segunda-feira, 5 de setembro de 2016

DILMA INSUFLA ÓDIO NAS RUAS E VAI MORAR EM IPANEMA

FOTO: Manifestante vandaliza agência bancária em São Paulo (Avener Prado/Folhapress)
Vinicius Mota 
by FOLHA DE SÃO PAULO


SÃO PAULO - De cada 100 policiais militares brasileiros, 49 declaram-se pretos ou pardos. Um soldado paulista ganha menos de cinco mínimos mensais. Já protestos de esquerda têm menos pretos e pardos. A renda do militante supera a de uma família chefiada por um soldado PM e, por muito, a de um lar brasileiro típico.

A elite vermelha pretende falar em nome da maioria da população, mas está distante dela. Policiais, desafiados nas ruas a cada manifestação, estão mais próximos da rotina das classes trabalhadoras.

Ninguém se iluda com críticas furiosas da esquerda ao menor sinal de excesso na repressão. A preocupação com a integridade das pessoas —somente das que se chocam com a polícia, nunca das que são vítimas da brutalidade militante— é mero pretexto de uma disputa de poder.

O PT, em autocrítica sincera, arrependeu-se de não ter infiltrado sua ideologia nas Forças Armadas. Lamentou-se por não ter favorecido a ascensão de oficiais alinhados ao partido. A diretriz para as PMs estaduais há de ser a mesma.

Nesse delírio autoritário, elas serão tratadas como inimigas apenas até o momento em que o partido arrebatar-lhes o comando. Depois disso, poderão produzir feridos e cadáveres sem ser incomodadas pelos intelectuais a serviço do futuro.

A esquerda brasileira, da velha e da nova geração, não sepultou a violência política. Nas derivações subletradas do marxismo de hoje, o culto da revolução —o banho de sangue que abriria caminho para o mundo pacificado— deu lugar ao prazer estético da depredação e do confronto provocado com a polícia.

O comitê central circula os alvos: empresários, imprensa, parlamentares, procuradores e juízes são atingidos dia e noite pela acusação de "golpistas". As tropas de assalto nas ruas entendem o recado e partem para a ação. Dilma Rousseff pronuncia a fatwa e vai morar em Ipanema.

sábado, 3 de setembro de 2016

44° Festival de Cinema de Gramado premia vencedores neste sábado

03/09/2016 

Após oito dias de exibições, 44ª edição do evento chega ao fim.
Cerimônia de premiação será às 21h, no Palácio dos Festivais.

Rafaella FragaDo G1 RS, em Gramado
Festival de Cinema de Gramado termina neste sábado (2) (Foto: Edison Vara/Pressphoto)Festival de Cinema de Gramado termina neste sábado (3) (Foto: Edison Vara/Pressphoto)

























