sábado, 30 de julho de 2016

A estrutura criminosa do governo Dilma

BRASIL

IstoÉ

Lava Jato e outras investigações da Polícia Federal e do Ministério Público mostram como a presidente afastada institucionalizou a corrupção no governo federal e envolvem mais de vinte ex-ministros com desvios de dinheiro público, achaque a empresas e ameaças a testemunhas






Agentes da Operação Custo Brasil recolhem documentos que incriminam o ex-ministro Paulo Bernardo

SOB INVESTIGAÇÃO
 


Há exatamente um ano, em despacho redigido em um dos processos que tem como réu o ex-ministro José Dirceu, o juiz Sérgio Moro escreveu que o País passou a vivenciar um quadro de corrupção sistêmica sob o comando do PT. Na ocasião, muitos analistas políticos e observadores das entranhas do Judiciário trataram o alerta do magistrado responsável pela Lava Jato como alarmista. Hoje, não há quem discorde de Moro. Depois de dois anos de investigações em diversas operações da Polícia Federal e de mais de 70 delações premiadas, fica evidente que as gestões petistas transformaram o governo federal em uma verdadeira e organizada estrutura de corrupção. Praticamente todos os ministros de Dilma Rousseff estão envolvidos em desvios de dinheiro público. Desde aqueles que ocuparam gabinetes no Palácio do Planalto até os mais distantes. “A corrupção que o PT promoveu foi uma corrupção institucional, não foi dispersa nem com indivíduos participando isoladamente”, afirma o professor Álvaro Guedes, especialista em administração pública da Unesp. “Pessoas foram escolhidas a dedo para estar em posições estratégicas e promover o desvio de dinheiro”, conclui o professor.


Um estado dominado

Um dos expoentes desses “escolhidos a dedo” é Paulo Bernardo, ex-ministro das gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Na semana passada, ele foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Custo Brasil. A PF diz ter provas suficientes para assegurar que Bernardo, enquanto esteve no governo, participou de organização criminosa e praticou crime de corrupção passiva. No mês passado, ele foi preso após a polícia constatar que havia recebido R$ 7,1 milhões desviados de uma fraude no crédito consignado que cobrava uma taxa superfaturada dos servidores federais que se encontravam endividados. Paulo Bernardo é casado com Gleisi Hoffmann, uma das líderes da tropa de choque de Dilma no Senado, ex-ministra da Casa Civil e também acusada de receber propinas do Petrolão. Gleisi só não foi presa junto com o marido graças ao foro privilegiado. O casal sempre teve livre trânsito no gabinete e na residência oficial da presidente afastada. No mesmo esquema que lesou milhares de funcionários públicos, está o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas, aquele que costumava levar Dilma para passeios de moto aos domingos. Ainda na semana passada, Edinho Silva, outro ex-ministro íntimo da presidente afastada, viu-se diante de novas provas que o envolvem em corrupção e achaque contra empresários que tinham contratos com o governo. Ele, que já era investigado por intermediar, a pedido de Dilma, R$ 12 milhões da Odebrecht para o caixa dois da campanha da petista em 2014, desta vez foi alvejado por investigação promovida pelo TSE. Peritos descobriram que uma empresa pertencente a um ex-assessor de Edinho recebeu R$ 4,8 milhões da campanha de Dilma para serviços que não consegue comprovar (leia reportagem na pág. 38). Em um de seus despachos, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que prometer facilidades na liberação de obras às grandes empreiteiras em troca de recursos para o PT era uma medida habitual de Edinho, que antes de ocupar o ministério foi tesoureiro da campanha da reeleição.

Crimes sob encomenda


Outros ex-ministros próximos à presidente afastada também agiam dentro da organização criminosa. São os casos de Fernando Pimentel, Jaques Wagner, Giles Azevedo, Ricardo Berzoini, entre outros. O Ministério Público investiga ainda amigos da presidente afastada que não ocuparam cargos no primeiro escalão de sua gestão, mas comandaram setores estratégicos do governo, como Valter Cardeal e Erenice Guerra. O primeiro foi diretor da Eletrobrás e é acusado de ter se beneficiado com propinas nas obras de Angra 3. Erenice, uma das principais auxiliares de Dilma e ex-ministra de Lula, é investigada por ter recebido R$ 45 milhões desviados das obras de Belo Monte. Como quadrilha organizada, expressão que costuma ser usada pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, ao se referir às gestões petistas, a estrutura criminosa instalada no governo Dilma também locupletou os ministros que chegaram à esplanada por indicação dos partidos aliados (leia quadro na p[ág. 37). “O PT unificou diversas quadrilhas que agiam em setores diferentes”, diz Paulo Kramer, analista e professor da Universidade de Brasília. “O partido deu um comando central à corrupção, decidia quem entraria para o esquema de poder”, complementa.


