quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Veja os aliados que não aparecem nos palanques de Dilma


REDAÇÃO
22 Outubro 2014 | 05:00

Nomes como Paulo Maluf e José Roberto Arruda têm sido evitados pelos candidatos devido prejuízo que podem causar às suas imagens

Em meio a uma das disputas mais acirradas das eleições presidenciais nos últimos anos, com os candidatos chegando a trocar farpas e acusações pessoais nos debates, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) têm evitado aparecer em público com seus apoiadores mais polêmicos e que podem prejudicar sua imagem junto ao eleitorado.
Se por um lado o tucano comemorou o apoio público de Marina Silva (PSB), que conseguiu 21% dos votos válidos, à sua candidatura, por outro ele sequer tem mencionado o seu correligionário Eduardo Azeredo, réu no mensalão mineiro que pode pegar 22 anos de prisão. Já a presidente Dilma, também tem evitado associar sua imagem a caciques do PMDB, principal partido de sua base aliada. Confira abaixo alguns dos aliados evitados pelos candidatos:
José Sarney (PMDB-AP) - Acusado de envolvimento em diversos escândalos, dentre eles a nomeação de seus parentes para cargos por meio de atos secretos no Senado, o senador faz parte dos que apoiam oficialmente a candidata petista, mas não tem aparecido em seu palanque.


Paulo Maluf (PP-SP) - Condenado por improbidade administrativa pelos desvios nas obras do Túnel Ayrton Senna durante sua gestão na prefeitura de São Paulo, Maluf também é outro aliado da presidente que não aparece em sua campanha.


Renan Calheiros (PMDB-AL)Outro cacique do PMDB acusado de envolvimento em diversos escândalos, como o pagamentos de R$ 400 mil de pensão para a jornalista Mônica Veloso por meio de lobista ao longo de 21 meses, o presidente do Senado também é um dos apoiadores que a petista tem evitado de aproximar.


Neca Setúbal - A educadora e herdeira do Banco Itaú, que coordenou o programa de governo de Marina Silva (PSB) ficou emarcada após os ataques do PT associando ela aos interesses dos banqueiros. Neca chegou a declarar publicamente seu apoio a Aécio, mas nunca foi vista em atos de campanha do tucano, que também não fez esforços para ter a presença dela em seu palanque.

O que sabe Lula sobre o nazismo?


A acusação de Lula, comparando a campanha dos tucanos com o regime de Hitler mostra a que nível chegou a apelação do ex-presidente para tentar manter o PT no poder

JOSÉ FUCS
22/10/2014 

Lula e Ahmadinejad, em Brasília (Foto: : Adriano Machado/LatinContent/Getty Images)
É estarrecedor, para usar a palavra preferida pela presidente Dilma Roussef na campanha eleitoral, a comparação dos tucanos com os nazistas, feita ontem por Lula, durante um comício em Recife. No mesmo tom raivoso com que vem destilando suas críticas a Aécio, Lula afirmou, para surpresa e indignação não apenas de seus adversários, mas principalmente dos que viveram os horrores do regime de Hitler, nos anos 1930 e 1940: “De vez em quando, parece que estão agredindo a gente como os nazistas agrediam no tempo da 2ª Guerra Mundial”.
Num sinal de que perdeu completamente a noção dos limites estabelecidos pelo jogo eleitoral, Lula ainda comparou os líderes do PSDB a Herodes e Dilma, a Jesus: “Outro dia eu dizia para eles: vocês são mais intolerantes que Herodes, que mandou matar Jesus Cristo quando ele nasceu, com medo de ele virar o homem que virou. E vocês querem acabar com o PT, com a nossa presidente, querem achincalhar ela, chamar ela de leviana”. 
É inacreditável que um ex-presidente chegue a esse nível de apelação para angariar votos para sua candidata numa eleição que deverá ser decidida voto a voto até o final da apuração. Com a história não se brinca, mesmo que se admita “fazer o diabo para vencer uma eleição”, como chegou a afirmar Dilma no início da campanha. Mesmo que se aceitasse que a palavra "leviana" fosse mesmo um xingamento, que até hoje não constava dos dicionários do gênero, e mesmo que Lula tivesse razão sobre a intensidade dos ataques desferidos pela oposição contra Dilma – o que, como se sabe, não é verdade -, isso não justificaria a comparação feita com um dos regimes mais sanguinários e autoritários de toda a história. Nada, absolutamente nada, nas atitudes de Aécio guarda a menor semelhança com a carnificina provocada pelos nazistas em todo o mundo, até porque ele apenas reagiu à tentativa de “desconstrução” de sua candidatura pelo PT – uma estratégia adotada com sucesso no primeiro turno contra a candidata do PSB, Marina Silva, e contra os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, em eleições passadas. Diante da afirmação estapafúrdia de Lula, talvez seja o caso de perguntar aqui: o que ele sabe sobre o nazismo?
Exceto pelo estreito contato que mantém com a central de infâmia montada pelo PT contra seus adversários, comandada pelo marqueteiro João “Goebbels”Santana, como afirmou o cineasta Fernando Meirelles, numa referência a Joseph Goebbels, o temido ministro da propaganda nazista, Lula parece saber muito pouco sobre o regime de Hitler. Sua aproximação com o ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fala por si mesma. Numa prova inequívoca de má fé e ignorância histórica, Ahmadinejad, um dos maiores inimigos de Israel, sequer reconhece a ocorrência do Holocausto, como é conhecido o extermínio de seis milhões de judeus por Hitler, na Segunda Guerra Mundial.
Se Lula se preocupasse mais com as ações de seu próprio partido e de seus aliados, talvez pudesse aprender um pouco mais sobre o regime hitlerista. Em vez de acusar os tucanos de agir como nazistas, Lula deveria ter demonstrado um mínimo de indignação quando a blogueira cubana, Yoani Sánchez, foi impedida de dar uma palestra no Brasil pelas milícias fascistas de seus aliados. Mas, como ela critica a falta de liberdade na ilha de seu amigo Fidel Castro, ele preferiu fazer vistas grossas. 

