quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Muito petróleo e o mesmo governo há 35 anos: Um perfil da Guiné Equatorial

Beija-Flor diz que desfile divulgou a trajetória do povo guinéu-equatoriano


A escola de samba Beija-Flor venceu, nesta quarta-feira, o Carnaval carioca de 2015 com um enredo polêmico por exaltar a pequena Guiné Equatorial.

"Um griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial" teria sido financiado com uma quantia que variaria de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões doados pelo presidente do país africano, Teodoro Obiang Nguema, que está no poder há 35 anos. A ONG Anistia Internacional acusa o governante de violação dos direitos humanos, que iriam desde execuções extrajudiciais e tortura a prisões arbitrárias e repressão violenta a protestos.

Consultada pela BBC Brasil antes do desfile, a Beija-Flor não confirmou os valores recebidos e limitou-se a dizer, em nota, que recebeu "apoio cultural e artístico do governo da Guiné Equatorial" e que "visando divulgar a trajetória de seu povo, a Guiné Equatorial disponibilizou todo o aparato histórico para que a comissão de Carnaval da agremiação pudesse pesquisar e ter acesso a diversos aspectos da cultura local".

Nesta quarta-feira, um diretor artístico da escola afirmou que o desfile da Beija-Flor foi financiado por empresas brasileiras de construção civil que atuam na Guiné Equatorial.

A BBC preparou um perfil do país africano que entrou no noticiário brasileiro:
'Maldição' petrolífera

O pequeno país do oeste africano começou a explorar suas riquezas petrolíferas em 1995 e hoje é visto como vítima de um típico caso de "maldição do petróleo" – ou paradoxo da abundância.

Desde meados da década de 1990, a antiga colônia espanhola se tornou um dos maiores produtores de petróleo na África Subsaariana e tinha, em 2004, a economia em maior crescimento do mundo.

Leia mais: Anistia pede 'transparência' após enredo polêmico da Beija-Flor

No entanto, apesar de o país liderar o ranking de prosperidade da África, uma grande parcela de sua população permanece na pobreza. Segundo o Banco de Desenvolvimento Africano, os lucros do petróleo e do gás levaram a melhorias na infraestrutura básica nos últimos anos, mas não houve avanços significativos nas condições de vida do povo guinéu-equatoriano.

O governo ampliou os gastos em obras públicas, mas a ONU alega que menos da metade da população tem acesso à água potável e quase 10% das crianças morrem antes de completar cinco anos.
Governo e direitos humanos

O país é criticado por diversas organizações de direitos humanos, que alegam que os dois líderes pós-independência estão entre os principais violadores de direitos na África.

Guiné Equatorial

Política: Obiang tomou o poder em 1979; grupos de direitos humanos dizem que seu governo é um dos mais brutais da África

Economia: O país é o terceiro maior produtor de petróleo da África Subsaariana; há denúncias de que os lucros da commodity venham sido tomados pela elite local

Internacional: A Guiné Equatorial e o Gabão disputam ilhas que acreditam ser ricas em petróleo

O reinado de terror de Francisco Macias Nguema – da independência, em 1968, a sua derrubada, em 1979 – forçou a fuga de um terço da população do país. Além de ser alvo de denúncias de ter cometido genocídio contra a minoria étnica Bubi, ele ordenou a morte de milhares de suspeitos oposicionistas, fechou igrejas e governou em uma época de colapso econômico.

Seu sucessor, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, assumiu em um golpe de Estado e tem demonstrado pouca tolerância com a oposição durante suas três décadas no poder. Ainda que o país seja, nominalmente, uma democracia multipartidária, eleições têm sido, de forma geral, consideradas fraudulentas. Segundo a Human Rights Watch, a "ditadura do presidente Obiang usou o boom do petróleo para se consolidar e enriquecer a si mesma, às custas do povo".

Corrupção e críticas externas


A organização Transparência Internacional colocou a Guiné Equatorial entre os 12 países com maior percepção de corrupção.
Teodoro Obiang Nguema governa o país há 35 anos

Em 2008, o país se tornou candidato à Iniciativa de Transparência das Indústrias Extrativistas – um projeto internacional para promover a abertura nas contas governamentais com respeito a obtidos com o petróleo –, mas não conseguiu se qualificar. Desde então, vem tentando entrar no grupo.

