segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Os Veganos e os Vegetarianos acreditam que não matam animais mas isso não é Verdade

À menos de uma semana atrás, Claudio Bertonatti, um dos mais reputados naturalistas da Argentina, escreveu um artigo que desencadeou um terremoto. O tsunami já chegou até nós aqui e é provável que se chegue ainda mais longe.
No seu artigo, The Vegan Confusion, ele avisa que comer vegetais não impede a morte de animais. Bertonatti enfureceu milhares de veganos e vegetarianos, bem como outros conservacionistas da natureza. No entanto, muitos dos que leram seu artigo aprenderam algo sobre os direitos dos animais que talvez nunca lhes tivesse ocorrido.
Conversamos com Claudio sobre esta sua ideia e a ruptura que causou, e discutimos os pontos mais importantes da controvérsia.
Cláudio, você era vegetariano. O que fez você decidir tornar-se num?
Quando adolescente, eu cresci com interesse pela natureza. Eu pensei que ao tornar-me vegetariano eu evitaria matar tantos animais. Mas depois mudei de ideias.
O que aconteceu?
Comecei a estudar a natureza e a sair para o campo para observar a vida selvagem. Notei que nos campos de culturas agrícolas não havia pássaros, e os poucos que estavam lá acabavam sendo perseguidos. Então comecei a estudar anfíbios, mamíferos, répteis e peixes e percebi que estava confuso.
Como?
Como vegetariano, eu estava a ajudar a evitar a morte e o sofrimento de animais domésticos, mas não de espécies selvagens. E muitas dessas espécies – ao contrário das vacas, porcos e cabras – estavam a desaparecer. Então, eu voltei a tornar-me omnívoro.



O que o levou a escrever este artigo?
Na Argentina, encontro muitas pessoas que se dizem defensoras da natureza porque não comem carne nem usam couro. Eles pensam que por serem veganos ou vegetarianos estão a impedir que os animais morram. Mas não é verdade.
Porquê?
A partir do momento em que os seres humanos começaram a criar gado e a adoptar a agricultura geramos um impacto. Não há espécies animais cuja sobrevivência não resulte na morte de outros animais, directa ou indiretamente. Eu entendo que isso pode ser uma conclusão dolorosa. Eu também gostaria de viver num mundo ideal, mas essa não é a realidade. Muitos veganos e pessoas que só usam algodão parecem acreditar que não causam mortes, mas causam.
Quando digo isso, muitas pessoas sentem que estou as estou a encurralar.
Mortes indirectas?
Trigo, arroz, milho. A maioria dos veganos come essas coisas. O primeiro impacto do cultivo em massa é o desmatamento: forçamos a natureza a abrir espaço para as lavouras. Na Argentina, incendiaram a selva, queimaram ninhos com lança-chamas. Então eles devem defender a terra semeada dos pássaros que vêm alimentar. Muitos fazendeiros fazem isso espalhando grãos envenenados. Depois disso, os herbívoros selvagens vêm procurar os primeiros rebentos, então os latifundiários colocam cercas eléctricas ou caçam os animais com armas.
Se você comer carne, você mata animais, mas você também os pode matar ao comer plantas
O que acontece durante a colheita?
A terra é fumigada para combater os fungos, insectos e outras plantas. Os animais que foram expulsos mudam-se para outras áreas que já suportam animais: o hotel está totalmente reservado. Assim, os animais vão aos campos de cultivo vizinhos e uma outra onda dos impactos é gerada.
Em contraste, afirma ele, nos campos dedicados à pecuária há mais espécies de outros animais.
Há muitos prados selvagens na Argentina. Você pode fazer uma caminhada por lá e encontrar de tudo: anfíbios, répteis, pássaros. Claro, eu estaria a mentir se eu dissesse que há a mesma variedade de animais que você teria se as vacas não estivessem lá. O agricultor também persegue animais selvagens e mata todos os animais que considera prejudiciais à produção. Mesmo assim, o impacto é menor. Quando digo isso, muitas pessoas sentem que as estou a encurralar.

