sábado, 1 de novembro de 2014

Esquerda x Direita: Entenda de uma vez

 | Saiba o que é


Direita EsquerdaComo muitos leitores e quase todos os militantes não sabem muito bem que diabos é isso de “direita” e “esquerda” de que todo mundo fala, convém “eternizar” aqui no blog um post para esclarecer afinal esses dois conceitos básicos tão presentes no dia a dia do debate público no Brasil e no mundo. Eis a melhor síntese a respeito já publicada em nosso país. Volto em seguida:
(…) Normalidade democrática é a concorrência efetiva, livre, aberta, legal e ordenada de duas ideologias que pretendem representar os melhores interesses da população: de um lado, a “esquerda”, que favorece o controle estatal da economia e a interferência ativa do governo em todos os setores da vida social, colocando o ideal igualitário acima de outras considerações de ordem moral, cultural, patriótica ou religiosa. De outro, a “direita”, que favorece a liberdade de mercado, defende os direitos individuais e os poderes sociais intermediários contra a intervenção do Estado e coloca o patriotismo e os valores religiosos e culturais tradicionais acima de quaisquer projetos de reforma da sociedade.
Representadas por dois ou mais partidos e amparadas nos seus respectivos mentores intelectuais e órgãos de mídia, essas forças se alternam no governo conforme as favoreça o resultado de eleições livres e periódicas, de modo que os sucessos e fracassos de cada uma durante sua passagem pelo poder sejam mutuamente compensados e tudo concorra, no fim das contas, para o benefício da população.
Entre a esquerda e a direita estende-se toda uma zona indecisa de mesclagens e transigências, que podem assumir a forma de partidos menores independentes ou consolidar-se como política permanente de concessões mútuas entre as duas facções maiores. É o “centro”, que se define precisamente por não ser nada além da própria forma geral do sistema indevidamente transmutada às vezes em arremedo de facção política, como se numa partida de futebol o manual de instruções pretendesse ser um terceiro time em campo.
Nas beiradas do quadro legítimo, florescendo em zonas fronteiriças entre a política e o crime, háos “extremismos” de parte a parte: a extrema esquerda prega a submissão integral da sociedade a uma ideologia revolucionária personificada num Partido-Estado, a extinção completa dos valores morais e religiosos tradicionais, o igualitarismo forçado por meio da intervenção fiscal, judiciária e policial. A extrema direita propõe a criminalização de toda a esquerda, a imposição da uniformidade moral e religiosa sob a bandeira de valores tradicionais, a transmutação de toda a sociedade numa militância patriótica obediente e disciplinada.
Não é o apelo à violência que define, ostensivamente e em primeira instância, os dois extremismos: tanto um quanto o outro admitem alternar os meios violentos e pacíficos de luta conforme as exigências do momento, submetendo a frias considerações de mera oportunidade, com notável amoralismo e não sem uma ponta de orgulho maquiavélico, a escolha entre o morticínio e a sedução. Isso permite que forjem alianças, alternadamente ou ao mesmo tempo, com gangues de delinqüentes e com os partidos legítimos, às vezes desfrutando gostosamente de uma espécie de direito ao crime.