Com o avanço da Lava Jato, o governo passou a usar ministros para tentar barrar as investigações. A presidente afastada e o ex-chefe da pasta de Justiça, José Eduardo Cardozo, procuraram nomear ministros comprometidos para os tribunais superiores. Sem êxito, Dilma escalou o ex-ministro Aloizio Mercadante para tentar comprar o silêncio de testemunhas. Ex-ministro da Educação e da Casa Civil, Mercadante foi um dos principais conselheiros dela. Acusado de receber dinheiro de propina da UTC em sua campanha de 2010, ele foi flagrado, em março deste ano, em uma gravação oferecendo dinheiro e ajuda para tentar melar a Lava Jato. A armadilha foi criada pelo assessor do ex-senador Delcídio do Amaral a quem o ex-ministro fez a proposta indecente para tentar impedir que Delcídio fechasse um acordo de delação. Na ocasião, o processo do impeachment de Dilma parecia caminhar para um encerramento favorável ao governo. Mercadante não conseguiu comprar o silêncio de Delcidio e a delação feita pelo ex-senador, publicada com exclusividade por ISTOÉ, permitiu a retomada do processo que a cada dia desvenda novas falcatruas protagonizadas pelo grupo que se instalou no poder a partir de 2003. “Nos últimos anos foi instalada a cleptocracia em Brasília”, diz o ministro Gilmar Mendes.

sábado, 23 de julho de 2016

12 ideias para pessoas que sempre perdem tudo

Porta fones de ouvido

Nunca lembra onde deixou o fone de ouvido? Veja aqui como fazer essa capinha bacana. É só prender no chaveiro.

Buquê de canetas

Ficam lindas e estão sempre à mão. Aqui o passo a passo.

Porta batom

Se você costuma usar batom, veja esta útil ideia.

O jeito mais fácil de guardar fios

O que sobra dos fios e das linhas você pode guardar em pregadores. Chega de nós!

Caixinhas para grampos

Para que os grampos fiquem sempre arrumados, use caixas de remédios ou umacaixinha de Tic-Tac.

Porta controles remoto

Não sabe se levou o controle para o trabalho ou se o seu cachorro comeu? Faça um organizador, armazene todos os controles e elimine essas dúvidas.

O clube das meias esquecidas

Essa tábua aumentará a probabilidade de que uma meia perdida encontre o seu par perdido no buraco negro da lavadora de roupas.

Organizador de cabos

Quando os cabos começam a se misturar, é difícil não perder a cabeça. Veja como fazer este porta cabos diferente, bonito e prático.

Porta celular para carregar

Veja o passo a passo aqui.

Cronograma de atividades do filho

De novo os pregadores para ajudar na organização. Faça um cronograma com as principais tarefas do seu filho.

Tapete inteligente

Parece comédia, mas até que é uma ótima ideia. As instruções você encontra aqui.

Capinha para os óculos

Guarde os óculos em capinhas coloridas que você mesmo pode fazer.
Tradução e adaptação: Incrível.club 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Irmão de Hugo Chávez morre na Venezuela por falta de remédio


Morreu no último domingo( 17) na Venezuela o irmão do ditador Hugo Chávez e prefeito da cidade de Sabaneta, estado de Barinas.

Aníbal Chaves tinha 60 anos e sofreu uma repentina infecção estomacal que acabou por comprometer outros órgãos.

Segundo informações da imprensa local a causa da morte do político socialista teria se dado pela falta de antibióticos.

O enfermo foi levado a um hospital na região de Sabaneta e lá não pode ser devidamente tratado, uma vez que não havia antibióticos disponíveis no estoque. O mesmo foi então transferido para outro hospital na capital Caracas, mas a infecção já havia se agravado. Em virtude do avanço da infecção veio a falecer logo em seguida.

O governo de Nicolás Maduro não confirmou as declarações da imprensa local, se limitando a dizer que a morte foi em virtude de uma ” doença súbita”.

Aníbal Chavez foi um defensor ferrenho do modelo socialista proposto por seu irmão, e por ironia do destino se tornou mais uma vítima do mesmo.

O socialismo venezuelano colocou o país na mais absoluta miséria e escassez generalizada.

by /wildleaks

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