Em que sentido?
No sentido de que não há fuga: se você comer carne, você mata animais, mas você também os mata ao comer plantas. Muitas pessoas que preocupam-se com questões ambientais e procuram os bons e os maus, mas não é assim: é muito mais complicado.
Dê-nos um exemplo.
Há muitas pessoas por aqui a manifestarem-se e a afirmarem “Não à exploração de minérios. O slogan deveria ser “Não à mineração que explora imprudentemente osrecursos e as pessoas”. Os activistas usam computadores que não existiriam sem os metais trazidos das minas. Estou surpreendido por eles não verem o quadro maior.
A maioria dos matadouros na Argentina são modelos de crueldade. Eu nunca poderia fingir que era de outra forma!





O que é que você acha da forma como a carne é produzida em massa – a indústria da carne?
É uma tragédia. As instalações para alimentar os animais e a maioria dos matadouros na Argentina são modelos de crueldade desenfreada. Eu nunca poderia fingir que seria doutra forma!
Há evidências de que os recursos necessários para a carne são muito maiores do que os necessários para os produtos hortícolas. E, que as culturas constituem uma grande parte desses recursos: uma alta porcentagem deles são usados para alimentar o gado.
Isso é verdade. Eu sei que a maioria das culturas de soja são usadas para este fim. Não estou a afirmar que os veganos são estúpidos ou que todos devem tornar-se carnívoros, só estou a afirmar que é importante ser sensato, adoptar uma posição inteligente e mostrar alguma solidariedade.
Para um fundamentalista, é pecado mencionar a morte. E que mais eu lhe poderia chamar? Eutanásia?
Qual será a posição mais inteligente?
Mostrar solidariedade com a Natureza: o mal menor. É importante incentivar o consumo e o abate, com mais humanidade, dos animais. Mas para um fundamentalista, é um pecado até mesmo mencionar a morte. E que mais eu lhe poderia chamar?? Eutanásia?
Se eu entendo correctamente, a sua intenção é avisar os veganos e os vegetarianos que o impacto zero é impossível.
A maioria de nós vive em cidades e sabe muito pouco sobre o mundo animal. Pergunte aos seus amigos se eles podem nomear 10 animais e 10 plantas silvestres nativas da área em que vivem.





Nós provavelmente não seríamos capazes.
Se não sabemos nada sobre natureza e a diversidade, então não seremos capazes de a valorizar. O nosso universo é limitado ao que vemos: cães, gatos, galinhas, porcos, patos, vacas. A nossa sensibilidade estende-se somente até eles. É como olhar através do buraco da fechadura. O mundo é maior do que isso e muito mais complexo, quer você o aceite ou não.
Você fala como se conhecesse muitos fanáticos.
Existem carnívoros e veganos fundamentalistas. Como cientista, quando os ouço falar com esse tom confiante – tão completamente sem nenhuma auto-dúvida – isso assusta-me. Os fundamentalistas só prestam atenção às pessoas que pensam como eles, e vêem todos os outros como um inimigo. É uma contradição.
O nosso universo é limitado ao que vemos: cães, gatos, galinhas, porcos, patos, vacas. A nossa sensibilidade estende-se somente até eles.
O quê?
Para um carnívoro ser violento é lógico, mas para um vegan ser violento é filosoficamente inconsistente.
Você conheceu veganos violentos?
Eu era o director administrativo do Zoológico de Buenos Aires. Eu renunciei ao cargo porque eu tentei transformá-lo num centro de conservação de espécies ameaçadas de extinção, mas não consegui. Existiam esses veganos que se manifestavam à frente do zoológico a gritarem para as famílias que vinham, chamando-as de assassinos. Isso prejudica o veganismo. As pessoas pensam: se isso é o veganismo, então eu não quero fazer parte dele. Nem todos os veganos são assim, é claro. Mas há muitas pessoas que desenvolvem uma grande empatia apenas por animais domésticos. Muitos deles acabam por odiar as pessoas e isso é uma patologia: não é saudável.
Para um carnívoro ser violento é lógico, mas para um vegan ser violento é filosoficamente inconsistente
No seu artigo você afirma que, se toda a espécie humana de repente se tornar vegana, isso seria uma tragédia. Mas alguns dizem que se fossemos todos veganos, então precisaríamos de menos cultivo agrícola do que sendo omnívoros.
Eu escrevi o artigo como uma forma de desencadear o debate no meu país, onde a pressão do movimento vegan na análise ambiental é geralmente bastante instável. Se toda a espécie humana se tornasse vegan por causa desse tipo de pensamento (sem contar com outras justificações filosóficas, religiosas ou de saúde nas quais eu não vou entrar), seria uma tragédia porque nós não estaríamos a entender verdadeiramente os problemas ambientais do mundo.