Não é uma coincidência que, quando sobem ao poder ou se apropriam de uma parte dele, os dois favoreçam igualmente uma economia de intervenção estatista. Isto não se deve ao slogan de que “os extremos se tocam”, mas à simples razão de que nenhuma política de transformação forçada da sociedade se pode realizar sem o controle estatal da atividade econômica, pouco importando que seja imposto em nome do igualitarismo ou do nacionalismo, do futurismo utópico ou do tradicionalismo mais obstinado. Por essa razão, ambos os extremismos são sempre inimigos da direita, mas, da esquerda, só de vez em quando.
A extrema esquerda só se distingue da esquerda por uma questão de grau (ou de pressa relativa), pois ambas visam em última instância ao mesmo objetivo. Já a extrema direita e a direita, mesmo quando seus discursos convergem no tópico dos valores morais ou do anti-esquerdismo programático, acabam sempre se revelando incompatíveis em essência: é materialmente impossível praticar ao mesmo tempo a liberdade de mercado e o controle estatal da economia, a preservação dos direitos individuais e a militarização da sociedade.
Isso é uma vantagem permanente a favor da esquerda: alianças transnacionais da esquerda com a extrema esquerda sempre existiram, como a Internacional Comunista, o Front Popular da França e, hoje, o Foro de São Paulo. Uma “internacional de direita” é uma impossibilidade pura e simples. Essa desvantagem da direita é compensada no campo econômico, em parte, pela inviabilidade intrínseca do estatismo integral, que obriga a esquerda a fazer periódicas concessões ao capitalismo.
Embora essas noções sejam óbvias e facilmente comprováveis pela observação do que se passa no mundo, você não pode adquiri-las em nenhuma universidade brasileira (…).
VOLTEI.
Isto que vai acima é um trecho do artigo “Democracia normal e patológica – 1“, de Olavo de Carvalho, publicado no dia 5 de outubro de 2011 no Diário do Comércio e incluído por mim no capítulo “Democracia” do nosso best seller O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, o livro que esclarece essas e outras questões sobre a experiência individual, mental, social, cultural, política e intelectual brasileira.
Se você não quer ser uma Luciana Genro ou qualquer militante do PSOL, que usam conceitos como rótulos apenas para atacar adversários ou fazer os velhos aliados parecerem mais moderados do que são (como ao chamar o PT de “direita”), entender o que os conceitos realmente significam na realidade é fundamental para se conectar com ela. (E aos inocentes úteis, nunca é demais lembrar que o governo militar brasileiro foi estatizante, o que é um aspecto esquerdista, embora a esquerda insista em rotulá-lo como exemplo-mor de direitismo aplicado.)
A democracia no Brasil ainda está doente, como mostram mais uma vez as eleições deste ano, disputadas por três candidatos apenas de esquerda (Dilma, Marina e Aécio), mas para curá-la não há dúvida de que é preciso primeiro saber identificar a doença.
Felipe Moura Brasil