Em 2004, uma investigação do Senado americano sobre um banco local identificou que a família de Obiang havia recebido pagamentos vultuosos de petroleiras americanas, como Exxon Mobil e Amerada Hess.

Observadores dizem que os EUA evitam criticar publicamente a Guiné Equatorial porque o país é um aliado em uma região volátil e rica em petróleo.

Em 2006, a então secretária de Estado americana Condoleezza Rice exaltou Obiang como um "bom amigo", apesar das críticas feitas pelo próprio Departamento de Estado às restrições a liberdades civis e direitos humanos no país africano.

Em 2010, uma visita do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Guiné Equatorial também despertou polêmicas. Na época, o então chanceler Celso Amorim disse que "negócios são negócios".

Mais recentemente, o presidente dos EUA, Barack Obama, posou para uma foto oficial com Obiang em uma recepção em Nova York.

Em outubro do ano passado, o filho de Obiang, Teodorin, que é ministro, foi forçado a abdicar de mais de US$ 30 milhões em ativos nos EUA, que autoridades alegam ter sido comprados com dinheiro roubado.

by BBC

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Responsa! As 6 comissões de frente que humilharam na avenida

Confira as comissões que humilharam no Anhembi, em
São Paulo, e na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro



A missão dela é apresentar a escola de samba. Além de apresentar o enredo, uma comissão de frente de peso precisa impactar os jurados e saltar aos olhos do público. E até agora, o Carnaval 2015 teve de tudo: de Willy Wonka a Marilyn Monroe.


Veja a lista das comissões de frente que mais chamaram atenção na avenida até o penúltimo dia de desfiles:

1. Grande Rio

Inspirada no baralho, a escola carioca trouxe um olhar diferente sobre o tema, lembrando da história de Alice no País das Maravilhas. Na comissão, atrizes e bailarinas deram um efeito espetacular à encenação, transformando-se em mesas de café que andavam sozinhas. O efeito ficou incrível.
(Fotos: Adriano Ishibashi/ Frame)



2. Mocidade Independente de Padre Miguel

Como já era de se esperar, a escola trouxe inovação para a Sapucaí sob o comando do carnavalesco Paulo Barros. Entre os destaques à frente da escola, estavam os bailarinos vestidos com uma roupa que "cuspia" fogo. Tinha que ter emoção, né?
(Fotos: Ide Gomes/ Frame)



3. Dragões da Real

Willy Wonka, o dono da Fantástica Fábrica de Chocolates, foi o protagonista da comissão de frente da agremiação, que cantou sobre sonhos e imaginação. Lúdico e com a referência bem clara, o grupo de bailarinos foi o convite perfeito para abrir as alas que ajudaram a contar o enredo escolhido pela escola. Afinal, quem nunca quis ver um Oomla Loompa na avenida?
(Fotos: Carla Carniel/ Frame)




4. Acadêmicos do Salgueiro

A homenagem a Minas Gerais que pautou o desfile da escola começou com uma comissão de frente de índios que aos poucos passavam a venerar uma santa, coberta por um manto luminoso, que trazia as cores e a bandeira da agremiação. O grupo de bailarinos reproduziu as pinturas e até os furos que algumas tribos abrem na parte inferior da boca.
(Fotos: Ide Gomes e Rudy Trindade/ Frame)



5. Unidos de Vila Maria


Com um enredo sobre diamantes, a comissão da escola trouxe gangues de mafiosos que entravam em confronto, com direito a “armas” e um carro antigo. Outro destaque foi a atriz vestida de Marilyn Monroe, com um belo vestido de cristais, em referência à canção Diamonds Are A Girl's Best Friends. Puro luxo.
(Fotos: Carla Carniel/ Frame)



6. Gaviões da Fiel

A escola paulista cantou seu enredo sobre as cartas do baralho com uma comissão de frente simples, mas extremamente divertida. As cartas eram do tamanho dos bailarinos, que, vestidos de curingas, manipulavam torres, fileiras e jogadas na avenida.
(Fotos: Rodrigo Dionísio/ Frame)




Musas em zoom


Quantos anos têm os famosos na folia?