Você não está convencido pelas estatísticas.
Se um bem-compreendido veganismo contribui para melhorar o mundo natural, então eu vou de bom grado tornar-me vegan. A minha principal preocupação é a conservação da biodiversidade: que a riqueza da vida na Terra não fique mais pobre.
Mas, novamente, se todos na Argentina fossem veganos, isso não exigiria menos colheitas?
Eu não sei. Eu não acho que você precise de ser vegan para conservar a natureza e a biodiversidade. Eu não sou um especialista em desenvolvimento de produção agrícola, mas pelo que sei sobre o meio ambiente, é sempre melhor diversificar a produção. Deve haver culturas, vacas, apicultores… diversidade.
Você não precisa de ser vegan para conservar a Natureza e a Biodiversidade
Que deficiências você identifica no movimento vegan?
Nunca os vejo a lutar pela criação de novas áreas protegidas ou a combater o tráfico ilícito de animais selvagens. Vejo-os a protestar contra as touradas, que já não acontecem na Argentina, e contra os matadouros. É como se eles só se preocupassem com os animais domésticos que, novamente, não estão em perigo de extinção. Eu não estou a dizer que é errado – simplesmente que existe muito mais para além disso.
Em geral, você acha que não existe uma ligação suficiente entre o veganismo e a Consciência ambiental?
O que eu acho perigoso é gastar toda a sua energia a tentar salvar o gato preto quando não sabe nada sobre o meio ambiente, e porque talvez você esteja a desperdiçar a sua energia. Talvez a sua energia tivesse um maior impacto noutras situações. É importante ter uma visão ampla: poderia ajudá-lo a analisar melhor a sua situação. Se, depois, você ainda quiser dedicar a sua vida a salvar gatos pretos, isso é óptimo, e eu fico grato por isso. A defesa dos direitos dos animais não é incompatível com a conservação da natureza.
Claramente, há um conflito entre ambientalistas e activistas dos direitos dos animais e isso definitivamente vai ter um grande impacto no futuro da Humanidade.
Isso lembra-me um pouco os partidos políticos de esquerda: eles agem como se fossem inimigos, e ainda assim eles são muito semelhantes e deveriam ser aliados. Você sabe quem é o maior inimigo da conservação da natureza?
Quem?
As pessoas indiferentes. Muitas pessoas indiferentes acreditam que todos aqueles que se preocupam com o meio ambiente são a mesma coisa: nós não comemos carne, que nós somos amantes da natureza que só practicamos o bem, comemos vegetais e que nunca fazemos sexo. Não é verdade. Somos pessoas normais!
Os ambientalistas tendem a pensar que os veganos e vegetarianos são apenas sentimentais. Por outro lado, a indiferença de alguns veganos para com os animais selvagens e a biodiversidade preocupa-me
A morte faz parte da Natureza. Misturar sentimentos com a ciência não parece muito científico. Por outro lado, a Consciência humana é importante, assim como a nossa responsabilidade por uma indústria terrível e pesadamente poluente. Quem é que está errado?
Os erros são feitos por ambos os lados. Os ambientalistas tendem a pensar que os veganos e vegetarianos são apenas sentimentais. Por outro lado, a indiferença de alguns veganos para com os animais selvagens e a biodiversidade preocupa-me: não é consistente. Reconheço o facto de que a Humanidade é uma máquina que devora o mundo. Um antropólogo afirmou que nós somos cosmófagos: devoramos o que nos rodeia.
Você está feliz com a agitação que o seu texto causou?
Muitas pessoas insultam-me e atacam-me afirmando que matei um urso polar, o que não é verdade. Outros proporcionam-me novas perspectivas pelas quais agradeço! Eu sou apenas um trabalhador da conservação da natureza, um jardineiro, e eu também errei muitas vezes. Eu faço o meu melhor, mas não me ofende descobrir que estou errado. Eu penso como um cientista, não como um fundamentalista.
Você não precisa ser vegano para conservar a Natureza e a Biodiversidade

