domingo, 14 de dezembro de 2014

Madrasta está 'arrependidíssima' da morte de Bernardo, diz testemunha

Testemunha foi arrolada pela defesa da madrasta Graciele Ugulini.

Homem afirma que o menino era ativo e 'para santo, não servia'.

Do G1 RS
Caso Bernardo - Audiência foi presidida pela Juíza de Direito Tânia da Rosa (Foto: Hernrique Dellazeri)Audiência foi presidida pela juíza Tânia da Rosa
em Porto Alegre (Foto: Hernrique Dellazeri)
Mais uma testemunha foi ouvida na tarde desta sexta-feira (12) no caso que apura a morte do menino Bernardo Boldrini. A juíza Tânia da Rosa, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, ouviu por cerca de 30 minutos um funcionário público de 66 anos, testemunha arrolada pela defesa de Graciele Ugulini, madrasta da vítima. A sessão foi realizada no Foro Central, em Porto Alegre.
O corpo de Bernardo, de 11 anos, foi encontrado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde ele residia com a família. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. Além de Graciele, o pai, o médico Leandro Boldrini, a amiga Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz, também são réus pelo assassinato do menino. Os quatro estão presos e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A testemunha depôs em favor de Graciele, frisando que a mulher é parte de uma família "humilde, simples e respeitada". O homem disse jamais ter conhecido Bernardo. Questionado,  declarou: "Para santo, o guri não servia. Ele era um guri ativo, tanto que procurou o juiz. Eu gostaria de ter um filho ativo", referindo-se ao fato de o menino ter procurado autoridades para reclamar do ambiente familiar.
Sobre a relação de Graciele Ugulini com o crime, a testemunha disse que não conseguiu encontrar nada que pudesse ser usado "contra ou a favor dela". Completou dizendo saber que a mulher está "arrependidíssima e sofre muito".
A próxima audiência será realizada no dia 17 em Passo Fundo, quando será ouvida uma testemunha arrolada pela defesa de Leandro Boldrini. Duas outras testemunhas serão ouvidas na Comarca de Santa Maria, mas ainda não há data prevista. Outra testemunha, que iria depor em Itapema (SC), não foi localizada.
bernardo boldrini (Foto: GloboNews)Bernardo Boldrini foi encontrado morto em abril
(Foto: Reprodução/GloboNews)
Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem do sedativo midazolan e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
A denúncia do Ministério Público apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Exemplo de superação, quadra de futebol flutuante vira atração turística Ela fica em vila na Tailândia com moradores apaixonados por futebol. Na falta de locais planos, eles construíram a quadra no mar.

Da France Presse  
Com seus penhascos impressionantes e seu mar de um azul intenso, a ilha de Panyee é um típico paraíso tailandês. Mas não são as belezas naturais que levam os turistas até lá.
Pertencente à província de Phanga Nga, a ilha atrai cada vez mais visitantes por sua quadra de futebol inovadora. Localizada ao lado de um píer, a quadra de 16 m x 25 m se tornou um tesouro nacional depois de uma campanha publicitária de um banco em 2010, que celebrizou a paixão da comunidade de pescadores pelo futebol.
Desafio
Moradores construíram a quadra porque não tinham lugar para jogar devido à falta de locais planos na cidade (Foto: Christophe Archambault/AFP)Moradores construíram a quadra porque não tinham lugar para jogar devido à falta de locais planos na cidade (Foto: Christophe Archambault/AFP)
A falta de lugares planos na cidade não foi empecilho para os moradores, que originalmente jogavam bola na praia, mas só durante a maré baixa, quando havia uma faixa de areia de tamanho suficiente.
Eles então construíram a primeira quadra flutuante há 30 anos, mas ela era feita de madeira com pregos rústicos, e por isso perigosa.
Inspirado na dedicação dos moradores, um banco fez uma campanha falando do sucesso do time de futebol local em um torneio apesar da falta de condições para treinar. Depois da campanha, as autoridades locais construíram a quadra flutuante que está lá atualmente, e que tem contribuído com o turismo local.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O vírus da Aids está mais fraco

Pesquisa inglesa afirma que o HIV está perdendo sua capacidade de se multiplicar dentro do corpo e de provocar o surgimento dos primeiros sintomas da enfermidade

Cilene Pereira (cilene@istoe.com.br)
Depois de passados 33 anos após o surgimento dos primeiros casos de Aids, cientistas ingleses surpreenderam o mundo na semana passada com a afirmação de que o HIV – o vírus causador da doença – está ficando mais fraco. Ou seja, sua capacidade de efetivamente desencadear a enfermidade está menor, além de hoje ser maior o tempo para começarem a aparecer os primeiros sintomas após a infecção. A constatação é o destaque do artigo sobre o assunto, publicado na última edição da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, uma das mais renomadas do mundo.
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A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, com participação de estudiosos da África do Sul, do Canadá, do Japão e da Universidade Harvard (EUA). O trabalho investigou o estado de saúde de mais de duas mil mulheres infectadas em Botsuana e na África do Sul, dois dos países africanos mais atingidos pela epidemia de Aids.
Eles verificaram que em Botsuana – onde o vírus está presente há pelo menos dez anos a mais do que na África do Sul –, a capacidade de multiplicação do HIV está cerca de 10% mais baixa do que no outro País. “Estamos observando a evolução do HIV ocorrer diante de nós e é surpreendente o quanto rápido o processo está acontecendo”, afirmou Phillip Goulder, da Universidade de Oxford. “A capacidade de o vírus causar a doença está se atenuando e isso contribuirá para sua eliminação”, completou o cientista.
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De acordo com o estudioso inglês, há 20 anos uma pessoa levava em torno de dez anos, após contrair o vírus, para manifestar os primeiros sintomas da Aids. “Mas nos últimos dez anos, em Botsuana, esse período aumentou para 12,5 anos. Pode parecer um tempo pequeno, mas visto dentro de um contexto mais amplo é uma mudança rápida. Pode-se imaginar que, a continuar assim, no futuro teremos pessoas que poderão ficar sem apresentar sintomas por décadas.”
Há duas explicações para a chance de isso ocorrer. A primeira reside na própria mecânica de infecção associada ao HIV. Ao entrar no organismo e misturar seu material genético ao das células invadidas – as CD-4, que são parte do sistema de defesa do organismo –, o vírus passa a usar essas células como se fossem fábricas e segue seu curso de replicação. Porém, em alguns indivíduos com sistema imunológico mais forte, o HIV muitas vezes sofre mutações para poder sobreviver. Nesse processo, ele pode se enfraquecer.
A outra tese diz respeito ao uso dos remédios para impedir a multiplicação viral (antirretrovirais). Depois de aplicar um modelo matemático para investigar o efeito dessas medicações, os cientistas verificaram que o tratamento seletivo dado a pessoas com baixa contagem de CD-4 irá contribuir, por diversos mecanismos, para que prevaleçam as formas mais brandas do vírus.
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