Esquerdistas como Paulo Arantes querem falar de “nova direita”, mas nunca entenderam nem a “velha”

31/10/2014
 



Leitores me pediram que desmascarasse o senhor Paulo Arantes por conta de sua entrevista grotesca à Folha de S. Paulo contida na matéria “Nova direita surgiu após junho, diz filósofo“. Mas o filósofo Olavo de Carvalho já o desmascarou em meu lugar.



Veja o comentário do autor do best seller idealizado e organizado por mim, O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. Volto em seguida.
OlavoQuando digo que a intelectualidade esquerdista acabou e que seus últimos representantes não passam de papagaios caquéticos repetidores de slogans, tenho em vista exatamente personagens como Paulo Arantes. “A direita norte-americana não precisa de votos porque está sendo financiada pelas grandes corporações” é afirmação digna do Lula.
(1) As grandes corporações contribuem em massa para o Partido Democrata; o Republicano vive essencialmente de contribuições individuais, é o partido popular por excelência. Isso foi demonstrado em sucessivas pesquisas, das quais o David Horowitz resume algumas no seu novo livro The New Leviathan. Direita rica x esquerda pobre é um estereótipo imbecil, nada mais.
Nota de FMB: Como já anotei aqui no post sobre “o dono do mundo” George Soros, Horowitz mostra no livro que as doações de empresas para os movimentos de esquerda nos EUA somam 3 bilhões de dólares, enquanto que, para a direita, apenas 32 milhões. Mas que importam os fatos para filósofos esquerdistas? Nada!
(2) Mesmo supondo-se que os Republicanos fossem subsidiados pelas grandes corporações, a frase é absurda: para quê um político recebe contribuições de campanha senão para poder ganhar votos e eleger-se? Fora do Parlamento, seus serviços prestados aos financiadores não valeriam um p**do, seriam como as palavras do sr. Paulo Arantes.
RETOMO. Toda vez que um esquerdista como Arantes fala da direita, ele se refere à direita que a esquerda deseja que o público imagine existir, nunca a uma direita existente de fato. Assim se faz a caricatura de todo um pensamento político para demonizá-lo com mais facilidade e evitar que o público entre em contato com ele e perceba os engodos em que acreditava antes.
A maior prova disso veio no ano 2000 com o lançamento do livro esquerdista “Dicionário crítico do pensamento de direita”, que providencialmente excluía os principais pensadores de direita do século XX, jamais lidos por qualquer membro da esquerda brasileira: von Mises, Hayek, Rothbard, Kirk, Muggeridge, Sowell, Babbit, Scruton, Peyrefitte, Voegelin, Guénon, Nasr, Schuon, Lindblom, Rosenstock-Huessy, Rosenzweig, Kristol, além do próprio Horowitz.
O livro, como apontou Olavo na ocasião, continha “uma lista de tarados, psicopatas, esquisitões, assassinos e genocidas – de Röhm a Eichmann -, muitos deles de identidade ideológica incerta, além de autores de terceira ordem e personagens de importância episódica”. Hoje sabemos que, para a maior parte da esquerda, os representantes máximos do pensamento direitista conservador já não são nem mesmo os excêntricos Bolsonaros, Malafaias e Felicianos da vida, mas qualquer internauta “zuero” que faz piada separatista no Facebook.
Arantes não citou exemplo prático algum para tudo que afirmou na entrevista à Folha, de modo que não sei que “direita não convencional” é essa que, segundo ele, surgiu após as manifestações de junho. Quem a representa? (Só falta dizer que são os esquerdistas do PSDB.) Que o povo brasileiro é conservador, todas as pesquisas mostram há anos. Direita política, a única que apareceu recentemente foi a do Partido NOVO, ainda ausente das disputas eleitorais. E direita intelectual, bom, essa aí autores como o próprio Olavo lutaram durante décadas contra a hegemonia da esquerda para que surgisse – e isto aconteceu antes e independentemente de junho de 2013, embora as manifestações tenham despertado a curiosidade política de muitos que vieram a se tornar nossos leitores, o que nem de longe é o que Arantes diz.
Lamentavelmente, suas palavras ocas se passam por “análise” na Folha de S. Paulo. Para falar mal da direita nos grandes jornais, qualquer coisa serve.

Felipe Moura Brasil 

Em ato contra Dilma, manifestantes pedem intervenção militar


01 de novembro de 2014

Manifestantes se reuniram na tarde deste sábado na Avenida Paulista, região central de São Paulo, para protestar contra a reeleição de Dilma Rousseff (PT). Enquanto parte dos participantes carregava faixas defendendo o impeachment da presidente, outra parte levava cartazes com pedidos de intervenção militar no País.

Alguns homens chegaram a ser fotografados exibindo a frase "Agradeço as Forças Armadas do Brasil por nos livrarem do terror comunista em 1964" em referência ao golpe que instaurou a ditadura.

Entre o público estava o músico Lobão, conhecido por ser crítico assíduo do PT. Em suas redes sociais, ele compartilhou com os fãs alguns registros. "Fora Dilma", "Vai pra Cuba" e "Aéciooo" foram algumas das legendas de suas fotos.


De acordo com a CET, a via foi interditada no sentido Consolação e, em seguida, Paraíso. Atos semelhantes foram realizados em outras regiões do País, como em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, e em Curitiba, na UFPR.

Protesto pede impeachment de Dilma Rousseff


Manifestantes se reuniram por volta das 14h na Avenida Paulista, em frente ao MASP, e seguiram sentido Consolação

Foto: Fernando Zamora / Futura Press

Lances da mobilização em Sao Paulo, Paraná e Brasília









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