sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Sabedoria de Avó...


Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer a meu neto:

- Querido, venha cá.

Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado.
Tenho umas coisas pra te contar. E assim, dizer apontando o indicador para o alto:

- O nome disso não é conselho, isso se chama colaboração!

Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões.

E agora, do alto dos meus 88 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte. Por isso, vou colocar mais ou menos assim:

É preciso coragem para ser feliz. Seja valente.
Siga sempre seu coração.
Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.

Satisfaça seus desejos.
Esse é seu direito e obrigação.
Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser um grande menino ou uma menino grande, vai depender só de você.

Tenha poucos e bons amigos.

Tenha filhos.

Tenha um jardim.

Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália.

Cuide bem dos seus dentes.

Experimente, mude, corte os cabelos.

Ame. Ame pra valer. Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito... - tudo é possível, e o futuro é imprevisível.

Tenha uma vida rica de vida!

Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.

Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor. 


E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável.

Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.

Se for se casar, faça por amor.
Não faça por segurança, carinho ou status.

A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco! Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.

Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação.

Leia. Pinte, desenhe, escreva.

E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.

Compreenda seus pais.
Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.

Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.

Era só isso meu querido.
Agora é a sua vez.

Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você...??????


(Autor desconhecido)



***Ás muitas crianças de hoje que lhes é  tirado o privilégio de conviverem com os avós, sua experiência, sabedoria , mimos e disponibilidade que são de uma riqueza incalculável. Convivi com minha tataravó, bisavó e avó. E cresci forte, como jamais pude imaginar que fosse. Minha genitora, jamais teria conseguido fazer um trabaho tão exemplar. #GrataUniverso

TExto bem legal, sobre as maes que somos diariamente, por uma vida inteira!



Eu já fui a mãe que chega com as unhas feitas, cabelo penteado e outfit impecável.

E já fui a mãe que chega atrasada com calça de ginástica, cabelo oleoso e blusa manchada (e a mancha pode ser desde restos de comida até excreções de um mini corpo humano).

Eu já fui a mãe que amamenta feliz, e já fui a mãe que levanta resmungado porque teria que dar de mamar.

Eu já fui a mãe que cozinha tudo em casa, apenas com ingredientes orgânicos, e já fui a mãe que pede fast food por pura e absoluta preguiça.

Eu já fui a mãe que se voluntaria para ir ao passeio com a turma da escola, e já fui a mãe que esquece de mandar o lanche do filho.

Eu já fui a mãe que leva ao parquinho e inventa brincadeiras, e já fui a mãe que liga a televisão para ter sossego.

Eu já fui a mãe que contou até 10 e manteve a calma, e já fui a mãe que tem ataques histéricos.

Eu já fui a mãe que guardou para o filho a última e melhor colherada da sobremesa, e já fui a mãe que comeu chocolate escondido para não ter que dividir.

Eu já fui a mãe que conta os segundos para colocar as crianças para dormir, e já fui a mãe que fica pedindo mais um beijinho.

Eu já fui a mãe que trabalha, cuida da casa, e dos filhos, e já fui a mãe que não tem forças para sair do sofá.

Eu já fui a mãe que mantém a lucidez mesmo em situações enlouquecedoras, e já fui a mãe que grita com os filhos.

Eu já fui a mãe que cede aos pedidos de “mais 5 minutinhos”, e já fui a mãe que levou o filho embora arrastado e gritando.

Eu já fui a mãe que precisou de conselhos, e já fui a mãe que deu abraços apertados.

Eu já fui a mãe que faz cabanas na sala, e já fui a mãe que fingiu que estava dormindo só para não ter que responder.

Eu já fui a mãe que salvou o filho de um tombo, e já fui a mãe que perdeu o filho de vista em pleno parque temático.

Eu já fui todas estas mães e muitas outras. Muitas vezes fui várias delas em um dia só. Talvez você tenha me visto no meu melhor momento, e acreditou que eu era uma mãe exemplar, que tem tudo sob controle.

Talvez você tenha me visto em um momento ruim, e por isso pensa que sou um total fracasso.

Pouco importa. A vida não é perfeita, nem mesmo são as mães, nem mesmo são os filhos.

Todas nós já estivemos dos dois lados. Um momento, ou um dia, não define ninguém. 

Caso você esteja precisando saber: Você é uma excelente mãe e está fazendo um fantástico trabalho. No meu caso, ha 34 e 27 anos.

Por um mundo com menos dedos indicadores, e mais “eu sei que é difícil”!

(Tentei encontrar  a autora e varias se intitulam. Caso alguem saiba quem é a autora escreva, que coloco o crédito. Thanks)

È um privilégio te-los como leitores!


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