domingo, 13 de novembro de 2016

A guerra “suja” de Renan Calheiros e juízes contra o Brasil


Renan Calheiros de um lado e magistrados e suas associações de outro, se engalfinham numa disputa em torno de interesses que, fossem outros os tempos, seriam publicamente inconfessáveis. No editorial, “Antagonismo impatriótico” o jornal o Estado de São Paulo se posiciona sobre a “guerra surda” por poder e salários “travada sem nenhuma cerimônia”, entre políticos corruptos e juízes gananciosos…
Na casa em que falta vergonha, todo mundo reclama e ninguém tem razão. Essa pequena adaptação do conhecido adágio compromete a rima, mas aplica-se perfeitamente ao cenário nacional em que, para resumir, figuras notórias como Renan Calheiros de um lado e magistrados e suas associações de outro se engalfinham numa disputa em torno de interesses que, fossem outros os tempos, seriam publicamente inconfessáveis. De um lado, o presidente do Senado Federal, comprometido até a medula com as suspeitas de corrupção contidas em uma dezena de processos que tramitam a passo descansado na Suprema Corte, proclama ser “um acinte que o Brasil continue a conviver” com os proventos nababescos, muito acima do teto constitucional, de que se beneficiam ministros, desembargadores e juízes em geral. De outro lado, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), por intermédio de seu presidente, João Ricardo dos Santos, reage levando o confronto para o campo que lhe interessa, ao denunciar a intenção, por parte de parlamentares, de “interromper a Lava Jato”.
É preciso que se esclareça que, quando partem para o ataque, ambos os lados aludem a fatos verdadeiros, o que apenas confere maior gravidade à questão. Mais uma vez recorrendo à sabedoria popular, a verdade maior é que sentam sobre o próprio rabo enquanto tentam cortar o do oponente. Em sua maliciosa obstinação pelo confronto, todos se comportam exatamente da mesma maneira, de onde se conclui que, do ponto de vista de quem paga a conta – os brasileiros escorchados pela exorbitante carga tributária que alimenta a corrupção e os salários acima do teto –, ninguém tem razão.
Para a imensa maioria dos brasileiros que aplaudem o empenho com que a Lava Jato tem levado corruptos à barra dos tribunais, chega a ser insultante o cinismo com que políticos ficha-suja, com o rabo fortemente atado a investigações criminais, se permitem posar de paladinos da moralidade pública. Iniciativas parlamentares como as relativas à ampliação dos acordos de leniência com empresas envolvidas em corrupção ou de propor a imposição de controles e limites rigorosos à atuação de autoridades judiciais e policiais podem, efetivamente, contribuir para o aperfeiçoamento dos já existentes dispositivos constitucionais, da lei ordinária e dos vários regulamentos que tratam do assunto. Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: por que os parlamentares passaram a se preocupar com isso exatamente agora, quando delações como as de ex-diretores da Odebrecht ameaçam promover uma devastadora razia no Congresso Nacional?
Por outro lado, membros do Judiciário, merecidamente surfando nas ondas do sucesso popular desde o julgamento do mensalão, parecem em muitos casos sentir-se ungidos pela condição especialíssima de salvadores da Pátria que os autorizaria a eventualmente extrapolar os limites da lei. E o fazem, o que não é novo, sem nenhum embaraço ou constrangimento, julgando-se merecedores de embolsar proventos e vantagens variados que elevam seus salários muito acima do teto legalmente estabelecido.
Melhor fariam os juízes de todos os níveis se tivessem o desprendimento e o patriotismo de, enquanto cumprem o papel circunstancialmente relevante que lhes cabe no combate à corrupção na vida pública, despender a mesma energia e vigor na tentativa de corrigir, naquilo que está a seu alcance, as deficiências do sistema judiciário, de modo a oferecer aos brasileiros uma Justiça mais pronta e eficiente. Bastaria dar à questão o mesmo empenho e talento que atribuem quando solucionam demandas a respeito de seus vencimentos e do valor de compra de seus proventos. Esta parece ser, felizmente, uma preocupação da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, que entre as atitudes meritórias até agora exibidas no cargo cuidou de não incluir nenhum aceno ao espírito corporativo que era marca registrada de seu antecessor.
O Brasil não ganha nada, ao contrário, só perde no que diz respeito à consolidação de suas principais instituições, quando políticos de um lado e magistrados e suas associações de outro exibem um antagonismo incompatível com a defesa de um único interesse: o do Brasil. Nesse contexto, é dever de todos lutar para restabelecer o decoro e, consequentemente, a razão.
by CristalVox