Uma tremenda molecagem!

Uma das chaves do sucesso de Lula é a coragem de dizer o que lhe apetece – às favas a verdade. 20/10/2014 -

Lula (Imagem: Felipe Rau / Estadão Conteúdo / AE)
Ricardo Noblat
Qual Lula é o verdadeiro?O bem educado que aparece no programa de propaganda eleitoral de Dilma na televisão, defende os 12 anos de governos do PT e, ao cabo, sorridente, pede votos para reeleger sua sucessora?
Ou o moleque de rua que pontifica em comícios país a fora, sugerindo, sem ter coragem de afirmar diretamente, que Aécio é capaz, sim, de dirigir embriagado, agredir mulheres e se drogar?
O segundo é o mais próximo do verdadeiro Lula. Digo por que o conheço desde quando era líder sindical. Lula é uma metamorfose ambulante. Não foi ninguém quem o disse, foi ele quem se rotulou assim.
A esquerda tudo perdoaria a Lula desde que chegasse ao poder. Chegou, cavalgando-o. Uma vez lá, se corrompeu. Quanto a ele... Não sabia de nada. Nunca soube.
Justiça seja feita a Lula: por desconhecimento de causa e preguiça, ele jamais compartilhou as ideias da esquerda. Assim como ela se aproveitou dele, Lula se aproveitou dela. Um casamento não por amor, mas por interesse.
Na primeira reunião ministerial do seu governo em 2003, Lula se irritou com um ministro e desabafou: “Toda vez que me guiei pela esquerda me dei mal”.
Retifico: ele não disse que se deu mal. Usou um palavrão. Nada demais para o sujeito desbocado que nunca pesou o que diz. Grossura nada tem a ver com infância pobre.
Lula é um sucesso do jeito que é. Mudar, por quê? Todos admiram sua astúcia. Muitos se curvam à sua sabedoria. E outros tantos temem ser apontados como desafetos do retirante nordestino que se deu bem.
Uma das chaves do sucesso de Lula é a coragem de dizer o que lhe apetece – às favas a verdade.
No último sábado, em comício em Belo Horizonte, Lula disse que nunca foi grosseiro com adversários.Textualmente: “Não tive coragem de ser grosseiro contra Collor, Serra, Alckmin, Fernando Henrique. Pega uma palavra minha chamando candidato de mentiroso e leviano”. É fácil.
Lula chamou Sarney de ladrão. E Itamar Franco de filho da puta.
Resposta de Itamar em maio de 2003: “Gostaria de saber o que aconteceria se a situação fosse inversa, ou seja, se esse indivíduo arrogante e elitista fosse o presidente da República e alguém lhe chamasse disso. (...) Minha mãe se chamava Itália Franco. Mas fosse um filho da p., certamente teria por ela o mesmo amor filial”.
Você pensa que Lula ficou constrangido com a resposta de Itamar? Foi ao velório dele. Assim como foi ao velório de Ruth Cardoso, mulher de Fernando Henrique. Chorando, lançou-se aos braços do ex-presidente.
Pouco antes da morte de Ruth, a Casa Civil da então ministra Dilma montara um dossiê sobre despesas com cartão de crédito do casal FH. Depois, a ministra se desculpou.
Lula não é homem de se desculpar. Nem mesmo quando trata um assessor a pontapés. Como governador de Minas Gerais, no auge do escândalo do mensalão, Aécio lutou para que o PSDB não pedisse o impeachment de Lula. Conseguiu.
Mais tarde, Lula tentou convencê-lo a aderir ao PMDB para disputar a presidência com o seu apoio. Aécio não quis.
De volta ao comício de Belo Horizonte.
Antes de Lula falar, foi lida a carta de uma psicóloga acusando Aécio de espancar mulheres e de ser megalomaníaco. Ele ainda foi chamado de "coisa ruim", "cafajeste" e "playboy mimado".
Por fim, a plateia foi ao delírio ao ouvir Lula dizer sobre o comportamento de Aécio em debates: “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”.

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