quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Senado conclui votação e novo Código de Processo Civil vai a sanção presidencial



Agência Brasil
Mariana Jungmann

© Foto: Agência Senado O principal objetivo da reforma do código é tornar os processos mais ágeis, e a expectativa, segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, é que os processos…

O plenário do Senado concluiu nesta quarta-feira (17) a votação do novo Código de Processo Civil. O texto-base do projeto foi aprovado na terça-feira (16), mas ficaram pendentes 16 destaques que alteram partes do texto. O principal objetivo da reforma do código é tornar os processos mais ágeis, e a expectativa, segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, é que os processos passem a ser julgado na metade do tempo.

“A aprovação do novo Código de Processo Civil vai fazer com que a duração do processo seja extremamente reduzida, mais ou menos num percentual de 50%. O processo se tornará mais simples e acessível ao cidadão, e há grandes inovações, principalmente aquela que investe na mediação, na conciliação, e o processo, da forma que está concebido, passa a ser um instrumento técnico e ético, que viabiliza ao juiz cumprir a promessa constitucional de prestar Justiça num prazo razoável”, definiu o ministro, após aprovação da redação final do projeto.

Entre os destaques aprovados está um que estabelece a possibilidade de os casais se separarem judicialmente antes do divórcio. Atualmente, os casais podem se divorciar diretamente, sem precisar passar pela separação judicial. Mas os congressistas consideraram importante inserir a opção da separação, além do divórcio.

Outro ponto importante a ser instituído pelo novo Código de Processo Civil é que os processos devem ser julgados em ordem cronológica. Dessa forma, deve-se evitar que os processos fiquem muito antigos, enquanto outros mais recentes são apreciados. Ficam instituídas algumas exceções para casos que precisam de preferência.

O novo CPC cria ainda novas formas de resolução dos processos por meio de conciliação, que deverá ser tentada antes mesmo de o processo ser iniciado. O objetivo é tentar fazer com que os conflitos que possam ter resolução mais fácil nem cheguem a ser julgados, para evitar a sobrecarga da Justiça.

O texto também procura reduzir a quantidade de recursos que podem ser colocados pelas partes, e prevê até multa em casos nos quais ficar claro que uma das partes está apenas tentando protelar a eficácia da decisão judicial. Também para tentar reduzir o tempo dos processos, o novo código prevê que ações individuais podem se tornar coletivas se o resultado delas puder atingir grande número de pessoas. Por outro lado, os senadores rejeitaram destaque que pretendia permitir que juízes de primeira instância pudessem decretar intervenção judicial em empresas.

Os advogados foram contemplados em pelo menos duas demandas. Quando o texto ainda estava na Câmara, ficou estabelecido que os advogados públicos poderão receber honorários de sucumbência, ou seja, aqueles pagos pela parte perdedora ao defensor da parte vencedora. Atualmente, por receber salário para defender o Estado, eles não recebem sucumbência. Os advogados em geral também passarão a ter direito a férias no novo código, porque ele prevê que os prazos sejam contados em dias úteis e ficarão automaticamente suspensos entre os dias 20 de dezembro e 20 de janeiro de cada ano.

O novo código foi previamente formulado por uma comissão de juristas, presidida pelo ministro Luiz Fux, que entregou o anteprojeto há cinco anos. Depois, uma comissão especial de senadores transformou o texto em projeto de lei, que foi aprovado pelo Senado, depois pela Câmara, e agora novamente pelo Senado. Com isso, a matéria seguirá para sanção da presidenta Dilma Rousseff

.Editor Stênio Ribeiro

Obama anuncia medidas para normalizar relações entre EUA e Cuba


Reuters


© REUTERS/Doug Mills Presidente dos EUA Barack Obama faz 
declaração sobre Cuba na Casa Branca. 17/12/ 2014.

O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou mudanças para normalizar as relações entre Estados Unidos e Cuba nesta quarta-feira, dizendo que é hora de "soltar as amarras do passado".

Em um discurso na Casa Branca, Obama disse que o degelo nas relações após um congelamento de cinco décadas está sendo feito depois que ele determinou que a política "rígida" e ultrapassada não conseguiu ter um impacto sobre Cuba.