Não se faça em pedaços para manter os outros completos


 
Frequentemente nos quebramos em pedaços para manter outras pessoas completas, para não abrir feridas ou não deixar que doam nelas aquelas feridas que já têm. Fazemos isso sem nos darmos conta ou, ao menos, sem darmos importância a isso.
Quando nos acostumamos a dar sem receber acabamos sentindo que dedicar-nos a nós mesmos é algo egoísta, mas nada mais longe da verdade. A troca é essencial em toda relação e toda pessoa precisa dela sendo um ser emocional.
Amar a nós mesmos é algo que devemos cultivar todos os dias para nos manter completos. Porque quando estamos despedaçados uma consequência direta é o sofrimento, e esta não deixa darmos o melhor de nós mesmos.
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Quando ficamos em pedaços?
– Ficamos em pedaços quando deixamos de cuidar de nós.
– Ficamos em pedaços quando evitamos fazer aquilo que gostamos.
– Nos despedaçamos quando deixamos de cultivar nossa felicidade ou quando postergamos nossos interesses.
– Nos partimos em pedaços quando não nos escutamos nem nos prestamos ajuda.
– Nos partimos em pedaços quando priorizamos as necessidades dos outros e não prestamos atenção às nossas.
-Quando queremos ser perfeitos e deixamos de ser nós mesmos.
-Quando tentamos agradar e maquiar nossa realidade ou nossa opinião.
-Quando nos esquecemos do que precisamos e nos obrigamos a passar na frente de nossas necessidades os desejos dos outros.
-Quando transformamos o sacrifício em obrigação.
-Quando achamos que somos pessoas ruins porque nos afastamos de um ambiente que nos faz mal para respirar aliviados.
-Quando cedemos a chantagens emocionais e favores que impedem nosso próprio crescimento.
-Quando sacrificamos nosso bem-estar e nos deixamos levar pela inércia de quem nos acompanha mas nos atrasa, deixando de lado o que nos agrada para fazer com que os outros se sintam bem.
É complicado sim, por isso devemos optar pelo equilíbrio entre as paixões, o cuidado e a dedicação a si mesmo e ao outro. Se assim fizermos, viveremos deliciosamente contemplando nossa essência plena, sem exceções ou poréns.

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Às vezes devemos esquecer o que sentimos para lembrar o que merecemos

Quando não temos reciprocidade estamos sendo agressivos com o princípio do equilíbrio, que devemos manter sempre para termos sucesso em nos mantermos completos e não nos despedaçarmos.
Devemos lembrar que as relações afetivas não são uma mera interação, mas exigem uma troca equilibrada e satisfatória que faça sentido quando colocada na nossa balança social e afetiva.
Ou seja, não podemos fazer de nossas relações apenas oportunidades de “dar”, mas também devemos procurar que haja um equilíbrio com o “receber”. Isso não é egoísta nem mesquinho, mas sim enriquecedor.
Quem dá tudo em primeiro pessoa, quem se oferece inteiramente aos outros, não recebe nada em troca e não trabalha em si mesmo, termina sentindo-se vazio e machucado. Não podemos deixar de lado nossa autoestima para procurar a felicidade alheia, pois acabamos sendo vítimas da nossa própria atitude.
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Só jogando com o interesse pessoal e o alheio podemos cultivar nosso próprio desenvolvimento sem deixar de lado o outro. Ou seja, mantendo a balança equilibrada, numa linha reta e perfeita.
Dar e receber são partes de um todo. Quando alcançado, esse todo nos faz sentir capazes de amar e merecedores de amor e reconhecimento. Baseando-se nisso devemos ser capazes de:
  • Manter nossos direitos: pode ser que em algum momento haja algo que não nos fará bem ou que simplesmente não nos agradará fazer. Nesse momento devemos fazer valer nosso direito de manter nosso próprio espaço.
  • Cultivar nossos interesses e passatempos: esta é a base para a satisfação, para a felicidade e para o crescimento pessoal. É importante que não deixemos de nos cuidar e de dar alimento aos nossos desejos.
Lembre-se de que as grandes mudanças sempre vêm acompanhadas de algumas dificuldades. Ainda que a mudança doa e seja incômoda, a melhora gradual lhe mostrará que longe de ser um fim, é a oportunidade do início de um grande momento emocional.

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