Após oito dias de exibições de filmes e debates sobre cinema, a 44ª edição do Festival deGramado chega ao fim neste sábado (3), na Serra do Rio Grande do Sul. No período, foram projetados na telona 50 títulos, entre curtas e longas-metragens, nacionais e estrangeiros, dentro da mostra competitiva.
Serão distribuídos diversos prêmios, entre kikitos e menções especiais. A cerimônia de premiação será às 21h, no Palácio dos Festivais.
Os troféus são divididos em três categorias: longas-metragens brasileiroslongas-metragens estrangeiros, curtas-metragens nacionais. A premiação dos curtas da mostra gaúcha ocorreu no último domingo (28). Saiba os vencedores.
Andreia Horta vive Elis Regina em filme de Hugo Prata (Foto: Divulgação)Andreia Horta vive Elis Regina em filme de Hugo
Prata (Foto: Divulgação)
Entre os longas nacionais, estão seis obras. A cinebiografia “Elis”, de Hugo Prata, abriu a mostra competitiva e foi bastante aplaudida. A obra de ficção é baseada na vida da cantora Elis Regina e protagonizada pela atriz Andreia Horta, cuja atuação foi muito elogiada e apontada como uma das favoritas ao Kikito da categoria.
O drama "O Silêncio do Céu", uma coprodução com o Uruguai e dirigido por Marco Dutra, aborda a questão da violência doméstica. Traz Carolina Dieckmann no papel de uma mulher vítima de estupro, mas que esconde do marido a agressão. O homem, vivido pelo ator argentino Leonardo Sbaraglia ("Relatos Selvagens"), no entanto, também preserva um segredo, e esse silêncio compromete a vida do casal.
Concorrem ainda a comédia “O Roubo da Taça”, de Caito Ortiz, cujo pano de fundo é o roubo da Taça Jules Rimet, em 1983, no Rio de Janeiro. “El Mate” de Bruno Kott, narra uma noite na vida de um assassino de aluguel portenho em São Paulo. A outra comédia “Tamo Junto”, de Matheus Souza, acompanha a vida de Felipe (Leandro Soares), que termina um namoro de anos e precisa reaprender a lidar com a vida de solteiro. Ele pede abrigo na casa do ex-colega Paulo Ricardo, que é vivido pelo próprio diretor.
Domingos de Oliveira e equipe apresentam filme Barata Ribeiro, 716 (Foto: Edison Vara/Pressphoto)Domingos de Oliveira e equipe apresentam filme
'Barata Ribeiro, 716' (Foto: Edison Vara/Pressphoto)
O veterano Domingos de Oliveira encerrou a mostra na corrida pelo Kikito com “Barata Ribeiro, 716”. Caio Blat vive o alterego do cineasta, em uma história sobre a intensa boêmia carioca que termina no golpe de 64. A atriz Sophie Charlotte, que também atua em "Tamo Junto", é um dos destaques do longa.
Entre os latinos, são sete longas-metragens. A Argentina aparece em quatro produções, mas há ainda representações de Bolívia, México, Venezuela, França, Cuba, Chile e Uruguai (confira a lista completa abaixo).
A 44ª edição homenageou ainda quatro personalidades. As distinções foram conferidas para Sônia Braga (Troféu Oscarito), Tony Ramos (Troféu Cidade de Gramado), Cecilia Roth (Kikito de Cristal) e José Mojica Marins (Troféu Eduardo Abelin).
Ao todo, 13 longas concorrem nas mostras nacional e latina (Foto: Edison Vara/Pressphoto )Ao todo, 13 longas concorrem nas mostras nacional e latina (Foto: Edison Vara/Pressphoto )

























- Serviço
Premiação do 44ª Festival de Cinema de Gramado
Data:
 Sábado, 3 de setembro
Onde: Palácio dos Festivais (Av. Borges de Medeiros, 2697)
Quanto: R$ 100
- Todos os filmes da mostra competitiva
Longas-metragens brasileiros

- "Barata Ribeiro, 716" (RJ), de Domingos Oliveira
- "El Mate" (SP), de Bruno Kott
- "Elis" (SP), de Hugo Prata
- "O Roubo da Taça" (SP), de Caíto Ortiz
- "O Silêncio do Céu", (SP), de Marco Dutra
- "Tamo Junto" (RJ), de Matheus Souza
Longas-metragens estrangeiros
- "Guarani" (Paraguai/Argentina), de Luis Zorraquín
- "Campaña Antiargentina" (Argentina), de Ale Parysow
- "Carga Sellada" (Bolívia, México, Venezuela e França), de Julia Vargas
- "Espejuelos Oscuros" (Cuba), de Jessica Rodrigues
- "Esteros" (Argentina/Brasil), de Papu Curotto
- "Sin Norte" (Chile), de Fernando Lavanderos
- "Las Toninhas Van al Leste" (Uruguai/Argentina), de Gonzalo Delgado e Verónica Perrotta
Curtas-metragens brasileiros
- “A Página” (SP), de Guilherme Andrade
- “Aqueles Anos em Dezembro” (SP), de Felipe Arrojo Poroger
- “Aqueles Cinco Segundos” (MG), de Felipe Saleme
- “Black Out” (PE), de Adalmir da Silva, Felipe Peres Calheiros, Francisco Mendes, Jocicleide Valdeci de Oliveira, Jocilene Valdeci de Oliveira, Martinho Mendes, Paulo Sano e Sérgio Santos
- “Deusa” (SP), de Bruna Callegari
- “Horas” (RS), de Boca Migotto
- “Ingrid” (MG), de Maick Hannder
- “Lembranças do Fim dos Tempos” (SP), de Rafael Câmara
- “Lúcida” (SP), de Fabio Rodrigo
- “Memória da Pedra” (BA), de Luciana Lemos
- “O Ex-Mágico” (PE), de Mauricio Nunes e Olimpio Costa
- “O Que Teria Acontecido ou Não Naquela Calma e Misteriosa Tarde de Domingo no Jardim Zoológico” (RJ), de Gugu Seppi e Allan Souza Lima
- “Rosinha” (DF), de Gui Campos
- “Super Oldboy” (SP), de Eliane Coster
Entrega dos troféus do Festival de Cinema de Gramado será no sábado (3) (Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto)Entrega dos troféus do Festival de Cinema de Gramado será no sábado (3) (Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto)