"Hoje estamos fazendo essas mudanças porque é a coisa certa a fazer. Hoje a América escolhe se soltar das amarras do passado, de modo a alcançar um futuro melhor, para o povo cubano, para o povo americano, para todo o nosso hemisfério, e para o mundo", disse ele.

Obama afirmou que a nova política vai tornar mais fácil as viagens de norte-americanos a Cuba. Ele disse que também irá conversar com membros do Congresso dos Estados Unidos sobre a suspensão do embargo dos EUA a Cuba.

O papa Francisco contribuiu para a melhoria nas relações ao pressionar a libertação do funcionário norte-americano Alan Gross, preso em Cuba, disse o presidente.

Obama agradeceu ao Canadá pelo papel que desempenhou ao sediar as negociações entre EUA e Cuba.

Presidente da Câmara dos EUA chama acordo de 'concessões sem sentido'

O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, o republicano John Boehner, criticou duramente a mudança de política de Obama em relação a Cuba e a classificou de "mais uma em uma longa linha de concessões sem sentido" a ditadores brutais.

"As relações com o regime dos Castro não devem ser revisitadas nem normalizadas até que o povo cubano desfrute de liberdade, e não um segundo antes", disse Boehner em comunicado.

O senador Marco Rubio afirmou que a Casa Branca ganhou pouco na mudança da política em relação ao país comunista. "A Casa Branca cedeu tudo, mas ganhou pouco", disse Rubio, um cubano-americano senador republicano pela Flórida, a jornalistas em entrevista coletiva.

Rubio disse que vai se opor aos esforços da Casa Branca para confirmar embaixadores e financiar embaixadas norte-americanas a fim de manter a pressão sobre o governo dos EUA em relação a Cuba.

Presidente venezuelano destaca 'valentia' de Obama

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, destacou a "valentia" do presidente dos Estados Unidos ao anunciar que planeja normalizar as relações diplomáticas com Cuba depois de décadas de hostilidade com o governo comunista da ilha.

"(Estou) muito feliz. É preciso reconhecer o gesto do presidente Barack Obama, um gesto de valentia e necessário na história. Foi dado um passo, talvez o mais importante de sua presidência", disse o presidente venezuelano em discurso na Cúpula do Mercosul, no norte da Argentina.

Venezuela e Estados Unidos têm uma difícil relação desde o início do governo do falecido presidente Hugo Chávez. O país sul-americano denunciou por várias ocasiões conspirações de Washington contra seu país.

Troca de prisioneiros e discurso de Raúl

Três agentes de inteligência cubanos que passaram 16 anos em prisões nos Estados Unidos retornaram a Cuba nesta quarta-feira como parte de um troca de prisioneiros na qual Cuba libertou um funcionário norte-americano que ficou 5 anos preso em uma prisão cubana, disse o presidente cubano, Raúl Castro.

"Gerardo, Ramón e Antonio chegaram em nossa pátria hoje", afirmou o presidente sobre os três remanescentes dos chamados "heróis antiterroristas", conhecidos principalmente por seus primeiros nomes. São Gerardo Hernández, de 49 anos, Ramón Labañino, de 51, e Antonio Guerrero, de 56.

Raúl disse ter falado com o presidente dos EUA por telefone na terça-feira antes do anúncio feito por Obama de que os Estados Unidos mudarão sua política em relação a Cuba e buscarão normalizar as relações com a ilha, uma adversária de longa data dos Estados Unidos.

O funcionário de ajuda dos EUA Alan Gross, que tinha passado cinco anos em uma prisão cubana, foi libertado.

A libertação dos três agentes cubanos provavelmente será saudada como uma retumbante vitória por Castro, mas ele evitou declarações triunfais em seu discurso televisionado.

Ele disse que era motivo de "enorme alegria para suas famílias e todo o nosso povo".

Em um aceno raro para os Estados Unidos depois de quase 56 anos de hostilidades entre os dois países, Raúl Castro elogiou Obama.

"Esta decisão do presidente Obama merece respeito e reconhecimento pelo nosso povo", disse o presidente cubano.



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