuação na construção naval, a empresa também está em recuperação judicial. Era o braço do grupo mais dependente da ex-OGX.

MMX

Era a aposta de Eike para erguer sua 'mini-Vale". Acabou sendo desmembrada e teve vários ativos vendidos para a holandesa Trafigura e o fundo árabe Mubadala, como o Porto Sudeste, em Itaguaí (RJ) e minas em Minas Gerais. Eike controla apenas a holding, em recuperação judicial.

MPX (atual Eneva)


Foi a primeira empresa do grupo a iniciar sua reestruturação, ao ser vendida para a alemã E.ON em 2013. Mesmo com a troca de comando, a companhia entrou em recuperação judicial. Em 2016, porém, conseguiu sair da recuperação. Atua na área de energia.

LLX (atual Prumo)

Eike vendeu o controle da empresa para a americana EIG, por R$ 1,3 bilhão. O empresário ficou com menos de 1% da companhia. O fundo árabe Mubadala também tornou-se acionista da empresa, cujo principal ativo é o Porto do Açu, em São João da Barra (Norte Fluminense).

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/acoes-de-empresas-caem-apos-prisao-de-eike-batista-20843172#ixzz4XFyxfT22 
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Empresário Eike Batista é preso ao desembarcar de avião no Aeroporto Galeão

Ele chegou ao IML por volta das 10h30, onde será submetido ao exame de corpo de delito. 

Empresário era considerado foragido após ter viajado a Nova York e ter a prisão decretada.


Por Cristina Boeckel e Henrique Coelho, G1 Rio



O empresário Eike Batista foi preso por agentes da Polícia Federal logo após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, por volta das 10h. O avião que trouxe o empresário Eike Batista de volta ao Brasil pousou no Galeão às 9h54 da manhã desta segunda (30). O empresário chegou ao Instituto Médico Legal (IML) por volta da 10h30 para ser submetido ao exame de corpo de delito. Ele permaneceu no local por cerca de meia hora, de onde saiu às 11h, em direção ao presídio Ari Franco.


Segundo passageiros que estavam no voo, Eike Batista foi algemado quando ainda estava dentro da aeronave. O empresário teve a prisão preventiva decretada depois que dois doleiros disseram que ele pagou US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, o equivalente a R$ 52 milhões, em propina. A prisão do empresário foi decretada pelo Juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, na operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Carro levando Eike Batista chegou ao IML por volta das 10h30 desta segunda (30) (Foto: Fernanda Rouvenat)


O empresário, considerado foragido após ter viajado a Nova York dias antes da operação policial para tentar prendê-lo, embarcou de volta ao Rio neste domingo (29). Antes do embarque, ele disse que 'está à disposição da Justiça'.


Ele chegou sozinho ao aeroporto JFK, nos EUA, por volta de 21h50 (horário de Brasília) do último domingo (30), fez check-in e, minutos depois, passou pelo controle de passaporte. Às 22h15, já aguardava o voo dentro da sala de embarque e pouco depois da meia-noite foi rumo a aeronave.



Entrevista antes de embarcar


Dentro da área de embarque, o empresário deu uma breve entrevista ao repórter Felipe Santana, da TV Globo. Questionado se tem algo a dizer aos brasileiros, ele declarou que está à disposição da Justiça: "Estou voltando para responder à Justiça, como é meu dever". Eike destacou que este é o momento de “passar as coisas a limpo”.


"Estou voltando, porque sinceramente vou mostrar como é que são as coisas, simples assim", reforçou Eike. Questionado sobre se mostraria algo que ainda não se sabe, ele evitou o assunto. "Como eu estou nessa fase, me entregando à Justiça, melhor não falar nada. Depois a Justiça e o que for permitido falar, vai acontecer depois, agora não dá", afirmou.


O empresário negou que tenha cogitado fugir para a Alemanha (por conta de também ter cidadania alemã, o que evitaria uma deportação ao Brasil) e disse que viajou a Nova York a trabalho.


Segundo a reportagem, os advogados do empresário tentaram negociar a ida dele para um presídio especial mas não tiveram êxito.


Eike Batista é acusado, pelo Ministério Público Federal, de corrupção ativa. Segundo os procuradores , em 2011, o empresário pagou R$ 16 milhões e meio de dólares a Sérgio Cabral, o equivalente a R$ 52 milhões.


Na sexta-feira (27), o Jornal Nacional mostrou imagens da saída de Eike do país. Nelas, aparece de calça jeans e paletó preto chegando para embarcar no aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão).

Como Eike tem passaporte alemão e o país europeu não tem acordo de extradição com o Brasil, havia a preocupação de que o empresário fugisse da Justiça brasileira.
Os investigadores afirmam que o pagamento feito a Cabral por Eike se deu pela "boa vontade" do então governador do Rio com os negócios do empresário. Mas ainda não sabem, ao certo, que vantagens o empresário recebeu em troca dos milhões.