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Carta Aberta á Renan Calheiros



Publicado por Mendonça Neto, Jornal Extra – Rio de Janeiro .
                   
“Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz”. As vacas de Renan dão cria 24 h, por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!

Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.

Do menino ingênuo que eu fui buscar em Murici para ser deputado estadual em 1978 – que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar – você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem
nunca a ousar como os bandidos.

Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino, que é vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço,
Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a degladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.

Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um mil artifícios para vencê-los, e, quem sabe, um dia derrotaria todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados cujo serviço exclusivo era abanar, durante horas, um leque imenso sobre a mesa dos usineiros, para que os mosquitos de Murici (em Murici, até os mosquitos são vorazes) não
mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe, um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.

Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.

Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele e se aliaram, começou a ser Parido o novo Renan.

Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito.
Os seus colegas de Universidade diziam isso. Longe de ser um demérito, essa sua espessa ignorância literária faz sobressair, ainda mais, o seu talento
De vencedor.
Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e o ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que, se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria em tudo. Haveria de ser recebido em Palacios, em mansões de milionários, em Congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto,
todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seriam rebatizados em Fausto e opulência; “Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo
do Rei.”

Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: “A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível.” Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: “Suje-se,
gordo! Quer sujar-se? Suje-se, gordo!”

Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez. Nesse mandato, nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso, nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço!
Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou essa sua campanha com US1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava, bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho.

E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-lo nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço. O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha –
e é tudo seu, montanha e glória – ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme, que blefa rindo, e cujos olhos indecifráveis Intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.

Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem, na política
brasileira, a tem? Quem, neste Planalto, centro das grandes picaretagens nacionais, atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que, na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem-cerimônia com que cultiva corruptos? José
Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu pai-velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?

Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje ospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola?
Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal?
No velho dizer dos canalhas, todos fazem isso, mentem, roubam, traem. Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasímodos morais para blinda-lo.

E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra – Siba – é o camareiro de seu salvo-conduto para a impunidade, e fará de tudo para que a sua bandeira – absolver Renan no Conselho de Ética – consagre a sua carreira.
Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o chefe… É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que,
desde logo, previne: quero absolver Renan.

Que Corregedor!… Que Senado!…Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura:

1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil,
2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil,
3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil,
4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil ..

E SÒ.

Você não declarou nenhuma fazenda, nem uma cabeça de gado!!
Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$1 milhão, e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale mais de R$ 2.000.000.Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000.

Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhoes, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranjas? Que herança moral você deixa para seus descendentes?.

Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena? Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: “Não tenho uma só tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho.” É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!

O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices.
Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso. Hoje perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!

Por favor, divulguem pro Brasil inteiro pra ver se o congresso cria vergonha na cara. Os alagoanos agradecem.





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