by Terra

Quando você descobrir o que significa o “Nós” e “Eles” de Lula, nunca mais vota no PT


nos e ele dominio do fato
O que seria dos espertos se não fossem os trouxas?
Por incrível que pareça, o discurso do PT é basicamente sustentado por um ingrediente bastante elementar. Tudo se baseia no pronome pessoal plural “Nós” utilizado na tradicional fórmula de cortesia. Sempre combinado com o “Eles”, esta fórmula é usada pelo partido para dividir o povo, numa alusão onde “Nós” são os oprimidos e “Eles”, as elites. Esta pregação de ódio tem um significado externo, entre os eleitores, e interno, entre os membros do partido.
Externamente, esta divisão visa explorar uma série de sentimentos vivenciados pelas pessoas mais vulneráveis da sociedade. Vulneráveis não apenas no aspecto financeiro, mas também emocional.
O brasileiro é bombardeado diariamente com informações visuais que não condizem nem um pouco com a realidade do povo. As pessoas se deparam desde pequenas com campanhas que enaltecem apenas um grupo na sociedade: os bonitos, ricos e inteligentes. Em todos os lugares, haverá sempre um programa na TV, uma revista ou um outdoor ostentando pessoas lindas, alegres e ricas.
Não há como mensurar o impacto destas informações sobre a população do país, onde a maioria é estigmatizada por não ser nem linda, nem rica, nem inteligente. De mesmo modo, não é difícil supor que a maioria das pessoas questionam esta realidade, onde muitos chegam à conclusão de que nunca serão lindos, ricos ou inteligentes. De uma forma ou de outra, esta ditadura de padrões interfere na auto estima das pessoas ou as pessoas se permitem afetar por isto. Tanto que muitas se submetem à ditadura do mercado e tentam se ajustar através da moda, recursos estéticos ou se associarem à ícones de consumo, de modo a se sentirem mais inseridas no contexto social.
O PT explora a baixa auto estima deste universo de pessoas, chamando à eles de “Nós”, acrescentando a eterna promessa de vingá-los, apontando para “Eles”. Os simpatizantes do PT são tão burros que ainda se permitem seduzir por este tipo de revanchismo social. Um método medíocre criado por pessoas espertas que encontraram a fórmula mágica para agradar a maioria. Este método deu tão certo para o PT, que seus simpatizantes chegaram ao ponto de defender todas as falcatruas, roubalheiras e atos de corrupção que os representantes do partido cometem à torto e à direita.
Os simpatizantes do PT não se deram conta ainda que o partido estimula, fortalece, manipula e explora a baixa auto estima do povo brasileiro, onde a maioria teve origem na miscigenação entre índios, negros e portugueses. O PT explora a boa fé de pessoas que ainda não tiveram acesso à educação de qualidade, como é o caso da maioria do povo deste país. O PT explora a fragilidade e a insegurança financeira que alcança a maior parte da população, como em qualquer outro país de terceiro mundo. O PT estimula o sentimento de ódio e de vingança contra uma minoria de pessoas no país, criminalizando-as por sua condição financeira, estética ou intelectual. Os simpatizantes do PT sofrem uma lavagem cerebral e acabam por esquecerem-se que no Brasil não há “Nós e Eles”. Todos são brasileiros.
Internamente, o conceito do “Nós e Eles” também é bastante útil ao partido. Funciona como uma espécie de estímulo à corrupção. Não é raro ver o Lula gritar em seus comícios frases como “Ele roubaram o país por mais de 500 anos”, dando margens à interpretações como “Agora é nossa vez” ou “Se eles roubaram, nós também podemos” ou ainda “Nós também não somos perfeitos”. Dentro do partido, o “Nós” pode significar uma credencial que dá direito aos integrantes do partido roubarem “Deles”.
o próprio Lula ratifica esta tendência e já declarou de público que, em caso de roubo cometido por um companheiro investigado pela justiça, ele fica do lado do companheiro;
Observem que o “Nós” está sempre presente nos discursos do PT. Ao pronunciar “Nós” eles estão incluindo você que votou “Neles”, aqueles que depois das eleições só vivem no meio dos mais ricos e também ficam cada dia mais ricos.
@muylaerte

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