domingo, 29 de janeiro de 2017

O que os outros pensam sobre você reflete quem eles são, não quem você é


Os Sioux têm um provérbio muito interessante: “Antes de julgar uma pessoa, caminha três luas com seus sapatos”. Se referem ao fato de que julgar é muito fácil, entender o outro é um pouco mais difícil. Ser empático é muitíssimo mais complicado. E o julgamento só será justo se vivermos experiências iguais.
Entretanto, com frequência pretendemos que os outros nos entendam, que compreendam nossas decisões e as compartilhem, ou que, ao menos, nos apoiem. Quando não fazem o que queremos, nos sentimos mal, nos sentimos incompreendidos e até rejeitados.
É evidente que isso é difícil de aceitar, todos necessitamos que, em algumas situações, alguém acolha nossas emoções e decisões. É perfeitamente compreensível. Contudo, sujeitar nossa felicidade à aceitação dos demais ou tomar decisões com base no medo de que os outros não vão nos entender é um grande erro. Um grande e inominável erro.
Porque os que os outros pensam sobre você na realidade diz mais sobre eles do que sobre a sua pessoa. O que pensam reflete, com certeza, o que são eles, não quem é você.
Quando criticamos alguém sem usar a empatia de nos colocarmos em seu lugar e sem, ao menos, tentar compreender o ponto de vista do outro, na realidade expomos nossa forma de ser. Quando alguém diz ao mundo que você é uma má pessoa esta atitude revela que ela é insegura, tem um pensamento duro e cheio de estereótipos.

Quem critica o que não é, não compreendeu ou não quer aceitar

O mais certo é que por trás de uma crítica destrutiva quase sempre se esconde o desconhecimento ou a negação de si mesmo. Na verdade, muitas pessoas lhe criticam porque não compreendem suas decisões, não caminham com os seus sapatos, não conhecem a sua história e não entendem a verdadeira razão de ter escolhido o caminho que escolheu. Muitas pessoas ainda vão lhe criticar por desconhecimento mais profundo sobre o seu jeito e, sobretudo, por serem arrogantes e pensarem que são os donos absolutos da verdade.
Em outros casos, as pessoas lhe criticam porque veem refletidas em você certas características ou talentos que não querem reconhecer. O escritor francês Jules Renard afirmou com precisão:“Nossa crítica consiste em reprovar nos outros as qualidades que cremos ter”. Por exemplo, uma mulher que é maltratada pelo seu marido pode criticar duramente o divórcio. É uma forma de reafirmar sua posição. Diz a si mesma que deve seguir suportando essa situação. E o curioso é que quanto mais tóxica seja a crítica, mais forte se revela a negação dos seus sentimentos.
Na prática, em algumas ocasiões, a crítica destrutiva não é mais do que um mecanismo de defesa conhecido como projeção. Neste caso, a pessoa projeta nos outros os mesmos sentimentos, desejos ou impulsos que lhe são muito dolorosos. E com os quais não é capaz de conviver. De maneira que os percebe como algo estranho e que deve ser castigado.

Como sobreviver às críticas?

Ninguém gosta de ser criticado, principalmente se as críticas se transformam em duros ataques verbais. Infelizmente, nem sempre podemos evitar estas situações, mas devemos aprender a lidar com elas sem que as mesmas nos afetem em excesso.

Como faço para resolver isso? Aqui estão algumas estratégias diferentes, porém eficazes:

1.Coloque-se no lugar de quem lhe critica. A empatia é um poderoso antídoto contra a raiva. Não podemos ter raiva de alguém quando compreendemos como se sente. Por isso, da próxima vez que alguém lhe criticar, tente se pôr no seu lugar. Ainda que essa pessoa não seja capaz de se colocar no seu. Assim verá que é provável que se trate de alguém míope dos olhos da alma. Ou quem ainda não teve a sua experiência de vida e guarda muita amargura e ressentimento. Dessa forma, perceberá que não vale a pena se aborrecer pelas palavras ditas com raiva.
2.Entenda que é somente uma opinião, nada mais.O que os outros pensam sobre você é a realidade deles, não a sua realidade. Tais pessoas estão lhe julgando segundo as suas experiências, valores e critérios. Se tivessem caminhado com os seus sapatos, talvez andado pelos mesmos caminhos que você percorreu, é provável que pensariam diferente. Portanto, assume de vez que essas críticas, na realidade, são apenas opiniões jogadas ao vento, nem mais nem menos. E que são absolutamente tendenciosas. Por lado lado, você pode valorizá-las se perceber que pode tirar proveito delas. Mas você pode, simplesmente, desprezá-las; jamais permita que as críticas arruínem o seu dia.
3.Devolve a crítica com graça. Quando se trata de críticas destrutivas o mais conveniente é fazer “ouvidos moucos”. E saiba que essa pessoa não está aberta ao diálogo. Pois se estivesse, em vez de julgar e atacar, mostraria uma atitude mais respeitosa e compreensiva. Não obstante, haverá casos em que seja necessário dar um basta na situação. Depois de tudo, quando tivermos que enfrentar males extremos, devemos recorrer a soluções mais incisivas. Nestes casos, responda sem se alterar e com frases breves que não deem motivos às réplicas. Por exemplo, você pode dizer: “Não pode dar opinião sobre coisas que você não conhece” ou “Creio que não entendeu e tampouco deseja viver em paz. Dessa forma, não aceito que me critique”. Não critique sem pensar antes
“Em geral, os homens julgam mais pelos olhos do que pela inteligência, pois todos podem ver, mas poucos compreendem o que veem”, disse Maquiavel, séculos atrás. Podemos fazer nossa própria frase e, ainda assim, mantermos sua vigência: “Criticar por criticar significa que temos a língua fora do cérebro”.
by Resiliencia Humana

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